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Meninas do NPDL se desafiam numa prova de corrida noturna

10 de fevereiro de 2016 0

Não é difícil imaginar que para as blogueiras do Na Ponta da Língua, acostumadas a malhar mais a língua do que o corpo, uma prova de cinco quilômetros nas areias da praia do Santinho, norte da Ilha de SC,  é mesmo um grande desafio. E foi para superar os próprios limites, provar que são capazes e que conseguem ir além, que elas aceitaram o desafio de participar da quinta edição da Night Run Costão do Santinho, realizada no último sábado de janeiro. Mas, calma, antes de começarem a brincadeira, já rolou uma baixa. Confere!

* Por Cris Cordioli
Não há nada que eu ache mais libertador do que calçar um par de tênis destes que aparecem em lindas propagandas de revistas femininas, uma roupa leve e sair correndo, meio que sem destino, movendo todos os músculos do corpo. A cena parece básica, mas não passa de imaginação no meu mundo sedentário. Talvez um sonho, numas das deliciosas cochiladas que costumo dar sem culpa todas as tardes. O velho problema da conta que não fecha: muito peso + muita preguiça = frustração. Quando Jana me ligou com o sutil convite de uma aventura na madruga, correndo sem rumo, na escuridão do norte da Ilha, para piorar ainda mais a situação, tinha as minhas férias no meio do caminho. Correr, neste momento, parece algo ainda mais distante da minha realidade. Passo a vez, um passo de cada vez, mas já pensando em tomar um novo rumo na minha vida. É muito chato quando não somos mais donos das nossas próprias decisões. Querer fazer algo, mas precisar dedicar tempo e foco para alcançar o objetivo. Trabalhar o corpo, superar desafios e querer mudar uma situação que parece satisfatória, até virar limitadora. É, antes de encarar um convite do tipo, vou ter é que correr contra o tempo. Adoraria, Jana, mas não passaria da bandeirada inicial. Não corro nem de ladrão. Entrego tudo o que eu tenho, assino um cheque e finjo um desmaio. Fico tranquila porque sei que minha representante, a mais que querida Gabi Wolf, vai fazer bonito no meu lugar. Fez, não?

* Por Gabriela Wolf
Olha, o que a gente não faz nessa vida pelas amigas. Cris, eu juro que tentei te representar bem e tinha a intenção de me superar quando a Jana e a Celina me convidaram para ir na Night Run Costão do Santinho, mas eu vou dizer…. Conseguimos a proeza de sermos as últimas colocadas, com a incrível marca de correr cinco quilômetros em 51 minutos. Teve gente que até carona de carro pegou, né, Celina??? Mas, diante das circunstâncias, até que fomos bem. O caminho até o costão do Santinho já começou com aventura, com a tempestade que caiu uma hora antes da corrida. Raios, trovões e visão zero no trânsito. Até cinco minutos antes da prova, ainda estávamos pensando em desistir. Um misto de preguiça e medo de ser atingida pelos raios. Com um incentivo do “maridon personal”, fomos lá. Já que estávamos na chuva, bora se molhar. Correr, mesmo, a gente deve ter corrido uns dois quilômetros, mas no final o que vale é a diversão, né, meninas? Quem sabe ano que vem voltamos mais em forma…

Gabriel Vanini/Divulgação

* Por Celina Keppeler
Esta foi a terceira corrida da qual participei. Era a que me sentia fisicamente mais preparada, mas sabe quando não estamos dispostos a fazer qualquer esforço ou ter grandes emoções?  Talvez fosse esse meu problema. E também a explicação para eu não ter ganhado a lanterninha. Os primeiros dois quilômetros foram tranquilos de correr, estávamos todas juntas, mas depois de subir as dunas, confesso, queria mais brincar na chuva do que competir de  verdade. Pulamos na lama, fizemos pose para as fotos e prendi as meninas junto comigo, sim, afinal, elas não poderiam me deixar pra trás, já que eu não tinha a bendita lanterna – entregue junto ao kit de inscrição da prova. Por fim, estava cansada, com dor na perna, fiz o que achei mais prudente… Peguei uma carona amiga até a linha de chegada, afinal, não sou obrigada a NADA!

* Por Janaína Laurindo
A verdade é que quase desisti de participar, além de não estar acostumada a treinar na areia, ainda tinha o fator climático, que me deixou bastante preocupada. Porque, sim, completar cinco quilômetros nem me parece um grande desafio, mas os trovões, esses me amedrontam. Mas não foram eles que nos fizeram conseguir a proeza de sermos as últimas – será mesmo que fomos?! –, papeamos, rimos, nos divertimos… Porque, no fim, fomos lá para isso mesmo. Não somos atletas, não estávamos preparadas fisicamente, mas fomos abertas a participar, acho que isso é um bom começo. Se chegamos no final também é um bom final.

 

* Excepcionalmente esta semana publicamos o vídeo da série Se Joga no Verão na quarta-feira por conta do feriado de Carnaval, na próxima semana voltamos a publica-lo na segunda-feira.

 

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