A pergunta tem uma resposta bem óbvia pra mim. Vale, sem dúvida. Mas escolher implica, quase sempre, em renunciar a algo. Se esse algo for um componente cultural ou ideológico, por exemplo, pode ser o início de uma luta árdua pelo relacionamento.
Quem tem fôlego para isso?
É uma delícia sentir friozinho na barriga, mas deve ser complicado ser julgada ou ter que corresponder às expectativas que alguém imaginou para você, não? A gente até se depara com esses pequenos conflitos cotidianos, mas, em alguns casos, a escolha amorosa pode mobilizar um país todo.
Fiquei pensando nisso ao ler sobre o casamento da princesa herdeira Victoria da Suécia, amanhã. Aos 32 anos, irá se casar com seu ex-professor de ginástica Daniel Westling, em uma cerimônia da qual participarão famílias reais do mundo todo. Será um dia histórico para o reino da Suécia, que modificou a Constituição em 1980 para permitir à filha mais velha do rei Carlos Gustavo subir ao trono até então reservado aos herdeiros homens.
Ela é bem querida no país, e a notícia do casamento com um plebeu fez impulsionar ainda mais a popularidade dela.
Mas não foi tão fácil quanto parece.
De acordo com a imprensa, Victoria precisou enfrentar as diferenças sociais entre ambos e convencer a família de que um plebeu poderia, sim, tornar-se membro da família real sueca.
Se ela conseguiu, a gente também pode. Concordam?

