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Mulheres são 80% das consumidoras de produtos eróticos

07 de fevereiro de 2015 0

Alesi Ditadi, divulgaçãoSe depender dos 100 milhões de exemplares vendidos da trilogia 50 Tons de Cinza em 47 países, das 93 milhões de visualizações do primeiro trailer do filme no YouTube e da procura antecipada por ingressos – no Brasil, já foram vendidos mais de 10 mil tickets – a versão cinematográfica do romance picante de E.L. James deve ser o blockbuster do ano.

Quarta, dia 11, tem duas sessões de pré-estreia no GNC.

O filme é tido como o mais quente da última década, com 20 minutos de cenas de sexo (um quinto da história). Para se ter uma ideia, O Último Tango em Paris (1972) e De Olhos Bem Fechados (1999) tiveram 9 e 2 minutos de sexo. 50 Tons fica atrás de 9 Canções, com 41 minutos de pegação.

O sucesso antecipado do filme faz com que uma série de empresas queira associar produtos ao universo erótico retratado na telona. E, se há oferta, é porque existe uma demanda crescente.

Essa é a aposta do empresário Tiago Mosena, diretor da Sexy Fantasy segunda maior fabricante e distribuidora de produtos eróticos do país, sediada em Caxias há 11 anos. A empresa está lançando 20 novos produtos, como separador de braços, mordaça, palmatória e chicote, para aproveitar o apelo do sadomasoquismo retratado pela história — a foto acima faz parte da campanha promocional da empresa, clicada por Alesi Ditadi.

Mulheres são 80% das compradoras.

O mercado erótico no país está longe de parecer saturado. Dados da Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico (Abeme) apontam que apenas 17% da população nacional tem ou teve contato com algum brinquedo.

Tiago Mosena explica que a iniciação nesse universo se dá, basicamente, pelos cosméticos (gel que esquenta ou dá choque, óleos de massagem).

– São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia são os melhores mercados – afirma.

Segundo ele, são vendidas 15 mil próteses (com ou sem vibrador), por mês, e as peças com tamanhos “realísticos”, entre 15 cm e 18 cm são as campeãs de procura.

– A mulher mudou muito, ela está preocupada em ter uma relação boa, em conquistar prazer. Elas falam sobre isso, leem nas revistas. O assunto é cada vez menos tabu, e os homens estão começando a correr atrás – constata Mosena.

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