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A grande lição de vida do Bayern de Robben

25 de maio de 2013 0

O jogo foi de alto nível, embora sem nada de revolucionário, como nas finais em que o Barcelona esteve presente.

Mas foi um partidaço, com disciplina tática de todos para marcar, quase nenhuma violência, bom índice de acerto de passes apesar do pouco espaço e muitas chances de gol por parte de Borussia Dortmund e Bayern de Munique, quase todas defendidas por goleiros espetaculares, Weindenfeller e Neuer.

No primeiro tempo, o Dortmund poderia ter terminado em vantagem não fosse o goleiro Neuer, que logo no começo da decisão fez três defesas. Uma delas, no chão, com os pés, foi preciosa. Aos poucos, o Bayern, que tem mais qualidade técnica, foi se assentando no jogo e construiu oportunidades. Duas de cabeça e uma imperdível que Robben, claro perdeu.

Claro? Não mais.

Enfim, Robben decidiu. Depois de ter chance para decidir na Copa da África, pela Holanda, contra a Espanha, e no ano passado em várias finais pelo Bayern (errou até pênalti na decisão da última Liga dos Campeões), finalmente o holandês marcou o gol do título, da Liga dos Campeões.

A redenção de Robben só seria mesmo possível em um clube alemão. Fosse na cultura brasileira, depois de falhar tantas vezes na hora derradeira, surgiriam as críticas de que não tem estrela, é azarado ou apenas amarela no instante final.

No Bayern, ele recebeu apoio do técnico, da torcida, da direção e dos companheiros. Seguiu com a camisa 10. Ele próprio não desistiu, mesmo quando errou no primeiro tempo.

O mérito de não sumir do jogo diante da falha é importante também. Robben foi corajoso, pois nunca se eximiu da responsabilidade de aparecer para o lance decisivo enquanto perdurou o estigma.

O Bayern campeão europeu nos dá esta lição de não desistir nunca e seguir em frente em suas convicções, rejeitando rótulos preconceituosos.

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É preciso dizer não ao apartheid das arenas

25 de maio de 2013 5

Sou a favor de o Brasil realizar a Copa do Mundo e, portanto, das arenas multiuso, grande novidade do Brasileirão que começa neste fim de semana. É uma tendência mundial.

Quem não subir neste barco afundará logo ali adiante em um mar de derrotas. Pode até não ser o modelo perfeito, mas seguir jogando em estádios velhos, concebidos conforme o padrão do velho Maracanã dos anos 1950, é andar para trás feito caranguejo.

É errado afirmar que o dinheiro usado na construção dos palcos de 2014 sangra recursos da saúde. O orçamento da saúde, que criminosamente nunca é cumprido, nada tem a ver com o reservado para a Copa. Fosse assim, a população brasileira seria a mais bem atendida do planeta, já que mais de meio século nos separaram do Maracanazo.

A corrupção, a cultura dos 10% e o Estado paternalista remontam o desembarque das naus de Cabral. Não é um gene nascido da organização de uma Copa. Recusá-la seria regredir ao complexo de vira-latas denunciado por Nelson Rodrigues.

Seria dizer ao mundo que somos incapazes de produzir um evento desta magnitude. Pior: que somos incompetentes para cobrar excessos, fiscalizar erros, denunciar falcatruas.

O jornalismo de bancada – muita gritaria, pouca apuração – marcha para a cova. O caminho é usar as novas ferramentas disponíveis para triplicar a capacidade de investigação. Na esfera pública, Ministério Público e Polícia Federal tornaram-se instituições ainda mais respeitadas, capazes de produzir provas e prender não só ladrões de galinha, mas secretários de Estado, juízes, banqueiros.

Que se puna sem dó nem piedade quem se locupletar com a Copa, e não a Copa, do emprego e da oportunidade.

Mas existe um porém.

O entusiasmo com as novas arenas não pode cegar. Apenas transpor o modelo de sucesso de Europa e Estados Unidos para a nossa realidade é suicídio. São realidades distintas. Arena em Munique nada tem a ver com arenas em Recife, Salvador ou mesmo Porto Alegre.

Torcedores das camadas populares de lá têm uma condição financeira que lhes permite ir aos jogos com regularidade. Aqui, não. Aqui, com os preços que se anunciam, R$ 100 o mais barato, só sacrificando a mensalidade escolar do filho e outros itens inegociáveis do orçamento familiar.

Por isso vale lembrar a manifestação de Fábio Koff acerca da elitização dos estádios.

A advertência de Koff, lá atrás, teve o mérito de cortar na própria carne. Ele apanhou quando fez a crítica em entrevista a ZH, pois parecia que estava falando mal da nova casa, um orgulho gremista. Ao contrário: pensava no futuro dela. Exagerou ao dizer que a Arena não era do Grêmio, isso sim, mas acertou na mosca ao tratar do risco de elitização.

É preciso abrir uma luta forte pela manutenção de espaços com ingressos a preços acessíveis ao custo devida da maioria dos brasileiros. Não se discute valores setorizados, e alguns devem ser caros mesmo. Outros muito caros, até. Mas é injusto produzir um apartheid logo com este torcedor que carregou o clube nas costas até aqui, suportando chuva no cimento frio.

O Brasil não é a Inglaterra, mesmo que agora tenha estádios tão bons quando os ingleses. O esforço de Koff em manter a área atrás das goleiras sem cadeiras (e com segurança), mirando este conceito, abre uma discussão obrigatória para as arenas que abrigarão jogos da Copa, quando a festa terminar.

Do contrário, teremos arenas lotadas e vibrantes em shows e torneios de UFC, mas vazias e desanimadas na hora de a bola rolar.

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O Inter procura um novo talismã

25 de maio de 2013 4

Sem a velocidade com drible de Caio à disposição no banco, Dunga tem um problema a resolver. Como será, por exemplo, quando o técnico adversário abrir os atacantes, convencendo-os a, sem a bola, obstruírem as passagens de Gabriel e de Fabrício?

D’Alessandro não é veloz. Fred é rápido, mas não driblador. Forlán completou 34 anos no último domingo. Não se pode cobrar dele muitos piques que tirem o time de trás. Menos ainda de Rafael Moura, substituto de Leandro Damião. Não adianta o espaço se abrir se não há quem possa ocupá-lo e percorrê-lo com velocidade.

Hoje, na estreia colorada no Brasileirão, em Salvador, contra o Vitória-BA, Dunga terá no banco o garoto Otávio, celebradíssimo nas categorias de base, como reposição neste quesito. E também Cassiano, um degrau abaixo. O Inter procura um novo talismã.

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Um novo Fábio Koff está surgindo no Grêmio

24 de maio de 2013 12

A partir da fumaça branca entre Grêmio e OAS em torno da repactuação do contrato da Arena, com todos felizes e sem fogo amigo, um outro fato importante acontecerá nas imediações da Azenha e Humaitá.

Fábio Koff, antes com o tempo consumido na tarefa nada simples de desatar o nó da dívida contraída para bancar os sócios do Olímpico na nova casa, agora terá espaço na agenda para participar mais em um tema no qual é craque: futebol. É só ver o depoimento de Zé Roberto.

Acostumado a muitos técnicos e dirigentes ao redor do mundo, ele disse que estavam todos arrasados desde a eliminação na Libertadores. Até ouvirem uma palestra de Koff.

Aí o cenário pareceu menos sombrio e mais ensolarado. Raras instituições são comandadas por um homem capaz de fazer um clube brasileiro fora do eixo Rio-SP campeão brasileiro, da América, do Mundo.

Koff é especialista em bastidor, mas integra um seleto grupo de cartolas que entende do riscado, da parte tática ao vestiário. Pode ser ouvido por treinadores e jogadores sem impaciência.

Um novo Koff de 82 anos emergirá do acordo com a OAS.

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A busca por reforços do Inter e a amiga feia

24 de maio de 2013 12

Faz bem o Inter em pensar grande na luta por reforços. Nem é de se preocupar pelo histórico de lesões recentes. No caso de Robinho: quem não se quebra no Milan?

Pato era uma fortaleza no Inter. Em quatro anos, virou um dodói no Milan, que não conseguia nem diagnosticar direito suas lesões. No Corinthians, parou de frequentar o departamento médico. Júlio Baptista se machucou muito, mas o fato é que está jogando (e bem) no Málaga.

O problema é ocorrer uma reversão de expectativa. E se vierem reforços sem fama, na impossibilidade destes? É a história de namorar a bonita, mas casar com a amiga feia.

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Procura-se estacionamento para a Copa em Porto Alegre

24 de maio de 2013 5

A prefeitura precisa de estacionamento para os cinco jogos da Copa de 2014 no Beira-Rio.

O secretário João Bosco Vaz informa que só 200 das 3 mil vagas do prédio garagem que a Andrade Gutierrez está erguendo serão usadas pela Fifa.

Revelei ontem que cada carro terá de ser submetido a um sistema especial de revista, uma espécie de scanner capaz de encontrar de explosivos a alfinetes.

Como este processo leva de dois a quatro minutos, em caso de garagem lotada o último da fila talvez se acomodasse a tempo da Copa da Rússia.

Daí o estacionamento vip, para 200 carros. E a procura por uma área para atender o resto da demanda.

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Fifa exigirá revista no edifício garagem do Beira-Rio

23 de maio de 2013 3

A Fifa é paranóica na questão da segurança durante a Copa. Não está errada.

Os olhos do mundo se voltam para o evento, que se torna possível alvo de atentados graças ao caráter global do maior torneio de futebol do planeta.

Assim, cada carro que entrar no edifício garagem para três mil vagas em construção no Beira-Rio será revistado com rigor durante os cinco jogos do Mundial.

Haverá câmeras de seguranças por toda a parte.

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Prêmios para a gurizada do Grêmio

23 de maio de 2013 9

O GrêmioToons, site infantil oficial do Grêmio, completa hoje dois anos.

O sucesso junto ao piazedo se traduz em números: dois milhões de acessos e 25 mil gremistinhas cadastrados, sem falar na função espalhada nas redes sociais, integrando pais e filhos.

Para comemorar, uma promoção está no ar.

É só clicar em gremiotoons.net e conferir a lista de prêmios.

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Fernando não pode ser o novo Mário Fernandes

23 de maio de 2013 17

Fernando tem sido o jogador mais regular em bom nível do meio-campo do Grêmio. Mais até do que Zé Roberto.

De fato, não há como recusar 15 milhões de euros por um volante, ainda mais diante da situação financeira difícil em vista da necessidade de pagar o aluguel para os sócios na Arena.

Só não pode acontecer como no caso de Mário Fernandes, que foi vendido no ano passado para o CSKA e deixou um buraco de qualidade nunca preenchido na lateral-direita.

O Grêmio não pode piorar antes do Brasileirão com a saída de Fernando, assim como piorou quando negociou Mário Fernandes.

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O sofrimento do rebaixamento vai começar

22 de maio de 2013 17

Dos que subiram em 2012 – Criciúma, Goiás, Vitória e Atlético-PR – só o último não foi campeão estadual.

O que sinaliza uma espetacular luta contra o rebaixamento este ano.

Torcidas imensas, como as de Vasco e Bahia, em crise, já estão em pânico.

Haverá choro e ranger de dentes na briga para não cair no Brasileirão 2013.

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