Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Tatá Werneck e a polêmica com as travestis

24 de setembro de 2015 2
Foto Reprodução

Foto Reprodução

* Por Celina Keppeler
E o bafo que deu entre Tatá Werneck, sua banda e as travestis? Tudo por causa da música Travesti de Fogo. É que a letra da música é meio bizarra se você a encara com seriedade, coisa do tipo “Às vezes tenho medo de travesti. Rosto feminino e masculino ao mesmo tempo (…) Travestis carregam navalhas na bolsa e matam pessoas mil”.
Só que as travestis não entenderam e tão massacrando a atriz e humorista com comentários nas redes sociais.
Não adiantou nada a moça dar um discurso explicando que eles tentaram chamar a atenção para a causa usando o humor e tal.
Teve gente que não se convenceu…
“Que repugnância que estou dessa Tatá Werneck e sua banda. Quase coloquei meu estômago pra fora lendo o lixo de desculpa que os parasitas da banda escreveram.
Agem como se o tal humor fosse isento de viés ideológico, agem como se estivessem fazendo humor inteligente. Quando é que vão ridicularizar os assassinos das travestis e mulheres transexuais? Moramos no país que mais mata travestis e mulheres transexuais no mundo, isso sim seria serviço.
Mas sabem que todos riem de travesti, o riso é fácil, então, vamos ficar apenas nesse raso preconceito e ignorância mesmo.
Quer dizer, pessoas trans e travestis apontam transfobia e eles QUE NÃO SOFREM TRANSFOBIA decidem que não houve transfobia na transfobia que estão propagando.
Viva o Brasil assassino de travestis e transexuais, o Brasil que só nos quer quando estamos sendo tratadas como deboche, doentes mentais, seres exóticos, sem humanidade.
Ainda que mintam descaradamente o oposto, afinal, é só humor né? Transfobia é arte”.
Geeente, que loucura!

ASSISTA AQUI:

Comentários (2)

  • Luísa diz: 25 de setembro de 2015

    Vou repetir o que disse no outro site. Tatá que é a vítima aqui. A vítima de uma gente politicamente correta que quer censurá-la. O humor É HOSTIL com princípios moralistas. Sem dúvidas que essa música está tirando sarro da situação dos travestis; sim, está, mas isso não significa que não há empatia, compreensão emocional ou até identificação com a situação deles (as). O humor tira sarro de gays, de travestis, de religiosos, de gordos, de negros, de deficientes etc. Não há nada de errado nisso. Os deficientes, por exemplo, só querem ser tratados como pessoas comuns. Nós mantemos uma reverência enorme (e boba) com eles que não percebemos que muitas vezes nós os tratamos como se fossem crianças. Essa referência politicamente correta é o que os está EXCLUINDO. Esses politicamente corretos são as piores pessoas. Odeio eles. O pior é padrão duplo dessa escória. Zoar homem branco pode, é liberdade de expressão, é humor e é maravilhosa, mas zoar mulher negra é opressão e não pode e blá blá blá. Perceba a inquietação desses grupos quando o grupo “vítima” do humor é um desses grupos que a mídia só falta venerar: LGBT, mulher, negro, gordo… agora quando não são eles, não estão nem aí.
    Criticar a Tatá por ter feito essa música é um atentado a liberdade de fazer humor e entretenimento, atentado ao atrevimento, atentado a liberdade de expressão. É um crime.
    Agora criticar a Tatá porque se acredita que essa música de alguma forma foi longe demais e feriu os direitos humanos (o que não é o caso), ok.

  • Luísa diz: 25 de setembro de 2015

    Ah,
    assinado: uma travesti.

Envie seu Comentário