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Posts do dia 13 abril 2009

A 46ª vítima da barbárie gaúcha

13 de abril de 2009 1

Lucas Boeira Dias: A 46ª vítima das redes de pesca do litoral gaúcho/ Foto: Arquivo familiar
Lucas Boeira Dias: A 46ª vítima das redes de pesca do litoral gaúcho/ Foto: Arquivo familiar

Era só mais um dia de surf na vida dos irmãos gêmeos Fabio e Lucas Boeira Dias. Aproveitando o feriado de páscoa, os dois saíram de Porto Alegre e rumaram para a praia de Capão Novo com o objetivo de descansar e pegar umas ondas, algo que faziam juntos desde os 13 anos.
 

Porém, entre as 10h30min e 11h de sábado (11/04), a vergonhosa e fatal barbárie gaúcha das redes de pesca interrompeu a vida de Lucas, que morreu afogado depois de ficar preso em um cabo instalado no limite entre as áreas de surf e pesca.
 

Mesmo passando por este momento de dor e consternado com o ocorrido, Fabio, o irmão que também estava no mar e sobreviveu a mais esta tragédia do surf gaúcho, contou para o Clube Surf sobre como se deu o acidente.
 

Antes ele faz questão de desabafar:
 

“Quantas vezes mais será preciso que isso aconteça para que as autoridades tomem uma providencia? Em nome do meu irmão, tenho o profundo desejo de mudar essa situação”.
 

Qual exatamente o local onde ocorreu o `acidente`?
 

Aconteceu entre as praias de Capão Novo Village e Arroio Teixeira. Fica mais ao norte de Capão da Canoa.
 

Que horário aconteceu?
 

Entre 10h30 e 11h da manhã.
 

Você estava junto com seu irmão no momento em que ele ficou preso?
 

Sim. Ao perceber que ele estava preso tentei chegar nele. Como ele estava longe, não consegui alcançá-lo de imediato. Acenando, pedi ajuda a pessoas que estavam na praia. Enquanto tentava alcançar ele, me prendi em uma corda de rede também, mas consegui soltar o leash. Então saí da água e, junto com populares que passavam (aproximadamente 10 pessoas), puxamos a corda em que o Lucas estava preso. Ao perceber que ele estava mais próximo, entrei na água e, com a ajuda de mais duas pessoas, o levamos para a areia.Uma médica estava no local e prestou os primeiros socorros, porém já era tarde demais.
 

Há quanto tempo ele surfava?
 

Começamos a surfar juntos aos 13 anos nesta mesma praia (Capao Novo Village).
 

O porto-alegrense Lucas Boeira Dias, a 46ª vítima das redes de pesca do litoral do Rio Grande do Sul, tinha 22 anos e cursava o terceiro semestre de Engenharia Elétrica na PUC.
 

Ele foi enterrado às 17h de domingo (12/04) no Cemitério Jardim da Paz, em Porto Alegre.

 

fonte:clubesurf

Postado por paulo-joinville

Surfista morre preso à rede de pesca no RS

13 de abril de 2009 11

Até quando: Clima era de revolta entre parentes e amigos de Lucas/Diego Vara
Até quando: Clima era de revolta entre parentes e amigos de Lucas/Diego Vara

O estudante Lucas Boeira Dias, de 22 anos, morto no sábado depois que ficou preso em uma rede de pesca enquanto surfava, em Capão Novo, balneário que pertence ao município de Capão de Canoa, foi enterrado por volta das 17h deste domingo no Cemitério Jardim da Paz, em Porto Alegre. Cerca de cem pessoas acompanharam o enterro. Entre amigos e parentes, o clima era de revolta pelas circunstâncias da morte.

— Alguém tem que fazer algo para mudar esta situação (das redes de pesca). Fomos procurados pela Federação dos Surfistas e vamos homenagear o Lucas fazendo algo para que a situação mude — desabafou o pai, o empresário Pedro Rogério Dias, 51 anos.

Lucas cursava o segundo semestre de Engenharia Eletrônica na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e era sócio do pai e do irmão gêmeo, Fábio Dias, numa empresa de equipamentos médicos. No sábado, surfava na companhia da namorada, Vanessa, 21, e do irmão, que chegou a ficar preso na rede de pesca enquanto voltava para salvá-lo, mas conseguiu se soltar.

 

 

Pego carona com com o blog "Swell" do Clic Esportes, do surfista profissional Ki Fornari sobre redes de pesca no Rio Grande do Sul. Leia o depoimento de quem morra lá e vive na pele o problema. Materia do blog abaixo.

 

 

 

 

A triste realidade do surfista gaúcho



Foto: Ki Fornari

Ki Fornari
Ki Fornari

 

Ano vai, ano vem e a realidade é sempre a mesma. Como animal esperando o abate, vive assim o surfista gaúcho. Envergonho-me como surfista gaúcho, em viver no único lugar do mundo onde existem armadilhas humanas dentro do mar.

Assim como as zonas urbanas do litoral gaúcho cresceram, cresceu também este esporte apaixonante. Já não são apenas meia dúzia de jovens alucinados de classe média-alta, já não são apenas pioneiros desbravando o desconhecido. São centenas, milhares...no Brasil inteiro: milhões!

Sem acompanhar o crescimento e a evolução dos meios de subsistência, a pesca no litoral gaúcho ainda é arcaica, e cada vez menos profissional. Como acontecia há 50 ou 100 anos atrás, cabos e redes de pesca riscam a paisagem da beira de praia, mesmo nas principais zonas urbanas do litoral. Pescadores truculentos ainda precisam da ajuda braçal na retirada das pesadas redes, a fim de recolher o que nelas vierem. Sem barcos ou equipamentos modernos, relutam em desocupar áreas, agora populosas, pela insegurança e falta de condições que garantam melhorias na atividade pesqueira. Muitas famílias ainda dependem desta pesca, mas não há de se negar que, hoje em dia, o "Zé da Padaria" e o "João da Ferragem", ainda possuem como dote, um local privilegiado e a rede, herdados dos seus antepassados.

Como exemplos verídicos do "abandono" da orla gaúcha, estão as redes situadas em Cidreira, em pleno calçadão, projetado e construído, penso eu, para o lazer dos moradores e frequentadores do município. Neste caso, o lazer se restringe no limite do calçadão com a areia branca da praia, pois, o banho de mar e a pratica de esportes nesta região - a mais populosa do município - é inviável, devido as armadilhas fixadas mar adentro. Em Capão da Canoa, reduto de férias da governadora Yeda Crusius, cabos e redes de pesca encontram-se perfilados diante de novas construções, apartamentos de luxo que custam o olho da cara. Pois bem, o cidadão gasta milhares de reais em uma morada de lazer, e se vê proibido de aproveitar aquilo que figura como maior razão do seu investimento: o mar. A própria governadora do estado relatou certa vez, que segurou um destes cabos, a fim de comprovar o perigo que representa àqueles que se servem deste espaço público e divinal.

Lucas Boeira Dias, de apenas 22 anos de idade foi a 46a. vítima das redes de pesca no litoral do Rio Grande do Sul. Fisgado como peixe, deixa mais uma família dilacerada, privada e impossibilitada de qualquer reparação, mesmo que por justiça, pois, nestes casos, não há culpados, nunca houve.

Para os desinteressados, mais um acidente, para nós surfistas e familiares, mais uma tragédia anunciada.

 

Fonte:Zero hora/Blog Swell de Ki Fornari

Postado por paulo-joinville

Vídeo da final de Silvana Campeã do Rip Curl Pro

13 de abril de 2009 0

Silvana Lima Campeã do Rip Curl Pro Bells Beach 2009! Ela destruiu as gringas.

Postado por paulo-joinville

Silvana Lima é campeã em Bells Beach

13 de abril de 2009 1

Silvana Lima conquista sua primeira vitória no Circuito Mundial/ASP
Silvana Lima conquista sua primeira vitória no Circuito Mundial/ASP

FOTOS

A vice-campeã da etapa de Bells Beach, a australiana Stephanie Gilmore, brincou com a campeã Silvana Lima, assim que a brasileira chegou ao pódio por causa da baixa estatura da cearense. Mas Silvana que só queria saber de festa e que o momento mais esperado, o de tocar o sino do troféu de Bells Beach, finalmente chegasse. Na hora, ela levantou com dificuldade o imenso troféu com o cobiçado sino, que foi badalado muitas e muitas vezes pela exultante e sorridente baixinha.

 

Pouco antes de tocar o tradicional sino de Bells Beach, Silvana Lima foi à cabine do SporTV, onde outra surfista brasileira, Jacqueline Silva, que foi eliminada nas quartas-de-final, a abraçou emocionada e a parabenizou pela conquista. Silvana não conseguia parar de sorrir e vibrou muito com a sua primeira conquista de uma etapa no Circuito Mundial.

- A minha primeira palavra é de agradecimento. Quero agradecer a todos que estavam torcendo para eu chegar a este momento, a minha família e a Deus, com quem mais conversei para chegar o meu dia. E ele chegou e num dos melhores eventos. Agora é balançar o sino, vamos lá.

 

"Já perdi por poucos minutos, em Sydney, depois de estar liderando por trinta minutos em bateria de trinta e cinco. Fiz o melhor de mim no início, fiquei boiando uns vinte minutos, mas não tinha como trocar o 8 (8,17), só podia torcer para passar o tempo, e só pensava "não vem mais onda", mas confiante de que ia chegar o meu momento.

 

A brasileira não escondia a felicidade, mas dizia ainda não ter entendido direito o que significava a sua importante conquista: "Não caiu a ficha ainda. Lutei bastante para chegar seis vezes na final e bater na trave, e ver várias vezes a adversária virar nos minutos finais. Aí pensei "desta vez não vai chegar a sétima vez, não". Mas eu fiquei focada em cada bateria sem pensar em final. Só quero agradecer a todos os que ficaram acordados de madrugada para torcer. Podem vibrar, fazer festa, porque o Brasil foi campeão aqui em Bells Beach.

fonte:globo.esporte

Postado por paulo-joinville