“Nossa! Que emoção escrever meu just married e descrever quão inesquecível foi o dia 15 de janeiro de 2011, o dia em que casei com o homem mais maravilhoso do mundo. Nos conhecemos por intermédio de amigos em 2002 e desde lá nunca nos separamos, as coincidências começam pelos nossos nomes, somos Alessandra e Alessandro, o que segundo o querido padre Chico, como o chamamos, celebrante da cerimônia religiosa, não é acaso.
Desde 2002, foram seis anos de namoro e dois de noivado, até que em junho de 2010 decidimos a data do nosso casamento. Foi uma correria encontrar salão, decoração e tudo mais em pouco tempo, mas o blog me ajudou muito com dicas e contatos. Toda a cerimônia foi pensada por mim e só tive o cerimonial no dia.
Nosso casamento foi repleto de significados: casamos na igreja onde meus pais casaram, as nossas alianças foram feitas a partir das alianças da minha bisavó e as músicas escolhidas homenageavam nossas famílias. Foi um dia lindo, começou super ensolarado e a chuvinha de verão que deu à tarde refrescou a noite. Passei o dia da noiva com minha mãe, minha sogra, minha avó, uma amiga da família e duas queridas madrinhas, Bianca e Karen, nos arrumamos todas na mesma estética. Já o noivo ficou em casa com o pai e os irmãos assistindo ao jogo do Grêmio na estréia do Gauchão.
Meu vestido foi alugado na Exuberance Noivas, em julho. Era perfeito, como eu sempre quis, um modelo sereia com rendas e brilhos, lembrando um vestido grego com um ombro só. Junto carreguei uma fita com o nome das solteiras que havia sido feita no meu chá de panela.
A cada hora, fui ficando um pouco nervosa. Meu pai foi me buscar na estética e então percebi que o momento tão esperado estava chegando. Quando cheguei à Igreja Santo Antônio do Partenon, e vi que estava repleta de amigos e familiares, de perto e de longe (já que muitos moram em outros estados) o coração bateu mais forte. Da rua, vi a entrada do noivo ao som de Juanes com “Para tu amor”, escolha dele. Eu entrei com a tradicional Marcha Nupcial-Mendelsson, meu pai estava super emocionado e só me lembro dele dizer quando chegamos até o altar: “Sejam felizes!”
No meu buquê de lírios cor-de-rosa carreguei um terço trazido de Nossa Senhora de Fátima que uma amiga trouxe de Portugal. Quem levou as alianças foram a Yasmin e o Rafael, ela usou o vestido da minha 1ª Comunhão e o Rafa estava com um terno igualzinho ao do Alessandro, foi lindo vê-los entrar na Igreja ao som de Ave Maria. Todos nos emocionamos muito durante a cerimônia que foi bem descontraída, pois o padre Chico é nosso amigo e já nos conhece há bastante tempo. Saímos todos ao som de Aretha Franklin com “Say a little prayer”.
Antes de seguir para a recepção fizemos algumas fotos externas no condomínio da minha sogra e no terraço. As fotos ficaram muito lindas, com Porto Alegre iluminada ao fundo. A recepção no Salão Social do Geraldo Santana não poderia ter sido mais divertida. Na entrada, fomos recepcionados pelos padrinhos soprando bolinhas de sabão. Havia muitos detalhes que foram planejados com muito carinho: os arranjos da mesa seguiam três modelos diferentes, as lembranças para os convidados eram mini-terços embalados em caixinhas montadas por mim com a ajuda da minha mãe, cunhada e de amigas, os porta-guardanapos foram feitos por mim com laços e flores de cristal, os guardanapos de tecido feitos pela minha avó, uma gaiola de recados com cartões para os pombinhos (dica do blog), as flores usadas em todos os arranjos foram as gipsofilas (mosquitinho), por serem leves e delicadas e os lírios que eu amo. A identidade visual do casamento foram caricaturas nossas criadas por um amigo. Elas foram estampadas nas lembranças dos padrinhos, nos cardápios e serviu de inspiração para o topo do bolo.
De lembrança aos padrinhos entregamos garrafas de vinho e para as madrinhas escovas de cabelo com chaveiros de cristal (os rótulos eram nossas caricaturas). O buffet Mont Blanck foi impecável, a comida estava divina! Fizemos os agradecimentos e assistimos a um vídeo que contava a nossa história desde o casamento dos nossos pais. Depois, seguimos para o brinde e cortamos o bolo. Então continuamos passando nas mesas agradecendo a cada um a presença e tirando fotos. Além do bolo, que não sobrou nenhum pedaço, nossos convidados puderam se deliciar com um buffet de sobremesas.
Fomos abrir a pista e ao invés da tradicional valsa, dançamos um tango com os pais e depois, sem termos ensaiado nada, uma música da Maria Rita, "O que é o amor" (também escolha do noivo), o pessoal adorou! Joguei o buquê ao som de "All the single ladies", da Beyoncé. Esse buquê foi feito pela querida Cris e era de rosas vermelhas, quando jogado se dividiu para que cinco sortudas pudessem ter a chance de pegá-los. Já o noivo, ao som de "Tropa de Elite", Tihuana, convocou os solteiros para ver quem seria o último a casar e então jogou uma caixa de uísque. Foi muito divertido! O DJ animou a festa até às 5h da manhã e o pessoal não arredou o pé da pista enquanto as luzes não foram acesas.
Estava tudo maravilhoso, o buffet sensacional, a decoração linda. Ah! Esqueci de contar que ganhei de presente a decoração toda! Mas o melhor de tudo foi sentir a alegria no ar e as pessoas felizes por compartilharem este momento tão especial conosco. Foi um dia inesquecível, o qual me lembro de cada detalhe, pena que passa muito rápido, então temos que aproveitar tudo o que pudermos.”
Veja aqui a ficha técnica do casamento da Alessandra com o Alessandro.




































