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Posts na categoria "Carreira"

Abrindo meu coração: workaholic, workalover, terapia e outros pepinos

18 de março de 2014 59

Eu ando meio ausente e dou graças a Deus termos as colunetes fofas do bloguinho para não deixar ele morrer. Sinto muita falta de postar mais, de mostrar fotos do Dunga (sei que muitas adoram meu pequeno), de dar dicas de produtos de beleza que andei testando, de fazer aqueles vídeos abobados que, se fazem uma ou duas rirem, já valeram o dia. Comentei aqui no blog há um tempo que estava passando por uma fase pessoal meio complicada e que iria abrir meu coração quando me sentisse melhor. Buenas, acho que o dia chegou. Inspira, respira e vamos lá. Vai que alguém também passa pelos mesmos perrengues que eu?

Sempre fui muito encarnada com trabalho. Talvez seja meu lado capricorniano, talvez seja herança de família, talvez seja um traço de personalidade que desenvolvi ao longo da vida. Eu abro e respondo e-mails durante as férias, me policio incessantemente para ser uma colega bacana, prestativa, uma chefe inspiradora. Dias de ralação absoluta, quando todo mundo tem que abraçar as suas tarefas e as do vizinho também, são meus preferidos. Gosto tanto do que faço que às vezes trabalho o dobro do meu horário. E quando chego em casa, pego o iPad e sigo respondendo e mandando e-mails.

Eu sempre, sempre, sempre tive esse perfil. Quando lia sobre pessoas que eram estressadas e que chegavam a passar mal por causa disso, dava graças a Deus que nunca tinha chegado a tal ponto. Até mais ou menos o fim do ano passado. Pela primeira vez, meu corpo desligou. Foi como se tivesse caído o disjuntor. Parei de funcionar física e mentalmente, fruto de um esgotamento que tinha uma culpada bem clara e definida: eu mesma.

Parte da solução de um problema é admitir que a gente tem ele. Ao começar a me sentir mal, comecei a analisar meu comportamento, a pegar feedbacks de colegas. Fiz terapia há alguns anos e amei essa prática de olhar para dentro de mim e me questionar de tempos em tempos. Tentando ter muita clareza de ideias, entrei 2014 com o objetivo de corrigir os meus exageros. Sim, meus. Meus chefes não me mandaram ficar horas a mais no trabalho e nem exigiram que eu fosse absolutamente perfeccionista e disponível. Foram questões que eu mesma me impus. Se tivesse detectado que o sistema de trabalho estava me sugando, provavelmente teria parado, tido uma boa conversa com os gestores e comentado o assunto. Não era o caso. Fui obrigada a admitir que eu mesma (de forma totalmente inconsciente) colocava pressões absurdas na minha vida. As coisas podiam ir bem em casa, todo mundo à minha podia estar bem de saúde, mas se meu dia de trabalho não tivesse sido produtivo (de acordo com meus parâmetros), eu pirava.

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Quando a gente sai de férias, a empresa coloca alguém no nosso lugar ou designa um colega para fazer as nossas funções. Por que é mesmo que a gente precisa seguir respondendo e-mails? O objetivo das férias não é justamente desligar?

Nessa época aprendi a diferença entre workaholic e worklover. O primeiro sente que o trabalho é fonte de todos os prazeres e desprazeres de sua vida. Entra na firma com a sensação de que o dia começou ali, e não quando abriu os olhos de manhã e deu bom dia para o marido. Já o segundo, vê o trabalho como parte importante da sua vida, mas não dominante. Consegue se desligar quando está fora da empresa, gerencia tensão de uma forma saudável, sabendo que o mundo não vai acabar se algo der errado.

Passados alguns meses daquela queda de disjuntor, que me deixou com angústia, ansiedade, depressão e me levou 13 quilos, escrevo com a tranquilidade de quem está virando a chave. Com acompanhamento profissional (oi, Dra. Lis, oi Dr. João Paulo!), estou saindo do estado de workaholic para o de worklover. O caminho não é bolinho. Envolve terapia e uma constante análise de comportamento. O que aprendi nessa jornada é que quem sofre miseravelmente no trabalho, muitas vezes sofre por imposições fora da casinha que a própria pessoa deposita na sua vida. Se o caso fosse de um emprego que te exige horas extras sem fim e trabalhos no fim de semana, na madrugada, chefes gritões e assédio, pede-se demissão. Mas quando tu mesma fez regrinhas de perfeccionismo e excelência, o negócio é baixar a bola e ir revisando uma a uma. Hoje, 18 de março de 2014, já me sinto confortável para reescrever um dos parágrafos ali de cima:

“Sempre fui muito encarnada com trabalho. Talvez seja meu lado capricorniano, talvez seja herança de família, talvez seja um traço de personalidade que desenvolvi ao longo da vida. Eu abria e respondia e-mails durante as férias, me policiava incessantemente para ser uma colega bacana, prestativa, uma chefe inspiradora. Dias de ralação absoluta, quando todo mundo tem que abraçar as suas tarefas e as do vizinho eram meus preferidos. Gosto tanto do que faço que às vezes trabalhava o dobro do meu horário. E quando chegava em casa, pegava o iPad e seguia respondendo e mandando e-mails.”

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Nas férias, hoje, puxo o celular para fazer um post que deu vontade ou postar fotinhos no Instagram. Alerta: a moça da foto não sou eu, mas a top Rosie Huntington-Whiteley. Se eu tivesse essa cara e esse corpão estaria ganhando a vida nas passarelas, não no escritório.

É um momento importante da minha vida. Meus amigos sentem diferenças em mim, meus colegas também. Eu me sinto mais focada no trabalho que tenho que desenvolver e agora até mais aliviada para escrever no blog. Vivia em estado permanente de pânico. Quando descobri que ele vinha de minhocas na minha cabeça, parei, respirei, busquei ajuda e estou pronta para me tornar uma profissional ainda melhor. Mas agora, dentro de parâmetros realistas, do que realmente meus superiores esperam de mim, do que eu realmente posso e sei fazer.

Algumas meninas que me viram no Happy da Gabi da última quinta (hoje chegaram as fotos e vou postar: yey!) se preocuparam, dizendo que eu estava magra demais. É verdade. De outubro para cá, baixei de 69 para 56 quilos, fruto do momento intenso que estava vivendo. Agora estou fazendo exames para ver se está tudo certinho e aproveitei para fazer do limão uma limonada bem docinha. Perder peso do nada não é saudável, mas como eu queria mesmo dar uma emagrecida, decidi reinventar minha alimentação. Não tomava café da manhã e hoje como com prazer minha granola com leite e frutas picadas. Ando com barrinhas de cereal na bolsa para beliscar e não ficar muito tempo de estômago vazio. No almoço, metade do meu prato é salada. Refrigerante, só em fim de semana. Garrafinhas de água a mil aqui na minha mesa. Nada disso está sendo feito para perder peso, mas para virar de vez a chave e dar um jeito na minha saúde. Já vejo meu cabelo mais saudável, minhas unhas mais fortes, minha pele menos manchada e até as olheiras ficando menos visíveis. Tem outro motivo por trás da mudança: tenho 36 anos e quero engravidar em breve. Com a saúde que tinha, baseada e estresse e Doritos, a gestação seria “um parto”, com o perdão do trocadilho. Agora já me sinto mais responsável para receber um bebezinho.

Eu comecei esse blog em 2008, dividindo preparativos do meu casamento com quem também estava pensando em casar. Experiências que meninas me contaram me ajudaram naquela caminhada e fico imensamente contente quando me falam que os meus relatos também deram um empurrão no planejamento da festa. Chego em 2014 com o blog mais aberto, falando além de eventos, mas também dessa coisa maluca que é cabeça de mulher. Me sinto totalmente à vontade para dividir isso aqui, mesmo não podendo ver a carinha de cada um que está lendo. De toda experiência – boa ou ruim – sai um aprendizado. O meu foi esse. Se de alguma forma acabar ajudando uma pessoinha só, já valeu o tempo que levei para escrever.

Neste período de recuperação e tratamento (que ainda vão seguir por um bom tempo) o meu pai me repetiu incessantemente um conselho que me dá desde criança. Diz o Seu Plínio:

“Na vida, a gente tem que cuidar da moral e da saúde. Emprego a gente arruma outro, namorado e amigos também. Mas da moral e da saúde só a gente pode cuidar, minha filha”.

pai

Está certo, pai! Como não dar crédito para esse senhor de boné virado na beira da praia?

Trabalho tem que ser bacana, tem que ser recompensador, mas acima de tudo tem que ser dentro do que o teu corpo aceita. E aí fica o meu grande aprendizado nesse trelelê todo: o cansaço, o estresse e os excessos pelo qual você passa são impostos por outros ou por você mesmo, em exigências que precisariam que você fosse a Mulher Maravilha para cumprir? Se chegar à conclusão que anda passeando pela opção número 2, considere que aqui deste lado tem uma amiga para conversar sobre o assunto.

Há luz, salada, felicidade, passeio com cachorro e sonecas à tarde no fim do túnel. Eu garanto!

dosome

A melhor coisa que li nos últimos tempos: “Faça hoje algo que no futuro você vai agradecer ter feito”. 

Um pró e vários contras de morar perto do trabalho

06 de março de 2014 17

Quem pega trânsito pegado ou leva uma hora para chegar ao trabalho deve estar me xingando mentalmente depois de ler o título deste post. “Mas como é que essa guria tem a cara dura de dizer que existe apenas um pró de morar a minutos da firma?”. Respondo: porque existe apenas um mesmo. E é morar perto da firma. De resto, amigos, acreditem: estar a três minutos do trabalho deixa a vida mais complicada.

Dia desses li uma pesquisa que dizia que é bom levar pelo menos 30 minutos no trajeto casa-trabalho-casa. É o tempo de ouvir uma música, desopilar, esquecer do bate boca com a colega, organizar melhor os argumentos para a reunião do dia seguinte. Segundo essa teoria, eu estou ralada: como levo três minutos para chegar em casa, às vezes saio do jornal digitando um e-mail no celular, sou semiatropelada várias vezes por não estar olhando para a rua e antes de entrar em casa já apertei o enviar. Levo o mesmo tempo caminhando até minha casa que levo descendo de elevador até o refeitório da empresa na hora do almoço. De acordo com o tal estudo, eu não desligo: chego em casa e sigo pensando que estou na labuta.

mapa

O ponto vermelho marca o jornal Zero Hora. A minha casa fica em algum cantinho perto dali. 

Quem mora perto demais do trabalho também não tem direito a passear com o cachorro de Havaianas e cabelo espetado. Dia desses o Dunga quis estender a caminhada do fim do dia e dobrou na Erico Verissimo – a rua do jornal – bem faceiro. Não bateu medo de ser vista porque estávamos a umas duas quadras do trabalho e a chance de alguém me ver de shortinho, perna branca e cara de acabada era mínima. Mas como a minha vida é uma eterna comédia, esqueci que no teatro próximo dali acontecia a entrega de um grande prêmio de literatura. Gelei quando chegamos na frente do lugar. De canto de olho enxerguei uma dúzia de colegas arrumados, de terno e gravata ou vestido e salto alto para prestigiar o evento. O Dunga, que vive de me sacanear, decidiu subir as escadas do teatro e ir cheirar os pés de um cara que já foi patrono da Feira do Livro. Não demorou para que nos reconhecessem. Veio um bando de gente cumprimentar o bonito e eu ali, “toda descaracterizada”, como disse a tia naquele infame vídeo do You Tube.

dunga

Ninguém resistiu ao charme do peludo.

Também é estranho, em dias de folga, abrir a janela para respirar o ar matinal e já enxergar o letreiro do jornal. Fica a impressão de estar fazendo algo errado em não ir trabalhar. E como eu tenho tendências a “workaholikismo”, sinto vontade de ir até lá, ligar meu computador e fazer umas pautinhas.

Mas a pior, pior, pior coisa de morar perto do trabalho é morar perto do trabalho. “Hein? Oi?”. Hoje eu acordei atrasada. Vesti qualquer coisa, passei um lápis azul no olho, uma coisa meio Lupita Nyong’o, na tentativa de dar um ar fresh ao carão de sono, e acabei de me dar conta que esqueci de colocar brincos. Me sinto nua sem brincos. Estou pirando sem eles. Sei que uma caixa lotada de opções me espera a três minutos daqui, mas seria uma imbecilidade da minha parte sair do trabalho para ir em casa colocar brincos. Ou não. Quem sabe na hora do almoço. Mas daí vai estar um calorão. Então vou agora. Não, eu não mandei a pauta do dia para as meninas ainda. Vou às 11h. Mas já vai estar quente. Aaaaaaaaaaaaaaah!

Dito isso, meu bom dia e desejo de uma ótima quinta!

PS: trabalha aqui no jornal e tem um par de brincos extra na bolsa? Tô aceitando! 

Coluna da Deb Xavier: Transforme suas resoluções de ano novo em realidade!

31 de janeiro de 2014 5

Oi gente, tudo bem?

Primeiro – Feliz Ano Novo!

Aqui no Brasil o ano iniciou oficialmente dia 06/01 e junto com esse novo recomeço nos vemos cheias de expectativas, resoluções e promessas para o próximo ano.2014

Mas vem cá, levanta a mão quem nunca fez uma lista e chegou no final do ano um pouco decepcionada porque não conseguiu atingir tudo aquilo que queria.

Olha minha mão levantada aqui  ==> o/

Como então transformar nossas resoluções de ano novo em resultados?

Nesse início de 2014 eu resolvi fazer diferente, então pesquisei técnicas que aumentam a chance de sucesso na hora de atingir nossos objetivos. Seguem aqui as dicas que aprendi:

 

FAÇA UMA LISTA DAS RESOLUÇÕES

Foto 2

É super importante listar todos os objetivos profissionais do ano, desde “chegar sempre no horário” ou “fazer um curso de Excel”, até “ser promovida” ou “começar o próprio negócio.

Uma pesquisa feita com estudantes e divulgada na Entrepreneur Magazine mostrou que sua chance de sucesso é maior (64%) quando você decide colocar tudo no papel. Em comparação, apenas 43% daqueles que não escrevem as resoluções atingem os objetivos.

 

ESTABELEÇA SUAS PRIORIDADES

Ordenar a lista em ordem de relevância é fundamental para que você saiba por onde começar e onde direcionar seus esforços. Ter em vista os objetivos de longo prazo é uma boa estratégia na hora de escolher quais itens são prioritários.

O índice de sucesso é maior quando definimos um número menor de resoluções, tornando nossas expectativas mais reais e realizáveis. Escolha os 2 ou 3 itens que mais vão impactar seu futuro e realização profissional.

 

DESCREVA O PASSO-A-PASSO DAS RESOLUÇÕES

“Objetivos são sonhos com prazo estabelecido.”

Essa frase de Diana Scharf mostra a importância de tornar nossos sonhos tangíveis, e uma das maneiras de fazer isso é criar um plano.Plano

Para cada uma das resoluções, escreva 3 a 4 passos para chegar ao objetivo, como se fosse uma receita de bolo. Reflita sobre quais as ações-chave nesse processo, quais as pessoas estratégicas que podem te ajudar ou ainda como você pode utilizar as ferramentas que já tem.

O ideal é que o primeiro passo seja algo que você possa fazer o quanto antes: em no máximo uma semana, de preferência hoje mesmo ou amanhã.

A dificuldade maior está justamente em dar o primeiro passo, e depois dessa etapa as chances de você desistir tendem a ser menores.

 

COLOQUE A BOCA NO TROMBONE

Foto4 - Thinkstock

Ok, não estamos falando literalmente. A ideia central é compartilhar com outras pessoas seus objetivos, metas e resoluções.

Tem medo de inveja ou mau-olhado? Bem, aconselho então que você conte para um grupo seleto de pessoas, baseado no seu grau de confiança.

A mesma pesquisa que eu citei lá em cima mostrou que as chances de sucesso aumentam de 64% para 76% quando compartilhamos nossos objetivos com outras pessoas!!!

Sabem por quê? Porque ao contarmos para outros é como se reforçássemos nosso compromisso, pois ficamos com medo de “falhar” em público, isso minimiza a probabilidade de você abandonar tudo no meio do caminho.

 

USE A TECNOLOGIA A SEU FAVOR

Existem aplicativos e sites desenvolvidos para aumentar suas chances de sucesso. Veja alguns exemplos:

Ferramentas

Metas para Vida – Aplicativo gratuito onde você coloca suas metas e atualiza diariamente. É possível integrar com o Facebook, garantindo apoio e dicas dos amigos (e a gente já sabe como isso é importante, né?). Tem versão para Android e iPhone.

43 Things – Eles se divulgam como a maior comunidade de pessoas com metas. Você faz uma lista com 3 objetivos (Viu? Não adianta nada uma lista enooorme) e recebe dicas de pessoas com metas em comum.

Aherk! – Um dos mais divertidos. Funciona assim: você escolhe uma meta e faz o upload de uma foto constrangedora que será publicada no seu Facebook caso você não cumpra com o objetivo. E sabe quem são os juízes? Seus amigos! Só não vale sacanear, hein?

21habit – Se sua meta é de curto prazo ou se você precisa de uma força extra, esse site pode ser a solução. Depois de definir uma meta para os próximos 21 dias, é necessário fazer um depósito financeiro de 21 dólares que é devolvido no final, proporcionalmente ao sucesso alcançado. Se você perder, o dinheiro é doado para uma instituição de caridade.

Relembre-me – Caso você pense grande e queira estebelecer metas para daqui a 5, 10 ou 20 anos, esse site te ajuda. É bem simples: você escreve uma carta com seus objetivos para os diferentes prazos e no futuro, recebe um e-mail lembrando quais eram. Uma boa ideia para ver como a gente evolui e muda ao longo dos anos.

Espero que vocês gostem das dicas! Que tal começar compartilhando com a gente quais seus objetivos profissionais pra esse ano? Eu poderia fazer posts que ajudem vocês, que tal?

assinadeb

Um até logo

18 de janeiro de 2014 15

A sexta-feira foi um dia muito especial. Quem me acompanha no Facebook  sabe que eu comemoro aniversário de verdade, com uma animação além da conta. Mas ao mesmo tempo que tive um dos dias mais felizes da vida, passei a sexta com o coração um pouquinho apertado. Este 17 de janeiro foi diferente para mim. Ele marcou não só mais um ano de vida, mas também o começo de uma nova fase profissional. Depois de 7 anos, apresento daqui a pouquinho meu último Supersábado na Rádio Gaúcha.

A decisão não foi tomada assim, de sopetão, mas acalentada e discutida há algum tempo junto com meus mestres na Gaúcha (tenho a sorte de ter mestres, não apenas chefes). Por mais que lamente a despedida, quero me concentrar em ver meu último sábado no ar como um momento de celebração. Fiz na Rádio Gaúcha os meus melhores amigos e aprendi lá toda a base de jornalismo que pratico hoje. Não poderia ser mais grata por isso.

Sempre, sempre quis trabalhar em rádio, mesmo antes de começar a faculdade. Gostava de ouvir notícias com meu pai e um dia, numa dessas feiras de talentos promovidas pela escola, conversei com um jornalista que me contou todos os tipos de trabalho que existiam dentro de uma rádio. Curiosamente, eu não achava bacana a ideia de falar no microfone, mas fiquei encantada com a tal da “produção executiva”. “O produtor planeja os programas, marca as entrevistas, organiza a pauta”, disse o tal jornalista, que eu lamento ter esquecido o nome. Quer coisa mais perfeita para uma capricorniana?

Fiz vestibular de olho na Unisinos, que tinha recém aberto uma rádio digital. A universidade me parecia um excelente lugar para treinar rumo ao sonho de trabalhar na Rádio Gaúcha, a preferida do meu pai. Na faculdade, me esforcei para ir mais do que bem nas cadeiras de radiojornalismo. Fiz monitoria na área e estágio na rádio da universidade. Em 2001, quando me formei, a Gaúcha me contratou.

Fui produtora por 6 deliciosos anos, ganhei prêmios, me encontrei na carreira. Depois de um tempo, os meus mestres acharam que eu poderia ir além do que fazia e encarar o temido microfone. Em janeiro de 2007, estreava o Supersábado, um programa que misturava esporte, jornalismo e variedades e que teria, além da novata aqui na apresentação, o Wianey Carlet como parceiro.

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Caraca, o Wianey Carlet? Eu tinha medo dele. O cara era (e ainda é) um ícone do jornalismo esportivo, colunista, reconhecido em todo Rio Grande do Sul. Ele poderia não ter paciência comigo, poderia nem me deixar aparecer, reclamar da minha falta de experiência. Mas só pensa isso do Wianey quem não conhece direito o Wianey. Dono de um coração maior que o mundo, ele não só me deixou brilhar como me ensinou tudo o que precisava para me destacar. Hoje, Wianey é o Tata, meu colega de trabalho, meu padrinho de casamento, meu segundo pai, meu amigo.

Apresentar programas, algo tão novo para mim, me despertou um desejo de aprender outras coisas diferentes. Felizmente, trabalho numa empresa que concentra rádios, tevês, jornais, portais de internet. Nos sábados, eu apresentava ao lado do Tata. Mas antes disso, de segunda a sexta, pipocava por vários locais dentro do Grupo RBS. Amava as novas experiências porque adoro aprender. Cada passagem por uma função me fazia mais humilde em relação à minha carreira, me dava mais e mais a sensação de que a gente nunca vai saber tudo. Por cada lugar por onde passei, levei um pouquinho da ética profissional que aprendi na Rádio Gaúcha e busquei algo para empregar na vida de apresentadora. Uma troca do bem, que só me fez bem.

Agora, no entanto, chega a hora de encarar um desafio enorme: deixar minha paixão em rádio pausada por um momento. Pela primeira vez desde que entrei no Grupo RBS, ficarei distante do meu amor original. Vou dedicar 100% do meu tempo para um outro amor. Um que, na verdade, são dois: a revista Donna, de Zero Hora, no papel e na internet. Estou no jornal há dois anos e tive uma recepção incrível do pessoal. A revista tem um time dos sonhos e aprendo muito aqui. É um trabalho tão gratificante quanto é apresentar. Mas de vez em quando é preciso focar em apenas um projeto por vez.

Debati muito a decisão com meus mestres de rádio e eles entenderam meu momento. Ainda no final do ano, combinamos que seria em 18/1, o programa que marca o aniversário de estreia do Supersábado, que eu daria meu último “bom dia, Wianey, bom dia ouvintes”. O coração apertou, apertou, apertou, mas foi ficando mais tranquilinho quando me contaram que eu seria substituída na apresentação pela Denise Cruz, uma mulher de voz belíssima e de interior igualmente lindo. Merecedora de todo sucesso que já prevejo que terá, sei que vai cuidar muito bem do meu Tata. E isso, amigos, era muito, muito, muito importante para mim.

Como disse lá no começo, quis escrever para explicar com calma esse momento de vida. Daqui a pouco, no ar, a voz certamente vai embargar. Acredito que quem me acompanha com tanto carinho há 7 anos merece entender essa mudança. O Supersábado é líder de audiência e tem um time de ouvintes maravilhoso, pessoas que vão fazer uma falta enorme na minha vida nos fins de semana. Gente querida, que nunca vi ao vivo, mas que toda sexta à noite tuitava um “estou indo dormir para acordar cedo e te ouvir amanhã”. E que no dia seguinte estava lá, pontualmente às 8h10, com um “já na escuta da @rdgaucha com @gabichanas e @wianey”.

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Isso não tem preço, né Tata?

Não é um tchau para sempre, até porque quem ama rádio do jeito que eu amo não consegue ficar longe por muito tempo. Já disse para meus mestres: estou apenas dando uma pausa para aprender mais e, quem sabe, um dia retornar. Daqui a pouco, darei um “até logo” para aquele microfone que um dia me deu tanto medo e para as maravilhosas pessoas que me acompanharam no ar por 7 anos e que tanto contribuíram para minha formação com críticas e elogios.

Neste sábado, portanto, das 8h10 às 11h, estarei ao vivo na Rádio Gaúcha. Depois, vocês me encontram todos os domingos na revista Donna (eu estreei uma coluna linda em dezembro), aos sábados no Pioneiro, de Caxias do Sul, e aqui no meu blog. Ah, e claro que em redes sociais também, enchendo muito a paciência do Tata, dessa vez já na condição de ouvinte de um programa que merece toda a audiência que tem.

Aos mestres da Rádio Gaúcha (em especial ao meu querido Cyro Martins): meu eterno obrigada por me guiarem com tanto carinho na carreira.

Aos colegas da Rádio Gaúcha: aplausos sem fim pelo trabalho impecável que fazem. Aos que foram meus produtores (especialmente tu, meu querido amigo Jaques Machado): valeu a ajuda, a compreensão, a parceria. 

Para os ouvintes, posso deixar um  agradecimento e um pedido? Obrigada pelo respeito e por acompanharem com tanta gentileza a minha carreira. E cuidem bem do Tata, por favor. 

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E pra ti, Tata: obrigada, do fundo do meu coração, por ter me ensinado tanto. Eu te adoro muito! Nos divertimos muito (esse tipo de foto aí é a prova) e eu serei sempre, junto da tua família, a tua fã número 1.

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Licença-maternidade: Vanessa e Deb contam como tirar ainda mais proveito desse período

08 de janeiro de 2014 14

Oi, gente! Aqui é a Vanessa, futura mamãe do Theo!

Hoje resolvi falar sobre um tema que vem tirando meu sono nas últimas semanas: a licença-maternidade. Longe de comentar sobre as leis trabalhistas, até porque não tenho noção alguma sobre isso. O que realmente vem assombrando minhas noites é a expectativa de como serão esses dias em que estarei afastada.

Trabalho desde os 13 anos. Costumava ajudar na empresa de meu pai com pequenas tarefas. Desde lá, sempre estava envolvida em algum projeto e, há pelo menos dois anos, não sei o que é tirar 30 dias corridos de férias. Quem me conhece sabe que não consigo ficar ociosa, estou sempre metida em uma coisa ou outra. Acho que é culpa da tal ansiedade.

Lógico que vocês me dirão: mas tarefas não vão te faltar. E com certeza não faltarão mesmo. Afinal, terei um “pacotinho” lindo para tomar conta. Mas, paralelo à felicidade de ter a oportunidade de curtir meu filho e estar perto dele nos primeiros meses de vida, falo do lado profissional mesmo. Afinal, serão seis meses fora do mercado de trabalho.

Pensando nisso, resolvi pedir socorro pra quem entende do assunto: nossa linda colunista de carreira, Deb Xavier. Mandei um e-mail contando minha angústia e pedindo para ela me sugerir algumas ideias do que fazer durante esse período. Ela topou na hora e me enviou várias sugestões, que valem para todas as meninas na mesma situação que eu. Espero que vocês gostem e usufruam das dicas da Deb.

Estou em férias seguidas da minha licença, mas não vou sumir daqui não, viu? Afinal, ainda tenho muitaaaaa coisa para dividir com vocês. E hoje nos vemos na Happy Baby Hour, né?

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Vamos às dicas de Deb Xavier, mãe, empreendedora e super ligada em assuntos referentes a carreira

A licença-maternidade, além de um direito nosso, também é um período para nos adaptarmos à chegada do bebê, amamentar, organizar a rotina. Algumas mães não voltam ao mercado de trabalho após o nascimento dos filhos, outras buscam trabalhar em áreas ou empresas diferentes. Há ainda aquelas que resolvem ficar um período mais prolongado de tempo fora do escritório.

São escolhas bem particulares, levando em consideração diferentes estilos de vida e realidades diferentes. Quando a Tathi nasceu eu estava estudando, e retomei os estudos logo em seguida. Nunca consegui ficar muito parada, então quando a Vanessa me pediu para dar dicas sobre o que fazer durante a licença-maternidade, adorei a ideia!

Independentemente de qual é sua escolha para depois da licença-maternidade, você pode aproveitar o tempo para se preparar para diferentes cenários:

- Para se manter ativa profissionalmente, você pode escrever um livro, ou um blog. É uma ótima maneira de expor seu conhecimento na área em que atua.

- Você ainda pode dar aulas particulares ou aulas em algum curso livre, dependendo da sua área de atuação.

- Estudar pode ser uma opção também! Existem diversos cursos à distância (inclusive de faculdades estrangeiras renomadas!) ou ainda cursos regulares com poucas aulas na semana. Você dá um upgrade no currículo e ainda ocupa o tempo livre.

- Atuar com consultoria também pode ser uma opção. Além de reforçar o orçamento doméstico, você permanece atualizada com o que está acontecendo no mercado de trabalho.

- Trabalhe em uma ONG. Você faz o bem, se envolve em atividade extra e aprende coisas de uma área diferente.

- Planeje seu negócio. Essa é para as mamães que querem empreender! Aproveite o tempo e estude, estruture a rotina, converse com especialistas, faça cursos.

As opções são infinitas! Com certeza, alguma se encaixará nas suas escolhas. A ideia dessas dicas não é afastar a mãe do bebê, atrapalhar a amamentação ou focar em trabalho. São apenas sugestões para aquelas mulheres que querem aproveitar o período para se desenvolver profissionalmente ou para continuar produzindo.

:: Mais dicas de carreira da Deb

:: Mais dicas sobre gestação da Vanessa

Coluna da Deb Xavier: Home Office, vida profissional e pessoal: coisa de mulher?

02 de dezembro de 2013 4

Oi gente, tudo bem?

Outro dia a Gabi me escreveu com uma sugestão de pauta que eu achei incrível: Home Office – em português seria como Casa Escritório, que nada mais é do que poder trabalhar em casa. Eu me identifiquei muito, pois é uma questão bastante feminina, ainda que num primeiro momento possa não parecer.

home office

Tá certo que a parte da decoração é um item que nos atrai mais, né?

Por exemplo, quando a Marissa Mayer, CEO do Yahoo!, cancelou a política que permitia os empregados trabalharem em casa, foram publicadas matérias sobre como essa decisão afetava principalmente mulheres e mães, inclusive na famosa revista Cosmopolitan. Também, uma pesquisa apresentada pelo Huffington Post apontou que as mulheres têm mais preferência por trabalhar em casa do que os homens.

Por que políticas que promovem jornadas e locais de trabalho alternativos e flexíveis são um tema de maior interesse feminino?

Bem, não sei vocês, mas eu conheço muita mulher que é a principal responsável pelo trabalho da casa e pelo cuidado das crianças. E isso toma muito tempo… falo por experiência própria. Também tem as escolas e creches que funcionam em horários diferentes dos escritórios, o que dificulta a rotina de quem cuida das crianças. Ainda existem os compromissos como reuniões de escola, médicos ou até mesmo compras, que acontecem durante nosso expediente de trabalho. Isso que nem vou falar da culpa e saudade que muitas sentimos por estar trabalhando e deixar nossos filhos na escola.

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A imagem diz tudo: equilíbrio entre vida profissional e pessoal = felicidade! Será que na vida real isso dá certo?

A vontade de ficar com os filhos aliada à dupla ou tripla jornada de trabalho, faz com que muitas mães deixem de retornar ao trabalho após o fim da licença maternidade. De acordo com pesquisa da consultoria Robert Half, realizada em 14 países, em 85% das empresas brasileiras, menos da metade das mulheres continua na empresa após a maternidade.

E não é pra menos, né? Se já é complicada trabalhar E cuidar da casa, com filhos fica mais difícil. Vira e mexe eu penso que gostaria de um dia com mais de 24h, pois é quase impossível dar conta de tudo!

A alternativa de trabalhar em casa nos dá mais tempo, pois não perdemos 1h ou 2h por dia nos deslocando até o escritório e permite que organizemos nossas tarefas com mais liberdade.

O fator “economia de tempo” + “flexibilidade de horários” = ganho de qualidade de vida! Um estudo feito pela Georgetown University, em 2010, apontou que 90% das pessoas que trabalhavam em casa consideravam o Home Office benéfico para o balanço entre vida pessoal e profissional. E nós, mulheres, somos quem mais se preocupa com isso.

Então Home Office seria a Oitava Maravilha do Mundo?

Bem, nem tanto! Primeiro porque essa “necessidade feminina” é fruto da falta de divisão de tarefas em casa. Home Office seria um paliativo para um problema maior, que necessita mudanças estruturais na nossa economia e sociedade. Segundo porque nem todo mundo têm possibilidade de escolher o próprio regime de trabalho. Terceiro, porque trabalhar em casa também tem suas dificuldades e armadilhas.

Há ainda um quarto e importantíssimo fator apontado pela Harvard Business Review: o fato de mais mulheres trabalharem de casa, pode afetar o desenvolvimento das carreiras femininas, uma vez que essas profissionais não teriam tantas oportunidades de fazer networking ou de conhecer áreas adjacentes da empresa. Isso apenas corrobora outro estudo, que mostra que funcionários (independente de gênero) que trabalham fora do escritório têm menos chances de serem promovidos ou receber aumento de salário. Isso é chamado de “Estigma da Flexibilidade”, termo criado por Joan C. Willians, professora da Universidade da Califórnia e estudiosa no assunto.

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Aí ficamos com um grande dilema (sim, mais um!): ao mesmo em que o Home Office nos permite maior equilíbrio, também pode ser prejudicial para nossas carreiras. O que fazer? Embora a prática não seja tão comum no Brasil quanto é no exterior, é um assunto pra se pensar, né?

E vocês? O que acham?

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Um macete para melhorar a vida no trabalho e no amor

14 de novembro de 2013 35

Já começo esse post pedindo perdão a neurocientistas, neurologistas, psicólogos, terapeutas. Posso me passar nos termos, posso errar alguma coisa da teoria. Mas é que há tempos eu queria dividir com as gurias do blog uma coisa que me ensinaram e que mudou a minha forma de encarar relacionamentos amorosos, de trabalho, com a família, com as amigas. Ontem, numa situação profissional específica, eu adotei de novo a técnica, percebi como funciona e pensei: “Mas porque é mesmo que eu nunca falei disso no blog? Certamente tem mais gente que faz e vai me ajudar a ampliar o conhecimento sobre a coisa. E também deve existir um catatau de pessoas que nunca ouviram falar do macete”.

Soube dessa técnica/teoria na primeira vez que fiz terapia. Uns anos mais tarde, sentada ao lado de um entendido no assunto num voo para São Paulo, descobri um pouco mais. O que diz a tal: cada um de nós tem uma característica mais forte entre as três abaixo. Lê com amor e tenta descobrir qual é a sua:

Visual: uma pessoa visual gosta, como o nome sugere, de ver as coisas serem feitas. No amor, adora receber um bilhetinho apaixonado. No trabalho, curte estipular prazos, metas, fazer apresentações.

Auditivo: costuma ser mais calmo e prefere ouvir a falar. No amor, é aquela pessoa que se realiza ouvindo um “eu te amo”. No trabalho, é aquele seu colega que produz infinitamente mais depois que recebe um elogio. Gostam de analisar, de garantir que tudo esteja certinho.

Cinestésico: é o tipo mais socialmente inserido. É falante, envolvente. No amor, prefere mais abraços e beijos do que qualquer outra manifestação. No trabalho, ama atuar em equipe e interagir.

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Achou o seu perfil? Provavelmente você seja uma mistura de todos, mas um certamente se sobressai. Eu, por exemplo, sou totalmente auditiva.

A segunda parte da bacanice é identificar que perfil têm as pessoas que trabalham ou convivem socialmente com você. Vou até me usar como exemplo: para mim, um “eu te amo” do Marcelo ou um “você fez um excelente trabalho” por parte dos chefes têm muito mais valor do que um bilhete apaixonado, um e-mail de reconhecimento, um abraço apertado ou um tapa das costas. Não que eu não aprecie nenhuma dessas coisas, mas eu me sinto mais realizada quando se dirigem a mim com comportamento auditivo.

A chave do sucesso nas nossas relações, me explicou o neuro naquele famigerado voo, é aplicar com quem você ama ou trabalha o comportamento que tem valor para ele ou ela. Nós temos a tendência de fazer com os outros o que gostaríamos que fizessem com a gente.  A Gabi, toda auditiva, vive elogiando as colegas. Eu acho importante que elas ouçam que fizeram um excelente trabalho. Mas, peraí: e se a minha colega não der valor nenhum para isso? E se ela for visual, daquelas que esperam um reconhecimento num e-mail com toda turma copiada? Meu mimimi para ela vai entrar por um ouvido e sair por outro.

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Meu novo hobby: ficar observando as gurias do trabalho. Tô analisando vocês, peruas!

No âmbito amoroso: já identifiquei que meu marido é cinestésico da cabeça aos pés. Eu, como boa auditiva, passava metade do dia dizendo que amava ele (é isso que gosto que façam por mim). Depois de entender a tal técnica, mudei minha forma de demonstrar afeto. Se quero que ele se sinta mais amado do que já é, não me perco em bilhetinhos e nem em palavras bonitas, mas em gestos. Acompanho ele numa atividade que adora, proponho um churrasco, um jantar romântico, dou abraços mais apertados.

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Lembrar: menos bilhetinhos apaixonados, mais abraços apertados.

Dica da tia Gabi: tire essa quinta-feira para analisar como se comporta uma pessoa que tem valor para você. A partir disso, dê uma pesquisada na internet, converse com o terapeuta, entenda melhor o assunto. A minha explicação aqui é extremamente rasa e fruto de dois ou três papos com quem sabe da coisa. Mas o fato é: mesmo assim, lendo as minhas leves pinceladas sobre o tema, já dá para beneficiar monstruosamente.

Um resumo: não trate como rei do camarote quem te trata como pista. Ou: não vá todo auditivo para cima de um cinestésico. A chance de você ser bem-sucedido no papo amoroso, no pedido de aumento de salário ou nas mínimas relações interpessoais acaba ficando menor.

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A vida é mesmo um grande BBB, vocês não acham? Quem sabe como falar com os outros consegue atingir seus objetivos com mais facilidade.

PS: me contem em que perfil vocês se encaixam. Tá certo que eu sou primordialmente auditiva, mas também amo ler os recados de vocês.

PS2: a internet está lotada de testes online para identificar o seu perfil. Jogando no Google um “teste visual, auditivo e cinestésico” dá para escolher entre vários.

Coluna da Deb Xavier: Está perdida na carreira?

13 de novembro de 2013 26

Oi, gente. Tudo bem?

Gostaria de agradecer a todos a receptividade! Recebi vários e-mails e mensagens de boas pela nova coluna. Fiquei super feliz e empolgada!

Eu já tinha em mente os temas dos primeiros posts para a coluna, porém quando vi que muitos de vocês (a maioria mulheres) me escrevia angustiada por estar perdida profissionalmente, resolvi escrever sobre isso. Sei muito bem o que é ver o tempo passar e não se encontrar profissionalmente, pois eu já passei por Arquitetura, Relações Internacionais, fui morar fora. Eu sempre fui do tipo de pessoa que buscava ser super realizada na carreira e queria encontrar aquilo que fizesse meu coração bater mais forte, sabe? Não bastava ser uma coisa legal. Eu não procurava glamour, salário alto ou uma rotina específica. Eu não sabia bem o que eu queria e não sabia como procurar!

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Se identificou? Separei algumas dicas bem legais e divertidas para quem está nessa situação.

Relaxe: é natural vermos nossos amigos e colegas felizes e crescendo profissionalmente e nos questionarmos se o problema é conosco. A verdade é que muitas pessoas estão na mesma situação, e talvez até um desses amigos esteja se sentindo infeliz e perdido. Não se desespere, aceite que esta busca é parte do processo e saiba que você não está sozinha.

No que você é bom? Na escola, no que você se destacava? Em quais matérias ia bem? Era um bom líder? Era aquela que sempre tomava iniciativa? Ou era a pessoa que tinha as ideias mais criativas? Fazer uma auto análise daquilo em que somos bons é uma etapa importante no processo de nos encontrar profissionalmente. Faça uma lista de suas qualidades e competências – nessa hora é importante ser BEM sincera consigo mesma. Eu nunca fui boa cumprindo horários por exemplo, mas sempre trabalhei mais do que as 8 horas diárias tradicionais. Isso significa que eu não me adaptaria bem em profissões que exigissem rotinas rígidas.

Quais são seus hobbies? Sabe aquela propaganda do Pão de Açúcar com a Clarice Falcão em que ela pergunta “O que você faz pra ser feliz?”.  Pois bem, é isso! O que você faz? Escreve? Desenha? Lê sobre computadores? Assiste documentários sobre biologia? Não necessariamente você vai trabalhar com isso, mas essa pode ser uma boa pistapara encontrar a carreira que vai mexer com seu coração.

Pesquise: a internet está aí para isso! Está considerando uma carreira – vai no Google. E não é só! Existem vários filmes e séries bem legais que, além de divertir, mostram o dia a dia de profissionais de diferentes áreas. Lembram dos famosos O Diabo Veste Prada, Grey’s Anatomy ou The Good Wife? É importante lembrar que a realidade é sempre mais complexa que a retratada na televisão. Outra forma interessante de saber o que nos espera é analisar os currículos dos cursos das faculdades. Ainda que a teoria seja bastante diferente da prática, é fundamental termos uma noção dos conhecimentos necessários para a profissão que estamos considerando exercer. De que adianta querer ser nutricionista se eu odeio química?

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A personagem da Anne Hathaway descobriu que trabalhar com moda não é só glamour.

Quadro inspiracional: agora que você tem bastante referências, uma boa ideia pode ser fazer um quadro (pode ser um cartaz mesmo) inspiracional com tudo que mexe com você. Cole desde imagens até ingressos de cinema e escreva frases e palavras vão te ajudar a visualizar melhor o todo e encontrar respostas. Tem gente que gosta, tem gente que não gosta. Quem fizer com certeza vai tirar bons insights!

Lista: outra alternativa é organizar tudo em listas: aquilo em que você é bom, aquilo que você gosta e aquelas profissões que juntam os dois. Dá pra fazer os prós e os contras de cada, dar notas para cada item. No filme P.S.: Eu te Amo a personagem principal está perdida e planejando mudar de vida – e de profissão – e faz as tais listas para se achar.

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Vale lista no papel, vale no computador…

Experimente: eu sou a favor da mão na massa! Mesmo quem tem um emprego formal, família e casa pode arranjar um tempo para experimentar uma nova profissão caso tenha vontade. Pode ser aos sábados, uma noite por semana, nas horas livres. Enfim, cada uma sabe da própria realidade. O importante é encontrar uma maneira de experimentar: seja visitando o local de trabalho, conversando com pessoas que trabalham, fazendo imersão, se voluntariando para trabalhar na área. Se você trabalha como contadora e quer ir pra área de moda, que tal fazer um projeto de contabilidade para uma loja de roupas? Enfim, ensaie um contato com a área que você deseja trabalhar.

Preparação é a alma do negócio: uma vez decidida, vá atrás de cursos e aulas que preparem para a nova etapa. A internet está cheia de opções interessantes, além de cursos de extensão em universidades renomadas. Para os autodidatas existe uma gama de materiais à disposição, mas é importante criar um portfólio mostrando do que é capaz.

Ainda não se achou? Tudo bem! Às vezes, assim como no amor, acontece quando a gente menos espera.

“Mas e se for tarde demais, Deb?” A melhor parte é que nunca é tarde demais para se redescobrir e começar de novo! Julia Child, a chef interpretada por Meryl Streep em Julie & Julia, tinha 50 anos quando seu primeiro livro foi publicado.

Ah! Sugestões para os próximos posts? Dicas, elogios, críticas construtivas? O espaço de comentários está aí pra isso!
Deixo vocês com uma frase linda

“Sua missão é descobrir o seu trabalho e então te entregar a ele com todo seu coração.” (Buddha)

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Nova coluna no bloguinho: dicas de carreira com Deb Xavier

04 de novembro de 2013 2

O bloguinho tem uma nova colunista, uma moça muito competente, simpática e que fala com propriedade sobre um assunto que todas nós adoramos: carreira. A Deb Xavier vai passar por aqui de tempos em tempos, sempre que tiver ideias, dicas ou notícias interessantes para dividir com a gente. Ela se apresenta propriamente no texto abaixo e conta um pouquinho sobre o Jogo de Damas, uma iniciativa bacana que tem o objetivo de ajudar a mulherada a empreender ou a se dar cada vez melhor no trabalho.

O fórum está aberto, gurias. Desde “vale trocar de carreira” até “meu chefe me odeia”, ganhamos um espaço para falar com quem vive o mundo corporativo em cima do salto. Deb, já pode fazer encomenda? Queria muito ler dicas sobre as áreas mais legais para empreender no momento, casos de mulheres que se deram muito bem na carreira, aqueles três segredinhos da poderosa do Facebook, como lidar com fofoca no trabalho, como traçar um plano para a carreira decolar. Ufa! Já viste que vamos te explorar, né? Ah! E não deixa de avisar por aqui sobre as próximas edições do Jogo. É algo que toda mulher deveria conhecer.

Welcome, Deb! 

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Meus tempos de prô Gabi: cadê vocês, meus alunos?

15 de outubro de 2013 19

De todas as saudades que tenho na vida, ser professora é uma das maiores. É daquelas coisas que, assim que larguei, prometi que voltaria a fazer um dia. E quando voltar, quero que seja no mesmo formato dos tempos em que atuei ensinando pequenos: numa escolinha micro, com turma faceira e, de preferência, ensinando a ler.

Cresci em família de professores. Minha mãe, inclusive, era dona de uma escola particular (é das antigas e mora ou morou em Gravataí? Lembra do Santa Rita de Cássia? Pois a escola, em seus tempos de particular, era da mãe e suas irmãs. Hoje é alugada para o governo municipal). Era bem natural que eu seguisse a carreira para herdar a escola junto com a minha mana e meus primos. Mas eu era rebeldezinha. Nem morta queria seguir a carreira deles. Deu tempo de bater pé por uns dois meses, mas no fim a mãe ganhou. Me fui cursar Magistério no Colégio Dom Feliciano, aquele grandão ali do Centro de Gravataí.

Pulando mais uns anos, lá estou eu na Escola Santa Madalena, no Rincão da Madalena (fato: esse post vai fazer mais sentido para quem é de Gravataí). Era zona rural da cidade. Tinha um ônibus para ir, outro para voltar. Se perdesse, voltava a pé caminhando quase 10km. E no meio de uma região que, na época, era considerada uma das mais perigosas do município. Cheguei lá apavorada. Meu pai teve que, literalmente, me segurar pelos ombros e me forçar a ficar. Eu estava em estágio obrigatório após o segundo grau, e sem ele, a escola não daria meu curso como concluído.

Pulamos de novo mais uns anos para frente. Não só fiz meu estágio e fui aprovada com louvor, como pedi para ser contratada mais um ano (o que foi fácil, pois era complicado achar professor que quisesse dar aula lá). E renovei mais um. E mais um. Nos dois últimos, me deram a 1ª série, onde eu tinha alunos mais velhos do que eu (eu tinha 18, 19). Ia trabalhar encantada e voltava com um sentimento que, no auge da minha imaturidade, não conseguia entender. Hoje entendo. Era realização profissional, era saber que estava ensinando algo que outra pessoa levaria para a vida.

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A primeira turma que dei aula. Lembro dos nomes de vários de vocês, viu? Juliano (como tu incomodava a prô, rapaz), Josiane, Joel, Ana Paula, Leandro…). Por onde vocês andam agora? Devem ter filhos, famílias. Como eu queria ter notícias de vocês…

O tempo foi passando e foi começando a ficar difícil de conciliar ser professora com as aulas da faculdade de Jornalismo e os estágios na área. Eu tinha conseguido o meu primeiro trabalho em uma rádio (o meu maior sonho) e me quebrava para dar conta de tudo. Chegou uma hora em que tive que decidir. Chamei os pequenos e anunciei que a prô estava indo embora. Falei do meu sonho, de como queria ser “jornalista que fala as notícias no rádio”. Eles receberam com maturidade enorme. Me abraçaram, fizeram festa, desejaram coisas boas com toda pureza do universo. Quando consegui entrar na Rádio Gaúcha (para quem é de fora: é a maior emissora de radiojornalismo do sul do Brasil), mandei uma carta para a galera contando que deu tudo certo. Eles me responderam com essas cartinhas que guardo até hoje.

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Tristesa com S, coisa de enlouquecer qualquer professor. Mas vale a intenção.

Em alguns anos fecharei 20 desde que larguei meu ofício de “prô Gabi”, mas só de pensar naquele tempo me encho de orgulho. Algumas pessoinhas espalhadas por aí sabem ler porque eu ensinei, sabem fazer contas porque eu ensinei. Gratificante é apelido.

Eu fico saudosa em todo Dia do Professor. Fico com inveja de quem ainda leciona. Quando me aposentar do jornalismo, profissão que me faz igualmente feliz e realizada, quero dar aulas de novo. Vai que consigo ensinar os netos dos meus primeiros alunos. Por onde vocês andam, pessoal?

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Beijos também para a minha primeira professora. Aí estou eu, na festa junina da escola, com a prô Vera Lúcia Borba Takahashi. Por onde a senhora anda, prô?