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Luxemburgo é o técnico. Reflexões à beira-mar.

21 de fevereiro de 2012 53

Já fui fã de carteirinha de Luxemburgo, durante muitos anos o considerei o melhor técnico do Brasil, seus times não só ganhavam como também jogavam bonito.

Mas desde 2005, quando surgiu o Luxemburgo Manager, dirigindo orçamentos e sendo responsável por contratações e dispensas de jogadores, no modelo Alex Ferguson no Manchester United, acabou o técnico.

O treinador viu-se envolvido em uma série de denúncias e seus times deixaram de seguir critérios técnicos para servirem a interesses econômicos.

Luxa envolveu-se com jogos ilegais, relaxou com seu trabalho e acabou perdendo seu posto de treinador de primeira linha.

Fez um trabalho medíocre no Atlético Mineiro, perdeu o comando do vestiário do Flamengo e vem agora tentar recuperar o que restou da sua carreira no Grêmio.

Ouço muitos falarem assim, “ninguém desaprende”, mas já diria o poeta: “o tempo não para”. O futebol precisa de atualização, este papo furado de que “futebol é simples” e blá blá blá, não funciona. Quem acha que já sabe tudo, é porque está em plena decadência.

Luxemburgo vinha me passando esta impressão, de um técnico acima do bem e do mal, que já chegou a um nível de sabedoria que nós simples mortais jamais atingiremos.

Se ele realmente acredita nisso, está fadado ao fracasso, mas se fizer uma autocritica sobre seus últimos trabalhos e reavaliar algumas posturas, quem sabe não retome seu bom momento no Rio Grande do Sul.

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O Gre-Nal visto de longe

21 de fevereiro de 2012 43

Acompanho o noticiário à distância. O Grêmio se repete. Um mês e meio e oito jogos depois, o Grêmio demitiu Caio Jr. É de um amadorismo que chega a ser constrangedor para um clube do tamanho do Grêmio.

E o pior, estamos falando de um início de temporada, onde era possível conhecer o treinador com calma, avaliar com toda a cautela do mundo para fazer a escolha com convicção e nenhuma dúvida.

Mas profissionalismo passa longe do departamento de futebol do Grêmio já há algum tempo, tudo é feito na base da intuição, às vezes funciona, outras não. Quase sempre não, basta ver os títulos conquistados pelo clube nos últimos anos.

Quarta-feira tem Gre-Nal. O Inter está com o time montado, entrosado e jogando de acordo com as ideias do seu treinador. Entra como o grande favorito no clássico. Tem os melhores jogadores e uma equipe consolidada coletivamente. O que pode equilibrar é o fator “Gre-Nal”, a rivalidade do clássico, mas o momento colorado é melhor.

Durante um bom tempo, Odone responsabilizou Renato por tudo, com certeza, Caio Jr. será o responsável por qualquer coisa que vier a não dar certo daqui para frente.

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Caio Jr. de saída. Isto é que é planejamento!

19 de fevereiro de 2012 188

Quando falamos em profissionalismo no futebol brasileiro, olhamos para nossos clubes e constatamos que somos crianças de colo ainda neste assunto.

A notícia da saída de Caio Jr. é só mais uma mostra disso. No discurso oficial, o Gauchão não vale nada, mas se o treinador não der resultados imediatamente é mandado embora sem nenhuma justificativa plausível.

Caio chegou agora, o grupo é novo, de todos os jogadores contratados, dois apenas são afirmados e estão dando resultados: Marcelo Moreno e Kléber.

No mais, Marco Antônio não deu resposta, Grolli é jovem e precisa de tempo, está longe de ser uma afirmação, Léo Gago vinha bem, mas acabou se lesionando, perdeu Mário Fernandes e Júlio César por lesões, Douglas e Rochemback foram embora e ainda é muito pouco tempo de treinamento. Estamos apenas em fevereiro e Caio ainda não completou dez jogos à frente do Grêmio.

A profissionalização não se dá simplesmente remunerando alguém para mandar no departamento de futebol. Profissionalização é planejamento científico e isto não se faz no achismo.

É constrangedor o Grêmio demitir o seu técnico em fevereiro de 2012 tendo-o contratado em dezembro de 2011. Não é do tamanho do clube. Pior é constatar que o amadorismo segue dando as cartas no clube em pleno 2012.

Outra vez saí em férias e Mancini foi demitido agora saio em férias e Caio é demitido. Isto é que é planejamento.

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Uma tese nas férias sobre o calendário brasileiro

19 de fevereiro de 2012 23

Os regionais atrapalham os grandes clubes do futebol brasileiro. Não há tempo para uma pré-temporada eficiente e o número de lesões atrapalha o restante da temporada.

Além disso, os maus resultados, pelo pouco tempo de preparo, pressionam os treinadores que veem seus trabalhos interrompidos no meio do caminho.

Eu faria um regional sem os clubes da primeira divisão. Estes jogariam somente a partir de fevereiro a Copa do Brasil e a Libertadores da América.

O Brasileirão começaria na metade de abril, finalizando em novembro. Férias em dezembro. Pré-temporada em janeiro, competições a partir de fevereiro.

Precisamos reforçar as competições regionais que garantam vaga para as divisões nacionais, tantos D, C, e B. Mudar os paradigmas,  nacionalizar nossos clubes do interior e não apenas ter como objetivo enfrentar a dupla Gre-Nal uma vez ao ano.


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Parceria assim é só nós dois

18 de fevereiro de 2012 10

Férias 2012 com a parceira de sempre

É com ela que vou a todos os lugares ou que deixo de ir a vários lugares. Adora o mar mais do que qualquer outra pessoa que eu já tinha conhecido e tem uma energia que eu não tive em momento algum da minha vida, ou pelo menos que eu me lembre não. "Parceria assim é só nós dois". Ela me conhece no olhar e eu, não preciso nem dizer. Gosta da praia, mas também curte ficar "em casa" olhando o mar e brincando com a sua imaginação.  Eu sou assim, sempre com ela, mas também atualizado, lendo no momento o livro do Boni, o que rola na internet, olhando o mar, participando do twitter e abusando do filtro solar. O que rola de música ruim na beira da praia é impressioanante, isto é universal. Mas é tudo muito legal.

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Sobre o gramado do São José

17 de fevereiro de 2012 31

Recebi e repasso para vocês:

"Trabalho na Gramados Sintéticos Assessoria Esportiva, empresa que implementou o gramado sintético no estádio do Zequinha. Neste sábado teremos o jogo muito importante no estádio do São José, local onde fizemos a instalação, e gostaria de contribuir com algumas informações pois sei que o tema gera polêmica e margem para muitos debates.

Existem diversos tipos de grama sintética, modelo de fio, altura de fio, sistema de instalação com borracha e areia, entre outros componentes. Assim como existe um campo de futebol de grama natural na várzea e existe o gramado do estádio Olímpico, existe grama sintética que se assemelha a um tapete para uma quadra de bairro e o gramado do E.C. São José.

O renomado laboratório holandês, Isa Sport, que realiza testes para a FIFA, esteve no Passo D´Areia contratado por nós para realizar diversos testes verificando a similaridade com o gramado natural. Nesses testes são analisados rebote de bola, rolagem de bola, rebote de bola invertida, abrasividade, resistência de rotação de joelho e tornozelo (com maquina que mede a força em newtons) aceleração com atrito, entre outros. Todas essas medições são baseadas em índices gerados em testes iguais em gramado natural.

O resultado disso é a Fifa não homologar o gramado, homologar com uma estrela, ou homologar com duas estrelas de acordo com a similaridade dos resultados. Graças há um excelente trabalho de todos o E.C. São José teve a homologação com duas estrelas.

No exterior, especialmente em países de frio, o sintético é mais difundido e utilizado. Recentemente o Boca Juniors inaugurou um suplementar sintético para treino dos profissionais. A seleção Uruguaia em junho de 2011 também realizou a inauguração de um sintético para treino dos seus jogadores mundialmente conhecidos.

Estamos finalizando a instalação no Esporte Clube Novo Hamburgo para um suplementar também.

Em anexo lhe envio fotos de outros estádios com grama artificial, na Rússia e no México onde o estádio recebeu a final da Libertadores 2010.

O risco de lesões existe como em qualquer campo, lesões como a do Rodolfo ano passado, que quebrou o tornozelo ou a do Mario Fernandes recentemente caindo sobre o ombro, se tivessem ocorrido em grama sintética com certeza teriam justificativas no piso, mas como foi em gramado natural foi algo que acontece no esporte.

O pré-conceito normalmente é o ônus da novidade, da mudança, mas ficam as informações, as testagens, a certificação em anexo e a certeza de um trabalho serio e eficiente por trás de tudo isso.

Um abraço,"

Gustavo Aveline.








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Férias sem relógio

16 de fevereiro de 2012 4

Onde tem mar é possível jantar perto da meia-noite com a maior naturalidade. Tudo fecha mais tarde, o sol castiga durante o dia.

Tento me manter informado. Sempre que estou em “casa” ligo na Gaúcha, com a internet é uma barbada.

Leio os sites, participo do Twitter e atualizo o blog com questões que não aprofundem a dupla Gre-Nal, na medida em que não estou vendo os jogos, prefiro não me intrometer em assunto tão sério.

Beira de praia é tudo parecido, um monte de vendedor, carrinhos de som, gente animada em excesso e um sol escaldante.

As crianças adoram, nós pais é que tratemos de nos divertir também e é o que estou tratando de fazer.

Uma constatação imediata. Preparo físico para a natação completamente deficiente. Técnica perfeita, mas precisando de uma pré-temporada urgente.

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Cortesia da Cláudia Ioschpe

16 de fevereiro de 2012 7

Adriana Lima. Cortesia da Claudinha Ioschpe

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De saída

16 de fevereiro de 2012 30

O que parecia inacreditável agora é realidade. Ricardo Teixeira está deixando a CBF. O homem que comandou o futebol brasileiro durante mais de três décadas sem dar explicações a ninguém, está enrolado até o pescoço com denúncias de crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de ser acusado de receber R$ 16 milhões de propina para escolher a ISL como empresa de marketing da FIFA.

Nunca foi recebido no Palácio do Planalto pela Presidenta Dilma Rousseff, que não quer ligar sua imagem com a do dirigente, por isso Ronaldo foi trazido como uma espécie de escudo de Teixeira.

Sua família já está em Miami onde deverá ser o seu refúgio. A saída deverá ser resumida a uma nota oficial no site oficial da CBF.

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Rápida Viagem

14 de fevereiro de 2012 3


Viagem curtinha de férias, dia 26 estou de volta. Mas por vezes conectado. Um desatento ligado.

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"Haja hoje para tanto ontem" (Paulo Leminski)

12 de fevereiro de 2012 8

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O fascínio da final

10 de fevereiro de 2012 30

A partida final continua tendo uma relação fascinante com o esporte, mesmo que o Brasileirão de pontos corridos tenha organizado o calendário do futebol brasileiro, cada vez que vejo uma grande final como a do Super Bowl, fico pensando no que deixamos de faturar em visibilidade, emoção e grana sem uma final de campeonato, sendo este o país do futebol.

Pensem no mercado americano e asiático e não apenas no europeu. Vamos aos números da final do Super Bowl XLVI: foram 162,9 milhões de telespectadores em todo o mundo, um aumento de 46% em relação ao ano passado.

A vitória do New York Giants sobre o New England Patriots por 21 a 17 bateu um novo recorde de audiência global. No ano passado o evento foi assistido por 111 milhões de pessoas, em 2012 o número saltou para 162,9 milhões, um aumento de 46% no número de telespectadores em todo o mundo. Esta é a terceira maior audiência da história da NFL.

O Super Bowl de 1987, quando o Giants venceu o Denver Broncos, e a edição do ano passado, na vitória do Green Bay Packers sobre o Pittsburgh Steelers, atingiram uma porcentagem superior à do evento ocorrido neste domingo, em Indianápolis. Em ambas as ocasiões, o percentual de televisões ligadas foi de 47,9%.

Não sou contra o campeonato de pontos corridos no Brasil, pelo contrário, apenas incluiria a final. Considero decisivo. Da seguinte forma. Diminuindo os regionais e começando o Brasileirão em abril.

Vinte clubes, jogos ida e volta. Duas opções: prefiro essa: o campeão do primeiro turno enfrenta o do segundo. Se um time ganhar os dois turnos será o campeão. A vantagem de jogar pela igualdade e de ser o mandante da final será do time que tiver somado mais pontos no total. Para efeito de rebaixamento vale a soma geral de pontos.

A outra possibilidade são os dois que somarem mais pontos realizarem dois jogos finais, mas se a diferença for maior do que três pontos, não tem final. No mais, igual. Vantagem do segundo jogo em casa e da igualdade para quem somou mais pontos em toda a competição.

É apenas uma ideia que tenho todos os anos após ler os números do Super Bowl.

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Gre-Nal e férias

05 de fevereiro de 2012 18

O horário é diferente, 19.30, incomum para um domingo, mas com uma vantagem, não tem a chatice da voz do Brasil.

O Grêmio não tem mais Douglas e ainda busca um time. A rigor tem dois atacantes afirmados que podem individualmente definir. Coletivamente, Caio Jr. ainda corre contra o tempo.

O Inter vai com uma equipe reserva, mas com jogadores experientes e de boa qualidade.

Eu comento pela Gaúcha e depois entro em férias. Gre-Nal é uma competição à parte, afinal, este é o Rio Grande do Sul.

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Grêmio vence antes do Gre-Nal

02 de fevereiro de 2012 27

Kléber marcou o gol da vitória. Foto: Ricardo Duarte

O mais importante era vencer o São Luiz de Ijuí no Estádio Olímpico e o objetivo foi atingido. O único gol da partida foi marcado por Kléber, num passe de calcanhar de Marcelo Moreno.

O Grêmio subiu para seis pontos no grupo 2 e agora tem o clássico Gre-Nal no próximo domingo.

Antes do jogo, o impacto da notícia da saída de Douglas para o Corinthians. Pronto acabou. Tanto incomodou com seus empresários que finalmente vai voltar para o Parque São Jorge. Que seja feliz.

Acho Douglas tecnicamente muito bom, mas esta sua má vontade não condiz com a condição de um atleta profissional e a atitude dos seus empresários é constrangedora para a categoria.

No jogo, Caio Jr. armou o time num 4-4-2 em duas linhas com Leandro e Marco Antônio abertos pelos lados, Leandro na esquerda e Marco Antônio na direita. Fernando e Marquinhos centralizados.

O São Luiz veio no 3-6-1 e com o objetivo claro de se defender. O time tricolor, ainda sem conjunto, não teve articulação ofensiva e abusou da ligação direta.

O árbitro Jean Pierre Gonçalves errou ao marcar pênalti em Leandro numa falta cometida fora da área. Mas Kléber desperdiçou. Méritos para o goleiro Vanderlei que fez a defesa no canto. Mas foi o Gladiador que acabou se redimindo e marcando o gol da vitória.  

Na segunda etapa, Caio Jr. inverteu Leandro e Marco Antônio, mas pouca coisa mudou, o time seguiu sem articulação ofensiva.

É um início de trabalho e o torcedor terá de ter paciência, é um time novo e o treinador precisa de tempo para buscar a melhor formação.

Que não se coloque novamente o Gre-Nal como fator decisivo para julgar o trabalho de um profissional.


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O Inter passou. Agora é pra valer.

02 de fevereiro de 2012 49

Tinga foi destaque na classificação do Inter. Foto: Alexandre Lops

Terminou tarde, mas o Inter saiu de campo classificado para a fase de grupos da Libertadores da América.

O jogo foi empolgante desde o primeiro minuto, quando Nei vacilou e cometeu pênalti. Pronto, 1 a 0 Once Caldas e o fim da vantagem conquistada no Beira-Rio.

Foram alguns minutos de descontrole emocional e de pressão colombiana.

Mas em seguida o Inter voltou a colocar a bola no chão e D’Alessandro deixou Oscar na frente do gol. O jogador colorado só conseguiu ser parado com pênalti. O próprio D’Alessandro empatou a partida.

Numa linda jogada coletiva com Kléber, Oscar, D’Alessandro, finalizando com Tinga, o Inter marcou o       2 a 1.

O Once Caldas empatou logo em seguida. Foram quatro gols em 45 minutos num jogo disputado num ritmo alucinante.

Do 4-2-3-1 para o 4-3-2-1

Vamos à questão tática. O Inter começou no 4-2-3-1, com Tinga entrando na mesma função de Dagoberto, aberto pelo lado esquerdo na linha de três à frente dos dois volantes e atrás de Damião.

Ofensivamente funcionou muito bem, tanto que o segundo gol saiu por ali.

Defensivamente, o Inter enfrentou problemas pelo seu lado direito onde Nei não estava bem e Bolatti não guardava posição, deixando o lado totalmente desprotegido.

Com o placar favorável, Dorival fez uma troca no intervalo no posicionamento de Tinga. Tirou ele do lado esquerdo e o colocou com um volante ao lado de Bolatti e Guiñazu, dando maior cobertura a Nei. Funcionou, e o Inter equilibrou o setor.

Em números, Dorival saiu do 4-2-3-1 para o 4-3-2-1, assim: Tinga, Bolatti e Guinãzu. Oscar e D’Alessandro. Damião.  

No final: 4-3-1-2-

Na reta final, Dorival fixou D’Alessando, o melhor em campo, como uma espécie de reboteiro e deixou fixos para puxarem o contra ataque, Oscar e Damião. O Inter perdeu três gols incríveis, com D’Alessandro, Damião e Dagoberto (que entrou no lugar de Damião).

Ganhou o melhor

O Inter é tecnicamente superior ao Once Caldas e jogou com inteligência. Indio foi destaque, junto com Guiñazu, Tinga, Oscar e especialmente D’Alessandro, mais uma vez o melhor da equipe.

Dorival mostrou toda a sua capacidade para armar a estratégia de jogo e merece todos os méritos na classificação colorada.

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Texto retirado do blog da cubana Yoani Sánchez

01 de fevereiro de 2012 50

Blogueira cubana espera pela autõrização de Raul Castro até sexta para vir ao Brasil

“Prefiro um milhão de vozes críticas ao silêncio das ditadurasDilma Roussef

Escolher o momento para uma visita presidencial pode ser um trabalho sumamente ingrato neste mundo tão imprevisível e mutável. Quando a data da viagem de um chefe de estado é anotada em sua agenda, anunciada e combinada com os anfitriões, geralmente a vida se encarrega de rodeá-la de imprevistos. Os palácios de governo não conseguem controlar o azar nem tampouco prever esses acontecimentos surpreendentes que rarefazem o cenário da chegada de um dignatário.  Bem o sabe Dilma Roussef. Sua presença em Havana foi preparada durante semanas e foi precedida, inclusive, pela do chanceler Antonio de Aguiar Patriota. Tudo parecia firme e bem firme: um cronograma rápido, eficiente, protocolar, focado em temas econômicos e que terminaria com a subida no avião com destino ao Haití. Porém algo se complicou.

Muitos dias antes que a economista e política brasileira aterrizasse no Aeroporto José Martí, morreu um jovem cubano depois de uma greve de fome prolongada. Os meios oficiais apressaram-se a apresentá-lo como um delinqüente comum, mesmo tendo sido detido numa marcha opositora nas ruas de Contramaestre. O discurso do poder radicalizou-se e a temperatura política alcançou esses graus tão bem manejados pelos nossos governantes. Nesse contexto a recém concluída Conferência do PCC converteu-se mais num ato de afirmação do que de mudança, numa declaração de unidade ao invés de abertura. Muitos dos que aguardavam pelo anúncio de transformações políticas profundas perceberam que o evento foi mesmo a última oportunidade perdida pela geração no poder. Um dia depois do seu encerramento, Raúl Castro – o secretário geral do único partido permitido – recebeu Dilma Roussef, a outrora guerrilheira, que hoje dirige um país com diversas forças políticas e uma imprensa muito crítica.

A agenda cubana de Dilma inclui visitar as obras de construção do porto de Mariel e a possível concessão de um novo crédito bancário. O Brasil é nosso segundo sócio comercial na América Latina, porém não se trata somente de uma questão de recursos. Nestes momentos o raulismo urge ser legitimado por outros presidentes da região. Desse modo que por estes dias haverá sorrisos, apertos de mão, juras de “amizade eterna” e fotos, muitas fotos. Os ativistas cívicos – por seu lado – tentarão um encontro com a mulher que foi torturada e encarcerada durante um governo militar, mesmo que existam poucas possibilidades de serem recebidos. Dilma Roussef conversará com Raúl Castro, estará muito perto dele nesta conjuntura delicada em que o azar a colocou. Esperamos que não desperdice a ocasião e seja conseqüente com a fala democrática, ao invés de optar pelo silêncio cúmplice ante uma ditadura.

Nota: Até a próxima sexta-feira, 3 de fevereiro, não saberei se finalmente as autoridades cubanas me permitirão viajar para a apresentação do documentário “Conexão Cuba-Honduras” em Jequié, Bahia. Agradeço de antemão a todos os que têm feito algo para que eu consiga chegar ao Brasil. Meu agradecimento especial ao senador Eduardo Suplicy, ao realizador Dado Galvão, @xeniantunes e demais cidadãos brasileiros.

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O ano tem 12 meses

31 de janeiro de 2012 17

Caio Jr. tem apenas 3 jogos no comando do Grêmio

O imediatismo tem estragado bons trabalhos no futebol brasileiro. Não há como Caio Jr. agir diferente do que está fazendo. Como ter convicção num sistema tático se você não conhece ainda o melhor dos seus jogadores a partir de uma observação do rendimento deles em jogos oficiais? Uma coisa é a observação em treinamentos, numa partida é completamente diferente. Além disso, o condicionamento físico ainda está longe do ideal, enquanto os clubes do interior já estão com mais de 60 dias de trabalho.

É uma comissão técnica nova, um grupo novo, é preciso de mais tempo para que o treinador possa definir exatamente aquilo que considera o melhor para a equipe.

O velho discurso de que se perder o Gre-Nal será demitido ninguém aguenta mais. Precisamos evoluir, dirigentes, imprensa e torcedores.

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Grêmio perde para o Juventude

30 de janeiro de 2012 123

Kléber foi o destaque do Grêmio. Foto: Daniela Xu

O Juventude venceu porque foi melhor do que o Grêmio, nada, além disso, não foi pela arbitragem e por nenhuma outra conspiração contra o Tricolor.

Daronco tem enormes deficiências como árbitro, mas não foi dele a responsabilidade pelo péssimo desempenho do Grêmio na serra gaúcha.

Caio Jr. repetiu o 3-5-2 do segundo tempo contra o Canoas, onde havia dado certo, mas era uma circunstância daquele momento e contra um dos piores times do Gauchão. Contra o Juventude, foi tudo diferente.

Caio Jr. estreou contra o Lajeadense no 4-2-3-1, depois em Canoas começou num 4-4-2, com losango no meio e no domingo o 3-5-2. Resultado: nenhuma evolução coletiva.

Os primeiros 15 minutos do Grêmio no Jaconi foram bons, mas logo em seguida o bom técnico Piccoli corrigiu seu sistema defensivo e parou o time da capital.

Mário Fernandes na primeira etapa foi um zagueiro preso pela direita, não passou uma vez sequer do meio-campo. Aquela história de revezamento com Gabriel ficou só na teoria dentro do vestiário.

Saimon outra vez foi afoito e acabou cometendo um pênalti e dando a oportunidade do Juventude abrir o marcador.

Caio Jr. ao final do jogo fez uma reclamação constrangedora, típica de quem não conhece regras de futebol e isto é inadmissível para um profissional que dirige um clube da dimensão do Grêmio.

Saimon foi agredido e Bruno Salvador expulso. O jogador saiu para receber atendimento, como diria Arnaldo, “a regra é clara” quando um jogador saiu de campo para ser atendido, ele somente poderá voltar ao gramado quando o jogo novamente estiver em andamento, NUNCA com a bola parada. Mesmo assim, Caio Jr. reclamou duas vezes de Daronco.

Seria interessante que o Grêmio contratasse um profissional para explicar regras de futebol para os seus funcionários do primeiro escalão.

O Juventude ainda fez o segundo gol numa cobrança de falta de Athos com a bola desviando em Grolli e atrapalhando Victor.

Kléber, Gladiador, mostrou bravura, inconformidade com a derrota e foi quem mais tentou alterar os fatos dentro de campo.

Mas na segunda etapa, com 60% de posse de bola, o Grêmio só deu chutão para a área adversária, consagrando o zagueiro Rafael Pereira que ganhou todas pelo alto.

O gol do Grêmio saiu numa iniciativa pessoal de Kléber e numa desastrada falta cometida por Éverton em Marcelo Moreno dentro da área. Pênalti que Kléber converteu.

2 a 1 merecido. O Juventude foi melhor e o Grêmio não mostrou nenhuma evolução, pelo contrário, escancarou uma série de defeitos.

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A vitória do presidente Luigi

30 de janeiro de 2012 30

Giovanni Luigi - Presidente do Inter

A saída de D’Alessandro era praticamente certa e o mérito de sua permanência é do presidente Giovanni Luigi que nunca aceitou a sua saída.

Quando todo o contexto colorado já dava como certa a perda do argentino, Luigi nunca jogou a toalha e tratava sempre de lembrar que o clube tinha contrato com o atleta.

Domingo passado, em Santa Cruz, recebi a informação de que o presidente estaria muito próximo de concretizar o seu objetivo e que D’Alessandro até fotos já estaria tirando com as novas camisas da Nike.

Em seguida um novo contato e a confirmação da contratação de Dátolo.

Fiz minha parte, repassei a todos o que eu sabia, sem revelar a fonte, é claro, e sem decretar que era oficial a minha informação, como é meu estilo. Oficial é quando o clube anuncia, mas com muita confiança no que estava falando porque sabia que estava tratando com gente séria.

Na quarta-feira, Dátolo já estava em Porto Alegre. Fico feliz de ver agora que Luigi atingiu o seu objetivo e conseguiu manter D’Alessandro, oficializando o que havia sido informado no dia 22. É gratificante quando você pode dar uma informação ao seu público e ver que ela se confirma logo a seguir.

Pontos para Luigi. Agora é tratar de passar pelo Once Caldas e depois assinar com a A.G.


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Inter vence no retorno de Tinga

28 de janeiro de 2012 19

Tinga foi o destaque do Inter. Foto: Mauro Vieira

O melhor na vitória colorada foi a atuação de Tinga e a certeza de que ele estará à disposição de Dorival Jr. no jogo da quarta-feira em Manizales, com ou sem D’Alessandro.

Além disso, era importante vencer já que a situação na tabela estava bastante complicada em termos de classificação.

Dalton fazia boa partida, mas outra vez foi vitimado por lesão. Romário entrou em seu lugar e de novo falhou feio no gol do Veranópolis.

Outra vez o desgaste físico esteve presente na segunda etapa, mas não o suficiente para evitar a vitória colorada de 3 a 1.

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