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Homens riem. Mulheres choram, mas gostariam de rir

22 de janeiro de 2014 2

Pena Filho, BD

A constatação é um pouco chocante: mulheres choram mais, homens assumem que riem mais e mulheres também os percebem mais faceiros. Já a elas resta uma espécie de resignação, com um quê de liberdade de poder derramar lágrimas, inclusive em público. Eles até choram, mas não gostam de serrem vistos assim, frágeis. Como se a fragilidade tivesse a ver com isso, né?

Esses dados estão compilados no novo livro da antropóloga pop Miriam Goldenberg, Homem não chora, mulher não ri (Editora Nova Fronteira, 272 págs., R$ 24,90), que tem suscitado algumas discussões sobre os estereótipos de feminino e masculino.

A pesquisadora e escritora perguntou a um grupo de classe média: “Você chora muito, pouco ou nunca?” e 52% das entrevistadas do sexo feminino responderam que choram muito, 46% choram pouco e 2% nunca choram. Já os homens responderam que choram pouco (58%) ou nunca (37%). Só 5% revelaram-se chorões.  Os homens ainda são criados para não chorarem?

Um aspecto interessante da pesquisa, que ouvi em uma entrevista da antropóloga, é que os homens não querem rir mais, porque já riem o suficiente. Eles se divertem no boteco, no futebol, no trabalho, na happy hour e até em velórios e enterros. Boa parte das mulheres, no entanto, gostaria de rir mais.

A afirmação me remete a duas lembranças. Uma, da minha avó Reny, uma lady que volta e meia repete que nunca gargalhou na vida _ mesmo que diga isso de maneira irônica, rindo. Outra, de uma entrevista que fiz com Elke Maravilha e ela disse preferir o mundo masculino ao feminino, porque é  mais divertido: homens reúnem-se para beber e conversar, fazem piadas e aliviam tensões cotidianas. Mulheres costumam reunir-se para lamentar as próprias vidas, reclamar dos maridos e das dificuldades de criação dos filhos, disse-me ela.

Num simulacro, mulheres podem parecer mais contidas para preservar uma imagem de equilíbrio e sisudez, afinal, uma mulher séria costuma ser mais bem vista pela sociedade. E, ao sofrimento, as pessoas são mais tolerantes do que à felicidade.
Seria bacana que a gente aprendesse, na infância ou na velhice, a respeitar a personalidade e não as diferenças de gêneros — e, assim, deixasse as pessoas livres para chorar ou sorrir, sem medo.

Comentários (2)

  • Helena diz: 22 de janeiro de 2014

    Mulher ri pouco? Em qual planeta?
    Aqui na terra as mulheres estão sempre rindo. Elas riem dos homens, riem das amigas e riem até sem motivo nenhum.
    Olha só a foto desta jornalista aqui. Estará rindo do que? Perece que viu um passarinho verde.
    Sempre que olho para uma mulher ela está rindo, com os dentões para fora.

  • Luciane diz: 23 de janeiro de 2014

    Muito bom. Mais pura verdade. Todos deveriam sorrir para alegrar a alma.

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