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Um até logo

18 de janeiro de 2014 15

A sexta-feira foi um dia muito especial. Quem me acompanha no Facebook  sabe que eu comemoro aniversário de verdade, com uma animação além da conta. Mas ao mesmo tempo que tive um dos dias mais felizes da vida, passei a sexta com o coração um pouquinho apertado. Este 17 de janeiro foi diferente para mim. Ele marcou não só mais um ano de vida, mas também o começo de uma nova fase profissional. Depois de 7 anos, apresento daqui a pouquinho meu último Supersábado na Rádio Gaúcha.

A decisão não foi tomada assim, de sopetão, mas acalentada e discutida há algum tempo junto com meus mestres na Gaúcha (tenho a sorte de ter mestres, não apenas chefes). Por mais que lamente a despedida, quero me concentrar em ver meu último sábado no ar como um momento de celebração. Fiz na Rádio Gaúcha os meus melhores amigos e aprendi lá toda a base de jornalismo que pratico hoje. Não poderia ser mais grata por isso.

Sempre, sempre quis trabalhar em rádio, mesmo antes de começar a faculdade. Gostava de ouvir notícias com meu pai e um dia, numa dessas feiras de talentos promovidas pela escola, conversei com um jornalista que me contou todos os tipos de trabalho que existiam dentro de uma rádio. Curiosamente, eu não achava bacana a ideia de falar no microfone, mas fiquei encantada com a tal da “produção executiva”. “O produtor planeja os programas, marca as entrevistas, organiza a pauta”, disse o tal jornalista, que eu lamento ter esquecido o nome. Quer coisa mais perfeita para uma capricorniana?

Fiz vestibular de olho na Unisinos, que tinha recém aberto uma rádio digital. A universidade me parecia um excelente lugar para treinar rumo ao sonho de trabalhar na Rádio Gaúcha, a preferida do meu pai. Na faculdade, me esforcei para ir mais do que bem nas cadeiras de radiojornalismo. Fiz monitoria na área e estágio na rádio da universidade. Em 2001, quando me formei, a Gaúcha me contratou.

Fui produtora por 6 deliciosos anos, ganhei prêmios, me encontrei na carreira. Depois de um tempo, os meus mestres acharam que eu poderia ir além do que fazia e encarar o temido microfone. Em janeiro de 2007, estreava o Supersábado, um programa que misturava esporte, jornalismo e variedades e que teria, além da novata aqui na apresentação, o Wianey Carlet como parceiro.

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Caraca, o Wianey Carlet? Eu tinha medo dele. O cara era (e ainda é) um ícone do jornalismo esportivo, colunista, reconhecido em todo Rio Grande do Sul. Ele poderia não ter paciência comigo, poderia nem me deixar aparecer, reclamar da minha falta de experiência. Mas só pensa isso do Wianey quem não conhece direito o Wianey. Dono de um coração maior que o mundo, ele não só me deixou brilhar como me ensinou tudo o que precisava para me destacar. Hoje, Wianey é o Tata, meu colega de trabalho, meu padrinho de casamento, meu segundo pai, meu amigo.

Apresentar programas, algo tão novo para mim, me despertou um desejo de aprender outras coisas diferentes. Felizmente, trabalho numa empresa que concentra rádios, tevês, jornais, portais de internet. Nos sábados, eu apresentava ao lado do Tata. Mas antes disso, de segunda a sexta, pipocava por vários locais dentro do Grupo RBS. Amava as novas experiências porque adoro aprender. Cada passagem por uma função me fazia mais humilde em relação à minha carreira, me dava mais e mais a sensação de que a gente nunca vai saber tudo. Por cada lugar por onde passei, levei um pouquinho da ética profissional que aprendi na Rádio Gaúcha e busquei algo para empregar na vida de apresentadora. Uma troca do bem, que só me fez bem.

Agora, no entanto, chega a hora de encarar um desafio enorme: deixar minha paixão em rádio pausada por um momento. Pela primeira vez desde que entrei no Grupo RBS, ficarei distante do meu amor original. Vou dedicar 100% do meu tempo para um outro amor. Um que, na verdade, são dois: a revista Donna, de Zero Hora, no papel e na internet. Estou no jornal há dois anos e tive uma recepção incrível do pessoal. A revista tem um time dos sonhos e aprendo muito aqui. É um trabalho tão gratificante quanto é apresentar. Mas de vez em quando é preciso focar em apenas um projeto por vez.

Debati muito a decisão com meus mestres de rádio e eles entenderam meu momento. Ainda no final do ano, combinamos que seria em 18/1, o programa que marca o aniversário de estreia do Supersábado, que eu daria meu último “bom dia, Wianey, bom dia ouvintes”. O coração apertou, apertou, apertou, mas foi ficando mais tranquilinho quando me contaram que eu seria substituída na apresentação pela Denise Cruz, uma mulher de voz belíssima e de interior igualmente lindo. Merecedora de todo sucesso que já prevejo que terá, sei que vai cuidar muito bem do meu Tata. E isso, amigos, era muito, muito, muito importante para mim.

Como disse lá no começo, quis escrever para explicar com calma esse momento de vida. Daqui a pouco, no ar, a voz certamente vai embargar. Acredito que quem me acompanha com tanto carinho há 7 anos merece entender essa mudança. O Supersábado é líder de audiência e tem um time de ouvintes maravilhoso, pessoas que vão fazer uma falta enorme na minha vida nos fins de semana. Gente querida, que nunca vi ao vivo, mas que toda sexta à noite tuitava um “estou indo dormir para acordar cedo e te ouvir amanhã”. E que no dia seguinte estava lá, pontualmente às 8h10, com um “já na escuta da @rdgaucha com @gabichanas e @wianey”.

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Isso não tem preço, né Tata?

Não é um tchau para sempre, até porque quem ama rádio do jeito que eu amo não consegue ficar longe por muito tempo. Já disse para meus mestres: estou apenas dando uma pausa para aprender mais e, quem sabe, um dia retornar. Daqui a pouco, darei um “até logo” para aquele microfone que um dia me deu tanto medo e para as maravilhosas pessoas que me acompanharam no ar por 7 anos e que tanto contribuíram para minha formação com críticas e elogios.

Neste sábado, portanto, das 8h10 às 11h, estarei ao vivo na Rádio Gaúcha. Depois, vocês me encontram todos os domingos na revista Donna (eu estreei uma coluna linda em dezembro), aos sábados no Pioneiro, de Caxias do Sul, e aqui no meu blog. Ah, e claro que em redes sociais também, enchendo muito a paciência do Tata, dessa vez já na condição de ouvinte de um programa que merece toda a audiência que tem.

Aos mestres da Rádio Gaúcha (em especial ao meu querido Cyro Martins): meu eterno obrigada por me guiarem com tanto carinho na carreira.

Aos colegas da Rádio Gaúcha: aplausos sem fim pelo trabalho impecável que fazem. Aos que foram meus produtores (especialmente tu, meu querido amigo Jaques Machado): valeu a ajuda, a compreensão, a parceria. 

Para os ouvintes, posso deixar um  agradecimento e um pedido? Obrigada pelo respeito e por acompanharem com tanta gentileza a minha carreira. E cuidem bem do Tata, por favor. 

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E pra ti, Tata: obrigada, do fundo do meu coração, por ter me ensinado tanto. Eu te adoro muito! Nos divertimos muito (esse tipo de foto aí é a prova) e eu serei sempre, junto da tua família, a tua fã número 1.

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Gabi Chanas

Ótima amiga, péssima cozinheira. Adoro cachorros (tenho um vira-lata charmoso chamado Dunga), Friends, casamentos, decoração. Além do bloguinho, dou dicas todos os domingos na revista Donna, do jornal Zero Hora, e nos sábados na Almanaque, do jornal Pioneiro. Curto muito fazer novos amigos virtuais, por isso recadinhos são sempre bem-vindos!

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Comentários (15)

  • MARILISE SOARES DE ZOTTI diz: 18 de janeiro de 2014

    Parabéns pela coragem Gabi! Mas, às vezes, temos que tomar decisões que nem sempre são fáceis. Tenho certeza que continuarás tendo o mesmo sucesso na nova empreitada.

  • Jaqueline Werlang diz: 18 de janeiro de 2014

    Nossa!! Cheguei a ficar emocionada com essa linda história… É uma pena que não poderei mais te ouvir aos sábados… (não perdia um). Te desejo toda sorte do mundo, pois vc merece… e o sucesso, bom, esse nem preciso desejar… vc é muito talentosa, querida, sem mais…
    Abração

  • Jose Luiz diz: 18 de janeiro de 2014

    Muita pena, voz maravilhosa, com muito talento, jogo de cintura, não deve ser mole um programa ao vivo. Vai deixar muitas saudades. Mas o sucesso continua. Muitas felicidades de todo o coração. Sou um ouvinte viciado.

  • Margarida Fernandes diz: 18 de janeiro de 2014

    Boa sorte e sucesso, Gabi. Por mais que doam, mudanças, às vezes, são necessárias para nosso crescimento profissional e pessoal. Mas sentiremos tua falta. Principalmente esta gaúcha desgarrada em Foz do Iguaçu, que acompanha o Super Sábado pra matar as saudades da nossa terrinha maravilhosa. Bjos.

  • Bruna diz: 18 de janeiro de 2014

    Gosto muito de ti e do teu trabalho, mas acho que tu fiseste besteira.
    Trocar um programa de rádio para ficar com um caderno de jornal, não me parece uma boa escolha. Se é que tiveste escolha.
    Esses cadernos femininos de jornal não tem muito futuro à medida que os interesses de homens e mulheres sobrepõem-se uns aos outros.
    Já não existe mais assunto de homem e assunto de mulher. Existe assunto de pessoas. Todos se interessam por todos os assuntos.
    Os cadernos femininos de jornal começaram na época em que o feminismo separava homens de mulheres e colocavam uns contra os outros em uma verdadeira guerra dos sexos. Com o feminismo fora de moda esses cadernos tiveram que se adaptar e se transformaram em cadernos mais femininos, mais light.
    Espero que tu tenhas sorte na tua carreira, mas se fosse eu, ficaria com o programa de rádio.

  • Ana Paula Haubert diz: 18 de janeiro de 2014

    Boa Sorte Gabi, só posso te desejar muito sucesso, que já colhes hoje, e que agora irá colher também na nova empreitada. LUZ e PAZ.

  • Aldair diz: 18 de janeiro de 2014

    Existe hora p/ tudo e as vezes é preciso mudanças… mas os sábados pela manhã estarão com algum tom de cinza, devido a tua falta!

  • cintia diz: 18 de janeiro de 2014

    Bah, Gabi! Fiquei muito triste com tua saída! Ouço o Super Sábado no caminho pro trabalho, e tu deixa o programa atual. Voltado também pra quem tem menos de cinquenta anos, o contrário do Wianey. Espero que entre alguém à tua altura para que eu e o público mais jovem possamos continuar aproveitando o programa. Boa sorte na tua carreira sempre! Te “leio” no Donna! Beijão!

  • Vania Knak diz: 18 de janeiro de 2014

    Me emocionei lendo Gabi, tens a capacidade de fazer rir (muitas e muitas vezes) e agora aqui de emocionar, desejo que tenhas ainda mais sucesso, porque a gente fica aqui acompanhando e aplaudindo tuas conquistas…bjos

  • Nine Copetti diz: 18 de janeiro de 2014

    Ai, Gabi! Chorei com esse teu post. Despedidas, mesmo que provisórias, sempre emocionam e são difíceis. Mas tu és uma pessoa tão querida e uma profissional tão competente e tão aberta ao aprendizado que as portas sempre estarão abertas pra ti, onde quer que tu pretendas entrar!
    E não há retorno melhor do aquele que é conquistado com humildade e simplicidade, isso tu tens de sobra!
    Te desejo todo sucesso e muitas alegrias também nesse projeto no Donna, que já era ótimo e agora vai ficar um arraso!!!
    Amigos permanecem não importa o caminho que escolhemos! Boa sorte!
    BEijão

  • Daniela diz: 18 de janeiro de 2014

    Também me emocionei com atua despedida do Supersábado, mas às vezes temos que tomar decisões difíceis na vida, te apoio e boa sorte!!!

  • Caroline diz: 18 de janeiro de 2014

    Chorando, apenas. Boa sorte nesse novo caminho. Tu falou tão bem do Tata que agora eu quero ele pra mim <3
    Beijão, te cuida

  • Maria do Carmo Vencato diz: 18 de janeiro de 2014

    Gabi,já estamos com saudades tuas só de ler esse lindo texto…..!!!! Felicidades e sabemos que terás Sucesso pois tens Muito Amor pelo que fazes…Tudo de Bom..!!! Continuaremos te acompanhando…!!! Bjão

  • Carla diz: 20 de janeiro de 2014

    Olá Gabi, bom dia!
    E chegando no trabalho hoje de manhã, leio os posts que não consegui ler desde sexta, e me deparo com este..
    És uma ótima profissional e estás super certa de procurar novos projetos e conquistas. Sempre é válido pisarmos em um novo chão, para construir uma nova história, ou simplesmente engrandecer a que já estamos trilhando. E se um dia for pra voltar ao rádio, isso acontecerá naturalmente, simplesmente porque a vida te encaminhou para isso.
    Que tu conquistes muito sucesso nesse novo momento, admiro muito o teu trabalho!
    Boa sorte, e tudo de lindo na tua vida!
    Beijo e uma ótima semana!

  • Angélica Collaço diz: 26 de janeiro de 2014

    Que pena, adorava ir pra praia aos sábados te ouvindo e Wianey. Boa sorte neste nova etapa.

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