Nós aqui no Noiva.com chegamos a ser chatos de tanto bater em algumas teclas, mas consideramos que é melhor incomodar bastante do que deixar uma noiva terminar o dia estressada por um detalhe no meio do planejamento. Um destes assuntos é a escolha da igreja. Provavelmente você sempre imaginou onde quer casar, mas antes de fechar o contrato é importante bater um bom papo com o pessoal da secretaria para saber se pode, por exemplo, escolher a decoração do seu casamento. Como assim? Acredite: algumas igrejas determinam uma pessoa para decorar e outras não abrem possibilidades de fazer alguns mimos que noivas adoram, como jogar pétalas ou distribuir missais.
A prática não é bacana (pelo menos na minha opinião) porque limita as opções não só de estilos de decoração, mas também de orçamento. Tendo uma lista de possibilidades os noivos podem pesquisar os melhores preços que atendam a proposta que desejam, não acham?
Nós pegamos o depoimento de duas meninas queridas que passaram pela situação de ter que casar com a decoração imposta pela igreja. Primeiro a gente tem a palavra da Fernanda Ruggiero, que lá de São Paulo comanda a Sushi com Macarrão, mistura de blog com lojinha virtual fofa.
"Moro numa cidadezinha histórica nos arredores de São Paulo, capital, e jamais cogitei a hipótese de casar em outra igreja que não fosse a Matriz. Aberta a agenda, marcamos a data. Quando fui conversar sobre a decoração, eles me informaram que só poderia ser feita pela própria igreja e não por uma decoradora, mas membros atuantes da igreja. Fiquei um pouco decepcionada, mas aceitei, pois o valor era bem baixo e nós não faríamos festa, só queríamos as bênçãos. A igreja por si só é linda e não precisaria de muita coisa, mas depois, vendo as fotos, me decepcionei. Pouquíssimas flores e mal arrumadas. Porém, em meio a um casamento cheio de contratempos, poucas flores foi o menor dos problemas. O importante é que estavam lá. Acho que as igrejas têm que rever essa questão, pois não se pode obrigar uma noiva a sonhar do tamanho que eles impõem. Nem tanto e nem tão pouco."
Agora o depimento é da jornalista Jeane Miranda, minha amiga do coração. Lembro como se fosse hoje o contratempo que ela passou dias antes do casamento.
"No começo do ano de 2007, fui à Igreja Sagrada Família, em Porto Alegre, marcar meu casamento para setembro.
Na época, a senhora que cuidava do assunto me sugeriu uma florista. Imaginem a minha surpresa quando, um mês antes do casamento, com os convites já impressos e entregues, eu vou à igreja com a minha florista e a mesma senhora me diz que não era uma sugestão e sim, obrigatório que a decoração fosse feita com a florista deles. Eu acionei o padre que, assim como a senhora, se mostrou irredutível. Depois de muita incomodação, e até por uma questão de princípios, desmarquei. Procurei o Monsenhor Urbano Zilles que iria me casar, contei o caso desesperada e ele me ofereceu a Igreja Maronita. E o pesadelo teve um final maravilhoso, com um casamento lindo, emocionante, inesquecível!"