Ficou a impressão de que o Inter tinha tudo para estrear com três pontos no Brasileirão, por isso talvez, o 2 a 2 tenha sido de certa forma frustrante no jogo da Fonte Nova.
O time gaúcho tomou dois gols em 11 minutos, o primeiro com menos de dois minutos num lance de contra-ataque. Gabriel Paulista marcou o segundo de cabeça numa falha do goleiro Agenor.
Aliás, o próprio Dunga deixou claro o seu descontentamento pela decisão de última hora da diretoria de não escalar Muriel e Fabrício.
Os dois treinaram a semana inteira e no dia do jogo o técnico é informado que terá de mudar, não é o ideal, com certeza. Não houve nenhum fato novo com relação a esses jogadores, o problema deles já era sabido com muita antecedência.
Kléber estava comprometendo até os 15 minutos, quando Dunga determinou que Fred abrisse na esquerda ficando logo à frente dele, protegendo o lateral colorado. Quando Fred subia, Airton fechava na esquerda junto com Kléber. A partir da organização defensiva, o Inter tomou conta da partida.
Fred foi o principal jogador do Inter. Fez a jogada para o primeiro gol de Forlán e depois empatou a partida recebendo lançamento de D’Alessandro.
O Inter foi muito melhor na segunda etapa, dominou seu adversário, mas faltou qualidade na frente para chegar à vitória.
Sem Damião e Caio, Dunga ficou dependente de Rafael Moura, que outra fez foi mal. O técnico recorreu ao banco para dar mais força ofensiva, colocando Cassiano e Vitor Júnior. Não adiantou nada, evidenciando a falta de alternativas no grupo.
Josimar entrou no lugar de Willians e foi bem. Mas opções para mudar o time do meio para frente, Dunga realmente não tem no momento.
O Vitória jogou quase sempre atrás, saindo em contra-ataques. O Inter teve 63% de posse de bola e 18 finalizações. O Vitória teve 37% de posse e 7 finalizações.
O Inter deixou de sair com 3 pontos de Salvador.



















