Ontem, na Rádio Gaúcha, eu entrevistei o Humberto Gessinger, dos Engenheiros do Hawaii. Ele sempre é muito gentil nas entrevistas e é sempre um passeio pelo túnel do tempo ouvi-lo cantar. As músicas do Engenheiros embalaram a minha adolescência. Quem ouvia o tempo todo era a minha irmã, que é oito anos mais velha. Eu estava na fase de imitar tudo o que a Claudya fazia, cantava, comia, vestia, falava. Dentro desse baú de influências encontrei as músicas do Humberto e nunca mais deixei de ouvir.
Nos bastidores da entrevista nós conversávamos sobre o fenômeno que é Pra Ser Sincero. Todo mundo que ouve suspira pela letra e não tem como não encaixar um momento da vida naqueles versos. Eu costumava ouvir essa música "de propósito", para "me torturar" quando estava sofrendo por amor. Convenhamos, sofrer por amor na adolescência é a mais terrível das dores, que parece que nunca vai passar.
Se você é adolescente pode acreditar na Gabi: vai passar e você vai sobreviver.
Pra Ser Sincero também é o nome do livro que o Humberto está lançando e que eu tive a honra de ganhar dele ontem. Recomendo de olhos fechados. É incrível ler o que está por trás de cada letra e o momento que ele estava vivendo ao escrever cada música. Para quem está lendo este post agorinha ainda dá tempo de correr para o Bourbon Country, onde o Humberto faz um pocket show gratuito a partir das 20h. Logo depois ele autografa o livro.
Claro que para terminar esse papo sobre dores de amor tem que ter Pra Ser Sincero. Esse vídeo é especialmente incrível e tem o público fazendo um coro de arrepiar. O Humberto tem a minha admiração. Baita sensibilidade para escrever:
"Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação
Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero, prazer em vê-la, até mais"














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