D'Alessandro, que não deve jogar contra o Milan, na disputa do terceiro lugar da Copa Audi, aqui em Munique, falou horas antes da partida no Allianz Arena. Assim como outros titulares, ele será poupado para enfrentar domingo o Atlético-GO, foco principal do Inter desde a derrota nos pênaltis para o Barcelona, ontem. Mas o argentino lembrou de outra prioridade:
– A Recopa está aí. É taça sul-americana. Gostaria muito de ganhá-la, ainda demais depois da derrota de 2009 para a LDU. Temos que nos preparar, inclusive na questão desgaste, para os jogos com o Independiente – disse D'Ale, referindo-se aos confrontos dos dias 10 (Avellaneda) e 24 de agosto (Beira-Rio).
Ex-jogador do Wolfsburg, ele foi um dos selecionados pela organização do evento para conceder entrevista como parte da programação, ao lado de Tinga, cuja relação com a Alemanha é ainda mais forte: o volante foi titular do Borussia Dortmund por quatro anos.
Assim como Tinga, o argentino ressaltou a importância de participar da Copa Audi no centro do futebol mundial, destacando o aprendizado e o prazer de provar que é possível enfrentar os gigantes da Europa sem fazer feio.
– O futebol brasileiro é o melhor da América do Sul para se jogar hoje, não resta dúvida. Também por isso o Inter, um clube brasileiro, foi convidado. Cada vez mais, a estrutura dos clubes brasileiros vai se aperfeiçoando, a ponto de disputar jogadores com carreira na Europa – afirmou D'Alessandro.
O camisa 10 do Inter aproveitou para fazer uma defesa veemente da realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, assim como dos Jogos Olímpicos do Rio.
– A Copa em território brasileiro vai se refletir na organização dos clubes. Podem me cobrar. Ficará um legado estrutural importante para o futebol brasileiro. O futuro mostrará a importância do Mundial de 2014 no sentido de valorizar o Campeonato Brasileiro – analisou D'Alessandro.


