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Posts do dia 5 agosto 2008

Arco-íris

05 de agosto de 2008 1

diego adami

Domingo, aconteceu em Vancouver a 30ª Parada do Orgulho Gay. O jornalista (e amigo querido!) Diego Adami está no Canadá estudando e conversou com o artista Gilbert Baker, que há 30 anos, em 1978, criou design da bandeira do arco-íris em substituição ao triângulo cor-de-rosa usado pelos nazistas para se referir aos homossexuais.

Naquele ano, a bandeira tremulou na Parada do Orgulho Gay de São Francisco, na Califórnia (EUA). Com o passar do tempo, popularizou-se como o símbolo do orgulho gay e da luta contra a discriminação e pela igualdade de direitos.

Oficialmente, a bandeira do arco-íris (Rainbow Flag) tem seis cores, cada uma com um significado: vermelho (vida), laranja (cura), amarelo (a luz do sol), verde (natureza), azul (harmonia) e violeta (alma). Confere o que o cara falou:

 

Quando você criou o desenho da bandeira, imaginava que ela tomaria essa proporção e se tornaria o que é hoje?

Eu não estava certo. Quando criei a bandeira do arco-íris, em 1978, eu não estava completamente certo. Eu esperava. Mas eu soube, imediatamente, depois de terminar o trabalho, em função da maneira com que as pessoas responderam.

 

Onde você buscou inspiração?

Veio da bandeira americana. E eu a criei por causa do poder das bandeiras e como elas traduzem o significado de todos os tipos de coisa. E outra parte da inspiração foi meu bom amigo Harvey Milk (um dos primeiros homossexuais assumidos a ser eleito para um cargo público nos Estados Unidos). Ele foi tragicamente assassinado (por um adversário de campanha inconformado com a derrota), e sua principal mensagem foi ``mostre-se, seja visível``. Ele me incentivou a criar uma ferramenta, algo que desse visibilidade ao movimento GLBT.

 

E funcionou... A maioria das pessoas quando vê a bandeira imediatamente dá um sorriso...

É esse o ponto. É sobre celebração, graça... O arco-íris é uma maravilha da natureza, é assim que nós somos. É um sentimento bom. Mas nós também celebramos o sofrimento. Há muitas pessoas que ainda não podem hastear a bandeira do arco-íris.

 

Na sua opinião, qual a importância de eventos como as paradas gays?

A maior importância é mostrar que podemos viver juntos. É lindo o fato de, um dia no ano, pessoas de diferentes gerações e culturas estarem juntas. É um clichê dizer isso, mas é como uma única e grande família. É maravilhoso.

 

Você acha que é mais fácil ser gay atualmente?

Não. Já percorremos um longo caminho. Em função de muitos crimes, o assunto foi colocado na agenda dos direitos humanos. Mas em todo o mundo, em cerca de 80 países, ser gay é ilegal e, em sete, as pessoas podem ser assassinadas por serem gays. Mesmo aqui em Vancouver, uma cidade tão maravilhosa e livre, há homofobia. Violência e discriminação continuam, temos sofrimentos e estamos lutando por nossos direitos.

 

Há ainda bastante trabalho...

Exato. Quanto mais velho eu fico, mais eu chego à conclusão de que há uma fronteira entre nós, jovens e velhos, pessoas das gerações anterior e posterior à minha. Uma coisa inacreditável acontece em nossas vidas quando decidimos ser verdadeiros com nós mesmos. E uma vez que você toma essa decisão e vive a verdade, é uma coisa muito forte. Hoje em dia é tão difícil "sair do armário" para um jovem de 16, 17 anos ou qualquer pessoa, como foi para mim. Mas essa barreira tem diminuído. E é isso o que faz nosso movimento tão forte.

 

As pessoas estão aceitando mais os gays?

Eu acho que a sociedade avançou de uma maneira inacreditável. Por exemplo, aqui no Canadá, e também nos Estados Unidos e outros lugares no mundo, as pessoas estão realmente aceitando e nós realmente temos uma certa igualdade. Mas, na maioria do mundo não é o mesmo. E é por isso que muitas pessoas marcham pelas ruas. Não só por si mesmas, mas por todas as pessoas ao redor do mundo.

Postado por Tríssia Ordovás Sartori, Caxias do Sul

Michelangelo X Di Caprio

05 de agosto de 2008 1

divulgação, com manipulação de gilberto colombo

Lá estava eu, olhando pra cima e contemplando os afrescos da Capela Sistina. O audio guide explicava detalhes da pintura e da história reatratada por Michelangelo naquelas telas. Pouca coisa era novidade pra mim, exceto estar lá. Meses antes, tinha estudado o Renascimento, na língua-mãe de Dante Alighieri.

Depois de uns 40 minutos e toda deslumbrada com aquilo, resolvi deixaro local quando vi algo ainda mais incrível. Na verdade, nem tinha visto - foi o Rafa quem me avisou:

- Olha Tri! - falou discretamente, apertando meu braço.

Olhei. Lá estava Leonardo Di Caprio, bonzeado, loirinho, barba por fazer. E a uns cinco passos de mim!!! Nem acho o cara tudo isso, mas ao vivo, a impressão é diferente. Ele passeava despreocupadamente pelo Museu do Vaticano com a avó, uma velhinha fofa.

Saí de lá abobada. E, pior: agora, quando penso na Capela Sistina, nem me lembro direito desse tal Michelangelo... Será o cinema uma arte maior do que a pintura?

Postado por Tríssia Ordovás Sartori, Caxias do Sul

Frase do dia

05 de agosto de 2008 1

``As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam.``

 Bernard Shaw

Postado por Tríssia Ordovás Sartori, Caxias do Sul