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Cinema influencia a nossa percepção sobre o amor romântico

14 de dezembro de 2013 0

Columbia Pictures, divulgação

O cinema influencia a percepção amorosa dos espectadores no dia a dia. E, muitas vezes, eles só reconhecem uma experiência real, do tipo “estou amando”, quando a comparam com uma cena de filme. Não há, assim, uma separação entre o real e o imaginário. 

— A legitimação desse amor romântico passa pelo imaginário e, na nossa perspectiva amorosa, embora se contraponha o real ao imaginário, só se considera real pelo imaginário — explica o doutor em Sociologia Túlio Rossi.

Em março, ele defendeu na USP a tese que relaciona a produção cinematográfica hollywoodiana à maneira como o amor é visto na sociedade. Para a construção do estudo, elegeu cinco filmes produzidos em Hollywood ao longo das décadas de 1990 e 2000: Uma Linda Mulher, Sintonia de Amor, Titanic, Closer — Perto Demais e O Amor Não Tira Férias (foto).

— Escolhi o amor retratado em filmes hollywoodianos como objeto de pesquisa, analisando uma linguagem reconhecida, compartilhada e reproduzida como referência. A ênfase do estudo se deu com as construções do amor no cinema e a partir dele — relata.

Rossi verificou três características comuns à mostra analisada: o discurso do heroísmo — de alguém que foi salvo por outro —, a autorreferenciação do cinema para falar sobre amor de um filme dentro de outro filme e a manifestação do sentimento de nostalgia como algo positivo.

Até Closer, que apareceria como contraponto às comédias românticas e foge do padrão analisado, faz referência ao primeiro e terceiro pontos citados acima. 

— Isso resulta em algo que, para mim, é muito forte, não só no modelo cinematográfico, mas como as pessoas experimentam o amor — afirma o pesquisador.

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