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China interromperá subsídios às eólicas

07 de junho de 2011 0

A China decidiu parar de subsidiar companhias de energia eólica que usam peças nacionais em vez de importadas, confirmou um porta-voz do Escritório Representativo de Comércio dos EUA (USTR) na segunda-feira.

A decisão é uma vitória para a União dos Metalúrgicos dos Estados Unidos, que no último ano pediram à administração do presidente Barack Obama para contestar as medidas do setor de energias limpas da China, que foi acusado de violar as regras da Organização Mundial Comércio (OMC).

O Ministério do Comércio da China não comentou o caso.

O USA Today, citando Ron Kirk, do Escritório Representativo de Comércio dos EUA, relatou em seu website que a China decidiu parar de fornecer os subsídios, que variam de US$ 6 milhões a US$ 22 milhões.

“Esse resultado ajuda a garantir equidade para as companhias americanas de tecnologia limpa e para os trabalhadores”, afirmou o jornal, citando Kirk.

Espera-se que o USTR apresente detalhes do acordo na terça-feira, em Washington.

O acordo chega em um momento em que a administração Obama está lutando contra um alto desemprego contínuo, e preocupa-se a respeito da capacidade da economia dos EUA de gerar novos empregos suficientes para reduzir a taxa de desemprego.

Obama ressaltou as tecnologias verdes, como a energia eólica, como uma fonte promissora de criação de empregos.

Mas enquanto os Estado Unidos aplaudem a decisão da China de interromper os subsídios para firmas de energia eólica, é improvável que a mudança evite que as maiores produtoras de energia chinesas desenvolvam seus planos de se expandirem para além da China.

“As companhias de energia eólica da China atingiram um estágio que independe de subsídios, elas vão se dirigir e visar mercados estrangeiros se houver oportunidades”, declarou Dennis Lam, analista da DBS Vickers.

Maiores produtores de turbinas eólicas da China, o Sinovel Wind Group Co e a Xinjiang Goldwind Science and Technology – junto com as maiores produtoras de turbinas eólicas do mundo – anunciaram planos de suprir mercados externos. A Goldwind estabeleceu no último ano uma unidade subsidiária americana em Chicago, mostrando suas ambições de suprir os mercados dos EUA.

Analistas e executivos da indústria na China acreditam que qualquer declaração de Beijing para interromper os subsídios para firmas eólicas deve ser interpretada como um gesto político, e provavelmente não gerará maiores mudanças na política global da China de reforçar a indústria.

“Eu não penso que isso seja uma grande mudança política por parte da China. Desde o início, o assunto era mais simbólico e mais um gesto político”, garantiu um executivo da Suzlon Energy’s China.

“Retirar um ou parte dos subsídios oferecidos aos produtores não significará uma mudança estratégica da estrutura política global”, afirmou ele.

A China assegurou que seu novo plano de cinco anos para as energias renováveis incluirá promessas para impulsionar a capacidade de energia eólica. O país instalou a maior capacidade de energia eólica em 2010, adicionando 18,9 gigawatts e levando a sua capacidade total para 44,7 GW, de acordo com o Conselho Mundial de Energia Eólica.

Em 2010, a China ultrapassou os Estados Unidos como o país com mais capacidade de energia eólica instalada.

Fonte: Reuters

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