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Que tal importar um vestido de noiva?

08 de setembro de 2009 8

A matéria que vocês lerão agora foi publicada no jornal O Globo do último domingo. Sempre quis casar com um Vera Wang? Talvez importar um vestido de uma liquidação americana saia mais barato que mandar fazer um modelo exclusivo no Brasil.

* * *

Agora, noivas importam vestidos

(Valéria França)

Importar o vestido do dia do casamento virou uma saída prática e descolada entre brasileiras jovens que estão à beira do altar. O flerte começa pela internet. Ao jogar as palavras noivas e vestidos num site de busca surgem mais de 2 milhões de referências. Os endereços mais disputados, no entanto, são os que abrigam marcas espanholas e americanas. Na tela do computador, aparecem modelos de todos os estilos e preços. No site da David?s Bridal, por exemplo, há uma liquidação com 50% de desconto, e opções que custam US$ 600 em média. Já um modelo básico assinado pela estilista americana Vera Wang – que desenhou os vestidos de casamento da atriz Jennifer Lopez e da cantora Mariah Carey – pode sair por US$ 4 mil na sua loja de Nova York.

“Comecei procurando pelos sites americanos”, diz Bianca Bogutchi Carmingnani, de 26 anos, analista de treinamento de uma empresa do setor alimentício. “A ideia inicial era comprar pela internet e mandar para a casa de uma amiga em Miami. Ela colocaria no correio.” Mas Bianca continuou sua pesquisa virtual. “O vestido americano é moderno. Não queria nada que se parecesse com um bolo de noiva.” Bianca então chegou aos sites espanhóis. Eles se transformaram na melhor alternativa, principalmente porque ela encontrou um representante da marca, a loja Belle Sposa em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

Caminho parecido percorreu a advogada Fernanda Acunzo, de 24 anos. Apesar do vestido ser apenas um dos 85 itens que ela teria de providenciar para a celebração, sua primeira preocupação foi resolver a questão da roupa. “Até cheguei a ir a um estilista nacional conhecido, mas desisti. Queria um modelo pronto que eu pudesse ver, experimentar e ter a certeza de como cairia”, diz a advogada. “Mandar fazer um vestido de noiva é muito arriscado. Se dá errado, você fica sem opção.”

Fernanda pesquisou os vestidos importados de estilistas internacionais. “Cheguei a experimentar um do Oscar de la Renta, mas estava acima do que pretendia gastar.” O vestido de grife custava cerca de R$ 50 mil. Fernanda optou pela La Novia, uma marca espanhola, que trabalha com grifes de Barcelona, com representante em Salvador, Rio e São Paulo.

“Trabalhamos com vestidos confeccionados com materiais nobres, como seda pura e cristais Swarovski”, diz Ana Claudia Oubinha, de 30 anos, sócia da representante brasileira, que atende no Itaim-Bibi. “Mas como são produzidos em grande escala, (os vestidos) saem com preços mais competitivos.” Ali é possível comprar um vestido de noiva a partir de R$ 5 mil. E fazer a primeira locação, a partir de R$ 3,5 mil. No estoque da loja, há cerca de 300 modelos para prova, mas só 70 deles estão no site. A cliente escolhe, experimenta e encomenda um com suas medidas.

“O atendimento é muito parecido com o de um ateliê”, diz Fernanda. Os provadores são salas amplas de cerca de 40 metros quadrados, com paredes espelhadas, para que a noiva se enxergue de todos os ângulos, e poltronas para acomodar a mãe e as amigas, que às vezes a acompanham. “Foram apenas duas provas. Uma para escolher o modelo e outra para pequenos ajustes, como a barra.”

Lojas como a La Novia transformam a compra de um vestido de noiva numa tarefa tão simples como a aquisição de uma roupa para uma festa. Mas tudo depende da cliente. Há quem escolha seu modelo em menos de uma hora. “Mas já tive casos de noivas que voltam inúmeras vezes, cada vez com alguém da família, e ainda assim demora para decidir”, conta Ana.

“As noivas querem sempre o que há de mais diferente e, se possível, exclusivo”, diz Vera Simão, organizadora da Casar, maior feira do setor, que reúne 700 empresa cadastradas. “O casamento é a festa mais importante da família. E, como hoje todo mundo trabalha, a relação de convidados não é restrita apenas ao círculo familiar. Vira um evento.”

A arquiteta Juliana Sampaio, de 27 anos, escolheu seu vestido em Nova York. “Fui aos Estados Unidos para comprar meu enxoval e o vestido da minha sogra, mas acabei achando o meu vestido de noiva.” E foi numa loja da estilista Vera Wang, no Soho, bairro descolado de Nova York. Quando encomendou o modelo, que mais se aproximou ao que ela sempre sonhou para esse dia, pensou em receber o vestido no Brasil pelo correio. Era uma opção oferecida pela loja. Mas ficou apreensiva com a ideia. Depois de um mês, voltou a Nova York para experimentar e fazer os ajustes. “Fiquei com medo de despachá-lo com a bagagem. Trouxe o vestido na mão”, diz Juliana. “Não é um modelo exclusivo, mas vai ser difícil encontrar um igual no Brasil.”

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Gabi Chanas

Ótima amiga, péssima cozinheira. Adoro cachorros (tenho um vira-lata charmoso chamado Dunga), Friends, casamentos, decoração. Além do bloguinho, dou dicas todos os domingos na revista Donna, do jornal Zero Hora, e nos sábados na Almanaque, do jornal Pioneiro. Curto muito fazer novos amigos virtuais, por isso recadinhos são sempre bem-vindos!

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Comentários (8)

  • Taiane diz: 8 de setembro de 2009

    Minha mãe não deixou eu despachar meu vestido de noiva! Ela disse: imagina se perdem tua mala!! E eu vim, com ele na mão!! Mas o pessoal sempre foi muito atencioso comigo… o vestido, por exemplo, veio de classe executiva, todo atiradão lá na poltrona… e eu, apertada na classe econômica! hahahahahah

  • Sassa diz: 8 de setembro de 2009

    Que máximo essa matéria!!! Simplesmente A D O O R E III!!!!
    E tu Gabi, já definiu teu vestido???

    Bjs

  • Paula diz: 8 de setembro de 2009

    Nossa que máximo!!!

  • sabrina diz: 25 de outubro de 2009

    nossa q legal eu tmb qro q o meu seja importado mas ñ sei em quais sites procurar gostaria de saber se vcs tem algum link p/mim por favor….
    obrigada adorei a materia

  • Carolina diz: 3 de janeiro de 2011

    Eu adorei essa reportagem, sei que ela é antiga, mais quero saber, vale a pena ir buscar o vestido? Quero um Vera Wang e estou na duvida se vou la buscar.

    Por favor me responda.

  • Carolina Zenha diz: 10 de agosto de 2011

    Olá a todas,

    No mês passado eu comprei o meu vestido em Miami e quando cheguei no Brasil a alfândega do aeroporto de Guarulhos apreendeu o vestido. A fiscal da Receita Federal lavrou um auto de “perdimento” e o meu vestido será levado a leilão.

    Estou desesperada, o meu casamento é no mês que vem e eu estou sem vestido!!!!!!!!

    Será que alguém pode me ajudar?

    Muito obrigada,

    Carol

  • Gabrieli Chanas diz: 10 de agosto de 2011

    Carolina, onde tu moras? Beijos!

  • Carolina Zenha diz: 27 de outubro de 2011

    Moro em São Paulo e o meu vestido de noiva foi apreendido no aeroporto de Guarulhos.

    O meu pai (que é advogado) e o meu noivo voltaram no aeroporto, mas eles não conseguiram liberar o vestido.

    Tive que comprar outro no Brasil.

    Noivas, tomem muito cuidado!!!!

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