O senso comum diz que gostamos de ficar belas para as mulheres, não para os homens. Mas os queridos do sexo oposto são seres visuais e, sim, reparam na nossa aparência (isso inclui mais a forma do que a produção, acredito).
E quanto vale o que eles pensam? Em alguns contextos, mais do que deveria.
Um novo programa na televisão dinamarquesa, na tevê estatal DR2, submete mulheres nuas e bem comuns (magras, gordinhas, com celulites ou seios caídos...) à apreciação masculina. Dois homens sentados em um sofá (o apresentador Thomas Blachman e um convidado a cada edição) discorrem durante quase meia hora sobre o corpo da pessoa na frente deles: as preferências, as fantasias, os descontentamentos com alguma parte... Uma bizarrice.
Entre as justificativas de Thomas para legitimar o programa, está a de que "o corpo feminino está sedento por palavras, palavras vindas dos homens" e, em um dos diálogos, a dupla falou: "apenas uma coisa é pior do que ser um objeto sexual: não ser um objeto sexual".
Virou polêmica, e o criador foi acusado de ser machista e humilhar as convidadas. A produtora da atração defendeu a ideia ao jornal Daily Mail:
— Nós temos um programa que revela o que os homens pensam sobre o corpo feminino. Sinceramente, o que está errado com isso?
Precisa dizer o que está errado ou nem vale a pena?






