Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Se joga no Verão: O empurrão que faltava pra saltar de paraquedas

15 de fevereiro de 2016 5
Fotos Eduardo Ceratti/Skyzimba

Fotos Eduardo Ceratti/Skyzimba

Tava com medo, fia?

* Por Janaína Laurindo
Daí eu fico me perguntando como explicar o inexplicável? É, eu poderia gastar milhões de palavras para descrever o que é estar a 10.000 pés de altitude e se jogar para o nada, mas eu não conseguiria descrever a sensação que senti no meu primeiro salto de paraquedas. Digo com todas as letras que foi o PRIMEIRO, porque sai de lá com a vontade de fazer mais vezes – e vou fazer.
Fiquei nervosa, muito nervosa. Tá certo que adorei andar naquele avião que só cabiam 5 pessoas, olhar Imbituba – terra da minha família – lá de cima e passar um calorzinho, enquanto o estômago e a mão estavam congelados de nervoso. Fui relaxando até que chegamos aos tão esperado 10.000 pés de altitude. E foi aí que o bicho pegou!!! Não tinha volta, e eu não queria que tivesse, mas ao mesmo tempo me perguntava o que estava fazendo ali. Bom, lembrei só da única explicação que eles me passaram em solo: “A única coisa que você tem que fazer é sorrir”.
Daí para frente, todas as sensações são inexplicáveis. A porta do avião se abriu, o ‘ar condicionado natural’ começou a funcionar e eu simplesmente estava vivendo a sensação mais incrível da minha vida. A única coisa que consigo explicar é que a boca fica seca, muito seca. Também, quem mandou querer gritar e colocar a língua para fora a 200Km/h.

00b73bfd
Jana botou a língua pra jogo

Os 35 segundos de queda livre que achei que demorariam uma vida, passaram tão rápido que quando vi o paraquedas já estava acionado e eu já estava plainando no ar. Que misto de emoções, minha gente. Se posso indicar alguma coisa para vocês é isso: SALTEM DE PARAQUEDAS UMA VEZ NA VIDA, PELO MENOS.
Acredito que poderia ter aproveitado um pouquinho mais, minha emoção foi tanta que por vezes fechei os olhos, mas foi bom também, estar lá em cima é estar mais perto de Deus, é sentir como somos pequeno nesse mundão, é uma momento de meditação. Embora estivesse com o instrutor colado em mim, me senti só, me senti pequena no meio do mundo e imensa na coragem. Enfim, falei que não teria palavras para descrever e já estou aqui com um textão. Chega, vocês precisam ir lá para sentir a mesma emoção.

* Por Cris Cordioli
Se você pensa que tudo o que precisa ter é muita coragem na hora de saltar de paraquedas, lá venho eu com uma notícia, que, bem, pode tirar muita gente do páreo. Além de coragem, tem que estar com o peso em dia. Sim! E nessas, eu dancei, ou melhor, não saltei. Dona de um IMC (índice de massa corpórea) que nem com uma mentirinha básica se enquadraria no índice exigido por segurança, que fica entre 27 e 28, fiquei na vontade. Ohh, que pena, não pude me jogar para a morte… E confesso, para todo mundo, que lamentei profundamente o fato. Morro de medo de avião, morro de medo de altura, mas teria me lançado no vento sem pensar duas vezes. Talvez porque me forçaram a entrar no aviãozinho, que não parava nunca de subir, para ver de perto a Jana pagando de magra corajosa.

00b73bfb
C
ris também curtiu bastante

Subi, sofri, passei muito medo, principalmente porque fui avisada várias vezes durante o voo para não temer a hora em que a porta se abrisse para os bonitos se jogarem, e no momento máximo do bem bom, tive que ficar dentro da aeronave, sabendo que teria que descer no modo convencional, que demora muito mais tempo e, com certeza, dá mmmuuiiitttooo mais medo. Mesmo com um piloto fofo de dá dar dó, com um visual deslumbrante do litoral, vendo a praia do Rosa, a do Porto, a da Vila, as lagoas de Ibiraquera, ou seja, Imbituba e Garopaba de um jeito como nunca antes, queria mesmo era ter passado por outro tipo de experiência. Saltar, claro!!!!!! Bom, ainda não comecei minha dieta, mas como tenho no mínimo seis pessoas esperando para ir comigo quando eu voltar para encarar a loucura de frente, acho que a pressão vai acabar amolecendo o meu coração e também as minhas carnes, que com certeza vão ficar bem flácidas depois que eu perder os no mínimo 10 quilos necessários para eu colocar o paraquedas, me grudar num homem (bom de papo) igual carrapato, a 10 mil pés, e saltar, como quem vai na esquina comprar pão. Bom, melhor cortar a parte do pão. Já sei que carboidrato não pode, né?

00b73c2e

Os heróis

* Por Celina Keppeler
Perder o controle é algo que me preocupa. Se me controlando já não sou lá essas coisas, imagina sem poder fazer isso?
Pois bem, eu sabia que iria perder o controle temporariamente e isso me apavorou. Subir num avião e imaginar que quando chegasse bem lá no alto ele abriria a porta, isso também me apavorou. Mas nenhum pavor foi maior que olhar aquelas casinhas, praias, estradas tão pequenininhas e saber que eu iria me jogar no nada.
O primeiro pensamento é: pra que eu tô fazendo isso mesmo? Qual a necessidade disto?
Essa dúvida durou cerca de 5 segundos. Tempo que mantive os olhos fechados e chamei todos os santos que conhecia. Depois, resolvi abri – los e, confesso, a primeira coisa que vi foi o rosto do Dudu Ceratti, para quedista que fazia as vezes de cinegrafista na ocasião. Ele sorria tão tranquilo que pensei, ok, deve tá tudo bem, então.

00b73c1a
O chiclete ainda tava ali!

A partir desse momento _ e depois que me livrei de um chiclete que havia esquecido de jogar fora e que tava com medo que me matasse asfixiada_ encontrei a resposta para os meus questionamentos. Foi para ter aquela sensação única de liberdade e fuga de todos os meus problemas que resolvi me jogar a 10 mil pés de altura. Pra não ter que pensar, por 35 segundos que fosse, na roupa pra lavar, na casa pra arrumar, nas contas pra pagar. Foi pra, apesar do stress inicial, relaxar de uma forma muito plena. E já tô me preparando, com essa vida corrida que a gente leva, vou precisar de mais alguns saltos na vida.

Comentários (5)

  • Gisele Silverio diz: 15 de fevereiro de 2016

    Eu também quero !! È meu sonho…

  • robson diz: 15 de fevereiro de 2016

    Só vocês mesmo hehehehe

  • Mayse diz: 15 de fevereiro de 2016

    \o/ Que massa, que irado, que imagens, que trilha sonora, que instrutor (que barba, que sorriso, que dentição, que voz), que tudoooo.
    Mais radical que isto, como diz Cris Cordioli, é subir numa balança, tô fora. kkkk

    Se bem que pra ficar agarrada naquele HOMEM, topo qquer dieta, deixo até de comer chocolate.

  • Gerusa diz: 16 de fevereiro de 2016

    Agarrada num gato desses, até eu! AMEI! Quero!!!!

  • janainalaurindo diz: 18 de fevereiro de 2016

    Gisele, fica atenta no blog, na próxima semana teremos novidade!!! ;) #FicaDica

Envie seu Comentário