Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Como seriam os príncipes da Disney sem roupa

16 de setembro de 2014 0

Tara Jacoby/Jezebel, reprodução

Se as princesas da Disney têm sido usadas como inspiração de artistas para as mais variadas versões — para campanhas de conscientização de combate a violência doméstica contra a mulher e contra o abuso sexual —, os príncipes ainda não tinham ganho destaque.

A designer nova-iorquina Tara Jacoby, que tem um trabalho muito bacana, decidiu revelar como seriam os príncipes encantados desnudos — aí ao lado, dá pra ter uma ideia.

É interessante porque dá uma cara mais verossímil aos desenhos/personagens. Dá para conferir toda a coleção postada no site Jezebel aqui.

Você está se desculpando demais?

15 de setembro de 2014 0

Stock.xchng, divulgação

Desculpa, mas andei um pouco afastada do blog nos últimos tempos e aproveito o mote sobre “desculpar-se” para selar esse retorno.

Observando algumas atitudes minhas e de amigas, constatei que, sim, a gente passa muito tempo se desculpando (é mais ou menos aquela história do vídeo da Pantene… É antiguinho, mas quem não viu, pode conferir aqui).

Desculpar-se é educado e, quando empregado a situações pontuais, é um bom (ótimo!) sinal. Há estudos que comprovam que nos desculpamos mais do que os homens.

O problema está justamente em pedir desculpas o tempo todo — sabe quando vai falar com alguém sobre trabalho e diz ‘desculpa, posso falar?’. Não é uma boa maneira de convocar uma conversa profissional, né? Parece ‘culpa’ da nossa vontade de agradar e, pra isso, sermos sempre agradáveis. Mas cansa, né? Às vezes, só queremos ser educadas, mas parecemos frágeis e bobas.

Ao nos desculparmos sem necessidade, sugerimos ao outro que existe uma culpa pelo que não fazemos. Se não somos supermulheres, também não somos submissas.

Só precisamos aprender a ser nós mesmas, sem nos desculpar. E azar de quem não gostar!

Aprenda a renunciar

20 de agosto de 2014 3

Stockxchng, divulgação

Visitei a exposição O tempo e a vida dos Frades Capuchinhos, no Museu dos Capuchinhos, e entre objetos curiosos e histórias sobre eles troquei algumas impressões com o frei Celso Bordignon. Falávamos também sobre o interesse diminuto de ingresso de jovens no seminário e os desafios da atividade, as mudanças na sociedade e nas perspectivas dos jovens. Lá pelas tantas, o religioso proferiu algumas palavras mágicas, que simbolizam um pouco nossa época de exageros:

— Hoje ninguém quer renunciar nada!

Nunca tinha parado para pensar sobre isso, mas a mim soou muito verdadeiro.

As pessoas querem uma vida simples, mas compram sem parar. Querem conhecimento, mas não têm paciência para estudar. Querem sair com amigos, mas não desgrudam os dedos dos smartphones e os olhos das pequenas telas — precisam acompanhar qualquer coisa sem importância, mesmo que signifique deixar alguém importante esperando por uma resposta, uma ideia. Querem ter família e filhos, mas não abrem mão da rotina programada numa perspectiva individual.

E cansa! Parece que nem há um desfrute pleno, porque a ideia do querer mais fica martelando nossos pensamentos.

Costumamos preencher de tarefas nossos dias do início ao fim, dizemos sim, sim, sim em sequência, com medo de que a negação possa parecer preguiça e não perdemos tempo com os outros, contemplamos nossa imagem com uma espécie de devoção e custa a sobrar vontade para olharmos algo além das nossas imperfeições e de quem nos rodeia e, ao invés de aconchego promovemos a dispersão, o movimento contínuo e sem rumo _ estamos, afinal, todos na mesma vibração/correria.

Vejam a contradição: enquanto o encontro, o afeto e o sossego são, ao final, responsáveis pelos anseios reais das pessoas, elas correm justamente na direção contrária. Querendo tudo e sempre, sem renunciar absolutamente nada, não há situação que baste ou satisfaça, por melhor que seja.

Cristiano Ronaldo no desafio do gelo!

19 de agosto de 2014 0

YouTube, reprodução

 

 

 

 

A imagem não está lá essas coisas, mas Cristiano Ronaldo também topou participar da campanha Ice Bucket Challenge, o desafio do gelo, que está bombando nas redes sociais e chama atenção à Esclerose Lateral Amiotrófica.

 

 

O bofe português aproveitou para usar uma sunga pequena e mostrar o corpão, enquanto a água gelada era jogada sobre ele. Ah, e ele desafiou Beyoncé, Jennifer Lopez e Lil Wayne.

 

 

Confiram:

Comprove os efeitos nocivos do sol na pele do rosto

18 de agosto de 2014 0

YouTube, reprodução

Os dias frios de inverno, muitas vezes, nos fazem esquecer os cuidados com a pele do rosto. Muitas pessoas recorrem a protetores solares apenas no verão, quando o sol aparece mais forte. Só que os danos provocados pelos raios UV podem ocorrer em qualquer época do ano.

Já faz um tempinho que alternos protetores para o rosto entre fatores 50 e 90, porque tenho a pele bem branquinha e suscetível a manchas. Assim, me protejo e evito qualquer tipo de exposição solar nessa área.

O vídeo Como o Sol Vê Você é parte de um experimento do videomaker Thomas Leveritt, que decidiu mostrar às pessoas como o rosto delas fica ao ser iluminado por luz UV. Ele instalou em Nova York uma câmera com reflexo, mostrando o efeito da luz e dos protetores.

O resultado é impressionante, vale conferir!

Frase do dia

18 de agosto de 2014 0

“A felicidade está onde cada um a põe.”

Provérbio russo

Ama teu próximo. Hoje!!!!

13 de agosto de 2014 3

Stockxchng, divulgaçãoAma seu próximo — e quanto mais longe ele estiver, mais fácil será.

Não é exagero.

A distância nos poupa o trabalho de precisarmos aceitar o outro no convívio diário, com suas fraquezas, chatices e incertezas. Como a tolerância é matéria rara hoje em dia, nem há espaço para negociações: se cansarmos, é só partir para outro (amor, amigo, trabalho). Bola para frente.

Sequer paramos para olhar quem nos cerca — reconhecê-los e elogiá-los já seria pedir muito.

A morte inesperada do ator Robin Williams e as recentes mortes de ícones da literatura como Gabriel García Márquez, Rubem Alves e Ariano Suassuna escancararam a nossa capacidade tardia de valorizar as pessoas — bem como o trabalho realizado por elas. Nunca imaginei que o ator tivesse tantos fãs aqui por perto, porque as manifestações positivas costumam aparecer somente depois que as pessoas nos deixam, quando já não estão mais aqui.

Aos artistas, felizmente, sobra o legado público da obra, sejam escritos, filmes ou canções capazes de fazê-los reviver a cada interação com suas produções. E nesses momentos de revival até quem não os conhecia ganha uma nova chance de descoberta.
À morte, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman refere-se, em Medo Líquido (2008, p.44) como sendo “aterradora por essa qualidade específica — a de tornar todas as outras qualidades não mais negociáveis”.

Nem todos, no entanto, têm esse talento descoberto e, com ele, a possibilidade de serem evocados a todo instante. Certamente, muitos acumulam feitos grandiosos, mesmo que dentro de seus lares, em seus microcosmos. Mas, quando as pessoas se dão conta, não há mais tempo para negociação. E muitas delas não terão o privilégio de serem reconhecidas e celebradas em vida pelos seus, porque a gente está desaprendendo a agradecer.

É mais fácil ir para o Facebook e o Twitter lamentar a falta de alguém do que valorizar a presença de quem está ao nosso lado. Triste.

Todos deixam um legado indelével, mas nem todos colhem botões de rosas quando podem, não valorizam o carpe diem do professor Jonh Keating, que imortalizou Williams em Sociedade dos Poetas Mortos.

Frase do dia

13 de agosto de 2014 0

“Um homem é mais homem pelas coisas que silencia do que pelas que diz.”

Albert Camus

Xico Sá e as mulheres: fascínio recíproco

09 de agosto de 2014 0

Daniel Marenco/FolhapressEsse é um longo exercício, a história de uma vida e não tem mais jeito, sempre acabo me comovendo — explica o jornalista, escritor e muso do blog Xico Sá, sobre o talento para observar e elogiar mulheres nos escritos.

Tal comoção diz respeito ao universo feminino de maneira ampla, da voz rouca de uma, à mata tropical, do flagra no ônibus ao tesão nada nostálgico ou a gostosura desavisada de outra. Boa parte das celebridades que passeiam pelo imaginário brasileiro estão deliciosamente homenageadas por Xico.

Na obra recém-lançada, O Livro das Mulheres Extraordinárias (Editora Três Estrelas, 264 págs., R$ 39,90), versa sobre 127 delas, num mix saboroso de crônica, perfil e declaração de amor.

São musas diversas mas, como explica, todas integram uma “certa mitologia nacional”.

—São as mulheres da Playboy, as divas da pornochanchada, que fazem parte do meu lendário dos amores que divido com a massa — ri, citando Sônia Braga, Nicole Puzzi e Vera Fischer como exemplos.

Ao referenciar Sônia e Vera, Xico faz alusão também à obra Modos de Homem, Modas de mulher, de Gilberto Freyre. O sociólogo pernambucano apontava Sônia como modelo de beleza da brasileira: pele morena, cabelos longos e crespos, cintura fina, bunda grande, seios pequenos e, com um certo tom de contrariedade, observava, que símbolo estava sofrendo um “impacto norte-europeizante” com o sucesso de mulheres como Vera: branca, loira, cabelos lisos e formas menos arredondadas.

—Acabei brincando com os arquétipos do livro, sempre pensando em duas, como Gisele Bündchen e Camila Pitanga — explica.

Jovens, maduras e com diferentes status de fama, das protagonistas globais às atrizes do teatro underground de São Paulo. Gosto do olhar de Xico porque é sempre inclusivo: sobra admiração para a modelo Lea T., “o belo e o cirúrgico drible nos gêneros” e para a atriz Betty Faria “pegaria com 90 anos”.

O fascínio que as mulheres provocam em Xico se converte em encantamento reverso:

—Há uma lenda que vão criando, essa coisa de “ele é o cara das mulheres” e eu vou deixando (risos).

Até faz graça sobre a fama de queridinho da mulherada.

— Isso não é uma unanimidade e até é bom. Recebo muitos cutucões, alguns muito bem fundamentados, me acusando de machista, com umas advertências “mulheres, não caiam nessa”, como se minhas leitoras precisassem ser alertadas. O que existe é uma admiração pela minha escrita, mais por isso, não me iludo. Mas também não reclamo (risos).

Frase do dia

09 de agosto de 2014 0

“O valor é a lembrança.”

Machado de Assis