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Há algum tempo eu venho compartilhando no meu Facebook pessoal o quanto estou encantada com a reeducação alimentar que venho fazendo. Estou neste processo há pouco mais de um mês e já entro em roupas de um número menor, vejo as calças ficarem mais folgadinhas e meu rosto (redondo por natureza) mais fininho. Várias meninas pediram que eu dividisse o que estou fazendo, por isso venho pra cá, onde o espaço é maior, pra falar da dieta-que-não-é-dieta que está mudando meu jeito de ver a comida. Irei postando de vez em quando uma coisa ou outra que dão certo e arquivando tudo numa mesma categoria para que vocês possam consultar quando quiserem. Estou saindo em férias na semana que vem e da praia mesmo prometo alimentar o blog com dicas.
Pra começar, é importante que eu conte como eu sou: odeio exercício físico, amo comer à noite (a janta é minha refeição preferida), tenho desespero por frituras (no oitavo dia Deus criou o bacon e a batata frita), acho (ou achava) salada a coisa mais chata do mundo e coloco toneladas de sal em tudo. A parte boa, "engordantemente" falando, é que eu não sou fanática por doces. Com esse histórico eu nunca, em 33 anos de vida, consegui seguir uma dieta bonitinha, daquelas recomendadas por nutricionista pelo tempo recomendado. Colocou salada no meio, ferrou. Outra: já repararam que todas as dietas trazem comidinhas complicadas de fazer ou ingredientes que a gente precisa virar o supermercado de cabeça pra baixo pra encontrar? Detesto!
Quem me conhece sabe que fui adepta das dietas doidas. Estou confessando, com muita vergonha, que já fiz todas as maluquices que vocês leem por aí. Quando era mais jovem o metabolismo era um foguete e se lacrasse a boca eu perdia 4 quilos em uma semana. Hoje a coisa é diferente. Meu corpo teima para se livrar de 300 gramas. A cada ano que passa eu vejo que eu e meu organismo e eu precisamos repensar nossa relação.
Eu não quero perder muito peso e não me ligo em números. Eu gosto é do que vejo no espelho. Tenho 1,70 de altura e atualmente peso 66 quilos. Quando comecei a reeducação, estava com 70, maior peso dos meus últimos 10 anos. Quero chegar a uns 61, que era quanto eu pesava no casamento, época em que atingi uma cinturinha que deixou boas lembranças. É como eu mais me gosto e para mim, é isso que importa. Também quero ficar mais saudável para pode engravidar em 2013 ou 2014. Com a saúde que tenho hoje seria complicado ter um bebê.
Tá, mas a reeducação?
A reeducação não veio de nutricionista, não veio de revista. Ela veio depois de uma conversa franca comigo. Pra falar a verdade, o momento em que estou vivendo agora é um resumo de tudo o que passei nos meus altos e baixos com a balança. Guardei dicas de médicos, guardei segredinhos da Boa Forma. O que se ajusta à minha vida eu faço. O que não tem nada a ver comigo, descarto e busco uma substituição. Foi a melhor decisão que tomei até hoje. Mesmo que daqui a um mês eu desista dessa vida regradinha, sempre lembrarei com orgulho de como a pessoa mais preguiçosa e gulosa do mundo conseguiu, por algum tempo, fazer o que é certo pra sua saúde e pro seu espelho.
Se eu fosse ter que escolher o que mais deu certo eu diria que não é começar tudo de uma vez só. Eu saía do nutricionista com a tarefa de comer coisas que não comia, de beber o que não bebia, de fazer o que não fazia. Era a receita pra desistir no segundo dia. Dessa vez eu decidi fazer uma coisa de cada vez. Comecei aprendendo a tomar água.


Eu chegava no trabalho e tomava um copão de café com leite cheio de açúcar. Seguia ao longo do dia bebendo café ou refri. Só bebia água quando tinha que tomar um remédio.

Água é chato. Água não tem gosto. Que tal, então, dar um jeitinho de colocar gosto nela? Algumas pessoas gostam de pingar gotinhas de limão. Eu gosto de colocar folhas de hortelã. Acreditam que eu trago folhinhas num pote para o trabalho? Bem geladinha a água fica com um gostinho dos deuses! Hortelã é baratíssimo e dá até para plantar em casa, mesmo em uma micro horta na sacada do apartamento. No supermercado fica junto dos temperos, legumes e verduras.
Eu comecei me colocando a meta de tomar um copo por turno (manhã, tarde e noite). No segundo dia, me coloquei a meta de tomar dois copos. Passado mais de um mês eu tomo mais de 2 litros de água por dia. Sei que isso está sendo bacana para a minha saúde, mas a melhor parte de tudo isso é que eu comecei a desinchar. Já nesta primeira semana fazendo tudo errado, mas apenas com a água em dia, eu já passei a me sentir melhor.
Repetindo, meninas: o que vou passar aqui é um relato das coisas que deram certo comigo depois de anos fazendo tudo às avessas. Se acharem que o meu esquema de preguiçosa pode render frutos pra vocês, levem os posts ao médico e vejam se podem adequar à rotina. Na semana que vem eu conto como aprendi a comer salada e amar de paixão. Acreditam que pra quem não colocava nada de verde no prato, hoje ele ocupa mais de 70% do almoço?
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