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Obrigada pelo carinho, queridos

14 de outubro de 2013 10

Antes de qualquer coisa, até mesmo de dar bom dia, queria registrar o meu muito obrigada. Obrigada pelas mensagens carinhosas aqui no blog e também no Facebook, obrigada pelos abraços ao vivo aqui nos corredores do jornal, pelos SMS de amigos queridos, alguns que não via há muito tempo, mas que sabem a importância que a Bellinha tinha na vida da minha família.

O fim de semana não foi fácil, mas conforme me falaram tantas pessoas que já perderam seus bichinhos de estimação, a dor que parece que rasga por dentro vai aos poucos amenizando e sendo substituída por boas lembranças. Um apertinho no peito segue, especialmente quando fazemos coisas que normalmente envolviam a Bellinha. Almoçar na casa da mãe no fim de semana, por exemplo. A princesa não veio me receber na porta, não arranhou minhas pernas pedindo carne, não mordeu o rabo do Dunga, não pulou para dentro do carro quando nos íamos nos despedir. Para mim, a ficha caiu naquela hora. Imagino que para minha mãe, que convivia com ela todos os dias, deve ter caído quando entrou em casa e sentiu falta de todos esses momentos que descrevi acima.

Para quem não tem cachorros ou acha exagerada a comoção, faço uma breve tentativa de explicar. É a sensação de perda de uma companhia, de um ser que esteve ao teu lado por anos a fio e – aí vem o agravante – te fez feliz em 99% desse tempo. Como não lamentar a partida de alguém assim? Eu não entendo muita coisa nessa vida e respeito quem não entende o amor pelos cães. Mas dou meu depoimento mais do que sincero: para quem adora os peludos, esse amor existe, é pleno e faz muito bem ao coração.

Vou me concentrar nos depoimentos e nas mensagens boas enviadas por vocês. A angústia, no momento, é aquela que se abate em momentos de perda. A gente quer ter certeza que o que foi perdido está bem, mesmo sabendo que esse entendimento é impossível e que, quem sabe, apenas na hora da nossa morte será compreendido. Enquanto isso, prefiro acreditar que minha Bellinha está, sim, muito feliz em algum lugar. E que de lá ela olha por nós.

Ficarão as boas memórias e o melhor ensinamento que meu cachorro, que me amava incondicionalmente, me passou:

dog

(Seja a pessoa que seu cachorro pensa que você é.)

Obrigada, obrigada.

E agora, bom dia. Que seja uma semana cheia de coisas boas para todos vocês.

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Gabi Chanas

Ótima amiga, péssima cozinheira. Adoro cachorros (tenho um vira-lata charmoso chamado Dunga), Friends, casamentos, decoração. Além do bloguinho, dou dicas todos os domingos na revista Donna, do jornal Zero Hora, e nos sábados na Almanaque, do jornal Pioneiro. Curto muito fazer novos amigos virtuais, por isso recadinhos são sempre bem-vindos!

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Comentários (10)

  • Luana Vieira diz: 14 de outubro de 2013

    E a vida segue, tem que ser assim né Gabi?!
    Engraçado como o blog (face e insta também) aproximam a gente de ti de uma forma que fez eu dividir contigo a dor nesse fim de semana… pensei em ti várias vezes ao olhar para minha Mel, e cai no choro quase todas elas.
    Só quem ama eles de verdade sabe o que tu estas sentindo!

    Queria estar “por perto” para dar um abraço e tentar te consolar um pouco!!
    Boa semana Gabi, força e te agarra no Dunga, que com certeza vai te dar todo amor do mundo!!

    Beijo enorme

  • Dani diz: 14 de outubro de 2013

    Lindas palavras Gabi!

    Realmente só quem tem o privilégio de conviver com esses seres tão especiais que são os cachorros entende teu texto, e entende o quão bem eles fazem para nós..

    Boa semana, com muita luz!

  • claudio Goulart diz: 14 de outubro de 2013

    Quero me solidalizar contigo pois tambem ja perdi meu TOB meu amigão e a NUK também minha paixão até hoje sinto saudades dos dois, doi muito. Um beijão no coração.

  • Lu Procianoy diz: 14 de outubro de 2013

    Gabi,
    Com certeza ficam as boas lembranças dos peludos que nos amam mesmo quando não conseguimos dar a atenção que eles querem, e não nos cobravam ou julgavam por isso! Apenas estavam ali..felizes!!
    Muita força pra ti e a família!
    Bjo beeem grande no coração.

  • karine mielczarski de oliveira diz: 14 de outubro de 2013

    Oi Gabi!
    Aos poucos a gente vai se recuperando… um dia de cada vez, uma dor de cada vez, um amor de cada vez….

    beijos e abraços pra ti.

  • Mariane Batista diz: 14 de outubro de 2013

    Gabi

    Ficam as lembranças, fica a saudade, fica a dor da perda…

    Lá se vão quase dois anos que “perdemos” nosso Toby, um pincher de 8 anos que estava hospedado no Veterinário da família e segundo ele o cão se perdeu… foram meses de busca, atendendo o telefone sempre com a esperança… fui ver meia dúzia de clones dele… mas quando chegava perto via que não era…

    Sei que ele virou estrelinha pois tem um sentimento especial em mim que já me tranquilizou quanto à isso.

    Mas uma coisa é certa, vamos sempre amar eles e as vezes lembro de alguma situação e me vejo chorando de saudade… sempre teremos saudade!

    Beijo meu e lambida da Lisa

  • Mari diz: 14 de outubro de 2013

    É impressionante a insensibilidade de certas pessoas quando o assunto é a perda de um pet… Só quem tem e teve um amigo desses sabe a dor da perda… Tenho certeza que a dor é maior para quem convive diariamente, mas mesmo quem está longe sofre e chora a perda do seu animalzinho de estimação. O meu se foi depois de 15 anos e não pude estar junto para dar o último carinho… Chorei por dias, mas a dor aos poucos alivia… Ainda mais se tens o carinho de outro, como o Dunga, para amenizar…
    O importante é nunca ficar sem um amado pet como companhia!

  • Andressa diz: 14 de outubro de 2013

    Olha Gabrieli (tenho a impressão que quando o assunto é serio, tem de se chamar pelo nome inteiro) eu não tinha comentado nada ainda pois não sabia o que falar, e ainda não sei…
    Eu não tenho nenhum animal de estimação (no começo pelo mesmo motivo que tu, minha mãe não queria, e agora pela falta de tempo, trabalho o dia todo e depois vou pra facul, acho injusto deixa-los sozinhos o dia todo) mas eu pretendo ter, eu imagino e eu quero ter uma casa para poder ter meus bichinhos, talvez seja por esse motivo que eu chorei junto contigo lendo aquele post sobre a bellinha…

    Mas mesmo assim, talvez por não ter nenhum animalzinho seja difícil entender como pode existir tanto amor.. é lindo de ver e complicado entender, mas falar de sentimentos é complicado não?!!

    Enfim, que bom ter o Dunga para a dor não ser tão grande, mesmo assim te desejo conforto para o teu coração.

    beijinhos

  • Flaviani diz: 14 de outubro de 2013

    Querida, li teu post e me emocionei. Perdi meu companheiro de 16 anos, meu gatinho. Pode parecer bobo, mas o encontrei na rua quando tinha 13 anos e foi meu parceiro a vida inteira. Morei fora, voltei, saí da casa dos meus pais e fui morar com meu namorido e ele sempre junto. A idade levou ele e passamos um final de semana de choro e de memórias. Alivia com o tempo, mas não passa…Bem, nem deveria mesmo, para que eles estejam sempre em nosso coração.
    Força!

  • Cris Cavalheiro diz: 14 de outubro de 2013

    Gabi, quando li da perda da Belinha quis muito poder te dar um abraço, como todos que gostam de ti. É muito triste e a dor é grande para sempre… porém como em toda a perda ameniza. Tenha força… e saiba que muitas pessoas que gostam de ti estavam te abraçando em pensamento. Fica bem.

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