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Posts na categoria "Contribuições"

Como o cérebro vivencia a paixão

12 de junho de 2013 1

Recebi esse material e achei interessante. Por isso, compartilho com vocês :)

Talvez uma das maiores injustiças já cometidas contra um órgão do corpo foi dar o mérito da paixão para o coração. Os antigos, diante da taquicardia e ansiedade causada pela presença da pessoa amada, atribuíram ao coração uma função que é estritamente cerebral.

Agora, seria a paixão um evento bioquímico? Parece que, em grande parte, sim.

— Nosso cérebro criou, durante a evolução, tantos mecanismos de recompensa para encontro de um parceiro reprodutivo que passamos a ficar viciados nele (ops... apaixonados por ele). Isso porque vício e paixão são faces do mesmo processo. Nosso cérebro possui, em suas profundezas, um sistema que sinaliza que fizemos algo bom para o indivíduo e/ou para a espécie. Quando isso ocorre sentimos prazer, que pode ser imediato, agudo, avassalador ou mais arrastado e crônico — explica o neurologista Leandro Teles.

Quando a pessoa come coisas calóricas, o sistema é ativado, quando fazemos sexo, o sistema se ativa outra vez. E isso também ocorre (de forma patológica) no uso de drogas e em muitas outras situações mais corriqueiras. O neurotransmissor mais relacionado a esse sistema de recompensa é a dopamina.

— O processo de conquista exige que associemos nossa presença a eventos positivos. Para conquistar alguém tentamos ser educados, engraçados, saímos para comer, somos tolerantes, pacientes, nos arrumamos e tal. Tudo isso funciona como um condicionamento cerebral, um reforço positivo no cérebro da outra pessoa. Desse processo de apego participam muito o tronco cerebral, os lobos temporais e os lobos frontais — afirma Teles.

O problema é que o sistema traz um efeito colateral rebote: a ausência da pessoa gera um vazio, uma abstinência que chamamos de saudade. Antes de conhecer a pessoa ela não fazia tanta falta, mas agora parece que a graça das coisas só existe com o outro. A saudade é o primeiro efeito colateral da paixão, mas não é o único. Em muitos casos podem surgir o sentimento de posse, o ciúme, a compulsão, etc.

— O processo cerebral da dopamina e da adrenalina (outro neurotransmissor em ebulição nos apaixonados) alimentam a relação por um tempo variado, mas não para sempre. Por questões biológicas (instintivas), por eventos do dia-a-dia, pela rotina, pelo aparecimento de alguns defeitinhos maquiados nos primeiros meses, enfim... por tudo isso o processo da paixão se abranda — ressalta o neurologista. 

Após essa fase, muitos casais se separam, mas alguns evoluem para outra forma peculiar de relação, pautada em um bem estar crônico, menos intenso, uma simbiose aonde ganham os dois no convívio, em um comprometimento mútuo de cuidado, respeito e admiração. Esse estado tem lá sua dopamina e sua adrenalina eventualmente, mas não é mais dependente e alimentado por eles. O amor é esse estado mais complexo e tecnicamente mais duradouro. Ele vive mais de serotonina (neurotransmissor do bem estar), das memórias adquiridas, dos comportamentos nas fases mais difíceis, é de percepção e certeza bem mais suave, inconstante e tem na sua sutileza seu maior mérito e inimigo.

Como se pode ver, a paixão é um processo neurobiológico agudo e complexo. E, por não depender de apenas um cérebro, ainda é fadada a assimetria de percepções e entrega. É a fascinante porta cerebral de entrada tanto para o processo de amadurecimento das relações interpessoais como para os fracassos e as frustrações amorosas.

Qual o papel da educação formal?

15 de maio de 2013 3

Foto: Stock.xchng, divulgação

Sempre saio da aula de Teoria da Enunciação II, cadeira do programa de Doutorado em Letras que estou cursando, cheia de questionamentos sobre aquilo que (não) aprendemos na escola. Sobre a forma como os conteúdos são ensinados e a aplicação real deles. No caso da Língua Portuguesa, por exemplo, somos convidados a pensar sobre ela — aprendemos a fazer análise sintática, a reconhecer sujeitos e predicados, a entender a crase e por aí vai —, mas raramente a praticamos, certo? Não escrevemos muito, não a moldamos ao nosso dia a dia.

Enfim, o assunto sempre rende.

Por isso, publico aqui um texto-desabafo da jornalista Nádia Toscan, que além de ser uma amiga querida está inconformada com o tema.

"Minhas férias de verão (quase no inverno) recém terminaram. Aproveitei para rever amigos e a família. Nada de muita festa e badalação, apenas descanso. Uma das atividades foi auxiliar a criançada no tema de casa. Quem me conhece sabe que não sou muito paciente, mas é preciso treinar a mente e contar até 10, 100, 1.000 na hora de ensinar matemática. Pois bem, ao trabalho...

A primeira parte da tarefa era recortar a atividade e colocar no caderno. Ler e resolver o problema. Ao ler a questão, surpresa:  frases sem ponto, vírgula, acentos faltando e inclusive nome próprio em letra minúscula (caixa baixa). Na hora, fiquei muito irritada: se o exercício é entregue dessa forma, o que esperar do aluno? A escola em questão é pública e já foi "referência" em ensino qualificado.

Sempre considerei a educação o quesito mais importante na vida de qualquer pessoa. Mas ao ver o tratamento que ela está recebendo acho que realmente a coisa só tende a piorar. Se os pais não estiverem atentos a esse problema e empenhados em exigir ensino qualificado e, ao mesmo tempo, ensinarem com qualidade seus filhos, dificilmente vai sobrar muita coisa boa para o futuro desses pequenos."

Quanto vale uma amizade?

30 de outubro de 2012 5

Foto: Stock.xchng, divulgação

O texto que segue é de autoria da jornalista Nádia Toscan.

Esse tema retornou a minha mente enquanto assistia ao programa Chegadas e Partidas, da Astrid Fontenelle, no GNT.

Para quem nunca viu o programa, ele se passa em aeroportos pelo Brasil. A apresentadora presta atenção nas pessoas que circulam por ali e, em poucos minutos, conta a história de algumas delas. Em um desses encontros, Astrid conversou com duas mulheres que se despediam, muito emocionadas. Astrid então perguntou qual era o grau de parentesco das duas. E a resposta: somos amigas. Na sequência uma nova pergunta: e qual é o valor da amizade de vocês?

Então, eis o tema: o valor de nossas amizades.

Confesso que o fato de escrever sobre isso são as decepções minhas e de algumas pessoas que conheço. Sempre achei que um amigo fosse mais importante até mesmo que um amor. Em alguns momentos da vida até pensei que não existisse um valor para amizade, que ela não se compra, não se vende, só existe! Mas com o passar dos anos descobri que esse é um pensamento de Alice no País nas Maravilhas, claro.

Muitas pessoas vão criticar e dizer que acreditam e têm bons amigos, mas de antemão eu digo, estou falando por experiência própria, não estou generalizando. Os amigos deixaram de elogiar, conversar, mostrar, ajudar. Os amigos simplesmente igonoraram a existência, não sabem e não fazem questão de saber o que você sente, escreve, ouve ou o motivo do seu silêncio.

Esse total desinteresse me deixa um tanto quanto pensativa: tenho amigos? Onde eles estão?

E termino na tentativa de acreditar que sim, amigo existe e é o irmão que a gente escolhe.
 
"...Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!..."

Dor de saudade: quem nunca sentiu?

25 de setembro de 2012 2

Foto: Stock.xchng, divulgação

O texto que segue é da jornalista Nádia Toscan, colaboradora eventual deste blog.

Eu sinto uma dor no peito, de saudade. É uma dor estranha, começa com o estômago doendo, o peito apertado, sobe pela tráqueia, laringe, faringe e, finalmente, chega a boca. Mas a sensação não para por aí, ela decide seguir, passa pelas fossas nasais e enfim chega aos olhos.  As lágrimas brotam sem o menor esforço, lavam o rosto e a alma.

Tempos atrás enquanto andava pela rua pensei do que mais sinto saudade? E não consegui chegar a só uma resposta porque várias cenas me vinham a mente. Pessoas, lugares, sabores, odores...um misto de tristeza e alegria. 

Então decidi descrever alguns desses momentos que deixam meu coração apertado:

- A casa dos meus nonos Pedro e Matilde (já falecidos), em Travessão Paredes, onde eu, meus irmãos Joanir e Rafael e meus primos, Alex, Andreia, Bibiana e César brincávamos o domingo inteiro, sem parar. Era tanto cansaço que eu e meus irmão sempre dormíamos na viagem de volta para casa;

- O coqueiro que ficava em frente a casa do meu tio João, era lá que nos pendurávamos enos balançávamos de um lado para outro;

- Saudades da minha nona materna, Maria (falecida), seus longos cabelos grisalhos enrolados em um coque, e a da sua enorme paciência;

- Tomar banho de mangueira ou no tanque de casa naqueles dias bem quentes lá em Caxias;

- Fazer marmelada na casa da tia Aurélia e comer ainda quente, claro. A dor de barriga que vinha depois não tinha a menor importância;

- Dormir no colchão de palha de milho na casa da nona Matilde e acordar cedo pra tomar o melhor café do mundo, melhor porque era feito com todo o afeto de uma grande pessoa;

- Assistir ao Sítio do Pica-pau Amarelo (na nossa tevê pretoebranco) depois da escola, deitada no chão da cozinha, na companhia do meu irmão mais velho;

- Soltar pipa na estrada de chão batido e descer o morro com nosso carrinho de lomba sentido o vento bagunçar os cabelos;

- Passar o dia com meu pai, trabalhando (ele trabalhando e eu dando trabalho) nas suas construções pela cidade;

- Beijar a minha mãe (ainda faço e é inesquecível).

NLnB pelo Mundo: caxiense conta que o recato das chinesas atrai olhares estrangeiros

22 de setembro de 2012 0

Foto: Acervo pessoal, divulgação

Estudante de Comércio Internacional na UCS, Fernanda Massita Tonolli (ao centro), 20 anos, viveu seis meses em Macau, na China, e conta as impressões sobre o país, especialmente sobre o universo feminino.

Por ser colonizada por portugueses, Fernanda sentiu impacto menor de “estar na China” ao escolher Macau. Apesar das placas de indicação serem bilíngues (em cantonês e português), ela praticamente não ouvia a língua materna por lá. Os contatos eram realizados, na maioria das vezes, em inglês.

Os chineses, no entanto, conversavam pouco. Ela descreve que as mulheres são bastante contidas, vestem-se de maneira discreta e em tons pasteis. São bastante vaidosas e capricham na maquiagem – “às vezes até demais”, lembra.

Esse recato acaba atraindo as atenções dos intercambistas, sobretudo europeus, que ficam fascinados pelas chinesas, mesmo aquelas não tão bonitas. Elas são conservadoras e levam relacionamentos muito a sério.

- É difícil ver os chineses se beijando em público. O que se vê é um cara carregando um monte de livros da namorada e passeando de mãos dadas com ela, ou parando para amarrar o cadarço dela. É muito bonitinho – conta.

A principal lição que Fernanda trouxe de lá foi dar mais valor à simplicidade das pessoas e do cotidiano.

Dá para comemorar o fim do amor junto com o ex?

17 de setembro de 2012 3

Foto: Stock.xchng, divulgação

O texto que segue é assinado pela jornalista (e querida) Siliane Vieira, redigido especialmente para o blog.

Dia desses ouvi uma história sobre festa de divórcio. Seria uma espécie de festa para celebrar o fim de um casamento. Achei estranho, porque, particularmente, acho que todos os finais têm um quê de tristeza, ainda mais os finais de relacionamento. Mas parece que esta minha percepção já está sendo superada por alguns. Tem gente substituindo aquela fossa básica por nada menos que festa,  e junto com o ex (há também os que prefiram comemorar somente com os amigos, mas daí é mais comum).

Pensando melhor, acho que entendi a proposta. A tal festa só deve acontecer quando o relacionamento termina numa boa, tipo, os dois se dando conta de que a separação é a melhor escolha. Então, se o casal (ou melhor, ex-casal) está feliz com a decisão, bora chamar a turma e anunciar a novidade. Acaba sendo legal para os amigos também, pois muitos são cultivados em parceria pelo marido e pela mulher. Assim, os mais próximos não ficam com aquela dúvida, poxa, se eu convidar fulano para uma festa, não posso convidar a fulana, porque eles se separaram e tal. Se os dois estão bem, e até deram festa para mostrar a todos que “bola para frente, é vida nova”, não há porque se preocupar.

Mas ainda assim minha cabecinha – que às vezes cheira um pouco a naftalina – permanece considerando estranha essa ideia de festa de divórcio. Acho tão difícil um relacionamento acabar bem para as duas partes, me parece que sempre tem alguém que sofre mais. Tá certo que é bem comum celebrarmos as etapas concluídas da vida, como o diploma em um curso, a aquisição da casa própria ou coisa assim. Mas comemorar um amor que se acaba, acho um pouquinho demais.

O mundo moderno parece nos cobrar uma maturidade que é quase irreal. Nem sempre é possível encarar com olhos festivos uma situação de rompimento. Não dá para ser alegre o tempo inteiro, já dizia Wander Wildner. Sou mais tradicional, acho que o sol de uma nova vida fica sempre mais intenso depois de uma fossinha, de um período necessário de reflexão e por aí vai.

E vocês, fariam festa de divórcio com o ex?  

Homens e mulheres podem ser amigos? Acho que sim, mas...

19 de dezembro de 2011 5

...depois que assisti ao vídeo, parei para pensar em algumas desculpas masculinas que ouvi ao longo da vida.

Acho que ele está longe de retratar a realidade, mas vale para ampliar a nossa capacidade de reflexão.

Você sabia que alergia a esmalte pode dar coceira no olho?

19 de outubro de 2011 2

Foto: Ownsyourface, divulgação

 Recebi essas dicas da dermatologista Annia Cordeiro Lourenço por email, em um release, e achei interessante compartilhá-las. Espero que sejam úteis a vocês.

...alergia a esmalte pode dar coceira no olho? Como é comum o hábito de coçar os olhos, a substância pode causar vermelhidão, coceira e descamação das pálpebras. Quem tem alergia não deve usar o esmalte comum, optando pelos hipoalergênicos.

 ...o cigarro envelhece mais que sol? O fumo contém toxinas que promovem a produção de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento da pele. Ele também promove a quebra da elastina e do colágeno e inibe a produção de novas fibras. Isso tudo resulta em uma pele mais envelhecida. “Além disso, a pele fica mais opaca e sem vida, pois o cigarro prejudica a circulação sanguínea”.

 ...o botox pode ser usado para tratar o excesso de suor e mau cheiro nas axilas? A aplicação da toxina botulínica funciona para esses casos porque bloqueia o impulso nervoso que estimula a glândula sudorípara a produzir o suor. “Se o excesso de suor incomoda ou você está sempre com roupas, mãos ou pés molhados, procure um dermatologista e se informe sobre essa opção”.

 ...algumas lâmpadas – até mesmo o calor – podem causar manchas? Todas as lâmpadas que aquecem durante o uso, em especial aquele modelo usado em consultórios de ortodontia, emitem raios ultravioletas. Esses raios, principalmente o UVA, são os principais causadores de manchas de pele.

 ...óleos não hidratam a pele? Os óleos apenas impedem a perda de água, mas não repõe a hidratação. O ideal é optar mesmo por cremes hidratantes, observando a peculiaridade de cada tipo de pele.

 ...existe filtro solar via oral? Existem cápsulas que impedem algumas reações provocadas pelo sol, prevenindo o envelhecimento e o aparecimento de manchas resultantes da exposição aos raios ultravioletas. “Mas esse produto não substitui o protetor solar de uso tópico, apenas potencializa seu efeito”.

 ...mulher também fica careca? Estima-se que 50% das mulheres apresentam algum nível de calvície, sendo que 5% delas sofrem por causas genéticas. Outros fatores que podem levar à calvície são dermatite seborréica, carência de ferro, hipotireioidismo, danos químicos causados ao cabelo, entre outros.

 ...pode haver caspa fora do couro cabeludo? A caspa é uma descamação gordurosa em áreas seborréicas, ou seja, não acontecem apenas no couro cabeludo, mas também podem aparecer na face, orelhas, peito ou costas. “Um dermatologista pode indicar xampus, sabonetes, loções e também medicamentos via oral para combater o problema”.

 ...verrugas são doenças causadas por um vírus? A verruga é resultado de um mau funcionamento da pele, causado por um vírus parasita. O tratamento pode ser realizado com ácidos, laser, cauterização ou crioterapia (com nitrogênio líquido).

 ...manchas de gravidez não aparecem só em grávidas? As manchas escuras que aparecem na face são conhecidas como manchas de grávidas, mas podem aparecer em qualquer paciente. Alguns dos fatores são a tendência natural e genética ou também como efeito do uso de anticoncepcionais.

 ...nem sempre a olheira é causada por uma mancha sob os olhos? Muitas vezes a olheira é resultado de um afundamento que a pele sofre na região abaixo dos olhos. Nesses casos, a olheira é causada na verdade pela sombra projetada na pele que está mais baixo. “Para tratar esses pacientes, é possível fazer um preenchimento, que dará volume na região, evitando a sombra e a olheira”.

 ...a aparente micose de unha pode não ser micose? Aquela unha grossa, amarelada ou escura, descolada também pode ser sintoma de psoríase, líquen plano ou simplesmente resultado do atrito pelo uso.

Dá pra resistir a uma mulher grávida? *

23 de agosto de 2011 8

Foto: Carlinhos Rodrigues, BD

* O texto abaixo foi escrito pela jornalista Nádia Toscan, que anda babando nas amigas que viraram mamães.

"Já escrevi sobre a maternidade aqui mesmo. Mas o assunto voltou e sempre dá para falar sobre ele. Acho que veio à tona porque uma grande amiga vai ser mamãe logo, a Tatiana. Desde que a conheço, e isso tem mais de 15 anos, sempre soube que o sonho da vida dela era ser mãe. 

É só olhar para a Tati e lá, naqueles olhos, naquele rosto e agora no corpo ,está a imagem de uma mãe. É bonito de ver, dá até uma inveja (inveja branca) do amor que ela tem por alguém que sequer conhece. Outra pessoa que me leva a falar sobre esse assunto é a Cibele, lá de Floripa.

A Cibelosa já era mãe da Bruna e agora tem mais uma felicidade na vida, o Lucas. Segundo a mamãe coruja é "um leonino lindo, galã mirim do prédio! Chegou dia 7, num parto natural intenso e forte como é o amor que deu origem a este bebê". Cibele está apaixonada e babona. Tatiana segue feliz e ansiosa para ver o rostinho do Caetano.

E eu me pergunto: de onde vem tanto amor, tanta paixão, tanto sentimento intenso?  

Vem de todos os cantos e de qualquer lugar, é um amor tão imenso que não cabe apenas no coração, ele se espalha, se expande, se propaga. E quando isso acontece, ah meu filho, sua mulher não é mais asua mulher, ela é a mãe do bebê. O nome dela, qual é mesmo? Não se sabe mais, aquela mulher passa a ser a mãe do bebê.

Outra coisa interessante é que é o único momento da vida das mulheres em que elas não se importam em ganhar muito peso e mudar as formas do corpo. Aliás, ficam até felizes com isso, porque sabem que ali dentro existe o alguém mais importante da vida delas. Apesar de não ter filhos eu posso ver no rosto dessas grávidas lindas, dessas mamães amáveis um amor verdadeiro e sem medidas.

PS: para quem não tem filhos, que tal a gente amar, abraçar, beijar e afofar toda e qualquer criança que esteja por perto? Isso é tão bom e faz tão bem, tanto pra gente quanto para esses pequenos seres."

Quantas mulheres uma mesma mulher pode ser?

16 de junho de 2011 1

 

Desenho: David Jablow, reprodução

Uma mulher nunca é uma só, não é mesmo? Ela pode ser mãe, namorada, professora, amante, cuidadora, recatada ou muito sexy.

O artista norte-americano David Jablow parece ter captado lindamente essa faceta feminina. Criador do projeto Do It Yourself Doodler (algo como faça você mesmo o rabisco), usa a silhueta incompleta e com um toque erótico de uma pin-up para criar cenas e situações diversas para ela. 

A ideia veio de um presente de um amigo, que encontrou a publicação dos anos 1960 com 39 páginas impressas com o personagem feminino e a sugestão de que os desenhos fossem completados. A mensagem funcionou com Jablow, mas sem o tom sexual que poderia suscitar.

Ao site 20minutos o artista falou que a obra completa será publicada em setembro pela editora independente AdHouse, graças ao sucesso na internet. Dá para ver o trabalho completo dele aqui.

Interessante.