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Pesquisa mostra as idades em que somos mais e menos felizes

05 de agosto de 2013 12

Martin Landau, aquele ator querido, com cara de vô faceiro, acaba de se tornar um cara mais contente. Ele completou 85 anos em junho, e segundo um novo estudo, essa é a idade em que somos mais felizes.

Tô velhinho, mas tô feliz!

Essa tal pesquisa é fantástica! Feita nos Estados Unidos ouvindo mais de 340 mil pessoas (uau!), mostrou que a gente vai ficando mais feliz conforme a idade vai avançando. Chegando nos 85, está explodindo! Mas tem uma pegadinha nesses dados. Os entrevistados disseram que começaram a se sentir mais felizes a partir dos 18 anos. Aí o cenário foi mudando ano a ano e a felicidade foi caindo, caindo, caindo. A guinada aparece na fala de quem tem 50 anos para cima. A partir dos 50 a galera começou a se declarar feliz com mais frequência. E os estudiosos perceberam que a partir daí os níveis de satisfação com a vida só aumentavam.

Pegou o esquema? Felizão aos 18, aí vai caindo, caindo, caindo. Mudança aos 50 e vai subindo, subindo, subindo até alcançar faceirice plena aos 85.

Li isso pela manhã e não paro de pensar no assunto, muito porque acredito que a pesquisa traduz a mais pura realidade. Ainda não cheguei aos 50, mas olhando a minha vida dos 18 até os atuais 35, percebo que já fui mais feliz. Não que hoje eu seja triste, mas neste ponto da vida eu me cobro constantemente. E como nem sempre a gente consegue cumprir todas as metas que se impõe, fica com aquele sentimento de frustração e acaba baixando a bola.

Um amigo com quem eu comentei a pesquisa disse que quem tem 85 tem mais é que ser feliz porque está no lucro de estar vivo. Será? Sabe que eu acho que não? Para mim, tem motivo para a felicidade ir aumentando a partir dos 50. A pessoa já deve saber do que é capaz, não deve se perder em ilusões. Esses erros e acertos que  a gente comete entre os 20 e os 30 já mostraram seus resultados. Depois dos 50 a gente colhe o que plantou. E se plantou o bem, deverá estar colhendo frutos bem doces.

Apesar da minha felicidade extrema aos 18 (faculdade, emprego, amores, festas, viagens, amigos) e dos tropeços normais que a vida me presenteou na casa dos 20, 30, acho que nunca estive tão feliz quanto agora. É uma felicidade diferente daquela dos 18. Parece ser mais constante, sem tantos picos. Pensando por este lado, não vejo a hora de chegar nos meus 50.

Ainda mais se eu conseguir chegar lá linda como a Vanessa Williams, que tem 50 e está mais linda do que nunca!

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Gabi Chanas

Ótima amiga, péssima cozinheira. Adoro cachorros (tenho um vira-lata charmoso chamado Dunga), Friends, casamentos, decoração. Além do bloguinho, dou dicas todos os domingos na revista Donna, do jornal Zero Hora, e nos sábados na Almanaque, do jornal Pioneiro. Curto muito fazer novos amigos virtuais, por isso recadinhos são sempre bem-vindos!

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Comentários (12)

  • Adriana diz: 5 de agosto de 2013

    Já havia lido sobre isso também e realmente é verdadeiro! Tenho um exemplo em casa: minha mãe. Hoje é aniversário dela , completando 73 anos, e ninguem acredita que ela tem esta idade, até a médica dela errou a idade pra 60 esses dias… e ela realmente está tão bem, tão feliz que realmente parece ter 10 anos á menos. Mas á 30 anos atras, minha mãe não era assim, ele não era feliz. Saiu de um casamento muito magoada, batalhou em 2 empregos, criou 2 filhas praticamente sozinha e ainda enfrentou doenças graves, ela começou a ser feliz na casa dos 50 anos mesmos… e hoje com seus 73 tem muito mais energia que eu na casa dos 30. Um dia meu filho fez uma entrevista pra escola com ela, e uma das perguntas era: Quando vc se sente feliz? E ela respondeu: Todo dia de manha , quando acordo vejo que estou viva que posso ir na casa das minhas filhas lavar a louça pra elas , ver e cuidar meus netos, cuidar do meu jardim e viajar. Então o jeito é esperar a plenitude da felicidade daqui uns anos mesmos.. tomara que venham rápido.

  • Paula diz: 5 de agosto de 2013

    Gabi, fiquei confusa!

    “Ainda não cheguei aos 50, mas olhando a minha vida dos 18 até os atuais 35, percebo que já fui mais feliz”.

    “Apesar da minha felicidade extrema aos 18 (faculdade, emprego, amores, festas, viagens, amigos) e dos tropeços normais que a vida me presenteou na casa dos 20, 30, acho que nunca estive tão feliz quanto agora.”

    Talvez tenhas começado a seguir uma linha de pensamento e mudaste de ideia no meio do texto, o que acontece comigo com frequência.

    Aproveitando pra dar minha opinião: acho que o nosso conceito de felicidade muda muito ao longo da vida e conforme vamos ficando mais velhos, vamos percebendo que precisamos de muito pouco pra sermos felizes. Mas até os 50 anos ainda não temos esta noção e achamos que é preciso acumular bens, aventuras, paixões e tudo mais pra conseguir alcançar a felicidade.

  • Gabrieli Chanas diz: 5 de agosto de 2013

    Não, não, Paula. Eu fui muito, muito feliz aos 18, mas era uma felicidade que não é daquelas normais. É a felicidade dos 18, cheia de picos de alegria. Tirando aquela, hoje é meu momento de maior felicidade! Bjs!

  • Josiane Castro diz: 5 de agosto de 2013

    Realmente, tenho agora 51 anos e uma felicidade que não consigo descreve-la e que chego as vezes a ter medo, parece tudo tão redondinho, tão simples, e olha que trabalho um monte ( sou gineco).

  • Rui diz: 5 de agosto de 2013

    Algumas pessoas acham que o momento de maior felicidade foi aquele em que tinham mais dinheiro no bolso (felicidade = dinheiro).

    Mas na minha opinião a felicidade não existe. O que existe são momentos felizes, sempre, todos os dias da vida.

  • Machiavellirs diz: 5 de agosto de 2013

    ESTOU TROCANDO

    Troco minha FELICIDADE dos quarenta e vários pela INFELICIDADE dos meus 18 aninhos!

  • Ana Contessa diz: 5 de agosto de 2013

    Gabi, eu não concordo com essa pesquisa, não imagino que uma pessoa com 85 anos, cheia de doenças, necessidades, muitas vezes vivendo em clinicas possa ser muito feliz, não consigo imaginar mesmo, sem contar a sombra da morte que esta cada dia mais perto a medida que se chega aos 80, 85 anos, lembrar de quando os filhos eram pequenos, agora grandes e independentes, de jeito nenhum, isso deve ser só pros velhinhos saírem da depressão!

  • Gabrieli Chanas diz: 5 de agosto de 2013

    Boa essa, Rui. Mas muito boa mesmo!

  • Patrícia diz: 5 de agosto de 2013

    Acredito que essa felicidade falada após os 50 anos possa ser fruto de um conjunto de pequenas realizações alcançadas na vida e que aos 20 ou 30 ainda estamos na luta por elas, passando pelas indecisões, incertezas e alcançando tudo aos pouquinhos.
    A felicidade dos 18 é a simples ideia de não ser mais uma criança e sim um adulto, que naquela idade pensamos que é tudo na vida.
    Mas acredito que a felicidade de uma criança também seja uma das melhores, afinal, sobre ela ainda não pesam os problemas, as dificuldades e até mesmo obrigações que fazem a gente ficar mais cansado.
    Gostei muito desta pesquisa, ela faz a gente refletir sobre algo bem importante na nossa vida.
    Todas as idades tem seu momento feliz, basta a gente começar a olhar mais pra ele e deixar ele fazer parte da nossa vida!!

  • GJ diz: 5 de agosto de 2013

    O que prova uma coisa só: Quem tem emprego não é feliz.
    Ou na faculdade ou aposentado ou em vias de se aposentar a pessoa é bem mais feliz. Durante a idade economicamente ativa a pessoa é infeliz.

    Eu sinto a mesma coisa. Aos 18 eu era feliz demais, vivia bêbado e pegando mulher sem preocupação. Agora aos 30, trabalho de sol a sol, não pego mais ninguém e se consigo beber uma cerveja num bar por duas horas com os colegas de trabalho eu me dou por satisfeito.

  • Beatriz diz: 5 de agosto de 2013

    Concordo em partes. Tenho 27 e com certeza quando mais nova era mais feliz (ai, meus 19 anos!), mas acompanhei a velhice de 2 avós e com certeza elas não foram felizes aos 85. Não porque não eram amadas ou coisa do tipo, mas porque tinham problemas de saúde, saudade dos maridos já falecidos, dos pais que há décadas haviam morrido, dos netos já grandes, morando longe…

  • Isa diz: 6 de agosto de 2013

    Olha gente, a minha avó faleceu aos 96 anos e foi muito feliz durante a vida e na velhice também.
    Ela perdeu TRÊS filhos durante a vida dela, fez uma cirurgia séria quando tinha 85 anos e NUNCA, NUNCA reclamou da vida.
    Discordo plenamente de quem diz que não tem como ser feliz com a velhice, porque a minha avó é o maior exemplo disso. E o meu maior orgulho é ter sido uma das maiores felicidades da vida dela. ;)

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