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Posts com a tag "Grêmio"

A gangorra de Luxemburgo e Dunga

28 de abril de 2013 44

É um erro demitir Luxemburgo. É o que integrantes do Conselho de Administração, todos da confiança expressa de Fábio Koff, querem neste momento.

Só trocar de treinador é repetir o passado. É atender o anseio do torcedor irritado com o resultado para ficar bem na foto.

Renato Portaluppi, Celso Roth, Paulo Autuori, Wagner Mancini, Caio Jr – é extensa a lista de treinadores dispensados por dirigentes de todos os matizes políticos neste longo período sem títulos importantes.

Se nenhum deles serve, será que o problema é o técnico?

Ou é da falta de clareza e da demora para contratar, deixando o clube refém do técnico de plantão na hora de fazer time? O Grêmio joga mal há oito jogos, contando a eliminação nos pênaltis para o Juventude.

A nona mediocridade não pode ser quarta-feira, contra o Santa Fe.

O time não rilha os dentes e morde o garrão como o Inter de Dunga, cujo vestiário emite sinais claros de estar fechado em torno de seu treinador, algo que não se vê no Grêmio de rolos com Moreno, e antes Gabriel e Vilson.

Ainda assim, insisto: só mudar o técnico não adianta. É preciso saber comandá-lo, também.

O Inter caminha para o tri com consistência tática e de conceito. Nesse domingo, no 1 a 0 sobre o VEC, de novo mostrou futebol solidário e coletivo. O Gauchão pode não ser ponto de chegada, mas é de partida.

E a partida de Dunga em sua primeira experiência em clube é boa, mesmo que sofra um tropeço ali adiante.

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Lisca revela conversa com Fernando Carvalho antes de eliminar o Grêmio: "Ele sabe muito"

27 de abril de 2013 88

Eufórico, após eliminar o Grêmio no Gauchão e chegar à final na Taça Farroupilha, o técnico Lisca me fez uma confidência logo após conceder entrevista coletiva.

Antes da partida, como já fizera no outro enfrentamento contra o Grêmio, conversou por telefone com Fernando Carvalho, ex-presidente do Inter.

— Faço isso sempre. Ele sabe muito. E liguei também para o presidente Giovanni Luigi.

Se o Inter eliminar o Veranópolis, Lisca brincou que não poderá repetir a superstição.

— Aí não vou poder pedir conselhos (risos). Aí vou para cima deles!

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O Grêmio parou de jogar de futebol

27 de abril de 2013 128

O Grêmio eliminado do Gauchão nos pênaltis pelo Juventude (5 a 4), após empate em 1 a 1 no tempo normal, foi uma repetição assustadora de si mesmo nos últimos sete jogos.

Nada contra o Juventude de Lisca, que é organizado e tem méritos. Mas o Juventude é da Série D. O Grêmio busca o tri da América. O Grêmio tinha de vencer com alguma tranqulidade, e não ser eliminado com justiça.

Sem criatividade, errando passes no meio-campo, com poucas opções ofensivas e permitindo ataques do adversário pelos lados com espantosa regularidade, o Grêmio sai do Gauchão sem poder reclamar de nada. No cômputo geral da partida, o Juventude foi melhor.

Dida não saiu do gol no empate do Juventude e, depois, nos pênaltis, não conseguiu nem tocar na bola nas cobranças. Foi um dos destaques negativos da partida.

Se quiser sonhar com algo interessante na Libertadores, o Grêmio terá que jogar muito mais do que vem jogando. Contra o Santa Fe, quarta-feira, na Arena, será preciso quase uma transformação.

Nem a preleção longa de Luxemburgo no hotel, antes de a delegação sair para o Alfredo Jaconi, deu resultado. O Grêmio, simplesmente, parou de jogar. Não se impõe frente a nenhum inimigo.

O que terá acontecido? Luxemburgo perdeu a mão do vestiário, e por isso os jogadores parecem não demonstrar o empenho de antes? Ou é a ausência de Elano que puxou o rendimento tão para baixo?

Bem, vamos ver as explicações durante a semana. Confira a minha análise da partida que tirou o Grêmio do Gauchão:

Primeiro tempo

Fábio Aurélio foi um peso para o Grêmio. Destoando do time, sem ritmo. sem tempo de bola, inibia André Santos pelo lado esquerdo. Como passar, se o contra-ataque poderia vir às suas costas, como de fato veio várias vezes?

Zé Roberto, com suas sete vidas e sete fôlegos, armava o ataque sozinho. Barcos, ao contrário de outras vezes, foi centroavante de ofício, recuando bem menos. Assim, o Grêmio repetiu os problemas de armação crônicos surgidos a partir da ausência de Elano. deixando o ataque isolado.

No 3-5-2, com Moisés e Alan pelos lados e Robinho formando atrás, pela esquerda, com os zagueiros Rafael Pereira e Diogo, o Juventude confundiu a marcação do Grêmio, sempre às costas de Bressan e Grolli. Eles eram abastecidos pela qualidade de Diogo Oliveira, cuja movimentação constante incomodou Fernando e Souza.

Alan somava-se a Rogerinho pela esquerda e entrou algumas vezes na área do Grêmio com perigo. Zulu e Oliveira conseguiram ingressos pelo meio, já que Douglas e Bressan precisavam sair a todo instante para ajudar a conter os avanços pelos lados do Juventude.

Segundo tempo

O Juventude voltou melhor, postado mais à frente. Estava melhor no jogo quando Barcos abriu o placar com um golaço. Ele se aproveitou de uma saída de bola errada da defesa do Juventude e, em segundos, tirou do marcador e chutou de fora da área como rara precisão, em curva, no canto. A esta altura, Marco Antônio já estava em campo no lugar de Fábio Aurélio, que saiu vaiado.

Antes que o Juventude sentisse os efeitos do belo gol de Barcos, dois minutos depois, o Juventude empatou. A bola foi erguida no setor de Pará, Dida mais uma vez não saiu do gol e Diogo Oliveira fez de cabeça. Grolli e Bressan pediram falta, que não houve. Mesmo com Marco Antônio, os problemas de armação de jogadas do primeiro tempo e de outros jogos prosseguiam. O Grêmio até pressionou nos minutos finais por conta da camisa, mas não o suficiente para impedir os pênaltis.

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Jogo de vida ou morte, diz imprensa da Venezuela

12 de março de 2013 16

Depois de uma semana sem abordar o jogo entre Caracas e Grêmio na noite desta terça-feira, a imprensa esportiva venezuelana finalmente deu destaque à partida.

As edições dos jornais de hoje têm informações sobre os dois times, mas apenas o El Nacional, o de maior leitura segundo as estatísticas (depois vem o El Universal), abre suas páginas de esportes com o jogo.

Diários só de esportes, como o El Líder e o Meridiano, também oferecem espaço em suas páginas para o que acontecerá a partir das 21h30min (horário brasileiro) no Estádio da Universidade Central da Venezuela (UCV), mas apenas em segundo plano. Nestes, a capa é para o beisebol, grande paixão esportiva nacional.

O El Nacional elegeu Zé Roberto, maior algoz do Caracas em Libertadores, com cinco gols marcados, como o grande destaque. Ele aparece ao lado de Sánchez, zagueiro e líder do time. Sánchez é um ex-camponês que carrega no apelo religioso em suas entrevistas. É adorado pela torcida. Tem forte apelo carismático e puxa rezas a todo instante, conforme relatos de jornalistas locais.

O mais interessante na abordagem da imprensa venezuelana é o seguinte: o jogo é considerado de vida ou morte para o Caracas. Se não vencer, na concepção da crônica esportiva da terra de Hugo Chávez, o presidente vitimado pelo câncer que continua sendo velado pela população, o adversário do Grêmio estará fora da Libertadores.

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Gremistas de preto em homenagem a Santa Maria

29 de janeiro de 2013 40

Surge nas redes sociais uma ideia interessante entre os torcedores do Grêmio. A do time jogar com o uniforme preto contra a LDU, nesta quarta-feira, em homenagens às vítimas da tragédia em Santa Maria.

Quem me enviou a sugestão foi o leitor Lucas Battistello. Muitos torcedores falam também em ir ao estádio com a camisa preta. Já que o jogo está confirmado para a semana da tragédia, a homenagem me parece oportuna.

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O alívio de Erechim

09 de fevereiro de 2012 25

O Grêmio tinha duas missões em Erechim. Precisava vencer, por conta dos riscos na tabela. E também convencer, se possível. Os voos pretendidos para o ano da inauguração da Arena precisam de mais futebol, e isso não se viu na vitória de virada por 2 a 1 sobre o Ypiranga.

Mas talvez o resultado dê resultado. Sem pressão fica mais fácil trabalhar.

Do jogo, o que ficou bem claro é o seguinte: o Grêmio precisa resolver os problemas de articulação. Tem dois atacantes de primeira linha, mas ninguém os municia. Nem sempre a bola alçada na área vai resolver, como nos gols de Marcelo Moreno e Grolli.

Mas o resultado veio, ao menos. Mesmo contra um adversário ameaçado de rebaixamento. Imagine se o Grêmio perdesse ontem?

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Vídeo: Kleber pode virar um novo Caso Ronaldinho?

11 de novembro de 2011 24

Confira aí o meu papo com o David Coimbra, já guindado ao minúsculo grupo dos que dispensam apresentações.
Nosso assunto é a novela Kleber: vem? Não vem? Pode ser um novo Caso Ronaldinho? É um bom reforço?
Tem também bastidores da presença de Kleber em Porto Alegre (um deles surgiu no Sala de Redação) e novas informações da negociação.


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O debate entre victorianos e marcelistas

14 de outubro de 2011 9

O Leonel Chaves é jornalista, mas foi goleiro antes de decidir-se por contar histórias em ZH. Pisou onde não nasce grama. Sabe como é. Após a falha de Victor no segundo gol do Figueirense, eu disse que o melhor goleiro do Grêmio este ano é Marcelo Grohe. O que rendeu debates acalorados entre victorianos e marcelistas no blog. Então convidei o Leonel, 1m94cm, para este vídeo. Ele trouxe dados, números. E chegou a uma conclusão, com a qual concordei, acerca do futuro de ambos.




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VÍDEO: O plano do Grêmio para revelar craques

23 de setembro de 2011 10

Quer saber o plano do Grêmio para revelar jogadores como outrora?

Se você é pai e tem um filho que julga ser um novo Anderson: quer saber como proceder para ser descoberto pelo Grêmio?

Então confira minha entrevista com o novo coordenador da captação de talentos do Grêmio, Renato Schmitt, peça chave na reformulação das categorias de base no Olímpico.

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Renato rompe o silêncio: "Eu voltarei"

02 de setembro de 2011 237

Renato Portaluppi estava em silêncio. Não havia falado sobre sua saída do Grêmio. Fui a Curitiba na terça-feira, depois de alguns contatos prévios, decidido a ouvi-lo sobre o reencontro de domingo no Olímpico, contra o seu time do coração.


Mas Renato não queria falar antes do jogo contra o Atlético-MG. Poderia ser acusado de desviar o foco de uma partida importante na luta contra o rebaixamento. Seu assessor, Diogo Aída, disse assim: “O Renato falou: pede para me procurar depois do treino. Vamos ver se ele tem poder de persuasão e me faz falar”.


Meu poder de persuasão foi uma proposta: o que ele dissesse seria publicado apenas depois do jogo (derrota por 1 a 0) que acabou sendo a gota d’água para o pedido de demissão, ontem.


A entrevista é elegante e de quem mira o futuro. O rosto de Renato não sugeria a alegria e a descontração habituais. Está claro que restou uma nesga de mágoa com a direção do Grêmio, embora ele negue.


O técnico, agora sem emprego, deixou claro o seguinte: deseja, e deseja muito, voltar para o time do coração. Não agora: o objetivo é descansar. Mas no futuro, é só chamar. Um pedido do Grêmio estará sempre à frente dos outros, aconteça o que acontecer.



Zero Hora – Qual a tarefa mais difícil: salvar o Grêmio do rebaixamento ou o Atlético-PR?
Renato Portaluppi –
O Atlético-PR.


ZH – Por quê?

Renato – No Grêmio eu tinha centroavante: o Jonas. No grupo do Atlético só há atacantes pelos lados. Não há o definidor. No Grêmio eu tinha Jonas e André Lima.


ZH – Muita gente estranhou o silêncio desde sua demissão. Não deu vontade de desabafar, diante de tudo o que se falou, no Grêmio e na imprensa?
Renato –
Ficar falando não ia adiantar nada. Queria que a resposta fosse o meu trabalho. Quando cheguei ao Atlético-PR, o time estava afundado na zona de rebaixamento, sem perspectiva. Agora, briga jogo a jogo para sair. Estamos sem perder faz tempo (a derrota de quarta-feira, para o Atlético-MG, foi a primeira em oito jogos).


ZH – A forma como saíste do Grêmio te modificou como pessoa?
Renato –
A gente está sempre aprendendo. Disse quando saí: se ficar entre os 10 antes de os reforços estrearem, ótimo. Quando fui embora, o Grêmio estava em 11º lugar.


ZH – E agora?
Renato –
O Grêmio vai melhorar. Os lesionados estão voltando. E os reforços, chegando. Vai melhorar, como eu falei.


ZH – E se o presidente Paulo Odone viesse te cumprimentar? Não haveria certo constrangimento?
Renato –
Não (pausa). O presidente é quem manda (pausa). É ele quem decide. Ele entendeu que havia gente melhor para ajudar o Grêmio. O trataria como sempre tratei: com respeito.


ZH – Ficou alguma mágoa?
Renato –
Não guardo mágoa de ninguém. Olha, eu sou gremista. Todo mundo sabe que eu sou gremista e pronto. Minha relação é com o Grêmio. Com a torcida. Vou seguir querendo ajudar o Grêmio.


ZH – Então você pensa em voltar?
Renato –
Penso, não: eu voltarei (balançando a cabeça, repetindo a frase e aumentado a ênfase). Não tenha dúvida disso. Quero e vou ser técnico do Grêmio de novo um dia.

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