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O Gre-Nal pacífico dos gestores de estádio

21 de maio de 2013 0

Foto: Wesley Santos/Press Digital

Os presidentes das empresas criadas para gerenciar a Arena e o novo Beira-Rio estiveram juntos ontem.

Eduardo Pinto (Arena Porto-Alegrense) e Marcelo Flores (BRio) foram os convidados do debate Torcedor cliente: os estádios da dupla Gre-Nal.

O painel integra a segunda edição do Open ESPM-SUL, fórum que começou ontem e vai até sexta-feira.

É fato: estádios multiuso criarão um novo torcedor, mais exigente e crítico ao avaliar serviços.

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O incrível Flamengo espartano

21 de maio de 2013 0

Já são R$ 43 milhões em dívidas pagas no semestre.

Como as receitas de TV (R$ 100 milhões) foram antecipadas pela gestão passada, o Flamengo está de cofres raspados apesar dos contratos assinados com Peugeot, Adidas e Caixa Federal. Faz de 2013 o seu anode pagar de títulos, para conquistá-los em 2014.

É a nova Gávea, espartana.

Por enquanto, ao menos.

Quem te viu, quem te vê.

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O fantasma que o Inter exorcizou

21 de maio de 2013 0

Os números de D’Alessandro em 2013 provam que o Inter resolveu um problema básico, sem o qual todo o resto não acontece: a preparação física.

No ano passado, ele marcou três gols em 33 jogos. Este ano já são seis em 18.

Aos 32 anos, não se lesionaÉ um dos que mais jogou.

Só perde para Muriel e os dois laterais, Gabriel e Fabrício, cujos reservas (Hélder e Kleber) passaram bom tempo no departamento médico.

Futebol sem preparação física é como prédio de alicerce malfeito.

Não se sustenta. Cedo ou tarde cai, por mais bela que seja a fachada.

Lesões musculares no grupo virão, mas dentro da normalidade.

D’Alessandro e o Inter estão em pé em 2013.

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A última chance de Luxemburgo no Grêmio tem uma diferença

20 de maio de 2013 51

A multa rescisória nunca foi o problema crucial para Luxemburgo ficar ou sair do Grêmio.

Seria duvidar da inteligência de Fábio Koff acreditar que um homem experiente como ele firmaria um contrato do qual seria prisioneiro.

O nó central da crise são os resultados, que não estariam acontecendo por falta de foco no trabalho e excesso de poderes.

Assessores de confiança do presidente citam exemplos: o site de vinhos lançado por ele e a presença do técnico na inauguração de um CT de lutas, no qual até colocou luvas e simulou um combate para os fotógrafos.

Declarações em questões fora de sua alçada, como quando falou em OAS e Grêmio “sentarem e conversarem” em torno de uma volta ao Olímpico, em razão do gramado da Arena, também foram mencionadas como exemplo.

As pressões pela saída beberam desta fonte e fizeram parte do acordo pela manutenção do técnico.

Se há quatro meses ele era unanimidade a favor, não há lógica em virar unanimidade contra por ter perdido Libertadores e um Gauchão desprezado pela própria direção.

Luxa fica, mas com uma diferença que pode ser boa: agora é devedor de resultados, e não mais o salvador, como era quando levou um time desacreditado à Libertadores, no ano passado.

Se o futebol do Grêmio não voltar nem no Brasileirão, sua especialidade, aí não haverá outra chance.

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Grupo estuda os lugares dos sócios do novo Beira-Rio

20 de maio de 2013 105

Toda vez que converso com um colorado, lá pelas tantas aparece um misto de ansiedade e de preocupação. Eles querem saber o que fazer para garantir o seu lugar no Beira-Rio reformado.

Um grupo de executivos de gestão do Inter está debruçado há seis meses sobre o tema. O plano de setorização, que se baseou em estudos de caso (Arsenal, Benfica, Porto, Mineirão) já passou pela comissão de obras.

Detalhes do projeto, que será anunciado em breve, são guardados a sete chaves. Adianto um. Os cerca de 25 mil sócios que têm acesso livre aos jogos mediante pagamento da mensalidade serão convidados a escolher o seu lugar numa faixa atrás da goleira, na superior e na inferior, para além da curva do escanteio.

Para garantir visão central, como é possível hoje, terão de pagar a mais. Não tem jeito: estádio moderno, padrão Fifa, tem o seu preço.

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O furacão nordestino no caminho do Inter

19 de maio de 2013 18

Este super Vitória-BA do técnico Caio Júnior, que neste domingo será campeão baiano no quarto clássico de 2013, marcou 14 gols em três Ba-Vis: 5 a 1, 2 a 1 e 7 a 3.

É o primeiro adversário do Inter no Campeonato Brasileiro. Jogo é no Arena Fonte Nova, dia 25 de maio, sábado, 18h30min.

O Grêmio pega outro nordestino, o Náutico, mas no Alfredo Jaconi, e não na Arena, em sua primeira partida pelo Brasileirão, por conta da punição pelos atos do Gre-Nal do ano passado. Será no dia 26, domingo.

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A Zona Sul vai tremer no Aldo Dapuzzo

19 de maio de 2013 4

A final do primeiro turno da Série A-2, que garante vaga automática na elite do Gauchão em 2014, também poderá ser acompanhada pela TV COM, a partir das 16h, em todo o Rio Grande do Sul, via NET ou pela Internet.

O São Paulo-RG, que joga em casa, no Aldo Dapuzzo (foto), perdeu no Bento Freitas por 1 a 0. Gol fora vale por dois. Não tem prorrogação. Vitória por 1 a 0 do Leão do Parque leva a decisão para os pênaltis.

O empate basta ao Brasil-PEL. A Zonal Sul e sua rivalidade histórica entre Pelotas e Rio Grande, tremerá. Os repórteres Maurício Gasparetto e Bibiana Bolson irão conferir tudo de dentro do campo. O Luiz Alano narra. Os comentários são com este que vos escreve.

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Um camisa 10 no Bate-Bola da TV COM

19 de maio de 2013 2

Além de líder de vestiário e referência técnica em campo, D’Alessandro exerce de forma cada vez mais natural outro papel. O de técnico.

É praticamente um auxiliar de Dunga no campo, como fazia o próprio Dunga na Seleção Brasileira – primeiro com Parreira, mas especialmente com Zagallo.

Lembro bem da estreia do Brasil na Copa da França, em 1998, contra a Escócia. Das tribunas de imprensa, bem perto do gramado, dava para ouvir os gritos de Dunga cantando o próximo passe no Stade de France.

Parecia um azulzinho do trânsito, de tanto que gesticulava. Contra o Santa Cruz, da cabine da RBS TV, não deu para ouvir D’Alessandro, mas as orientações quando Dunga agrupou o time em duas linhas de quatro eram nítidas, indicando o lugar de cada um.

Bom assunto para tratarmos domingo, no Bate-Bola, da TV COM.

D'Alessandro será nosso entrevistado.

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Memórias do esquecimento no futebol

18 de maio de 2013 11

Aos 86 anos, morreu no cárcere o general Jorge Rafael Videla, cérebro de uma ditadura que, entre 1976 a 1983, colecionou barbaridades até tornar-se uma das mais sangrentas da América do Sul.

É preciso registrar que o futebol ajudou a ocultar o período mais obscuro da terra de Maradona, do Papa Francisco, de Gardel e da Mafalda.

A menos de um quilômetro do Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, onde a seleção do técnico César Luís Menotti hipnotizava a população rumo ao título com um timaço, nas dependências da Escola Superior Mecânica da Armada (ESMA) a súplica dos torturados era abafada pelos gritos de gol na Copa do Mundo de 1978.

A Fifa sempre foi aliada de regimes antidemocráticos. De vez em quando, é necessário pinçar lembranças do que gostaríamos de esquecer. Ajuda a reduzir o risco de acontecer de novo.

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O velho filme da década no Grêmio

18 de maio de 2013 50

O mais comprometedor e, ao mesmo tempo, doloroso para o Grêmio, enquanto instituição, é ver o mesmo filme se repetindo há anos. Se fosse um filme bom, tudo bem. Já assisti a Blade Runner mais de 10 vezes. A Vida de Brian, então, perdi as contas. Assim como Ivan, o Terrível ou O Gabinete do Dr. Calegari. Mas filme ruim dá vontade de sair no meio da sessão. Imagine, então, vê-lo ano após ano, acreditando que um dia o final mudará?

Tem sido o roteiro do torcedor gremista. A eliminação para o Independiente Santa Fe é ainda mais grave neste contexto. Não há reparos a fazer. De novo, o Grêmio recuou demais. De novo, começou marcando forte. De novo, foi cedendo espaços, como o lutador que caminha para trás e, nas cordas, começa a ser esmurrado até o nocaute final. De novo, a derrota veio no segundo tempo. De novo, o Grêmio perdeu o gás. De novo, se lamenta aquele gol perdido. De novo, se diz que, reforçando aqui e ali, vai melhorar.

De novo, de novo, de novo.

Há mais de 10 anos é assim.

E o que muda? Nada.

A solução é sempre a mesma. De parte dos dirigentes, demitir o treinador oferece uma resposta imediata ao torcedor, que se enche de revolta a cada tropeço monumental, como sair da Libertadores para o Santa Fe depois de encarar uma primeira fase sem ganhar do Huachipato. Melhor livrar o pescoço do técnico oferecendo a cabeça dele numa bandeja, sangrando. De parte da crítica (um pedaço dela, bem entendida), crucificá-lo resolve dois problemas de uma só vez: garante uma média com a galera e evita o esforço de pensar sobre o que está errado de verdade.

Luxemburgo e seu mundo atribulado não servem, assim como não serviram Paulo Autuori, Celso

Roth, Julinho Camargo, Renato Portaluppi, Caio Jr. e outros. Quem serve, então? Se nenhum resolve, o problema central não estará em outro lugar?

Eventuais problemas – agora não é apenas o pai de Marcelo Moreno que reclama, mas também o irmão de Barcos – fazem supor que o clima no vestiário não é bom. Souza disse que faltou “brio” e “aparecer mais para o jogo”. Ele e Barcos conversaram asperamente no gramado. A TV captou. Se alguém teve brios a menos valendo vaga na Libertadores, algo está muito errado. Barcos saiu reclamando ao ser substituído por Welliton (no que estava coberto de razão: Barcos por Welliton é dose). Seu irmão desancou Luxemburgo no Twitter.

Alta tensão, como indica a ilustração do Gonzalo Rodríguez, no alto do post.

Essas questões podem explicar o fracasso de Luxemburgo, mas não o do Grêmio. O roteiro é sempre o mesmo. Troca o treinador, que quando chega exige uma penca de jogadores. A direção os contrata. Passam-se os meses. O resultado não vem: pouco tempo disponível para entrosar tanta gente com jogo quarta e domingo. A torcida, impaciente, exige a demissão. A direção atende. O novo técnico chega e exige uma penca de jogadores. A direção os contrata. Passam-se os meses.

Os treinadores pedem isso e aquilo por que os dirigentes, deste ou daquele movimento político interno, permitem. Aceitam mudar a fotografia do grupo com espantosa regularidade, abrindo mão da manutenção de uma memória de vestiário. Cedem às ordens do chefe do vestiário. Permitem que ele condene ao desterro quem estiver ocupando o lugar dos de sua preferência, independentemente do investimento feito, por exemplo, em um Marcelo Moreno ou mesmo Gabriel.

Só mudar de treinador e entregar tudo para o seguinte, e depois para o próximo, não funciona. É o que mostram os últimos 13 anos de Grêmio, e não só os 13 meses de Vanderlei Luxemburgo. Este é o ponto. Talvez seja preciso mudar a mentalidade dos gabinetes de futebol do Grêmio. Do contrário, será sempre o mesmo filme manjado, velho e ruim.

Só mudam os atores da trama.

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