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Licença-maternidade: Vanessa e Deb contam como tirar ainda mais proveito desse período

08 de janeiro de 2014 14

Oi, gente! Aqui é a Vanessa, futura mamãe do Theo!

Hoje resolvi falar sobre um tema que vem tirando meu sono nas últimas semanas: a licença-maternidade. Longe de comentar sobre as leis trabalhistas, até porque não tenho noção alguma sobre isso. O que realmente vem assombrando minhas noites é a expectativa de como serão esses dias em que estarei afastada.

Trabalho desde os 13 anos. Costumava ajudar na empresa de meu pai com pequenas tarefas. Desde lá, sempre estava envolvida em algum projeto e, há pelo menos dois anos, não sei o que é tirar 30 dias corridos de férias. Quem me conhece sabe que não consigo ficar ociosa, estou sempre metida em uma coisa ou outra. Acho que é culpa da tal ansiedade.

Lógico que vocês me dirão: mas tarefas não vão te faltar. E com certeza não faltarão mesmo. Afinal, terei um “pacotinho” lindo para tomar conta. Mas, paralelo à felicidade de ter a oportunidade de curtir meu filho e estar perto dele nos primeiros meses de vida, falo do lado profissional mesmo. Afinal, serão seis meses fora do mercado de trabalho.

Pensando nisso, resolvi pedir socorro pra quem entende do assunto: nossa linda colunista de carreira, Deb Xavier. Mandei um e-mail contando minha angústia e pedindo para ela me sugerir algumas ideias do que fazer durante esse período. Ela topou na hora e me enviou várias sugestões, que valem para todas as meninas na mesma situação que eu. Espero que vocês gostem e usufruam das dicas da Deb.

Estou em férias seguidas da minha licença, mas não vou sumir daqui não, viu? Afinal, ainda tenho muitaaaaa coisa para dividir com vocês. E hoje nos vemos na Happy Baby Hour, né?

Mae_trabalho

Vamos às dicas de Deb Xavier, mãe, empreendedora e super ligada em assuntos referentes a carreira

A licença-maternidade, além de um direito nosso, também é um período para nos adaptarmos à chegada do bebê, amamentar, organizar a rotina. Algumas mães não voltam ao mercado de trabalho após o nascimento dos filhos, outras buscam trabalhar em áreas ou empresas diferentes. Há ainda aquelas que resolvem ficar um período mais prolongado de tempo fora do escritório.

São escolhas bem particulares, levando em consideração diferentes estilos de vida e realidades diferentes. Quando a Tathi nasceu eu estava estudando, e retomei os estudos logo em seguida. Nunca consegui ficar muito parada, então quando a Vanessa me pediu para dar dicas sobre o que fazer durante a licença-maternidade, adorei a ideia!

Independentemente de qual é sua escolha para depois da licença-maternidade, você pode aproveitar o tempo para se preparar para diferentes cenários:

- Para se manter ativa profissionalmente, você pode escrever um livro, ou um blog. É uma ótima maneira de expor seu conhecimento na área em que atua.

- Você ainda pode dar aulas particulares ou aulas em algum curso livre, dependendo da sua área de atuação.

- Estudar pode ser uma opção também! Existem diversos cursos à distância (inclusive de faculdades estrangeiras renomadas!) ou ainda cursos regulares com poucas aulas na semana. Você dá um upgrade no currículo e ainda ocupa o tempo livre.

- Atuar com consultoria também pode ser uma opção. Além de reforçar o orçamento doméstico, você permanece atualizada com o que está acontecendo no mercado de trabalho.

- Trabalhe em uma ONG. Você faz o bem, se envolve em atividade extra e aprende coisas de uma área diferente.

- Planeje seu negócio. Essa é para as mamães que querem empreender! Aproveite o tempo e estude, estruture a rotina, converse com especialistas, faça cursos.

As opções são infinitas! Com certeza, alguma se encaixará nas suas escolhas. A ideia dessas dicas não é afastar a mãe do bebê, atrapalhar a amamentação ou focar em trabalho. São apenas sugestões para aquelas mulheres que querem aproveitar o período para se desenvolver profissionalmente ou para continuar produzindo.

:: Mais dicas de carreira da Deb

:: Mais dicas sobre gestação da Vanessa

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Gabi Chanas

Ótima amiga, péssima cozinheira. Adoro cachorros (tenho um vira-lata charmoso chamado Dunga), Friends, casamentos, decoração. Além do bloguinho, dou dicas todos os domingos na revista Donna, do jornal Zero Hora, e nos sábados na Almanaque, do jornal Pioneiro. Curto muito fazer novos amigos virtuais, por isso recadinhos são sempre bem-vindos!

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Comentários (14)

  • Claudia diz: 8 de janeiro de 2014

    Honestamente acho que estas dicas não se aplicam pra maioria das mães. Minha licença foi extremamente tranquila, aproveitei ao maximo a minha filha afinal era um tempo meu de direito e devemos usar para o proposito que ele foi criado: cuidar do seu filho. Inclusive é ilegal fazer um trabalho extra de consultoria no tempo em que vc está de licença em outra. Alguams empresas inclusive demitem se descobrirem isto.
    Muito ouvi de mães que sequer conseguiam sair para a rua com o seu filho com medo e outros temores. A grande maioria nao consegue.

    Tenho certeza que algumas pessoas irão discordar mas a m inha conclusão é: Cada coisa ao seu tempo. Se vc quis ter um filho e optou pela licença, se dedique ao seu filho. Amamente. Crie ele sem neuras. Vc não pôs um filho no mundo para a sua carreira e sim para a sua vida. Nem tudo se resume a trabalho. O seu filho agradecerá eternamente esta dedicação e demonstração de amor.

  • Eli diz: 8 de janeiro de 2014

    Estas dicas são irreais. A vida real não é assim. a não ser que tu tenha babás, enfermeiras, se tiveres que cudar sozinha do bebê, se prepare! é um período inicial difícil, beirando a crueldade. minha dica: se tiver algum tempo livre, procure psicólogos, terapeutas, psiquiatras… talves amenise as crises…

  • Silvia diz: 8 de janeiro de 2014

    Engraço que li a matéria e resolvi comentar pela primeira vez e vi os outros comentários parecidos. Acho que a ideia do post foi bacana mas não vai ajudar muito mesmo, eu trabalho com TI em uma multinacional, tenho um filho e por mais que eu ame meu trabalho, não fiquei preocupada em ficar fora do mercado durante a licença e nunca ouvi de uma mãe que queria voltar logo ao trabalho. A não ser que você tenha uma babá ou alguém próximo cuidando do bebê, o máximo que se consegue fazer é parar alguns minutos para ler alguma coisa na internet, o restante do tempo você passa com o bebê ou cuidando de outras coisas da casa ou da sua vida mesmo. Adoro o blog e as matérias, mas acho que continuar produzindo ou se desenvolver profissionalmente pode e deve esperar uns 6 meses ;)

  • Leti diz: 8 de janeiro de 2014

    Eu concordo tb que a licença existe para que a mãe e a criança entrem em sintonia. Amamente, curta o maximo e no tempo livre que é pouquissimo, durma e fique bem apra cuidar dele. Vc terá or esto da vida inteira para dedicar o tempo necessário ao teu trabalho. E concordo com a outra leitora que disse que para fazer as atividades sugeridas só tendo todo um aparato de ajudantes na volta e um bebê mega calmo.

  • Fernanda diz: 8 de janeiro de 2014

    Esse post é só mais um reflexo desse tempo louco que vivemos, dessa ansiedade pela ‘produtividade’, fazemos uma coisa pensando na próxima.Nãonos permitimosdescansar, relaxar…sendo que descansar também faz parte de uma vuda produtiva sadia. Esse comportamento, de viver atarefado e ocupado (como se um bebe já não fosse ocupação suficiente) gera frustração e sentimento de culpa. Aí qdo o bebe tiver 6 meses e realmente precisar a voltar a trabalhar vamos ver qual vai ser o título do post.

  • aline MARIA diz: 8 de janeiro de 2014

    Claudia e Eli, virei fã de vcs… falaram exatamente o que eu penso… nem preciso escrever mais nada… concordo plenamente, arrasaram nos comentários, no lema de sempre né, que é… dizer o que pensa, com todo o respeito, abraço a todas.

  • Sandra diz: 8 de janeiro de 2014

    Pergunte para qualquer mãe com bebê de poucos meses se ela conseguiu fazer alguma dessas coisas acima e eu garanto que a resposta será não. A não ser, como já disseram acima, que ela não cuide do bebê, o deixando com babá. Mas se este for o caso, pra que ter bebê? Se desde tão novinho não pretende cuidá-lo?

    Os bebês que mamam no início de uma em uma hora, aumentando gradativamente até chegar de 3×3 horas, mas neste meio tempo entre as mamadas eles dormem, acordam, choram, é preciso trocar a fralda, dar banho. Além de tudo isso a mãe também come, toma banho, dorme.. não sobra tempo pra nada, e na maioria dos casos as mães ficam exaustas nos primeiros meses.

    Eu arriscaria a dizer que esta consultora de carreiras do blog não tem filhos, caso os tenha e tenha conseguido realizar as dicas acima, não deve ter sido ela que cuidou das crianças.

  • Amanda diz: 8 de janeiro de 2014

    Confesso que fiquei um pouco espantada quando li esse texto. Não tenho filhos, e por enquanto não está nos meus planos ter tão cedo. Porém, tenho várias amigas próximas q são mães e pude acompanhar de perto nesse período. Não acredito que sobre tempo para muita coisa, e acho importante dedicar esse período para fortalecer a relação entre mãe e filho.
    Não faz muito tempo li um livro que falava sobre desenvolvimento das crianças e relacionava o período de licença maternidade com o índice de violência e desenvolvimento humano. Países em que a licença dura entre 1 ano e 2 anos e meio possuem IDH elevadíssimo e violência bem menor que os outros. Isso mostra que a presença da mãe na vida do filho pode fazer uma grande diferença.

  • Juliana diz: 9 de janeiro de 2014

    Concordo com as meninas … Meu pequeno tem 1 ano e 5 meses… Tive seis meses de licença com foco único e dedicação total a ele… Até porque levei semanas para conseguir tirar o pijama e meses para conseguir sair de casa numa boa… Achei quase utópicas essas dicas… Talvez eu esteja fora dos padrões, mas entre as mães que eu converso, a realidade não é tão linda não… Costumo dizer que a coisa é punk… Mas é deliciosa !

  • Leka diz: 9 de janeiro de 2014

    Se tiveres algum tempo livre, use-o para agradecer por teres direito a 6 meses de licença maternidade… teu caso ainda é exceção no Brasil.

  • Joana diz: 9 de janeiro de 2014

    Meninas que estão criticando, existem bebês e bebês, mães e mães… Não é porque você consegue fazer outras coisas que você não é uma boa mãe. As dicas cabem a quem quiser, quem não concorda simplesmente não leva em consideração e deu. Acho de um nível totalmente baixo acusar e supor coisas a respeito da colaboradora. Se ela conseguiu dar conta de um bebê e da carreira, ótimo. Quem teve mais de um filho sabe que cada bebê é diferente. Cada um faz as suas escolhas!

    Aliás, o pai continua trabalhando normalmente não é? Acredito que com a modernidade atual é perfeitamente possível estar em casa, dar de mamar e estar presente nos primeiros meses… Mas não precisa ficar grudada e não fazer mais nada da vida!

  • Laura diz: 9 de janeiro de 2014

    Por mais q essa consultora venha justificar nos comentários q “teve sorte” com a filha dela,vejo que ela parece q vive em outro mundo, em outra realidade, ou deixou a filha pro marido, mãe, sogra ou alguém cuidar mais q ela, dizer q são dicas para tempo livre?? q tempo é esse querida? o tempo livre q tiver será para zelar de casa, esposo, organizar as coisas do bebê e cuidar dela mesma. Tempo livre para fazer trabalhos paralelos? como mencionou outra leitora é ilegal, pode ser demitida por justa causa. Seria mais sensato pra vc como consultora de carreira, aconselhar a aproveitar a maternidade, os meses de crescimento do bebe, cuidar de si, da mente, do corpo e da alma para retornar ao trabalho com a consciência mais tranquila e que o tempo da licença foi pelo menos suficiente.

  • Lucia diz: 6 de março de 2014

    Fiquei chocada com esta coluna. Não costumo comentar mas não me contive começando pela primeira dica “para se manter ativa profissionalmente”, calma! relaxa! Eu tive esta ansiedade quando com 28 anos tive a primeira filha e me dei conta depois de um mês que o mundo não vai acabar e as pessoas vão se esquecer de mim. Curti muito minha filha, meu tempo livro (que nunca tinha tido) e aproveitei pra melhorar como pessoa, cultivando as relações, a calma e a atenção. Acho que a coluna só reforça culpa e angustia nas mulheres que já sofrem pressão de estar “deixando” o trabalho por tão pouco tempo. Concordo que tem mães que estão nesta batida mas que tal também dar uma sugestão pra diminuir “culpa da tal ansiedade” da colunista?

  • Letícia diz: 6 de março de 2014

    Querida Vanessa, que já é mamãe do Théo!
    Gostaria muito que você “falasse” da tua experiência daqui a 6 meses e se estas noites insones, te proporcionaram algum panorama real do que você vivenciará neste período e se valeram a pena.Não tenha grandes expectativas, a menos que você tenha um “exército” de babás e enfermeiras como as meninas já falaram, fique feliz em aranjar um tempo para tomar banho! Ficar “planejando a carreira” soa como alguém que está mais preocupada consigo mesmo do que com o bebê, pois até mesmo os teus colegas respeitam a tua ausência de forma sagrada, porque trata-se de uma pequena vida que requer os maiores cuidados possíveis…e passa voando!Falo isso com três licenças de 6 meses, sendo que da última, retornei faz 3 meses e o que eu mais ouço é …”não acredito que já passou 6 meses!”.Pode ter certeza que seu coração vai se partir quando tiver que se separar 8 horas diárias do bebê e você vai pensar que poderia ter aproveitado “ELE” bem mais…Minha dica é simples: essa licença é muito mais dele do que sua!Boa Sorte garota!

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