* O texto que segue é uma cortesia do jornalista e querido Diego Adami, do blog Tela Plana. Como ele entrevistou o médico Martin Portner, sugeri que fizesse um post pra cá. Ele topou.
Todo mundo vive falando que amor e paixão são coisas completamente diferentes, não é? A diferença entre os dois sentimentos, e como o cérebro processa cada um deles, é o tema da palestra do médico Martin Portner no encontro de hoje do Café Filosófico RGE, em Caxias. De acordo com o especialista em neurologia, é bem simples distinguir. Para o cérebro, a paixão vem acompanhada de muitos sintomas físicos:
- Imagina uma pessoa pensando no ser amado, que não pode estar presente. Tem aumento dos batimentos do coração, as mãos frias, uma preocupação excessiva. Isso não existe no sentimento do amor - explica o médico.
A explicação baseia-se num estudo da antropóloga norte-americana Helen Fischer, autora do livro Why We Love (Por que Amamos). Segundo ela, quando estamos apaixonados é como se ficássemos um pouco doentes. Já o amor seria um estágio mais avançado, algo como uma recuperação da doença.
É por isso que Portner não concorda com a afirmação de que ``quem ama sente ciúmes``.
- Quem se apaixona sente ciúmes e junto da paixão tem um sentimento de posse. O amor abre mão disso. Se não abrir, ainda não é amor. Amor é mais a questão da individualidade, respeitar o espaço do outro. O amor que você ganha é do mesmo tamanho que você dá.
E, segundo o especialista, é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Dá pra acreditar?
- O amor é um sentimento que é um guarda-chuva e debaixo dele cabe muita gente. É perfeitamente possível que se ame mais de um parceiro. O que muda são as características da relação. Eu posso amar uma porque é mais simpática, outra por ser bonita e ter atrativos físicos, outra por causa do sexo. E não quer dizer que eu ame uma mais do que outra. Há apenas uma mudança nas cores de cada uma - afirma o especialista, que, aos 56 anos, está no quarto casamento.
Então tá!
Postado por Tríssia Ordovás Sartori, Caxias do Sul