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Você está verdadeiramente conectado?

09 de maio de 2014 0

Youtube, reprodução

Parece cada vez mais difícil conversar com alguém que olhe continuamente nos nossos olhos, sem checar a tela de um smartphone, não é? E, embora a situação pareça normal, é meio chata, né?

Não dá pra viver desconectada, é fato, mas vale preservar alguns momentos off-line para aproveitar a vida de uma maneira mais real e verdadeira.

O vídeo abaixo (não se esqueça de ativar as legendas), chamado Look Up (Olhe para cima) foi escrito, protagonizado e dirigido por Gary Turk, e traz uma lição preciosa: vale a pena parar de contemplar uma tela para observar a beleza que está ao nosso redor!

Frase do dia

09 de maio de 2014 0

“O mistério é o que nos explica.”

Carlos Nejar

Amor a vácuo

08 de maio de 2014 0

Condomania, divulgação

Vejam só que doideira: para promover uma marca de camisinhas, uma empresa japonesa decidiu embalar modelos a vácuo, utilizando sacos plásticos de verdade. A imagem acima integra um dos cartazes da campanha, que tem o slogan “preserve o amor. Use camisinha”.

Para realizar o ensaio, a equipe do japonês Photographer Hal selou os pares, fotografou e os libertou, tudo contra o relógio, para evitar o sufocamento. O casal só podia ficar 10 segundos desse jeito.

Não me parece uma forma de sexo seguro…

Abaixo, aparece o making of do vídeo — e é bem angustiante!

Frase do dia

08 de maio de 2014 0

“Parece-me fácil viver sem ódio. Sem amor, acho impossível.”

Jorge Luis Borges

Mãe: transformação feminina é maior do que o resto

07 de maio de 2014 0

Stock.xchng, divulgação

Nas últimas duas semanas, minha caixa de entrada anda repleta de emails alusivos ao Dia das Mães. Seria natural, se não fossem os excêntricos apelos ligados à data: ser mãe não é empecilho para um MBA internacional; cinco dicas para incluir sua mãe no mundo digital sem estresse, tempo para os inúmeros papéis de mulher; maternidade e empreendedorismo feminino; mães que trazem a luz da literatura à vida dos filhos e por aí vai. Sério, os apelos são inúmeros.

A mãe, no caso, parece só um acessório, um rótulo para “vender” uma pauta, uma ideia, uma entrevista.

O semiólogo francês Roland Barthes ao estudar o sensacionalismo ao longo do século passado, observou como o papel de mãe é fundamental para provocar uma determinada comoção no público. Versou sobre a presença de Fait Divers (fatos diversos, na tradução), a onipresença em manifestações informativas de todos os tipos, seja política, histórica e cultural. Observou também que, no Fait Divers de causalidade, subdividido em “causa esperada”, embora haja um acontecimento normal, a ênfase recai nos personagens considerados dramáticos: criança, mãe e idoso. Sim, para Barthes as mães também são excepcionais e capazes de mimetizar um dos ciclos da existência humana, simbolizando a fragilidade e a pureza.

Por que, então, meu estranhamento?

Porque sempre há uma necessidade de vender uma imagem que ser mãe não é um fim em si, não basta — e nem estou julgando as opções que as mães fazem por trabalhar ou não, por ficarem integralmente ou parcialmente com as crias. Muito menos aquelas que não têm, nem pretendem ter filhos. Ok, tudo certo, cada um na sua.

Embora não tenha filhos, vejo o comportamento de mães que eu admiro — como a minha — e percebo que o caráter sublime dessa transformação feminina é maior do que todo o resto. Essas mulheres conseguiram e conseguem se virar desde sempre, antes do advento do fogo ou das facilidades comunicativas do WhatsApp.

É como se essa responsabilidade não fosse suficiente. A cada pouco aparece uma pressão para que essas mulheres sejam mais, sempre múltiplas: façam MBA, aprendam a navegar nas redes sociais, empreendam.

Diante de uma escolha (já feita) definitiva, todo o resto não parece tão menor?

Frase do dia

07 de maio de 2014 0

“Porque eu sou do tamanho do que vejo. E não do tamanho da minha altura…”

Alberto Caeiro

Finlândia terá selos comemorativos inspirados em arte homoerótica

29 de abril de 2014 0

Tom of Finland, reprodução

Para homenagear o trabalho de Tom of Finland, nome artístico de Touko Laaksonen, artista finlandês que morreu em 1991, o serviço postal da Finlândia prepara-se para lançar selos comemorativos.

Na década de 1970, o artista passou a se dedicar aos desenhos eróticos, combinando detalhes de fotorrealismo com fantasias sexuais selvagens. Logo, o trabalho virou sensação, e eles se tornou um mestre do homoerotismo, com influência na arte pop e na moda. Reparem em preciosismos como botas e roupas em couro desenhadas apenas com lápis preto.

O designer gráfico Timo Berry foi o responsável pela homenagem. Em comunicado oficial, ele explicou que os selos “mostram orgulho de si mesmo” e que os países do norte europeu “nunca estão cansados de ver isso!”. Tom produziu cerca de 3,5 mil desenhos, e dois foram selecionados.

A previsão de lançamento para os selos é a primavera 2014, juntamente com a inauguração de um museu do correio local. O interessante é que, na Finlândia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é legalizado.

Tomara que seja o início de uma mudança de postura.

 

Frase do dia

29 de abril de 2014 0

“Eu não posso dizer o que serei amanhã. Cada dia é novo e a cada dia eu renasço.”

Paul Auster

Algumas observações peculiares sobre o Ca-Ju

28 de abril de 2014 0

Fotos Gabriel Lain, especial

VAIDADE
Há uma ideia que os jogadores de futebol são metrossexuais. A fim de comprovar essa premissa, abri a nécessaire de dois atletas, antes do Ca-Ju: Brenner, atacante do Juventude, e Wallacer, meia do Caxias.
Nelas, dá para ver que eles seguem um padrão: escova e pasta de dentes, lâmina de barbear, xampu, perfume e hidratante. Sim, os dois usam o mesmo creme: Coconut Passion da Victoria’s Secret, com cheirinho de coco e baunilha.
Wallacer escolheu o perfume Zaad, do Boticário, uma fragrância amadeirada.
— Mas esse eu uso durante os treinos, porque não trago os bons para cá (jogo). Gosto mais do One Million, da Paco Rabbane — conta.
Já Brenner tinha dois frascos importados na nécessaire: um Carolina Herrera e outro Lacoste, além do desodorante OldSpice (aquele que, segundo o polêmico vídeo no Youtube, promete resgatar o conceito do “homem Homem”).
Nenhum deles se considera extremamente vaidoso. Wallacer e Brenner dizem que os itens levados nas bolsinhas são básicos. Aham!

PREFERÊNCIAS
Um dos exercícios interessantes no estádio é observar quão diferentes são as camisetas escolhidas pelos torcedores. A maioria veste camisas oficiais dos times, mas cada uma retrata uma época e um estilo diferente.
Conversei com bastante gente e, em dia de clássico, todos preferem as “camisas da sorte”. E, normalmente, elas têm um quê de retrô.
Confira.
Grena
Natasha de Carvalho, 15 anos, e Samantha Traiber, 16, com modelitos de 2014 e 2000, respectivamente
Rodrigo Rossetto, 39, elegeu uma peça grená dos anos 1980 para o jogo. Ganhou do jogador Gerson Lopes, numa vitória do Caxias por 4×1 no Ju
Guilherme Mariani, 33, exibia uma relíquia: uma camisa original de 1977, usada por Jorge Tabajara
Felipe Meneghel Ruffato, 24, tem 50 camisetas e escolheu a que estava mais acessível, de 2012

Gabriel Lain, especial
João Pedro Caldas, 18, e Radaméz Stragliotto, 19, com peças de 2012 e 2013
Victor Ivan Dal Bosco, 26, escolheu uma peça retrô em comemoração aos 95 anos
Gustavo de Lemos, 19, escolheu o modelo mais antigo entre as seis que possui 
Leonardo Cemin, 26, vestiu uma camisa de 1994, presente do zagueiro Índio 

Gabriel Lain, especial
DISPUTA
Esse é daqueles momentos de disputa que não dá para ver da arquibancada ou da tevê. No lance, o atacante Mailson, do Caxias, e o lateral Juliano, do Juventude, disputam a bola.
Jogadas à parte, o destaque da coluna vai para os pernões de ambos.

Gabriel Lain, especial1
PRETINHO BÁSICO
Dos 28 atletas que estiveram em campo neste Ca-Ju — cada um dos times fez três substituições —, apenas o goleiro do Juventude, Luiz Carlos, usava chuteiras pretas. Os demais alternavam entre modelitos brancos e extravagantes.
Assim, o básico consegue chamar atenção por ser diferente e exclusivo. Bom sinal de tempos de excesso.

Gabriel Lain, especial
PARCEIRA I
Em um dos camarotes do Centenário, a paraense Joseli Matos, 30 anos, acompanhava a estreia do marido, o atacante Lenilson, pelo Caxias. Acompanhada da filha, Sara de Matos Peixoto, quatro, e da boneca Dora, contou estar com o “coração a mil”.
— Ele é bem tranquilo, e eu procuro cuidar de tudo (casa, filha) para que ele tenha essa tranquilidade — afirmou.
Joseli faz o estilo discreto e diz que não gosta de chamar atenção.
— Os holofotes são para ele, nunca pensei em casar com jogador de futebol. Estamos juntos há seis anos — completou.

PARCEIRA II
O trabalho final da pós-graduação em Psicologia do Esporte de Camile Pasqualotto Lewczynski, mulher do técnico do Juventude, Roger Machado, aborda justamente o relacionamento com um jogador de futebol. Ela pesquisou sobre a mulher de atleta, que costuma ser estereotipada.
Diz que, muitas vezes, elas sofrem com o assédio das “Marias Chuteiras” e também são confundidas com elas. Para dar estabilidade aos maridos, elas costumam abdicar de uma carreira profissional, vivem a rotina dos atletas e, muitas vezes, são o suporte necessário para uma carreira de sucesso.

Frase do dia

28 de abril de 2014 0

“Não rejeites com o pé a canoa que te permitiu atravessar o rio.”

Provérbio africano