Para uma diretoria demitir um treinador com quem renovou contrato há quatro meses, só haveria uma explicação: ele ter perdido o comando do vestiário. Fora isso, como explicar uma alteração profunda logo depois de assinar um contrato de duas temporadas?
É verdade, Luxemburgo chegou há mais de um ano em Porto Alegre e ainda não levantou nenhuma taça, mas foram esses novos dirigentes que tomaram a decisão de mantê-lo no clube.
Quando alguém fala que Luxemburgo não ganha nada há nove anos, é apenas parte da verdade. Luxemburgo ganhou seu último Brasileirão em 2004, com o Santos. Depois venceu duas vezes o campeonato paulista, em 2006 e 2007, com o mesmo Santos e em 2008 com o Palmeiras. Em 2010, conquistou o campeonato mineiro com o Atlético e em 2011 foi campeão carioca comandando o Flamengo.
É verdade, não ganhou mais nenhum título nacional, mas empilhou regionais, além de na maioria das vezes colocar seus times na zona de classificação para a Libertadores.
Não se trata de defender o treinador e sim colocar todos os dados sobre sua carreira e não apenas aquele que interessam para defender uma determinada ideia.



















