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As musas dos 40 anos da Playboy e as transformações no padrão de beleza

15 de agosto de 2015 0

Reprodução

Para comemorar o aniversário de 40 anos no Brasil, a revista Playboy desistiu de colocar um ensaio exclusivo na capa, para contemplar fotos de 40 mulheres que foram clicadas ao longo da história da revista.

A partir da observação das imagens – as da primeira década são de Bo Derek, Luiza Brunet, Cristiane Torloni, Magda Cotofre, Monique Evans e Luma de Oliveira –, é possível perceber, também, as transformações no padrão de beleza das mulheres. A concentração de musas está nas décadas de 1996 a 2005 ( 14) e 2006-2015 ( 12), mas todos os períodos foram contemplados.

– É natural que nessa seleção apareçam mais mulheres recentes, que as pessoas tenham vontade de ver de novo, tipo a Grazi (Massafera) – explica o diretor de redação da revista, Sérgio Xavier, ao blog.

Segundo ele, o critério foi a relevância – mulheres fundamentais que deixariam poucas dúvidas nos leitores, escolhidas num cruzamento de listas feitas pelo pessoal da redação, leitores que conhecem a história e colaboradores. Pelo menos 30 dessas mulheres foram unanimidade – a lista inicial tinha 70 nomes e foi necessário considerar as mulheres como se estivessem congeladas na época da publicação, sem considerar o envelhecimento.

– Outro é de que vemos com felicidade a volta de padrões mais naturais, com peitos normais e sem essa depilação doida que assola o país – observa.

Seios menores e menos volumosos eram comuns no início da Playboy, quando o silicone era mais raro e caro. Com o passar das décadas, a realidade mudou e mulheres turbinadas começaram a aparecer.

– O mundo petroquímico está ali (na seleção) – brinca o diretor de redação, Sérgio Xavier.

Sinal dos tempos, já que desde 2013 o Brasil é o campeão mundial em cirurgias plásticas, com mais de 1,5 milhão de procedimentos. Entre os mais realizados está o implante de silicone, claro. Outra mudança observada por Xavier são os corpos tatuados, que inexistiam.

O ensaio de Cláudia Ohana – “símbolo florestal do Brasil”, diz Xavier –, obviamente, está na seleção, bem como o de Vera Fischer. Para o diretor de redação da Playboy, a edição comemorativa possibilita aos leitores uma fruição diferente dos ensaios antigos:

– É como a valorização do LP em um mundo digital. Sabe aquela coisa de colocar o LP na vitrolinha, ficar ouvindo os ruídos na música?

Joana Prado, ex-Feiticeira, é a campeã de vendas da história da Playboy, ( 1,2 milhão de exemplares), mas não autorizou a publicações de fotos dela na edição comemorativa. Maitê Proença, entrevistada do mês, também barrou as imagens dos ensaios que fez em 1987 e 1996.

 

 

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