
Inter - Tri-campeão gaúcho. Foto: site oficial do Inter
O título colorado veio somente na decisão por pênaltis. E pelo que foi visto no jogo, não poderia ser diferente.
A proposta do técnico Lisca era esperar o Inter no seu campo e tentar decidir a partida numa roubada de bola ou num lance de bola parada.
O juventude tinha três volantes no meio. Sem a posse de bola, dois atacantes marcavam os laterais colorados. Zulu cuidou dos avanços de Fabrício pelo lado esquerdo e Bérgson fez o mesmo do outro lado com Gabriel.
Com isso, Diogo Oliveira, o mais adiantado no losango de meio, virava a referência ofensiva.
Sem a jogada pelas laterais, o Inter encontrou muitas dificuldades. Mesmo tendo a posse de bola (66%), o time de Dunga não conseguia finalizar.
Fred não fez boa partida e D’Alessandro foi muito bem marcado. O Juventude jogava compactado, pegava todos os rebotes e mesmo atacando pouco, era sempre agressivo quando ia à frente.
O Inter só conseguiu ter uma chance mais clara quase no final da partida com Caio, de cabeça na pequena área. No mais, uma posse de bola improdutiva.
Na estratégia de jogo do Juventude, as coisas deram certo. Não contava com o gol mal anulado pelo árbitro Márcio Chagas. Aos 12 minutos, numa cobrança de escanteio de Robinho, Diogo Oliveira cabeceou para fazer o gol. Lance normal, só que o árbitro Márcio Chagas viu falta em Willians.
Levando em conta toda a campanha, não há como tirar o mérito do título colorado. Dunga acabou com a instabilidade no vestiário e deu um padrão de jogo à equipe.
Vai precisar do apoio da diretoria na contratação de reforços para a disputa do Brasileirão.