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O jogo em Quito

Bruno Silva e Guiñazu curtindo um mate no avião. Foto: Lenadro Behs
Bruno Silva e Guiñazu curtindo um mate no avião. Foto: Lenadro Behs
                   O Deportivo Quito perdeu para o Cerro do Uruguai na estréia da Libertadores, perdeu três dos cinco jogos do campeonato equatoriano e é o penúltimo colocado na classificação. Além disso, o clube está rachado politicamente e quebrado financeiramente, tem atrasado salários dos jogadores provocando um ambiente de tensão no grupo. A torcida está pessimista quanto ao futuro.

São todos argumentos que demonstram os problemas do adversário colorado quinta-feira às 11 e meia da noite, horário de Brasília. Mas não acredito em facilidades para o time de Fossati. Jogos de Libertadores são sempre pegados e de forte marcação. Na Libertadores do ano passado, no seu estádio, o Deportivo derrotou o Estudiantes da Argentina e empatou com o Cruzeiro.

O técnico colorado deve começar jogando com Bruno Silva na lateral direita. O uruguaio tem experiência de jogar na altitude e isto parece ter pesado na decisão do treinador. Além disso, em relação à Nei, Bruno tem uma característica um pouco diferente, é um jogador que busca mais a jogada pela linha de fundo enquanto Nei fecha mais pelo meio. 

No mais, o time parece definido, no 3-4-1-2. Abbondansieri; Índio, Sorondo e Bolívar. Bruno, Sandro, Guiñazu e Kleber. Giuliano. Edu e Alecsandro. Fossati pode fazer uma variação para o 3-4-2-1, colocando Edu mais atrás, numa linha ao lado de Giuliano, com Alecsandro na referência. Minha opção seria pelo segundo sistema, mas não com Edu e sim com Andrezinho.

Diferente de algumas teorias, a comissão técnica do Inter decidiu não chegar no dia do jogo para fugir dos efeitos da altitude. A preocupação de Jorge Fossati é de que os jogadores treinem com bola e constatem a diferença de peso e velocidade. Um detalhe muito mais técnico do que físico.

É um jogo fundamental para uma melhor avaliação do trabalho do técnico colorado. Fora de casa, na Libertadores, a dificuldade é sempre muito grande. A característica do time colorado é de jogar com aproximação, buscar sempre roubar a bola do adversário para sair em velocidade e uma clara prioridade para o sistema defensivo.

O time de Fossati não valoriza a posse de bola e o passe curto, como fazia Tite, joga na chamada “bola longa”. Mas, os dois técnicos têm uma mesma característica: jogam apenas com um articulador. Tite tinha três volantes e apenas um para articular, D’Alessandro ou Andrezinho.  Fossati também joga com apenas um, que no momento é Giuliano. Com Tite, Giuliano era o jogador pelo lado direito do losango do meio, depois da venda de Magrão.

Por isso é importante que Kleber consiga se juntar a Giuliano, para que tenha mais um na zona de articulação. Além disso, as subidas de Guiñazu são fundamentais para surpreender o adversário. 23.30h prepara o café e o chimarrão. 

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O que fazer?

Será que Adriano vai à Copa?
Será que Adriano vai à Copa?
Difícil a situação do técnico Dunga no caso Adriano. É indiscutível a qualidade do jogador, mas a três meses da Copa, ele sofre com problemas pessoais, desorganizou sua vida de atleta, vai desfalcar o Flamengo na Libertadores e se reapresentou oito quilos acima do peso. Mesmo que mostre força e esteja em forma na época da convocação, como garantir que não terá nenhuma crise em meio à Copa do Mundo. Este é o drama do técnico brasileiro. Quem lhe garante que Adriano vai conseguir ficar concentrado e envolvido somente com o mundial durante cerca de 40 dias? Como agir num caso assim?

Dunga terá de tomar esta decisão nos próximos meses. Se decidir não levar Adriano, quem seria o seu substituto? Pato foi várias vezes chamado, Grafite foi lembrado no último amistoso, ainda tem Fred e até mesmo o garoto Neymar. Falcão sempre destacou Amauri, que está na Juventus. Quem mais?
Minha opção seria por Pato, gosto muito deste jogador. Tem muita técnica e é um exímio fazedor de gols.

Mas fundamentalmente vai pesar a intuição de Dunga sobre a possibilidade de realmente contar com Adriano. Ninguém discute sua capacidade, não é isso que está em questão.

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Inimigo na trincheira

Silas está sendo criticado pelos dirigentes do clube
Silas está sendo criticado pelos dirigentes do clube
Não há como dizer que o Grêmio jogou bem contra o Porto Alegre sábado no estádio Olímpico. Um magro um a zero e uma péssima atuação, tudo isso é verdade, mas daí a achar que é preciso mudar agora o comando técnico considero um excesso. Silas venceu o primeiro turno do Gauchão, a Taça Fernando Carvalho, tem um aproveitamento superior a 80% dirigindo o Grêmio e classificou o time em apenas um jogo na primeira fase da Copa do Brasil. O grupo tem sofrido com lesões e, apesar disso, os resultados são satisfatórios.

Os dirigentes do clube é que tomaram a dianteira para criticar o treinador. Ao invés de respaldo, Silas ouviu de seus superiores que a meia cancha está muito mal e que o time precisa melhorar. Mais do que isso, os dirigentes manifestaram até a preferência por determinados jogadores.

Isto é um absurdo, se não querem Silas, que o mandem embora, mas tentar escalar o seu time através de pressão é demais. E como achar que o Meira e o presidente Duda conhecem mais futebol do que Silas? Alguém realmente acredita nisso?

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O jogo de Ijuí

Inter vence com dificuldades o São Luiz. Foto: Jean Pimentel
Inter vence com dificuldades o São Luiz. Foto: Jean Pimentel
                  

                   O Inter repetiu alguns defeitos já apresentados em outras partidas. Escalado com três zagueiros e dois volantes de características defensivas, o time colorado outra vez padeceu de articulação ofensiva. Nem Éltinho e nem Bruno Silva faziam o trabalho pelo meio e com isso, Andrezinho ficou isolado, recebendo marcação individual do volante Baiano, do São Luiz.

É muito diferente jogar neste esquema tendo dois volantes que saem para o jogo e laterais que cumpram funções de articulação, como é o caso especialmente de Kleber. Ontem em Ijuí, Josimar e Wilson Mathias não davam nenhuma contribuição ofensiva e o time da casa teve muito mais volume de jogo em todo o primeiro tempo.

Fossati não mudou no intervalo, mas logo aos nove minutos retirou Josimar e colocou Guiñazu. O time melhorou em movimentação e Andrezinho ganhou um companheiro para trocar passes. Aos 19 entrou Alecsandro no lugar de Damião e por último, aos 25 foi a vez de sair Taison para a entrada de Thiago Humberto.

O time saiu do 3-4-1-2 para o 3-4-2-1. Com a boa atuação de Thiago Humberto a equipe melhorou em movimentação e posse de bola. Mas a partida só ficou mais fácil para o Inter quando Raone levou o segundo amarelo e acabou sendo expulso de campo.

Pato Abbondansieri impediu por duas vezes o gol de Nicolas, que ficou frente a frente com o goleiro. A vitória colorada veio aos 40 minutos em jogada de Bruno Silva pela direita. Ele cruzou para o meio, Andrezinho deixou para Éltinho que marcou o gol.

Ainda teve tempo de Thiago Humberto perder um gol incrível. A vitória foi o que de melhor aconteceu para o Colorado. O São Luiz deixou o campo com aquela sensação de que o resultado poderia ter sido melhor.

Ainda sem D’Alessandro, acho que o melhor para jogar em Quito seria utilizar o sistema tático que terminou a partida. O 3-4-2-1. Ou seja, apenas um atacante de ofício, com Giuliano e Andrezinho funcionando como dos meias por trás do centro-avante.

O São Luiz fez um enfrentamento de qualidade e está no direito de lamentar uma melhor sorte. Tivesse vencido ou empatado o jogo e não haveria nenhuma injustiça.

Mas o futebol é um jogo e em geral ele ignora qualquer idéia de justiça ou injustiça.

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Vitória sonolenta

O gol de Wlliam logo aos nove minutos dava a impressão de uma goleada fácil do Grêmio sobre um dos piores times do Gauchão. Recentemente, este mesmo Porto Alegre fez um amistoso contra os reservas do Grêmio e tomou uma goleada de seis. Mas o jogo de sábado no Olímpico não teve nada a ver com este amistoso. Depois do gol, o Tricolor ainda forçou um pouco no primeiro tempo com Jonas e Hugo, mas não conseguiu marcar.

O segundo tempo foi de dormir. Assisti num bar aqui em Ijuí e foi difícil aguentar até o final. Ficou mesmo no um a zero e uma atuação bastante discreta. Silas poupou jogadores, mas talvez esteja descobrindo a zaga titular com Mário e Rodrigo.

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Perestroika abre mais 10 vagas para o Kick Off 3

Dunga teve uma ótima conversa com os alunos no Kick Off 2
Dunga teve uma ótima conversa com os alunos no Kick Off 2
 
                    

                 No próximo dia 15, começamos a terceira edição do Kick Off, na Perestroika. A aula inaugural será com o Cléber Xavier e vai tratar de sistemas táticos. Cléber deu aula na edição passada e foi um sucesso. Utiliza recursos de imagem, dá exemplos locais e do futebol internacional e identifica esta linguagem do esporte tão utilizada pelos treinadores.

O curso trata de futebol dentro de campo e todo o seu entorno. Gestão, Marketing, departamento de futebol, jornalismo esportivo e possibilidades de negócio. A turma já esgotou, mas a Perestroika resolveu abrir mais 10 vagas. Quem tiver a fim, corra e procure a escola. O telefone: 51. 30.61.55.64 ou envie um e-mail para jean@perestroika.com.br

Este ano, o curso vai oferecer vagas para estágio nos departamentos de marketing da dupla Gre-Nal, no www.final.com.br e na Trato comunicação que trabalha com a assessoria de imprensa de jogadores. Os alunos também realizarão visita guiada ao Beira-Rio e Olímpico e terão a presença de jogadores em uma aula para perguntarem o que bem entenderem.

Todas as aulas são interativas, o conteúdo é apresentado e o aluno tem total liberdade para questionar o professor/palestrante. Se você gosta de futebol e quer entender mais do assunto, seja para uso profissional ou apenas para adquirir mais conhecimento, não perca esta oportunidade.

Professores:

- Ammir Somoggi (consultor financeiro – Especialista em gestão no futebol)
- Márcio Callage (diretor de marketing da Olympikus – O trabalho da marca no Flamengo).
- Caio Campos (diretor de Marketing do Corinthians – O case Ronaldo).
- Paulo Roberto Falcão (Futebol, táticas e estratégias – O comentário na TV).
- Cléber Xavier (Sistemas táticos)

-
Marcelo Rospide (O treino e a preparação para o jogo)
- PVC (Paulo Vinícius Coelho – ESPN – Jornalismo esportivo)
- Nando Gross (Jornalismo Esportivo)
- Sérgio Xavier (Revista Placar)
- Rodrigo Caetano (Gestão do futebol)
- Fernando Carvalho (Gestão do futebol)
- Jogadores convidados

- Tiago Mattos (possibilidades de negócios no futebol)

 

 

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O gol de Jonas

Jonas Marcou o terceiro gol do Grêmio.// Foto: Nabor Goulart
Jonas Marcou o terceiro gol do Grêmio.// Foto: Nabor Goulart
           


A minha impressão era de impedimento, até olhando na TV, mas depois de receber vários e-mails contestando a minha opinião, pedi que o Chico Garcia olhasse o lance congelando a imagem no momento do passe. Mesma linha, portanto, Jonas NÃO estava impedido. Gol legal.

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Vitória do Inter na análise dos torcedores

Alecsandro voltou a marcar
Alecsandro voltou a marcar
    Estava em Santa Cruz e não pude assistir ao jogo do Inter. Ouvi aos pedaços, difícil de dar qualquer opinião.  Portanto, os comentários são de vocês.

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Com time misto, Grêmio vence o Avenida

Jogadores comemoram o gol de Edílson. - Foto: Diego Vara
Jogadores comemoram o gol de Edílson. - Foto: Diego Vara
Cheguei na Rádio às 3.30h, vindo de Santa Cruz. Acompanhei a vitória do Grêmio contra o Avenida por  3 a 1.  Agora são 4.25h e estou tentando atualizar o blog. Qualquer falha, relevem pela cansaço.

O Grêmio marcou o seu primeiro gol aos 58 segundos de jogo, com Maylson. Aoas 13 já estava 2 a 0, num gol do estreante Edílson.Isto liquidou a estratégia defensiva do técnico Paulo Henrique Marques.

Taticamente, o Avenida jogou 4-2-3-1. Os três meias que estavam à frente  da segunda linha dos volantes, eram Cinval, Fábio Pinho e Miro Bahia. O experiente Alê Menezes fazia a referência entre os zagueiros advsersários, atuando como um pivô. William Magrão e Rochemback foram envolvidos e a todo instante os zagueiros eram obrigados a confrontos mano a mano com o adversário. Hugo e MAylson foram ausentes do sistema defensivo na primeira etapa.

Rodrigo mostrou liderança na zaga e aptidão para liderar. Edílson será o lateral direito titular e  Mário Fernandes deve ser mantido na zaga.
Ainda tem Ósea, Maurício e Rafa Marques,

No primeiro tempo o Grêmio finalizou três vezes e marcou dois gols. O Avenina finalizou sete vezes, teve três chances claras desperdiçadas, e marcou apenas um. Teve cinco escanteios contra quatro do Grêmio. Victor foi a melhor figura em campo na primeira etapa. A defesa era toda nova e estava desentrosada.

No segundo tempo, Silas retirou Rochemback e colocou Adílson. Além disso, Hugo passou a acompanhar as subidas de Diego Eli. O Time ganhou em velocidade e marcação mais agressiva. Miro Bahia foi marcado e não conseguiu jogar. O melhor jogador do Avenida era Fábio Pinho, mas foi sacrificado por uma nova proposta tática, com dois atacantes à frente. O Avenida  para passou a jogar o 4-4-2 ortodoxo, ou seja: 4-2-2-2.

Não deu certo, o Avenida perdeu em criatividade e finalizou apenas duas vezes em bolas paradas. O Grêmio, mais sólido defensivamente, finalizou oito vezes com um gol marcado e duas chances claras não confirmadas.

O gol de Jonas foi aos 37minutos, numa assistência de Edílson. Tudo bem, lindo lance, mas Jonas estava impedido. Erro do auxiliar e não do Márcio Chagas que apitou muito bem.

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Vitória antes da Copa

Robinho foi decisivo na vitória brasileira. Foto: divulgação
Robinho foi decisivo na vitória brasileira. Foto: divulgação

                   A seleção brasileira mostrou sua força e venceu o bom time da Irlanda no último amistoso antes da Copa do mundo. No primeiro tempo, o Brasil teve dificuldades pela forte disciplina tática dos irlandeses. O técnico italiano Giovanni Trapattoni é um especialista em retranca e armou muito bem o seu time. Taticamente, o adversário brasileiro atuou num 4-4-1-1. Duas linhas de quatro muito próximas, um jogador à frente da segunda linha, Robbie Keane e na frente Kevin Doyle. O Brasil somente conseguiu se impor na partida a partir dos 30 minutos. No finalzinho do primeiro tempo, Keith Andrews fez gol contra em jogada de Robinho, que estava em posição de impedimento.

Na segunda etapa, Dunga adiantou a marcação e dificultou a saída de bola da Irlanda. Com isso, o time brasileiro dominou a posse de bola e imprimiu um forte volume de jogo. Mas a mudança mais importante foi aos 19 minutos, quando Dunga retirou Ramires, apagado em campo, e colocou Daniel Alves. O Brasil fez mais um com Robinho e poderia ter feito ainda mais.

Michel Bastos garantiu sua vaga para a Copa, fiquei com esta impressão. Daniel Alves disputa titularidade no meio-campo e Robinho deixou claro que é titularíssimo no time de Dunga. Lúcio e Juan formam a melhor dupla de zaga do mundo e Maicon confirmou todas as suas qualidades.

Taticamente, a seleção brasileira joga 4-2-3-1: J.César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos. Gilberto Silva e Felipe Melo. Elano, Kaká e Robinho. Na frente, Luis Fabiano. Este deve ser o time titular para a estréia na África. Acho que Daniel Alves poderá estar entre os onze, exatamente na vaga de Elano.

No grupo, falta definir o outro lateral esquerdo, o terceiro goleiro e a possibilidade de Ronaldinho ser chamado. No mais, está tudo confirmado.

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Silas e o recado para Mário Fernandes

Mário Fernandes e a vida de atleta
Mário Fernandes e a vida de atleta
Não vi nada demais no que Silas falou sobre Mário Fernandes. Seria antiético se criticasse o rendimento técnico do jogador na partida. Os treinadores perdem a confiança do grupo quando fazem isso. Mas foi Mário Fernandes quem primeiro foi à imprensa e anunciou que queria ser zagueiro. Poderia também ter conversado com o treinador e pronto, sem dar publicidade, mas fez questão de fazer isso. O que fez Silas foi dar uma explicação à torcida. Todos estavam perguntando por que Mário não era colocado como zagueiro. Pronto, Silas respondeu, podemos não concordar com a sua opinião, mas ele explicou.

O técnico já disse várias vezes que considera o atleta com grande potencial e com certeza chegará à seleção brasileira. Mas pondera algumas questões. Segundo ele, para jogar na zaga, Mário Fernandes precisa ganhar mais corpo e para isso é necessário uma rotina de atleta e, claramente, é isso que o técnico está cobrando. O Grêmio inclusive, contratou uma cozinheira para o jogador resolver o problema da alimentação. A idéia é de uma reeducação alimentar. Como diria Bernardinho (técnico de vôlei), o talento é importante, mas para se “chegar lá”, é preciso pagar um preço. Dedicação total, esforço, doação, cuidados com a alimentação, horários e privações. O sucesso não chega do nada, é preciso ir atrás dele. 

Minha opinião. Mário Fernandes é titular na zaga ou na lateral do Grêmio, mas insisto, respeito o treinador e não achei que ele tenha faltado com o respeito com o jogador. Certamente já vinha falando em particular e de nada adiantou, resolveu dar um puxão de orelhas de forma pública e por tabela ainda deu explicações ao torcedor gremista.

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O drama de Walter

Walter tinha tudo para se tornar titular no Inter.
Walter tinha tudo para se tornar titular no Inter.
                      

                      Lamento profundamente o que está ocorrendo com Walter. No meu entendimento, era só uma questão de tempo e ele assumiria a condição de titular. Fossati disse que ele precisa se esforçar mais nos treinamentos. Para alguns, não deveria ter falado publicamente. Mas o treinador é cobrado por não lhe dar a titularidade, portanto, dá uma explicação ao torcedor. Não disse nada grave, e o pior, bastou alguns dias para ficar provado que tinha razão.

Walter visivelmente precisa de ajuda, mas se não aceitar esta ajuda, terá muitos problemas na sua carreira. Ele está chegando, teve lesão grave, nem Abel e nem Tite lhe deram muitas oportunidades. Abel preferia Guto, em detrimento de Walter. Fossati pode ter escolhido Damião em vários jogos do Gauchão, mas no principal jogo do ano, pela Libertadores, escolheu Walter para reverter o mau resultado. Esta decisão é mais forte do que qualquer entrevista. Fossati mostrou que confiava no jogador.

O ideal seria recuperá-lo, dar um suporte emocional que o fizesse trabalhar com tranqüilidade. Retirá-lo do grupo seria ficar com dois a menos nesta primeira fase da Libertadores (Danilo foi a primeira baixa), sem falar na perda de uma importante alternativa de ataque.

Walter está errado na sua forma de agir, mas é preciso recuperá-lo e não lhe dar as costas. 

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A taça é do Grêmio

Ferdinando fez o gol do título.
Ferdinando fez o gol do título.
                  O Grêmio confirmou o favoritismo e conquistou o título da Taça Fernando Carvalho. Não teve grande atuação, é verdade, mas não era o mais importante. O que valia no Olímpico era erguer o troféu de campeão. O último título gremista tinha sido no estadual de 2007.
                  O jogo foi equilibrado no primeiro tempo, a diferença quem fez foi Ferdinando, que acertou uma pancada aos 20 minutos, em cobrança de falta. O time tricolor tinha dificuldades na partida e por isso à importância do gol.
                  O Novo Hamburgo mostrou qualidade e ousadia. Jogou como time grande no Olímpico, teve mais volume ofensivo, mas não conseguiu finalizar para definir a partida. O técnico Gilmar Íser começou com apenas um atacante e no segundo tempo terminou com quatro, pressionando o time da casa. O Grêmio jogou todo o segundo tempo no contra ataque, respondendo à pressão do Nóia que se apossou da iniciativa em campo.
                 A má notícia foi a lesão muscular de Borges que deve fazer exame na segunda-feira para saber ao certo a gravidade. Mas pode desfalcar o Grêmio por um bom tempo.
Hugo reivindicou a titularidade, mas jogou muito pouco. Douglas esteve anulado pela marcação e Jonas ficou sumido em campo. Rochemback foi desarmado várias vezes proporcionando o contra ataque adversário.
                 Na coletiva, Silas foi claro ao responder sobre a posição de Mário Fernandes. Poderá ser zagueiro, segundo o técnico, mas lhe falta mais corpo. “Mário precisa tomar café da manhã todos os dias”. Silas afirmou que, se fosse disputar posição na zaga, Mário Fernandes seria reserva. Portanto, deve seguir como lateral.
                 O título garante certa tranqüilidade para Silas implantar o seu trabalho. São muitas baixas no grupo em tão pouco tempo: Rever, negociado, Souza, Lúcio, Leandro e agora Borges, por lesão. Antes foi Adílson. Várias dificuldades para um time que ainda está em formação.
                 A torcida não gostou quando Silas retirou Jonas para colocar Maylson, queriam a saída de Hugo, mas Jonas também estava muito mal e Silas queria ter uma jogada pelo lado esquerdo. Depois, retirou Douglas, sumido em campo, e fez entrar Adílson.

                  De novo, vaias e gritos de burro. Em tese o Grêmio em casa tem de atacar o Novo Hamburgo, mas o jogo era de alto risco, o time tinha perdido o meio campo e o poder de marcação, é compreensível a decisão do treinador. Tem momentos em que o melhor é assegurar o que já foi conquistado, no caso o um a zero, e foi o que fez o técnico gremista.

Silas mostra que tem estrela. É verdade, perdeu o Gre-Nal, mas não era decisivo. Classificou sem a necessidade do segundo jogo na Copa do Brasil e agora conquista a Taça Fernando Carvalho.

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A francesa que abalou o futebol inglês

Vanessa Perroncel abalou o futebol inglês
Vanessa Perroncel abalou o futebol inglês

                           Ela se chama Vanessa Perroncel, é modelo e atriz e tem 28 anos. Já fez trabalhos para revistas como Maxim e Front. Era casada com Wayne Bridge, ex- Chelsea e atualmente no Manchester City. Tiveram um filho em 2006, Jaydon Jean Claude Bridge, hoje com quatro anos. Separaram-se no final de 2009.

Como modelo, Perroncel nunca esteve tanto em evidência como agora. No final de janeiro, um juiz inglês permitiu a divulgação de informações sobre o caso de Perroncel com John Terry, melhor amigo de Bridge, companheiros de clube e de seleção inglesa. Havia um requerimento judicial anterior que impedia à imprensa mencionar o caso. Os advogados de Terry tinham recorrido junto à lei britânica de direitos humanos para argumentar que o assunto era “estritamente privado e não havia razões de interesse público que justificassem sua publicação”.

O argumento da Justiça destaca que a liberdade de expressão supera qualquer outra consideração neste caso. O juiz argumentou que John Terry estava tentando impedir estas informações porque temia perder seus patrocinadores, que lhe garantiam 11 milhões de euros ao ano. O zagueiro do Chelsea tem dois filhos gêmeos com a esposa, Tony Terry.

Wayne Bridge confirmou que não irá mais atuar pela seleção da Inglaterra para não prejudicar a equipe. O atleta entregou um comunicado para a diretoria da seleção inglesa.
“Pensei muito a respeito de minha posição na Inglaterra, e a respeito dos acontecimentos noticiados nas últimas semanas. Sempre foi uma honra para eu defender a Inglaterra. Sem dúvidas, depois de ter pensado muito cuidadosamente, creio que minha posição agora seria insustentável e que, potencialmente, poderia dividir o grupo. Portanto, lamentavelmente, para o bem da equipe e para evitar qualquer tipo de distração, decido não seguir mais na seleção”.
O técnico italiano Fábio Capello retirou a braçadeira de John Terry e o novo capitão da seleção inglesa é Rio Ferdinand. Mas Terry não perdeu a esposa. Juntos, deixaram-se fotografar em clima de romance, na companhia dos filhos, num luxuoso hotel em Dubai, onde o zagueiro escolheu para dar um tempo após o descanso concedido pelo técnico do Chelsea, Carlo Ancelloti.
Enquanto isso, Vanessa Perroncel, planeja vender sua história com Terry para algum tablóide inglês. Já teriam vários interessados.
Neste sábado, Wayne Bridge e John Terry ficaram frente à frente. No estádio Stamford Bridge, o City derrotou o Chelsea por 4 a 2. Antes do início da partida, havia enorme expectativa para o momento do tradicional cumprimento entre os times. Terry cumprimentou um a um os jogadores do City, quando chegou em Bridge, o jogador do City tirou a mão e não aceitou o cumprimento.

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Sobre a tese da repetição II

Sobre a tese da repetição, vejam quantas vezes Tite repetiu a escalação do Grêmio em 2001 quando conquistou a Copa do Brasil.

VILA NOVA 3 X 2 GRÊMIO
GRÊMIO: Danrlei, Anderson Lima, Gabriel (Cláudio Pitbull 39/2), Mauro Galvão, Itaqui; Eduardo Costa (Vágner 13/2), Anderson Polga, Tinga, Zinho; Luís Mário (Rodrigo Mendes 16/2); Marcelinho Paraíba.

GRÊMIO 4 X 1 VILA NOVA-MG
GRÊMIO: Danrlei; Anderson Lima (Vágner 38/2), Alex Xavier, Mauro Galvão, Rubens Cardoso; Anderson Polga, Eduardo Costa, Zinho, Rodrigo Mendes (Itaqui 07/2), Marcelinho Paraíba; Luís Mário (Guilherme 34/2).
Técnico: Tite

SANTA CRUZ 1 X 0 GRÊMIO
GRÊMIO: Danrlei; Marinho, Mauro Galvão, Anderson Polga; Anderson Lima (Gavião 12/2), Eduardo Costa, Itaqui (Warley 35/2), Zinho, Rubens Cardoso; Renato Martins (Rodrigo Mendes 14/2), Marcelinho Paraíba.
Técnico: Tite

GRÊMIO 3 X 1 SANTA CRUZ
GRÊMIO: Danrlei; Marinho, Mauro Galvão, Anderson Polga; Itaqui (Gavião 29/2), Eduardo Costa, Tinga (Fábio Baiano 16/2), Zinho, Rubens Cardoso, Marcelinho Paraíba; Rodrigo Mendes (Luís Mário 35/2).
Técnico: Tite

GRÊMIO 1 X 0 FLUMINENSE
GRÊMIO: Danrlei, Itaqui (Emerson 33/2), Marinho, Mauro Galvão, Rubens Cardoso; Anderson Polga; Tinga, Fábio Baiano (Roger 34/2), Zinho, Marcelinho Paraíba (Luís Mário 23/2), Rodrigo Mendes.
Técnico: Tite

FLUMINENSE 0 X 0 GRÊMIO
GRÊMIO: Danrlei, Itaqui, Marinho, Mauro Galvão, Rubens Cardoso; Anderson Polga; Eduardo Costa, Tinga (Roger 39/2), Zinho, Marcelinho Paraíba (Fábio Baiano 31/2), Rodrigo Mendes (Warley 20/2).
Técnico: Tite

GRÊMIO 2 X 1 SÃO PAULO
GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão; Anderson Polga; Itaqui (Fábio Baiano 28/2), Tinga, Eduardo Costa, Zinho, Rubens Cardoso; Luís Mário (Roger 42/2); Warley (Cláudio Pitbull 29/2). Técnico: Tite

SÃO PAULO 3 X 4 GRÊMIO
GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão, Anderson Polga, Anderson Lima (Gavião 43/2), Tinga (Roger 39/2), Eduardo Costa, Zinho, Rubens Cardoso, Warley (Luís Mário 29/2), Marcelinho Paraíba.

GRÊMIO 3 X 1 CORITIBA
GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão, Anderson Polga, Anderson Lima, Eduardo Costa, Tinga, Zinho, Rubens Cardoso; Luís Mário (Itaqui 41/2); Warley (Cláudio Pitbull 11/2).
Técnico: Tite

CORITIBA 0 X 1 GRÊMIO
GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão, Anderson Polga, Itaqui (Roger 38/2), Eduardo Costa, Tinga, Zinho, Rubens Cardoso (Gavião 09/2), Luís Mário (Alex Xavier 35/2), Marcelinho Paraíba.
Técnico: Tite

GRÊMIO 2 X 2 CORINTHIANS
GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão (Roger) e Ânderson Polga; Ânderson Lima, Eduardo Costa, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Luís Mário e Warley (Cláudio Pitbul).
Técnico: Tite.

CORINTHIANS 1 x 3 GRÊMIO
GRÊMIO: Danrlei; Marinho, Mauro Galvão (Alex Xavier 01/2), Roger, Anderson Lima (Itaqui 35/2); Anderson Polga; Tinga; Zinho; Rubens Cardoso; Luís Mário (Fábio Baiano 10/2); Marcelinho Paraíba.
Técnico: Tite

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Sobre a tese da repetição

Sobre a tese de que é preciso repetir sempre o mesmo time para dar entrosamento, publico aqui as escalações do Inter na Libertadores de 2006, quando sagrou-se campeão. Vejam quantas vezes Abel Braga repetiu o mesmo time, e em quantos jogos variou o sistema tático?

Maracaibo 1 X 1 Inter

INTERNACIONAL: Clemer; Ceará , Bolivar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Edinho, Tinga (Jorge Wagner) e Michel (Adriano); Iarley (Perdigão) e Fernandão. Tec.: Abel Braga

Inter 3 X 0 Nacional (Uru)
Internacional: Clemer; Ceará, Fabiano Eller, Bolívar e Rubens Cardoso; Fabinho, Perdigão, Tinga (Adriano) e Michel (Mossoró); Iarley (Jorge Wagner)e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Pumas 1 X 2 Inter
Internacional: Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso (Jorge Wagner); Fabinho, Edinho (Mossoró), Tinga e Iarley; Michel (Rentería) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Inter 3 X 2 Pumas
Internacional: Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Perdigão (Mossoró), Tinga e Iarley (Rentería); Michel (Adriano) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Nacional 0 X 0 Inter
Internacional: Clemer; Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Tinga, Adriano e Michel (Mossoró); Iarley (Jorge Wagner) e Rentería (Rafael Sobis). Técnico: Abel Braga.

Inter 4 X 0 Maracaibo
Internacional: Clemer; Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Perdigão, Tinga (Iarley) e Adriano (Michel); Rafael Sobis (Rentería) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Nacional 1 X 2 Inter
Internacional : Clemer; Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Adriano (Michel) e Alex (Ediglê); Rafael Sobis (Rentería) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Inter 0 X 0 Nacional
Internacional: Clemer; Elder Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Adriano (Michel) e Alex (Perdigão); Mossoró (Iarley) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

LDU 2 X 1 Inter
Internacional : Marcelo Boeck; Elder Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Perdigão (Ceará) e Alex (Rubens Cardoso); Michel e Fernandão (Rentería). Técnico: Abel Braga.

Inter 2 X 0 LDU
Internacional: Clemer; Elder Granja, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Fabinho, Edinho, Tinga (Adriano) e Alex (Perdigão); Fernandão e Rafael Sobis (Rentería). Técnico: Abel Braga.

Libertad 0 X 0 Inter
Internacional: Clemer; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho (Wellington Monteiro), Fabinho, Alex (Iarley) e Jorge Wagner; Sobis (Rentería) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Inter 2 X 0 Libertad
Internacional : Clemer; Índio (Wellington Monteiro), Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Fabinho (Rentería), Alex (Perdigão) e Jorge Wagner; Sobis e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

São Paulo 1 X 2 Inter
Internacional: Clemer; Ceará (Wellington Monteiro), Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Alex (Índio) e Tinga; Rafael Sobis (Michel) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Inter 2 X 2 São Paulo
Internacional: Clemer; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Tinga, Alex (Michel) e Jorge Wagner; Sobis (Ediglê) e Fernandão. Técnico: Abel Braga

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O Valor da Marca

Recebi de um dos professores do Kick Off, Ammir Sommogi, diretor da área Esporte Total da Crowe Horwath RCS consultoria, sediada em São Paulo,  um estudo do valor das marcas dos 12 maiores clubes de futebol do Brasil.
Os 12 clubes analisados são: quatro de São Paulo: Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. Quatro do Rio de Janeiro: Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Dois do Rio Grande do Sul: Grêmio e Internacional. E dois de Minas: Cruzeiro e Atlético. Estes 12 clubes representam 125 milhões de torcedores em todo o país, 90% do total.

“Em 2003, os 12 clubes analisados geraram R$ 509,4 milhões em receitas totais, incluindo os recursos com os atestados liberatórios, valor que apresentou evolução de 128% e atingiu em 2008, a soma de R$ 1,16 bilhão. Dos quatro mercados analisados, os que apresentaram maior evolução percentual foram os clubes do Rio Grande do sul, seguido pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Os dois clubes gaúchos registraram grande aumento na participação total gerado pelos 12 clubes, ampliação de 91 pontos percentuais.

Segundo análise da Crowe Horwarth RCS, o valor das marcas dos doze maiores clubes de futebol do Brasil apresentou evolução nos últimos anos. Atualmente, o valor consolidado das marcas dos doze clubes atingiu R$ n3,24 bilhões, evolução de 89% em comparação com 2004, quando o valor era de R$ 1,71 bilhão.

Os clubes que mais cresceram em valor gerado para as suas marcas de 2004 a 2009 foram o Corinthians com evolução de R$ 276,6 milhões, seguido do Flamengo com R$ 245,3 milhões, São Paulo R$ 212,1 milhões, Palmeiras R$ 211,1 milhões, Internacional R$ 148,7 milhões e Grêmio R$ 146,4 milhões. Esses seis clubes foram responsáveis por 81% dos R$ 1,5 bilhão de evolução do valor da marca registrado pelos maiores clubes brasileiros.

A liderança do ranking das marcas mais valiosas do futebol brasileiro é encabeçada pelos quatro clubes com maior torcida do Brasil: Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras. O quinto e sexto lugares foram, ocupados pela dupla Internacional e Grêmio. Depois deles, na seqüência, as marcas mais valiosas são de Cruzeiro, Santos e Vasco da Gama. Na seqüência ficaram Fluminense, Botafogo e Atlético-MG.

RANKING DAS MARCAS:
1) Flamengo – Valor da marca: R$ 568,1 milhões.
2) Corinthians – Valor da marca: R$ 562,6 milhões
3) São Paulo – Valor da marca: R$ 551,9 milhões
4) Palmeiras – Valor da marca: R$ 419,6 milhões
5) Internacional – Valor da marca: R$ 230,9 milhões
6) Grêmio – Valor da marca: R$ 213,7 milhões
7) Cruzeiro – Valor da marca: R$ 138,9 milhões
8) Santos – Valor da marca: R$ 135,1 milhões
9) Vasco da Gama – Valor da marca: R$ 121,8 milhões
10)  Fluminense – Valor da marca: R$ 108,5 milhões
11)  Botafogo – R$ 97,1 milhões
12)  Atlético-MG – R$ 91,8 milhões.

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Precisamos melhorar

Fossati teve de explicar o sistema tático porque alguns repórteres não entenderam.
Fossati teve de explicar o sistema tático porque alguns repórteres não entenderam.
                     A discussão sobre o sistema tático do Internacional está exagerada. Fossati tem uma idéia e a está colocando em prática. Pode até que o melhor seja realmente alterar, mas não se fala em outra coisa e isto está muito chato. Na coletiva de ontem, um repórter de um site foi mal educado com o técnico colorado, chegando a rir com ar de deboche enquanto ele respondia. Os próprios jornalistas têm de barrar este tipo de gente e a ACEG deve tomar providências sobre isto.  Podemos discordar em futebol, mas jamais faltar com o respeito, ninguém tem este direito, muito menos o profissional de imprensa que tem de ter alguma qualificação para trabalhar.

Hoje, este mesmo cidadão, que não sei se é jornalista, escreveu que ele ri quando bem entender. Alguém com este tipo de postura não pode estar numa coletiva de Libertadores, quer fazer o que bem entender, sem se preocupar com os demais, então vá para casa, não conviva em sociedade. Aliás, era de rir do repórter que mostrou não entender nada de futebol. Não sabia quem era o “número 1” no sistema tático colorado. Até o ET sabia que era Giuliano, se jogou mal é outra coisa, mas sua função estava bem definida em campo.
 
Um outro repórter perguntou o porquê de três zagueiros se o Emelec tinha apenas um atacante. Erro de informação, o time equatoriano tinha três atacantes no primeiro tempo e no segundo botou ainda mais um. Eles tinham postura defensiva, mas são atacantes e o repórter não sabia. Então como cobrar algo do técnico se você não sabe nem ao menos fazer bem o seu trabalho?

Tem muita gente querendo escalar o time, cada um com suas preferências táticas e de jogadores. Quando Fossati testou o time sem Giuliano, parecia que tinha cometido um crime, é muito irritante esta angústia pela definição de 11 titulares. Abel Braga ganhou a Libertadores e não tinha uma equipe 100% definida, mudava várias peças de acordo com o adversário. Posso respeitar a idéia de quem acha que futebol só se faz com repetição, escalando sempre o mesmo time, mas com todo o respeito, não penso assim e vários treinadores vitoriosos também não. 

O jornalismo esportivo precisa sair dessa de viver só de crise, um pouco mais de conhecimento e análises técnicas sobre o futebol seria bem mais interessante para o debate. Mas poucos querem estudar o esporte, acham que sabem tudo, o objetivo numa coletiva, em geral, é irritar o treinador.

Uma pena que os bons repórteres acabam tendo de conviver com pessoas despreparadas e, no final, são incluídos no mesmo saco. Há bons profissionais, mas o noticiário fica sem conteúdo quando o enfoque é apenas tentar escalar o time ou tentar produzir uma crise.

A impressão que passa é que ninguém se interessa por futebol, talvez porque não compreendam muito bem o jogo, sei lá, mas como jornalista que leva a sério a profissão e está sempre estudando para se atualizar, me senti constrangido ouvindo as perguntas na coletiva de ontem do técnico colorado.

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Vitória de virada no Beira-Rio

Alecsandro fez o gol da vitória colorada
Alecsandro fez o gol da vitória colorada

          O Inter conseguiu o mais importante, vencer o Emelec na sua estréia na Libertadores da América. Não foi uma grande atuação, mas a vitória, nas circunstâncias em que ela aconteceu, dá personalidade e confiança ao time colorado. Visivelmente a ansiedade da estréia atrapalhou o desempenho. O time equatoriano jogou o primeiro tempo todo atrás e abusou da “cera”, mas o fraco árbitro argentino Diego Abal nada fez para coibir esta atitude. O Inter entrou com o sistema tático preferido de Fossati: 3-4-1-2, mas não funcionou. O técnico do Emelec, J. Sampaoli, tratou de marcar Giuliano e Kleber. Com isso, o Inter ficou sem articulação ofensiva. Giuliano teve a sua pior atuação em 2010 e Kleber não conseguiu jogar. Edu posicionou-se como segundo atacante, abrindo pelos lados, mas também não estava numa boa noite. O Colorado não finalizou na primeira etapa. No segundo tempo, o Emelec adiantou a marcação e o Inter se complicou. Com três minutos, num erro de posicionamento, Quiroz ficou na frente de Abbondansieri e fez 1 a 0. A torcida imediatamente reagiu no estádio incentivando a equipe e, quatro minutos depois, Nei, destaque no jogo, fez um golaço de fora da área. O empate incendiou o jogo e Fossati fez a primeira alteração na equipe, colocando Taison e retirando Nei, lesionado. Danilo foi para a lateral e o sistema tático mudou. Taison deu velocidade ao time. Jogou aberto pelo lado esquerdo e comandou a reação colorada. O gol não saía e Fossati colocou Walter no lugar de Edu e Andrezinho no lugar de Giuliano. Os dois foram decisivos para a virada. Sandro fez grande jogada pela direita, deu para Andrezinho que fez assistência perfeita para Walter. O garoto ficou na frente do goleiro que fechou muito bem o espaço. Inteligente, ao invés de chutar, tocou no lado para Alecsandro que fez o gol da virada. Foi também uma vitória que valorizou o potencial do grupo, já que o resultado veio a partir das alterações do técnico colorado. Nada contra qualquer sistema tático, mas o que parece evidente é que, com três zagueiros e dois volantes, o Inter fica sem articulação ofensiva. Fossati talvez possa variar sua idéia tática dos três zagueiros e contra adversários retrancados no Beira-Rio, variar o sistema, com o ingresso de mais um articulador, no caso Andrezinho. Uma vitória também da garra dos jogadores. O Inter quebrou um tabu de nunca ter vencido em estréias na Libertadores. Agora serão dois jogos fora do Beira-Rio.

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A estréia do Inter na Libertadores

Bolívar estava na equipe campeã da América em 2006
Bolívar estava na equipe campeã da América em 2006
                      

Não foi só a derrota para o Novo Hamburgo que abalou a confiança na equipe colorada, mas a forma como ela se deu. O técnico Jorge Fossati, ao invés de simplificar, já que iria escalar uma equipe sem treinamento e, portanto, desentrosada, resolveu manter seu modelo tático independente das circunstâncias. Não abriu mão de ter três zagueiros e para isso improvisou Wilson Mathias na função. É bem mais fácil entrosar dois zagueiros do que três. Além disso, o Inter B sempre jogou no 4-4-2, os jogadores não iriam sentir nenhuma dificuldade. O esquema ainda teve dois volantes de contenção e apenas Andrezinho para articular as jogadas ofensivas.

Kleber Pereira foi escalado no nome e mostrou-se um peso morto em campo. Nada justifica ter ficado até os 12 minutos da segunda etapa, com Marquinhos e Walter no banco de reservas. Hoje, por exemplo, nem no banco ele fica contra o Emelec, porque tanta insistência no domingo?

Mesmo sem os titulares, era possível ter escalado melhor o time e apresentar um futebol de mais qualidade. Fossati deixou todos preocupados com a sua falta de iniciativa, todos viam que a equipe não estava rendendo e o Novo Hamburgo era melhor em campo. Este é o desafio da noite, vencer o Emelec e recuperar a confiança do torcedor. Para isso, força máxima e, com certeza, um público que o Beira-Rio ainda não recebeu este ano.       

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