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Kelly Slater fantástico no bicampeonato no Volcom Fiji Pro

12 de junho de 2013 0


Cloudbreak bombou altos tubos no último dia para Slater comandar o show com três notas 10 e a última confirmou a sua 53.a vitória em etapas do ASP World Tour

Mais um dia para ficar marcado na história do ASP World Tour, protagonizado pelo melhor surfista de todos os tempos. Kelly Slater, 41 anos, foi fantástico nos tubos de Cloudbreak para conquistar o bicampeonato consecutivo no Volcom Fiji Pro e reassumir a ponta na corrida do título mundial de 2013. A liderança foi disputada na final contra o australiano Mick Fanning, 31, e Slater tirou a sua terceira nota 10 do dia nas ondas de 6-10 pés perfeitas da quarta-feira na ilha de Tavarua, para aumentar para 53 o seu recorde de vitórias no WCT em Fiji.

"As ondas foram as estrelas hoje. Quando elas chegam, são inacreditáveis", destacou Kelly Slater, que já começou o dia de forma sensacional, fazendo uma bateria perfeita contra o havaiano Sebastian Zietz nas quartas de final. Perfeita porque venceu com pontuação máxima, somando duas notas 10. Ele já havia conseguido esse feito também surfando de backside nos tubos de Teahupoo no Taiti, onde as ondas são para a esquerda como em Cloudbreak.

"No segundo 10 que tirei, o Seabass (Sebastian Zietz) talvez poderia ter conseguido isso também, mas não ficou tão profundo no tubo", disse Slater. "Me fez lembrar o de ontem (terça-feira) que eu não sai, mas quando as ondas estão tão boas, isso até pode acontecer. Teoricamente, eu poderia ter tido três 10 ontem também, porque as ondas eram muito boas. É uma coisa especial ganhar nota 10 em uma bateria, então estou realmente feliz por isso".

Slater depois passou por outro havaiano, John John Florence, que também já tinha duas notas 10 em Fiji e detinha os recordes do campeonato até os 20 pontos do maior ídolo do esporte. Kelly venceu por 18,17 a 14,00. Na final, Mick Fanning largou na frente com nota 9,20 em um tubaço. Slater vem no de trás, tão grande e espaçoso que ele até abriu os braços, mas não foi tão longo. Tudo bem, tinha mais e o espetáculo estava garantido nos tubos de Cloudbreak, primeiro saindo uma nota 9,8 e depois o 10,0 para totalizar 19,80 pontos.

"O Mick (Fanning) iniciou bem a bateria com um bom tubo, mas eu sabia que as ondas não iam parar de bombar, estavam incríveis. Minha primeira onda boa não fiquei muito lá dentro, mas a outra foi inacreditável e quero dedicar esta vitória ao meu irmão e sua esposa pela criança que ganharam. Ele me disse que se eu perdesse o nascimento do seu filho, seria melhor ganhar aqui, então o título é para ele".

Mick Fanning perdeu a final, mas fez uma boa campanha em Fiji surfando grandes tubos nas vitórias sobre o atual campeão mundial Joel Parkinson e C. J. Hobgood, que repetiu o terceiro lugar no Volcom Fiji Pro do ano passado. Até agora, Fanning só perdeu para os campeões das etapas esse ano. Na abertura do ASP Tour 2013 na Austrália, parou em Slater nas semifinais do Quiksilver Pro Gold Coast. Na segunda, foi barrado nas quartas de final pelo brasileiro Adriano de Souza campeão do Rip Curl Pro Bells Beach. E no Billabong Rio Pro do Brasil, foi derrotado nas semifinais pelo sul-africano Jordy Smith.

A disputa pela ponta do ranking mundial foi intensa no Volcom Fiji Pro. Mineirinho saiu do Rio de Janeiro na frente, mas perdeu a liderança para Jordy Smith com a eliminação na repescagem da primeira fase em Fiji. O sul-africano ficou na frente até o último dia, mas foi barrado por John John Florence no primeiro duelo da quarta-feira e Fanning pegou a dianteira quando passou por Joel Parkinson na última quarta de final. Se manteve na frente nas semifinais, mas Slater ganhou a decisão pelo primeiro lugar no ranking na grande final.

"Estou muito feliz, mesmo não vencendo", disse Mick Fanning. "Eu comecei com um 9,2 e quando o Kelly (Slater) não conseguiu o 10 na sua primeira onda, eu pensei: ‘eu ainda estou no jogo´. Só que, em seguida, saiu a nota máxima para ele. No geral, estou feliz porque não tive um bom começo no campeonato, mas fui melhorando e fazer a final foi muito bom".

Das Ilhas Fiji, os melhores surfistas do mundo partem agora para a Indonésia, que retorna ao ASP World Tour com a estreia do Oakley Pro nas direitas de Keramas, em Bali. Esta etapa fecha a primeira metade da corrida pelo título mundial da temporada e apenas os seis primeiros do ranking vão brigar pela liderança na Indonésia. Um deles é o brasileiro Adriano de Souza, que caiu do primeiro para o quinto lugar na classificação geral dos quatro resultados completados no Volcom Fiji Pro.

A batalha entre Kelly Slater e Mick Fanning continuará sendo fase a fase. Os dois já ultrapassaram a casa dos 26.000 pontos, com Slater tendo uma pequena vantagem de 750 pontos. Já para o sul-africano Jordy Smith, a diferença chega a quase 3.000 pontos. Os outros concorrentes diretos pelo primeiro lugar no ranking são o experiente Taj Burrow que ocupa a quarta posição e o novato Nat Young, sexto colocado. Em sétimo, o defensor do título, Joel Parkinson, está fora deste grupo e vai precisar de um bom resultado em Bali para entrar na briga pelo bicampeonato.

João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America
(48) 9988-2986 - jcarvalho@aspworldtour.com


FINAL DO VOLCOM FIJI PRO:
Campeão: Kelly Slater (EUA) com 19,80 pontos (10,0+9,80) - US$ 75.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Mick Fanning (AUS) com 15,87 (9,20+6,67) - US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar - US$ 17.500 e 6.500 pontos:
1.a: Kelly Slater (EUA) 18.17 x 14.00 John John Florence (HAV)
2.a: Mick Fanning (AUS) 17.07 x 16.70 C. J. Hobgood (EUA)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar - US$ 14.500 e 5.200 pontos:
1.a: John John Florence (HAV) 19.06 x 13.67 Jordy Smith (AFR)
2.a: Kelly Slater (EUA) 20.00 x 4.10 Sebastian Zietz (HAV)
3.a: C. J. Hobgood (EUA) 7.77 x 7.50 Josh Kerr (AUS)
4.a: Mick Fanning (AUS) 12.13 x 11.83 Joel Parkinson (AUS)

TOP-22 DO ASP WORLD TOUR 2013 - 4 etapas:
01: Kelly Slater (EUA) - 26.950 pontos
02: Mick Fanning (AUS) - 26.200
03: Jordy Smith (AFR) - 23.450
04: Taj Burrow (AUS) - 19.700
05: Adriano de Souza (BRA) - 19.000
06: Nat Young (EUA) - 17.750
07: Joel Parkinson (AUS) - 16.700
08: C. J. Hobgood (EUA) - 14.000
09: Sebastian Zietz (HAV) - 13.900
10: Josh Kerr (AUS) - 12.700
11: Filipe Toledo (BRA) - 12.650
12: Jeremy Flores (FRA) - 11.500
12: Michel Bourez (TAH) - 11.500
14: Gabriel Medina (BRA) - 10.500
15: Julian Wilson (AUS) - 10.450
15: Kai Otton (AUS) - 10.450
17: Adrian Buchan (AUS) - 10.200
18: John John Florence (HAV) - 9.250
19: Bede Durbidge (AUS) - 9.200
20: Travis Logie (AFR) - 8.000
20: Kolohe Andino (EUA) - 8.000
20: Brett Simpson (EUA) - 8.000
————outros brasileiros:
24: Willian Cardoso (BRA) - 5.700 pontos
25: Raoni Monteiro (BRA) - 5.500
28: Miguel Pupo (BRA) - 4.500
28: Alejo Muniz (BRA) - 4.500
38: Heitor Alves (BRA) - 1.750

KELLY SLATER QUEIMA O FILME OU NÃO?

01 de novembro de 2012 0

Esta foto publicada a poucos minutos pela Surfing Magazine, mostra que o 11 vezes Campeão MundiaL Profissional Kelly Slater numa vaga para deficientes.

Chegou na praia tirou seu quiver de 200 pranchas e ficou fazendo adoleta pra ver com qual vai cair. :oops:

Mais acho, que ai pode ser área reservada para os atletas. Só pode né, O Kelly não ia queimar o filme assim.

MEEEEEEEEEE

Kelly Slater coleciona 51 vitórias no ASP World Tour

05 de outubro de 2012 0

O maior fenômeno do esporte passou pelo novo líder do ranking nas semifinais e derrotou o convidado Dane Reynolds na decisão do Quiksilver Pro France

Será que alguém ainda vai conseguir impedir que Kelly Slater, 40 anos, conquiste o seu 12.o título mundial esse ano? No Quiksilver Pro France, o maior fenômeno da história do esporte colecionou a sua 51.a vitória no ASP World Tour na final contra o convidado para esta etapa, o seu companheiro de equipe, Dane Reynolds, 27 anos. Foi a sua segunda vitória seguida e a terceira nas seis provas que disputou na temporada. Slater sai da França na segunda posição do ranking, bem próximo do novo líder, Joel Parkinson, 31, que ele derrotou nas semifinais.

A sexta-feira decisiva da sétima etapa do ASP Tour 2012 começou com tubos de 3-5 pés em La Graviere, mas as condições foram se deteriorando e Slater não perdeu tempo na final. Ele praticamente liquidou seu oponente nos primeiros dez minutos da bateria, com as notas 7,93 e 9,33 em dois tubos impressionantes. Reynolds tentou a vitória também pegando bons tubos e arriscando os aéreos, porém não conseguiu impedir mais um título de Slater, que relembrou sua primeira vitória na França duas décadas atrás.

"Eu consegui minha primeira vitória aqui há 20 anos e isso é muito louco", disse Kelly Slater. "Obviamente, você entra em uma final para vencer, mas eu até ficaria feliz também se o Dane (Reynolds) tirasse uma nota 10 da cartola na bateria. Teria sido muito radical".

Com a terceira vitória conquistada na temporada 2012 (Fiji, Trestles e França), Slater aumenta o favoritismo para conseguir um impressionante 12.o título mundial nas três etapas que restam para fechar o ano. A próxima é o Rip Curl Pro, que começa na quarta-feira e vai até o dia 21 em Supertubos, Peniche, Portugal.

No ano passado, ele foi finalista nesta prova, mas o campeão foi o brasileiro Adriano de Souza, 25 anos. Depois, tem o O´Neill Coldwater Classic nos dias 01 a 11 de novembro em Santa Cruz, Califórnia, Estados Unidos. E o Billabong Pipeline Masters fecha o calendário 2012 da ASP nos dias 08 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, no Havaí.

"Agora a gente já começa a trabalhar um pouco com os números", falou Slater, que analisa a sua chance de mais um título mundial. "Eu tenho um 25.o e um 13.o lugar como piores resultados para descartar. E o Parko (Joel Parkinson) vai ter que trocar um nono e um quinto nas duas últimas etapas. Se eu não conseguisse passar dele hoje (sexta-feira), colocaria muita pressão sobre mim. Mas, agora a pressão fica toda para o Mick (Fanning), já que o Parko e o John John (Florence) foram bem aqui neste evento".

A sexta-feira começou com Dane Reynolds ajudando mais uma vez o seu companheiro de time na Quiksilver. Ele já tinha barrado o ex-líder Mick Fanning, 31 anos, na terceira fase e na primeira semifinal despachou o número 4 do ranking, John John Florence, 19. A bateria terminou praticamente empatada, com Reynolds ganhando por uma pequena vantagem no placar de 15,70 a 15,60 pontos.

"Surfar com o John John (Florence) em ondas perfeitas de 6 pés foi realmente muito bom", disse Dane Reynolds. "Foi um grande evento. Eu realmente gosto dessas ondas e não estava preocupado em competir, mas sim em surfar bem. Gostei de todos os dias do campeonato. Ontem (quinta-feira) foi intenso e desafiador o dia inteiro. Hoje, o mar estava perfeito, parecia um playground, muito divertido, então estou feliz pelo meu desempenho no evento todo".

Reynolds preferiu não disputar o Circuito Mundial, mas provou mais uma vez ser um dos melhores surfistas do mundo nos tubos de Hossegor. John John Florence é um dos novatos da elite, está fazendo a sua primeira temporada completa no ASP Tour e faz parte do seleto grupo dos top-5 do ranking desde a sua vitória no Billabong Rio Pro, a etapa brasileira do WCT no Rio de Janeiro.

Já o australiano Joel Parkinson há anos vem sendo um dos principais concorrentes ao título mundial. Ele já fez três finais nesta temporada, porém não conseguiu ganhar nenhuma. Perdeu para o próprio John John Florence nos tubos da Barra da Tijuca, depois para Mick Fanning no Billabong Pro Tahiti e para Kelly Slater no Hurley Pro Trestles nos Estados Unidos. Foi derrotado de novo por Slater na França, mas é o novo líder na corrida pelo título mundial de 2012.

"Agora é ir com tudo para Portugal", promete Joel Parkinson. "Seria muito bom conseguir uma vitória lá para tentar ficar na frente do ranking até o fim do ano. Espero que dê boas ondas lá em Peniche também, como aqui na França, para ser mais um evento incrível".

CORRIDA DO TÍTULO - Como já vem acontecendo desde a etapa passada, em Trestles (EUA), só os quatro primeiros colocados no ranking têm chances matemáticas de brigar pela liderança do ranking em Portugal. A grande vantagem que Mick Fanning tinha antes dos Estados Unidos acabou e ele caiu do primeiro para o terceiro lugar na França.

Parkinson assumiu a ponta, mas Kelly Slater está na cola com a segunda vitória consecutiva. A briga entre eles em Portugal será fase a fase. Para Mick Fanning, a condição mínima para ultrapassar o novo líder é chegar na quarta rodada, ou seja, vencer duas baterias no Rip Curl Pro. E John John Florence precisa ser finalista em Peniche para superar a pontuação atual de Joel Parkinson.

VITÓRIAS BRASILEIRAS - Assim como na França, as próximas duas etapas também foram vencidas por brasileiros no ano passado. Gabriel Medina, 18 anos, defendeu o título do Quiksilver Pro France até as quartas de final, quando foi derrotado por Joel Parkinson. Em Portugal, será a vez de Adriano de Souza tentar o bicampeonato em Peniche. Em 2011, Mineirinho derrotou Slater em uma final emocionante em Supertubos clássico. E Miguel Pupo, 20, é o atual campeão do O´Neill Coldwater Classic, que no ano passado era uma etapa do ASP Prime e está estreando no WCT.

FINAL DO QUIKSILVER PRO FRANCE:
Campeão: Kelly Slater (EUA) com 17.26 pontos - US$ 75.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Dane Reynolds (EUA) com 14.00 - US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar - US$ 17.500 e 6.500 pontos:
1.a: Dane Reynolds (EUA) 15.70 x 15.60 John John Florence (HAV)
2.a: Kelly Slater (EUA) 12.27 x 10.93 Joel Parkinson (AUS)

TOP-22 DO ASP WORLD TOUR 2012 - 7 etapas:
1.o: Joel Parkinson (AUS) - 46.200 pontos
2.o: Kelly Slater (EUA) - 45.450
3.o: Mick Fanning (AUS) - 43.000
4.o: John John Florence (HAV) - 39.150
5.o: Taj Burrow (AUS) - 31.900
6.o: Adriano de Souza (BRA) - 31.150
7.o: Owen Wright (AUS) - 27.150
8.o: Josh Kerr (AUS) - 26.200
9.o: Gabriel Medina (BRA) - 25.150
10: Jeremy Flores (FRA) - 24.950
11: Jordy Smith (AFR) - 24.900
12: Julian Wilson (AUS) - 24.650
13: Adrian Buchan (AUS) - 20.150
14: C. J. Hobgood (EUA) - 18.950
15: Michel Bourez (TAH) - 16.500
16: Miguel Pupo (BRA) - 15.450
17: Heitor Alves (BRA) - 14.250
18: Bede Durbidge (AUS) - 13.250
18: Brett Simpson (EUA) - 13.250
20: Alejo Muniz (BRA) - 13.200
20: Kai Otton (AUS) - 13.200
22: Kieren Perrow (AUS) - 12.950
----------outros brasileiros:
32: Jadson André (BRA) - 6.000 pontos
32: Raoni Monteiro (BRA) - 6.000
36: Willian Cardoso (BRA) - 1.500

ÚLTIMAS ETAPAS DO ASP WORLD TOUR 2012:
8.a: Out 10-21 - Rip Curl Pro em Supertubos, Peniche - Portugal
9.a: Nov 01-11 - O´Neill Coldwater Classic em Steamer Lane, Santa Cruz, Califórnia - EUA
10.a: Dez 08-20 - Billabong Pipe Masters em Banzai Pipeline, Oahu - Havaí

João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America
(48) 9988-2986 - joao@aspsouthamerica.com.br

Kelly Slater festeja vitória 50 com tri em Trestles

21 de setembro de 2012 0



Joel Parkinson barrou Adriano de Souza na semifinal e perdeu sua terceira final este ano. Com o terceiro lugar, Mineirinho voltou ao grupo dos top-5 do WCT

Kelly Slater, 40 anos, conquistou a sua qüinquagésima vitória no ASP World Tour com o tricampeonato consecutivo no Hurley Pro Trestles. Foi a segunda nesta temporada e a sexta em oito finais nas ondas de Lower Trestles, na Califórnia. A primeira vez que ele decidiu um título nesta etapa em San Clemente foi em 2004 e perdeu para o mesmo Joel Parkinson, 31, que enfrentou na bateria final nesta quinta-feira nos Estados Unidos.

Com a segunda vitória no ASP Tour 2012, Slater sobe para terceiro no ranking que continua liderado por Mick Fanning, 31. Se vencesse, Parkinson assumiria a ponta, mas permaneceu em segundo lugar. Adriano de Souza, 25, perdeu para Parko nas semifinais e retornou ao seleto grupo dos top-5 do ranking mundial, que é completado pelo havaiano John John Florence, 19, na quarta posição. A próxima etapa da corrida do título começa em 28 de setembro na França.

"Eu entrei na final sentindo que não tinha nada a perder, porque o Parko (Joel Parkinson) era o cara do campeonato", disse Kelly Slater. "Ele era o destaque em cada rodada, parou o Medina (Gabriel Medina) de forma incrível e hoje também tirou grandes notas. Eu consegui pegar boas ondas para me soltar um pouco, mas achei que ele ficou muito quieto lá fora. Talvez por aquela direita que passou por ele e eu peguei mais embaixo. Esse foi o ponto decisivo para mim. Cada campeonato que eu ganhei, sempre teve algum momento em que as coisas saíram do meu jeito".

Slater usou a tática de sair pegando ondas para construir uma boa vantagem no início da bateria, enquanto Parko escolheu aguardar pelas maiores das séries que demoravam bastante para entrar na grande final. Kelly já tinha 14,33 pontos quando Joel remou para a sua primeira onda boa na metade da bateria. Mas, Slater estava mais embaixo e destruiu a direita jogando muita água nas batidas e rasgadas, invertendo a rabeta para ganhar 7,83 e aumentar a diferença para 9,83.

Faltando dez minutos, Parkinson repete o seu ataque mortal de frontside nas direitas de Lower Trestles, lincando as manobras com velocidade usando todo o espaço da onda com grandes arcos para arrancar a maior nota da bateria até ali, 8,33. Só que Kelly logo dá o troco em outra direita perfeita para aplicar uma série de seis manobras até finalizar com um lindo 360, recebendo 8,67 para fechar em 16,50 a 14,00 pontos o placar da sua quinquagésima vitória em etapas do WCT.

"Foi legal ganhar minha vitória número 50 aqui. Foi aqui que eu ganhei o meu primeiro evento como profissional e foi ótimo obter mais uma vitória", disse Slater. "Eu sabia que essa bateria era fundamental para mim. Se perdesse, o Parko ficaria com 2.000 pontos a mais e isso faria muita diferença na classificação. Agora vamos para a Europa ver como serão as etapas lá para saber quem vai brigar pelo título no Havaí".

VITÓRIA QUE VALE TÍTULO - A vitória em Lower Trestles tem um sabor especial, enigmático. Desde 2008, o vencedor desta etapa acaba se tornando o campeão mundial da temporada. Foi assim com o próprio Kelly Slater quando recuperou o caneco de melhor do mundo em 2008, com Mick Fanning em 2009 e de novo com Slater no bicampeonato em 2010 e 2011, quando aumentou para onze o seu recorde de títulos mundiais na ASP.

E a performance de Slater em Lower Trestles é impressionante. Nos últimos dez anos, incluindo 2012, só não subiu ao pódio em 2003. Depois, fez cinco finais seguidas. Perdeu a primeira para o próprio Joel Parkinson em 2004, no ano seguinte a primeira vitória na final contra Phillip Mc Donald, em 2006 foi superado de novo por Bede Durbidge, mas derrotou o havaiano Pancho Sullivan em 2007 e o australiano Taj Burrow em 2008.

Em 2009, parou na semifinal contra Mick Fanning, que venceu naquele ano. Na quinta-feira, o maior ídolo do esporte conseguiu duas vinganças. Passou por Mick Fanning na semifinal e bateu Joel Parkinson na reedição da sua primeira decisão em 2004. O tricampeonato foi iniciado com outra vingança, desta vez contra Bede Durbidge que o derrotou em 2006. No ano passado ganhou de Owen Wright e agora de Joel Parkinson.

"Fazer final é sempre um bom resultado", disse Joel Parkinson. "A derrota no Taiti doeu muito, porque foi no fim da bateria. Eu estava surfando bem esta semana aqui. Estava indo tudo bem. Toda vez que eu remava lá para fora, vinha um monte de ondas pra mim, mas na final o mar deu uma parada. Foi uma daquelas baterias que você sente que depende exclusivamente da Natureza e não há nada mais que se possa fazer".

MELHOR DO DIA - Adriano de Souza não conseguiu fazer sua segunda final neste ano, mas foi o recordista de pontos no último dia do Hurley Pro Trestles. Ele totalizou 18,30 pontos de 20 possíveis com as notas 9,30 e 9,00 que recebeu na primeira metade do duelo brasileiro com Gabriel Medina na repescagem. A bateria chegou a ser interrompida quando restavam 17 minutos para o término, por causa de uma forte neblina que impedia a visualização dos juízes. Quando retornou, não entrou mais nenhuma onda boa para Medina tentar a virada e Mineirinho seguiu para a revanche contra John John Florence nas quartas de final.

"Eu fiz uma bateria muito boa contra o Gabriel (Medina). Alguns meses atrás, ele me bateu no US Open e agora consegui vencê-lo", disse Adriano de Souza, após a vitória sobre Medina. "O Gabriel surfa muito e é um bom competidor. Ele vai estar disputando o título mundial em breve e isso é bom para o Brasil. Eu usei a tática de pegar várias ondas no início para colocar pressão sobre ele e deu certo".

Mineirinho derrotou John John Florence e garantiu seu retorno ao grupo dos top-5 do WCT com a classificação, seguindo com chances de título mundial. Na semifinal, Parkinson achou as melhores ondas da bateria e surfou no critério que os juízes queriam ver, variando as manobras sempre executadas nos pontos mais críticos nas direitas perfeitas de Trestles. Parko logo computou duas notas na casa dos nove pontos para chegar a sua segunda final consecutiva.

VICE-CAMPEÃO DE NOVO - Porém, pela terceira vez o australiano terminou como vice-campeão. Perdeu a decisão do Billabong Rio Pro para John John Florence no Brasil, para Mick Fanning nos últimos segundos da final do Billabong Pro Tahiti nos tubos de Teahupoo e agora para Kelly Slater na etapa que abriu a segunda metade da temporada 2012 do ASP Tour nos Estados Unidos. Se vencesse, tirava a liderança de Mick Fanning, porém só conseguiu diminuir a vantagem para menos de 3.000 pontos.



FINAL DO HURLEY PRO TRESTLES:
Campeão: Kelly Slater (EUA) com 16,50 pontos (8.67+7.83) - US$ 105.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Joel Parkinson (AUS) com 14,00 (8.33+5.67) - US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar - US$ 17.500 e 6.500 pontos:
1.a: Kelly Slater (EUA) 17.27 x 9.34 Mick Fanning (AUS)
2.a: Joel Parkinson (AUS) 18.26 x 13.43 Adriano de Souza (BRA)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar - US$ 13.750 e 5.200 pontos:
1.a: Mick Fanning (AUS) 17.60 x 16.50 Taj Burrow (AUS)
2.a: Kelly Slater (EUA) 15.17 x 11.93 Adrian Buchan (AUS)
3.a: Joel Parkinson (AUS) 17.16 x 17.04 Jordy Smith (AFR)
4.a: Adriano de Souza (BRA) 12.60 x 11.60 John John Florence (HAV)

QUINTA FASE - REPESCAGEM - 1.o=Quartas de Final / 2.o=9.o lugar (US$ 11.000 e 4.000 pontos):
1.a: Mick Fanning (AUS) 12.90 x 12.76 Julian Wilson (AUS)
2.a: Kelly Slater (EUA) 15.94 x 15.44 Jeremy Flores (FRA)
3.a: Jordy Smith (AFR) 15.93 x 9.57 Josh Kerr (AUS)
4.a: Adriano de Souza (BRA) 18.30 x 9.57 Gabriel Medina (BRA)

TOP-22 DO ASP WORLD TOUR 2012 - 6 etapas:
1.o: Mick Fanning (AUS) - 41.250 pontos
2.o: Joel Parkinson (AUS) - 39.700
3.o: Kelly Slater (EUA) - 35.450
4.o: John John Florence (HAV) - 32.650
5.o: Adriano de Souza (BRA) - 30.650
6.o: Taj Burrow (AUS) - 30.150
7.o: Josh Kerr (AUS) - 25.700
8.o: Jeremy Flores (FRA) - 23.200
9.o: Owen Wright (AUS) - 23.150
9.o: Jordy Smith (AFR) - 23.150
11: Julian Wilson (AUS) - 22.900
12: Gabriel Medina (BRA) - 19.950
13: C. J. Hobgood (EUA) - 18.450
14: Adrian Buchan (AUS) - 16.150
15: Heitor Alves (BRA) - 13.750
16: Michel Bourez (TAH) - 12.500
17: Brett Simpson (EUA) - 11.500
18: Alejo Muniz (BRA) - 11.450
18: Kai Otton (AUS) - 11.450
20: Damien Hobgood (EUA) - 11.250
21: Miguel Pupo (BRA) - 10.250
22: Tiago Pires (PRT) - 10.200
----------outros brasileiros:
30: Raoni Monteiro (BRA) - 5.500 pontos
33: Jadson André (BRA) - 4.250
36: Willian Cardoso (BRA) - 1.500

João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America
(48) 9988-2986 - joao@aspsouthamerica.com.br

Kelly Slater vence final com Medina em Fiji

11 de junho de 2012 0


Fenômenos do esporte decidem o título do Volcom Fiji Pro e Slater assume a vice-liderança no ranking com a vitória em Cloudbreak na segunda-feira

Kelly Slater é mesmo o fenômeno absoluto da história. Aos 40 anos de idade, surfou com maestria as esquerdas de Cloudbreak para colecionar a 49.a vitória em etapas do ASP World Tour. Quando o onze vezes campeão mundial conquistou o primeiro título, em 1992, o seu adversário na final do Volcom Fiji Pro não tinha nem nascido.

O paulista Gabriel Medina, 19 anos, apontado como o fenômeno da atualidade, impressionou mais uma vez ao barrar o novo líder do ranking, Mick Fanning, 30, na semifinal. Ele chegou a quebrar duas pranchas durante a bateria, mas venceu. Já na decisão do título, Slater garantiu sua terceira vitória nas Ilhas Fiji nas duas ondas que pegou logo no início e Medina terminou como vice-campeão em sua estreia nos tubos de Tavarua.

"Estou muito feliz com este resultado", disse Gabriel Medina. "As ondas aqui foram muito boas durante toda a semana e gostei bastante de tudo neste lugar. Eu não comecei bem a temporada, em termos de resultados, então estou muito feliz por chegar à final nesta etapa com altas ondas. E parabéns para o Kelly (Slater), que surfou de forma incrível todo o evento".

Com os 8.000 pontos do segundo lugar, Medina saltou da 29.a para a 13.a posição no ranking do ASP Tour 2012. Esta foi a primeira vez que Slater conseguiu derrotar a sensação do surfe brasileiro em baterias homem a homem na divisão de elite. No ano passado, eles se encontraram duas vezes, sempre nas quartas de final.

Gabriel Medina ganhou de "combination", que é como uma goleada no futebol, com o adversário precisando de mais de 10 pontos, ou seja, uma combinação de duas notas. Curiosamente, foram nas duas etapas que Medina venceu no seu primeiro ano, na França e em San Francisco, nos Estados Unidos.

"Estava na hora de ganhar dele", falou Kelly Slater. "Ele (Gabriel Medina) me derrotou na metade do ano passado e provavelmente vai continuar batendo todos pelos próximos 20 anos. Ele pode fazer tudo em qualquer condição de mar e acho que ele provou para muita gente isso nesta semana em Restaurants e aqui em Cloudbreak".

Slater é, talvez, o surfista da elite que mais conhece as ondas da ilha de Tavarua. Ele encabeçou o movimento para parar as quartas de final no domingo de muito vento e a segunda-feira amanheceu com esquerdas "clean" de 4-6 pés e séries maiores com tubos e paredes para as manobras. Kelly disputou a primeira bateria do dia e bateu fácil o australiano Julian Wilson por 18,57 a 7,76 pontos.

MINEIRINHO BARRADO - O paulista Adriano de Souza entrou no segundo duelo do dia para fechar as quartas de final e começou bem com nota 8,83. Foi aumentando a vantagem a cada onda até totalizar 15,76 pontos. O americano C. J. Hobgood só tinha uma nota 6,67, mas no último minuto pegou o tubo mais incrível do dia até ali para superar Mineirinho com nota 9,97. Com ela, virou o placar para 16,14 a 15,76 pontos. Com a derrota, Adriano permanece em quarto lugar no ranking, agora atrás de Mick Fanning, Kelly Slater e Joel Parkinson.

Em seguida começaram as semifinais e a bateria de Gabriel Medina contra Mick Fanning aconteceu numa hora ruim do mar, com grandes intervalos entre as séries e poucas ondas surfadas. O australiano não pegou nada, só uma fraca nota 4,90. E Medina praticamente garantiu a vitória na sua primeira onda, que foi boa e valeu 8,43.

NOTA 10 E RECORDE - As ondas voltaram a bombar na bateria seguinte, com Kelly Slater parecendo iluminado na segunda-feira. Era a reedição da última final em Fiji em 2008 contra C. J. Hobgood e o resultado se repetiu, com Slater ganhando a sua segunda nota 10 em Tavarua em uma esquerda sensacional, com várias seções de tubos completados por manobras em uma harmonia perfeita. Ele ainda surfou outra onda muito boa para estabelecer um novo recorde para o Volcom Fiji Pro de 19,50 pontos.

"Foi certamente o melhor que eu pude surfar aqui", confessou Slater. "Os tubos e as seções se alinharam para mim e eu fui capaz de fazer o que fiz. Foi como uma tela perfeita para mim".



CONHECIMENTO DE FIJI - Mostrando todo o seu conhecimento de Cloudbreak, ele preferiu não utilizar o intervalo de 30 minutos para a final e pediu para começar logo. Pois foi no início da decisão que ele liquidou Gabriel Medina em suas duas primeiras e únicas ondas surfadas durante os 30 minutos da bateria. A primeira foi só com manobras potentes de backside sempre no mais crítico da onda que valeram nota 8,33.

Medina respondeu com 8,60 em um tubo limpo, na saída emendou um houndhouse cutback com estilo e outra manobra jogando água, ainda foi acelerando a prancha para tentar o aéreo que não completou, mas valeu a liderança. Só que ela não dura muito, porque Slater vem num tubo incrível, sumiu completamente, saiu na boquinha com velocidade e foi manobrando na onda, uma, duas, três vezes, para retomar a ponta com nota 9,83.

Ele abriu 9,57 pontos de vantagem nos 10 primeiros minutos da bateria e depois só ficou sentado na prancha esperando o tempo passar. Parecia tudo combinado. Slater pegou a prioridade de escolha da próxima onda e elas pararam de entrar em Cloudbreak. Ainda vieram algumas séries, mas todas com as ondas mexidas e fechando rápido. A bateria acabou e a 49.a vitória de Kelly Slater foi consumada por 18,16 a 10,87 pontos.

BRIGA DO TÍTULO - Mesmo com a ausência na etapa brasileira do WCT, o Billabong Rio Pro, Slater está na briga direta por mais um título mundial. Ele subiu do oitavo lugar para dividir a vice-liderança no ranking com Joel Parkinson. A diferença é que o australiano está computando quatro resultados, contra três do campeão mundial.

Slater agora vai defender o título nas duas próximas etapas do ASP World Tour 2012. No ano passado, ele venceu o Billabong Pro Teahupoo, marcado para os dias 16 a 27 de agosto no Taiti, bem como o Hurley Pro Trestles, que acontecerá de 16 a 22 de setembro nos Estados Unidos.

"Eu acho que todo mundo que compete no circuito quer vencer", disse Slater. "Se você está ganhando campeonatos, então você está disputando títulos mundiais. Neste ponto da minha carreira, eu estou bem mais focado no surfe mesmo. As ondas bombaram hoje (segunda-feira) e alguns caras ganharam, outros perderam, mas todo mundo fica feliz se as ondas são boas".

RESULTADO FINAL DO VOLCOM FIJI PRO - 18,16 x 10,87 pontos:
Campeão: Kelly Slater (EUA) com notas 9,83 e 8,33 - US$ 75.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Gabriel Medina (BRA) com 8,60 e 2,27 - US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS - 3.o lugar - US$ 17.500 e 6.500 pontos:
1.a: Gabriel Medina (BRA) 13.93 x 6.57 Mick Fanning (AUS)
2.a: Kelly Slater (EUA) 19.50 x 13,50 C. J. Hobgood (EUA)

QUARTAS DE FINAL - 5.o lugar - US$ 13.750 - 5.200 pontos:
-----------baterias realizadas no domingo:
1.a: Mick Fanning (AUS) 16.60 x 9.10 John John Florence (HAV)
2.a: Gabriel Medina (BRA) 13.60 x 10.46 Taj Burrow (AUS)
-----------abriram a segunda-feira:
3.a: Kelly Slater (EUA) 18.57 x 7.76 Julian Wilson (AUS)
4.a: C. J. Hobgood (EUA) 16.14 x 15.76 Adriano de Souza (BRA)

TOP-22 DO ASP WORLD TOUR 2012 - 4 etapas:
1.o: Mick Fanning (AUS) - 24.750 pontos
2.o: Kelly Slater (EUA) - 23.700
2.o: Joel Parkinson (AUS) - 23.700
4.o: Adriano de Souza (BRA) - 22.400
5.o: Taj Burrow (AUS) - 20.950
5.o: John John Florence (HAV) - 20.950
7.o: Josh Kerr (AUS) - 19.950
8.o: Jordy Smith (AFR) - 17.450
9.o: Owen Wright (AUS) - 16.150
10: Julian Wilson (AUS) - 14.900
11: Jeremy Flores (FRA) - 14.000
12: C. J. Hobgood (EUA) - 12.750
13: Gabriel Medina (BRA) - 10.750
14: Heitor Alves (BRA) - 10.250
15: Adrian Buchan (AUS) - 9.200
15: Tiago Pires (PRT) - 9.200
17: Michel Bourez (TAH) - 9.000
18: Brett Simpson (EUA) - 8.000
18: Miguel Pupo (BRA) - 8.000
20: Alejo Muniz (BRA) - 7.950
20: Kai Otton (AUS) - 7.950
22: Bede Durbidge (AUS) - 7.000
----------outros brasileiros:
26: Raoni Monteiro (BRA) - 4.500 pontos
32: Jadson André (BRA) - 3.250
36: Willian Cardoso (BRA) - 1.000

João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America
(48) 9988-2986 - joao@aspsouthamerica.com.br

FLUIR: Edição de dezembro com Kelly e Medina

13 de dezembro de 2011 0

Kelly Slater conquista seu 11º título mundial da ASP

03 de novembro de 2011 0


O australiano Daniel Ross deu trabalho e liderou toda a bateria, mas Kelly Slater conseguiu a virada no final para sacramentar a conquista do seu 11.o título mundial no ASP World Tour. Uma multidão lotou Ocean Beach na quarta-feira de ondas de 3-5 pés e três brasileiros também avançaram para a fase dos 12 melhores do Rip Curl Pro Search em San Francisco. A penúltima etapa do ASP World Title Race 2011 tem prazo até o dia 12 para ser encerrada na Califórnia, Estados Unidos.

A primeira apresentação de Kelly Slater como campeão mundial de 2011, será contra os paulistas Gabriel Medina e Miguel Pupo, na segunda disputa por classificação direta para as quartas de final. E o catarinense Alejo Muniz enfrenta o australiano Owen Wright e o americano Brett Simpson na terceira bateria. Mas, os perdedores têm uma outra chance na repescagem. Alejo garantiu a vaga também com uma virada sensacional nas duas últimas ondas que surfou contra o carioca Raoni Monteiro no duelo verde-amarelo da terceira fase.

Mas, a expectativa durante toda a quarta-feira estava voltada para a bateria de Kelly Slater contra Daniel Ross. O segundo dia do Rip Curl Pro Search começou com os confrontos da repescagem e Slater só competiu na sexta bateria da terceira fase, a 14.o do dia. O público aguardou para ver o maior fenômeno do esporte festejar mais um título mundial, o primeiro da carreira conquistado no seu país.

Só que o australiano largou na frente e se manteve na ponta até os minutos finais. Slater achou um bom tubo nas direitas de Ocean Beach para entrar na briga, depois pegou outra onda no último minuto para virar o resultado para 15,13 x 14,40 pontos. Com a vitória, foi consagrado como campeão mundial de 2011 para o delírio da torcida, que vibrou intensamente com o seu incrível 11.o título em 20 anos de carreira.



"Eu disputei algumas baterias com o Rossy (Daniel Ross) este ano e ele é realmente perigoso", destacou Kelly Slater. "Eu fiquei caçando as esquerdas e elas foram desaparecendo, então eu sabia que tinha que tentar as direitas e foi numa delas que consegui a minha primeira onda boa na bateria. Eu não comecei bem, foi uma bateria difícil e tinha que ser assim para dar mais valor para a minha conquista".

Nas nove etapas deste ano, Slater fez cinco finais e ganhou três. As únicas derrotas foram para o australiano Owen Wright em Nova York e para o brasileiro Adriano de Souza na etapa passada, em Portugal. Ele detém todos os recordes da história da ASP. Foi o mais jovem a conquistar o título mundial e vem batendo sua marca de mais velho campeão, chegando ao 11.o título com 39 anos de idade. Competiu contra várias gerações durante este tempo e segue superando limites, atualizando manobras, sempre muito competitivo em qualquer condição de mar.

"O décimo título pareceu mais difícil, realmente senti que foram longos 20 anos para chegar até ele. E muitas pessoas falam sobre minha idade. Eu acho que no passado, você estaria no topo aos 30, mas não agora. Eu me sinto surfando no nível mais alto da minha carreira e sei que posso continuar. Ainda não pensei sobre isso, mas planejo relaxar o resto do ano e vamos ver como será em 2012. É gratificante conquistar mais um título, principalmente em solo americano. Foi um momento especial, tivemos boas ondas esses dois dias... e, sim, alguém está olhando por nós, o Andy (Irons) provavelmente".

IN MEMORIAN - No ano passado, no mesmo Rip Curl Pro Search, só que em Porto Rico, o havaiano Andy Irons não se sentiu bem e decidiu cancelar sua participação e voltar para casa. Mas, exatamente no dia 2 de novembro de 2010, o tricampeão mundial faleceu sozinho num quarto de hotel, durante uma escala nos Estados Unidos do vôo para o Havaí. Os dois foram os grandes rivais da história moderna do ASP Tour, mas tornaram-se amigos próximos nos últimos anos.

"Foi meio estranho o dia hoje (quarta-feira) pra mim. Qual era a chance de eu ganhar um título no aniversário do falecimento do Andy (Irons)? Por isso, ele se torna muito mais especial para mim. É uma forma de celebrar as minhas memórias com ele, ficar pensando sobre ele. Eu até escrevi uma história dele outro dia e estou realmente muito feliz por tudo que aconteceu aqui hoje", confessou o melhor surfista do mundo em todos os tempos.

ONDE KELLY SLATER CONFIRMOU OS ONZE TÍTULOS:
2011: Rip Curl Pro Search em San Francisco, Califórnia - Estados Unidos
2010: Rip Curl Pro Search em Middles Beach - Porto Rico
2008: Billabong Pro em Mundaka, Euskadi - Espanha
2006: Billabong Pro em Mundaka, Euskadi - Espanha
2005: Nova Schin Festival WCT Brasil na Praia da Vila, Imbituba (SC) - Brasil
1998: Mountain Dew Pipeline Masters em Pipeline na ilha de Oahu - Havaí
1997: Expo 98 Figueira 97 em Figueira da Foz - Portugal
1996: Coca Cola Figueira 96 em Figueira da Foz - Portugal
1995: Chiemsee Pipe Masters em Pipeline, Oahu - Havaí
1994: Chiemsee Gerry Lopez Pipe Masters em Pipeline, Oahu - Havaí
1992: Alternativa Surf Rio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ) - Brasil



BRASILEIROS - Agora, dois brasileiros da nova geração que vêm fazendo estragos no ASP Tour vão participar da primeira bateria de Kelly Slater como campeão mundial de 2011. Gabriel Medina atropelou o próprio na França para depois surpreender o mundo mais uma vez ao vencer uma etapa em sua apenas segunda atuação na divisão de elite do esporte. E Miguel Pupo vem de vitória no último domingo em Santa Cruz, a segunda dele em provas do ASP World Prime na Califórnia este ano.

Os seis surfistas do Brasil no Rip Curl Pro Search competiram na quarta-feira em Ocean Beach. Pupo foi um dos três que tiveram que disputar a repescagem e contra o australiano Kai Otton surfou um dos melhores tubos do campeonato, que recebeu nota 9,10 dos juízes, terceira maior até ali. Só ficou atrás do 9,17 que Kieren Perrow ganhou para despachar Mick Fanning na segunda bateria do dia e do 9,13 do também australiano Bede Durbidge no primeiro dia.

"O Kai (Otton) estava sentado muito longe de mim e fiquei olhando para ver se ele ia entrar na onda, mas passou por ele e foi ótimo para começar uma bateria como essa", falou Miguel Pupo, que depois usou o aéreo para despachar outro australiano na terceira fase, Adrian Buchan. "Eu sinto que estou começando a colocar o meu pé no ASP Tour e espero continuar encontrando boas ondas nas baterias".

Ainda pela repescagem, Raoni Monteiro passou pelo havaiano Dusty Payne, mas o potiguar Jadson André perdeu para o veterano Taylor Knox na última bateria desta segunda fase. A terceira foi iniciada em seguida e Adriano de Souza acabou eliminado pelo igualmente experiente Kieren Perrow. O australiano achou os tubos na quarta-feira para também derrotar o bicampeão mundial Mick Fanning na repescagem.

DUPLA DINÂMICA - Já Gabriel Medina massacrou o havaiano Fredrick Patacchia, vencendo com uma larga vantagem de 15,37 x 5,36 pontos. Foram três baterias seguidas com brasileiros e Miguel Pupo garantiu a segunda classificação para a rodada das duas chances para as quartas de final. A primeira disputa será entre eles e Kelly Slater. A "dupla dinâmica" da nova geração brasileira estreou junta em San Francisco e Medina levou a melhor, com Pupo tendo que passar pela repescagem.

O outro classificado do Brasil foi o catarinense Alejo Muniz, com uma virada espetacular no duelo verde-amarelo com Raoni Monteiro, depois de Kelly Slater receber o seu troféu de campeão mundial no pódio. O carioca começou bem e liderou toda a bateria, mas Alejo arrancou notas 7,03 e 7,77 nas suas duas últimas ondas para virar o placar para 15,10 x 14,40 pontos.

Na fase classificatória para as quartas de final, o catarinense vai enfrentar os donos das melhores apresentações nas ondas de Ocean Beach. O australiano Owen Wright estabeleceu novos recordes de nota - 9,77 - e pontos - 17,54 - para o Rip Curl Pro Search em San Francisco. E o californiano Brett Simpson somou 16,97 na vitória sobre o melhor estreante da temporada, o australiano Julian Wilson.

QUARTA FASE - 1.o=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Repescagem:
1ª: Matt Wilkinson (AUS), Taylor Knox (EUA), Kieren Perrow (AUS)
2ª: Kelly Slater (EUA), Gabriel Medina (BRA), Miguel Pupo (BRA)
3ª: Owen Wright (AUS), Alejo Muniz (BRA), Brett Simpson (EUA)
4ª: Joel Parkinson (AUS) + 1.o da 11.a bateria da 3.a fase + 1.o da 12.a

TERCEIRA FASE - 13.o lugar - US$ 8.500 e 1.750 pontos:
1ª: Matt Wilkinson (AUS) 13.40 x 13.00 Taj Burrow (AUS)
2ª: Taylor Knox (EUA) 14.60 x 14.57 Bede Durbidge (AUS)
3ª: Kieren Perrow (AUS) 14.10 x 11.43 Adriano de Souza (BRA)
4ª: Gabriel Medina (BRA) 15.37 x 5.36 Fredrick Patacchia (HAV)
5ª: Miguel Pupo (BRA) 11.87 x 11.50 Adrian Buchan (AUS)
6ª: Kelly Slater (EUA) 15.13 x 14.40 Daniel Ross (AUS)
7ª: Owen Wright (AUS) 17.54 x 12.43 Adam Melling (AUS)
8ª: Alejo Muniz (BRA) 15.10 x 14.40 Raoni Monteiro (BRA)
9ª: Brett Simpson (EUA) 16.97 x 10.50 Julian Wilson (AUS)
10: Joel Parkinson (AUS) 13.87 x 6.50 Chris Davidson (AUS)
----------------ficaram para abrir o próximo dia:
11: Josh Kerr (AUS) x Tiago Pires (PRT)
12: Jordy Smith (AFR) x Patrick Gudauskas (EUA)

SEGUNDA FASE - REPESCAGEM - 2.o=25.o lugar - US$ 7.000 e 500 pontos:
----------------baterias que abriram a quarta-feira:
5ª: Bede Durbidge (AUS) 12.00 x 9.17 Dane Reynolds (EUA)
6ª: Kieren Perrow (AUS) 16.34 x 12.17 Mick Fanning (AUS)
7ª: Josh Kerr (AUS) 10.10 x 9.33 Travis Logie (AFR)
8ª: Brett Simpson (EUA) 16.37 x 14.37 Damien Hobgood (EUA)
9ª: Miguel Pupo (BRA) 16.43 x 8.87 Kai Otton (AUS)
10: Raoni Monteiro (BRA) 14.66 x 10.86 Dusty Payne (HAV)
11: Tiago Pires (PRT) 14.33 x 8.60 John John Florence (HAV)
12: Taylor Knox (EUA) 15.73 x 12.40 Jadson André (BRA)
----------------baterias que fecharam a terça-feira:
1ª: Owen Wright (AUS) 11.16 x 8.07 Dean Brady (AUS)
2ª: Joel Parkinson (AUS) 8.60 x 6.50 Dillon Perillo (EUA)
3ª: Julian Wilson (AUS) 13.57 x 8.76 Taylor Clark (EUA)
4ª: Daniel Ross (AUS) 14.00 x 12.00 Michel Bourez (TAH)

João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America
(48) 9988-2986 - joao@aspsouthamerica.com.br

Astros do Billabong Pro SC tropeçam em suas estreias. Neco Padaratz foi o único brasileiro a seguir direto para a terceira fase, com os outros seis indo para o tudo ou nada da repescagem

24 de abril de 2010 0

Joel Parkinson confirmou o favoritismo e quebrou tudo na Zimba

O australiano Joel Parkinson confirmou o favoritismo com a melhor apresentação do Billabong Pro Santa Catarina no primeiro dia da etapa brasileira do ASP World Tour em Imbituba. Mas, o defensor do título na Praia da Vila, Kelly Slater, o atual campeão mundial Mick Fanning e o líder do ranking 2010, Taj Burrow, tropeçaram na estreia e vão ter que encarar a repescagem. O paulista Adriano de Souza também, pois o catarinense Neco Padaratz foi o melhor na bateria 100% verde-amarela completada pelo potiguar Jadson André. Ele foi o único brasileiro a seguir direto para a terceira fase, com os outros seis indo para o tudo ou nada da repescagem.

“Foi muito emocionante”, vibrou Neco Padaratz. “Surfar aqui na Praia da Vila é sempre muito especial pra mim. É um lugar onde venho desde pequeno e aprendi muita coisa surfando aqui. É sempre gratificante e emocionante surfar nesta praia e em Saquarema. Cada bateria que você passa, é um presente que você leva pra casa, um aprendizado, mais um degrau que você sobe na escada. Seja surfando as esquerdas ou as direitas, o que eu quero é mostrar um bom surfe e sair feliz daqui da Praia da Vila”, deseja Neco.

O também catarinense Ricardo dos Santos, que venceu a Von Zipper Trials antes do início do Billabong Pro Santa Catarina, deixou Mick Fanning em último na bateria encerrada com vitória de Tom Whitaker. Já o campeão brasileiro Messias Félix superou o defensor do título em Imbituba e maior ídolo do esporte, Kelly Slater, na disputa vencida pelo português Tiago Pires.

“Eu queria muito ter vencido a bateria, mas ser melhor do que o Kelly Slater na bateria é um sonho também”, disse Messias Félix. “Só soube que ia enfrentar ele hoje de manhã, mas eu já estava ontem à noite torcendo pra competir com ele. Para mim é um sonho. Não sei se um dia vou entrar no WCT e também se ele vai estar lá, então essa oportunidade de participar desse evento e ainda de disputar uma bateria com o Kelly Slater já foi demais. Tomara que seja com ele também na repescagem e melhor ainda se eu vencer a bateria”.

Dos principais astros do Billabong Pro Santa Catarina, só mesmo Joel Parkinson confirmou o favoritismo com o maior show de surfe do primeiro dia na chuvosa sexta-feira em Imbituba. Ele até jogou fora uma nota 7,43 que poderia valer a vitória em várias baterias, mas somou um 8,27 com um 9,93 para atingir imbatíveis 18,20 pontos. Na última onda, acertou um aéreo gigante na finalização e três dos cinco juízes deram nota 10, mas os outros dois não e a média ficou em 9,93. O recordista absoluto do campeonato é um dos atletas da equipe Billabong.

“Comecei bem o campeonato e essa última onda foi muito boa”, disse Joel Parkinson. “Pena o 10 não ter saído. Eu dropei ela, dei duas rasgadas e vi aquela sessão perfeita para dar o aéreo e pra minha surpresa consegui voar muito alto, voltando com segurança. Com certeza, foi uma das minhas melhores ondas que surfei esse ano. Procurei pegar as direitas que pareciam estar melhores, apesar de ter visto o Bobby (Martinez) antes pegar boas esquerdas. Mas, se a onda for boa e longa, seja pra direita ou pra esquerda, você consegue um ótimo score”.

Apesar da boa formação das ondas e das maiores séries chegarem a 2 metros de altura, elas estavam demorando um pouco para entrar na Praia da Vila, com poucas ondas sendo surfadas na maioria das baterias. Foi assim nas dos outros três grandes favoritos ao título do Billabong Pro Santa Catarina, que já comemoraram vitórias em Imbituba. Burrow ganhou a segunda edição em 2004, Slater venceu a da estréia de Santa Catarina no ASP Tour em 2003 e a do ano passado, igualando as duas de Fanning no bicampeonato de 2006 e 2007.

“Para mim foi estranho. Não consegui encontrar o ritmo da bateria e o Tom (Whitaker) surfou forte, praticamente pegando todas as ondas boas que entraram”, disse Mick Fanning. Ele ainda elogiou a participação do brasileiro Ricardo dos Santos, jovem atleta da equipe Billabong. “Eu já o vi surfando algumas vezes em Teahupoo (Taiti). Ele sempre está lá quando o evento de lá está rolando e gostei de ver sua atitude lá, surfa bem ele”.

O enecampeão Kelly Slater ficou em último lugar na sua bateria. \

Kelly sendo engolido pela série de gente. Slater é eterno pra galera

Cad~e ele sumuiu no meio da espuma de gente

Os outros dois integrantes da galeria de campeões da etapa brasileira em Santa Catarina são o norte-americano Damien Hobgood (2005) e o australiano Bede Durbidge (2008). O Brasil já chegou perto de um título inédito algumas vezes, como em 2009 quando Adriano de Souza só foi derrotado nos minutos finais de uma bateria emocionante contra Kelly Slater. A torcida era toda a favor do brasileiro, com a Praia da Vila lotada parecendo um estádio de futebol.

O Billabong Pro Santa Catarina é uma realização Grupo RBS e da Quântica Eventos, com patrocínio da Skol. Apoio do Governo do Estado de Santa Catarina, através do Fundesporte, e da Prefeitura Municipal de Imbituba, Fecasurf, Associação de Surf de Imbituba e da Praia do Rosa. Parceiros de mídia a Revista Alma Surf, Rede Atlântida FM e SporTV. Mídias sociais bombando http://twitter.com/BillabongProSC - http://www.facebook.com/BillabongProSC

REPESCAGEM - Acesse as baterias da repescagem no www.aspworldtour.com/santacatarina/

Mais informações:
João Carvalho – Assessoria de Imprensa do Billabong Pro Santa Catarina
(48) 9988-2986 – joao@aspsouthamerica.com.br
Lívia Machado – Assessoria de Comunicação do Grupo RBS
(51) 8411-8075 – livia.machado@gruporbs.com.br
Paula Carneiro – Assessoria de Imprensa da Billabong Brasil
(11) 9829-0430 – pcarneiro@billabong.com.br

BILLABONG PRO SANTA CATARINA - primeira fase classificatória:
1.a: 12.33=Jeremy Flores (FRA), 11.64=Adam Melling (AUS), 7.76=Fredrick Patacchia (HAV)
2.a: 13.00=Dane Reynolds (EUA), 9.17=Jay Thompson (AUS), 4.14=Roy Powers (HAV)
3.a: 14.50=Neco Padaratz, 13.24=Jadson André, 12.17=Adriano de Souza (BRA)
4.a: 12.17=Bede Durbidge (AUS), 11.83=Nate Yeomans (EUA), 6.73=Michel Bourez (TAH)
5.a: 13.87=Jordy Smith (AFR), 12.33=Travis Logie (AFR), 11.16=Daniel Ross (AUS)
6.a: 13.33=Bobby Martinez (EUA), 11.37=Andy Irons (HAV), 9.73=Marco Polo (BRA)
7.a: 18.20=Joel Parkinson (AUS), 12.93=Blake Thornton (AUS), 7.56=Luke Stedman (AUS)
8.a: 12.10=C. J. Hobgood (EUA), 10.67=Taj Burrow (AUS), 9.64=Tânio Barreto (BRA)
9.a: 14.40=Tom Whitaker (AUS), 11.16=Ricardo Santos (BRA), 10.80=Mick Fanning (AUS)
10: 12.67=Tiago Pires (PRT), 11.83=Messias Félix (BRA), 10.17=Kelly Slater (EUA)
11: 12.17=Tanner Gudauskas (EUA), 11.43=Dean Morrison (AUS), 10.84=Kai Otton (AUS)
12: 15.23=Matt Wilkinson (AUS), 12.53=Adrian Buchan (AUS), 9.84=Kekoa Bacalso (HAV)
13: 12.63=Damien Hobgood (EUA), 12.33=Mick Campbell (AUS), 8.27=Luke Munro (AUS)
14: 12.70=Patrick Gudauskas (EUA), 8.94=Ben Dunn (AUS), 6.97=Kieren Perrow (AUS)
15: 12.00=Owen Wright (AUS), 10.92=Chris Davidson (AUS), 10.33=Brett Simpson (EUA)
16: Taylor Knox (EUA), Drew Courtney (AUS), Dusty Payne (HAV)