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Entenda como funciona (e a quem se destina) o congelamento de óvulos

19 de maio de 2014 0

Ricardo Wolffenbüttel, BD

Tenho ouvido, nos últimos tempos, relatos de algumas amigas que congelaram seus óvulos. Elas estão na faixa dos 30 e poucos anos e ainda não encontraram um companheiro para dividir a responsabilidade de ter um filho.

A médica Eleonora Bedin Pasqualotto, diretora da Conception — Centro de Reprodução Humana, a única clínica de Caxias do Sul a fazer o procedimento, explica que é importante que as mulheres façam esse congelamento antes dos 35 anos, porque os óvulos aparecem em maior quantidade, com melhor qualidade.

O método, por sua vez, não é absolutamente simples. A paciente recebe estímulos à ovulação, com injeções de hormônios  por um período de oito a 12 dias. Assim, os ovários liberam não um, mas de 10 a 15 óvulos em um mês.

— Eles são acompanhados por ecografias realizadas a cada três, quatro dias. A coleta é feita em uma ecografia transvaginal, mas como há uma agulha no aparelho, ocorre a sedação da paciente. O procedimento dura de 15 a 20 minutos — explica.

Nem todos os folículos coletados são aproveitados. No laboratório, eles são classificados em maduros e imaturos, e apenas os primeiros podem ser congelados. Ele ficam em um tanque com nitrogênio líquido, a -192°C, por tempo indeterminado.

— O congelamento não é garantia de uma gestão, mas uma possibilidade. Os óvulos podem não sobreviver ao procedimento — relata a médica, completando que o processo seguinte é idêntico ao da fertilização in vitro.

Eleonora diz que, às vezes, as mulheres congelam seus óvulos e, um tempinho depois, encontram o “príncipe encantado” e engravidam naturalmente. Os óvulos que estavam guardados podem, então, ser descartados sem problemas, porque não são embriões.

A médica percebe que atualmente há uma mudança no perfil das mulheres que procuram o procedimento: antes, eram basicamente mulheres com câncer, que queriam guardar os óvulos antes de começar a quimioterapia. Hoje, cerca de 10% da busca pelo método, na clínica, se dá para aquelas que desejam ficar grávidas no futuro e temem entrar na menopausa logo — o tratamento não antecipa a menopausa, esclarece a médica.

O processo é caro — custa R$ 10 mil — e cerca de R$ 600 por semestre pelo armazenamento.

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