É um erro demitir Luxemburgo. É o que integrantes do Conselho de Administração, todos da confiança expressa de Fábio Koff, querem neste momento.
Só trocar de treinador é repetir o passado. É atender o anseio do torcedor irritado com o resultado para ficar bem na foto.
Renato Portaluppi, Celso Roth, Paulo Autuori, Wagner Mancini, Caio Jr – é extensa a lista de treinadores dispensados por dirigentes de todos os matizes políticos neste longo período sem títulos importantes.
Se nenhum deles serve, será que o problema é o técnico?
Ou é da falta de clareza e da demora para contratar, deixando o clube refém do técnico de plantão na hora de fazer time? O Grêmio joga mal há oito jogos, contando a eliminação nos pênaltis para o Juventude.
A nona mediocridade não pode ser quarta-feira, contra o Santa Fe.
O time não rilha os dentes e morde o garrão como o Inter de Dunga, cujo vestiário emite sinais claros de estar fechado em torno de seu treinador, algo que não se vê no Grêmio de rolos com Moreno, e antes Gabriel e Vilson.
Ainda assim, insisto: só mudar o técnico não adianta. É preciso saber comandá-lo, também.
O Inter caminha para o tri com consistência tática e de conceito. Nesse domingo, no 1 a 0 sobre o VEC, de novo mostrou futebol solidário e coletivo. O Gauchão pode não ser ponto de chegada, mas é de partida.
E a partida de Dunga em sua primeira experiência em clube é boa, mesmo que sofra um tropeço ali adiante.
