Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts na categoria "Diário: como aprendi a comer"

Final feliz!

27 de março de 2012 32

Há meses publico posts por aqui contando sobre minhas tentativas de fazer uma reeducação alimentar para melhorar a saúde e, de quebra, perder uns quilinhos. Contei de um vestido que serviu como a motivação que faltava para a jornada, lembram? Eu provei ele em dezembro e gamei, morri de amores, mas o danado não serviu. Queria muito usá-lo para ser madrinha dos amigos Dudu e Fernanda neste fim de semana. Comecei, então, a tal dieta e hoje, na semana do tal casamento, fui até o atelier prová-lo. Era a hora da verdade: ou toda função tinha dado resultado ou, aos 45 do segundo tempo, teria que arrumar outro vestido.

Pois bem: entrou, gurias. Entrou e até ficou larguinho e precisou de ajustes!

Já que vocês aguentaram o meu nhém nhém nhém de “não gosto de exercício”, “quero batata frita”, encerro este capítulo com a boa notícia de que o vestidão Marchesa azul entrou!

PS: algumas meninas perguntaram no Twitter onde comprei. O atelier se chama Virginia Manssan e está com váááários  vestidos Marchesa.

Um mês com personal + academia: há luz no fim do túnel

09 de março de 2012 12

Vai fechar um mês desde que contei aqui que tive que me render ao exercício físico. O ponteiro da balança emperrou depois de baixar bastante só comendo direitinho. Contratei personal, academia e desde que passou o carnaval eu estou me exercitando 6 vezes por semana (com uns 3 ou 4 enforcamentos básicos nesse período). Não vou mentir: não é fácil, mas também não é o horror que eu imaginava. Suportar as aulas – e uso esta palavra porque eu odeio malhação – até que está sendo bem divertido.

Tenho duas aulas por semana com o personal, na academia, e nos outros dias faço um mix de caminhada e corrida sozinha. Com o personal (estou trabalhando com o Guga Binotto, que conheci justamente por indicação de uma noiva que queria emagrecer) eu trabalho no esquema de circuito, passando por vários aparelhos em uma hora. De vez em quando vamos para a rua onde faço o TRX, uma espécie de pilates suspenso e bem puxadinho. Nos demais dias vou para a academia e caminho um pouco e corro outro pouco na esteira. Minhas panturrilhas queimam de dor pois, segundo o Guga, meus músculos estão muito encurtados devido aos anos de sedentarismo absoluto.

No primeiro encontro com o personal o Guga tirou todas as minhas medidas para poder comparar daqui a algum tempo. Desde lá eu não me pesei, apesar de sentir a balança me puxando para dentro da farmácia sempre que passo na frente de uma. Eu sei que vou ficar super deprê se o ponteiro não tiver se mexido. Sabe aquela pessoa que vê resultado no espelho, mas quer ver números também? Pois eu ando assim desde que comecei a me reeducar. Antes bastava entrar nas calças antiguinhas para ficar feliz. Hoje eu quero estatísticas!

O que eu posso dizer, meninas: dá para ser feliz fazendo exercício. A parte mais difícil para mim não foi a caneleira pesada e nem a corridinha, mas pegar o telefone e ligar para o personal e fazer o cadastro na academia. Depois que a gente se decide a coisa anda. E quer saber outra? Parece que se mexer vicia. A gente vai vendo resultado aqui, vai ouvindo um elogio ali e se sente motivada a seguir em frente.

Mulherada engajada no “projeto vestido de noiva”, no “projeto madrinha magrinha” ou simplesmente no “projeto mulher saudável”, garanto que há luz no fim do túnel!

Diário da vida nova: eu me rendo!

17 de fevereiro de 2012 41

Estou aqui fazendo um balanço de como anda a minha reeducação alimentar. Lá em novembro, quando comecei a comer direito, coloquei o carnaval como um momento de avaliação. Não, eu não pretendo sair de biquininho em escola de samba (ai, chorei de rir), mas a data é um bom divisor de águas. Decidi que dependendo de como eu estivesse aqui, às portas do feriadão, definiria como seguiria no restante do ano.

Eu conto aqui exatamente como sou: preguiçosa, comilona, fritura lover. Meu diário tem mais fundo de desabafo do que de educação, pois o meu estilo de vida está longe de ser modelo. Por ter contado desde o comecinho que é assim que eu sou é que não tenho vergonha de admitir: e não é que o povo que faz exercício estava certo? Eu vou ter que sair do sofá e me mexer. Humpf.

Agora em fevereiro senti que meu corpo se rebelou contra mim. Eu estava ali, tomando minha água, deixando de devorar pizzas às 22h, comendo meus legumes e caminhando quando dava na telha. Parece que o organismo gostou disso e pediu mais. O meu peso, que vinha descendo regularmente, estacionou. A minha barriga, que andava sequinha, reta, lisa (orgulho da mamãe) começou a querer aparecer. Também percebi que braços e pernas, agora mais magrinhos, não ficaram bem definidos. Tudo indicava que eu teria que fazer uma atividade física.

Estou sendo brutalmente franca com vocês quando digo que detesto atividade física e que queria que existisse uma forma de perder peso e ficar definida sem correr, sem fazer musculação e nem um tai chi chuan. Já que infelizmente não tem como, lá vamos nós fazer matrícula na academia que fica perto de casa. Ela não é lá essas coisas, mas como fica na esquina as chances de eu dizer que “é longe, tá chovendo, tô com dor na perna e não posso ir caminhando” são menores. Também estou adotando outra medida drástica: personal trainer. De novo estou sendo muito, mas muito franca. Um personal tem um papel motivador e eu sou o tipinho de pessoa que precisa disso. Vou gastar um pouco mais, mas estou fazendo a seguinte conta: vou ficar tão bem que poderei voltar a usar minhas calças 38, desta forma não precisarei comprar novas. Vai compensar.

Minhas aulas vão começar depois do carnaval e daí eu conto para vocês como está sendo a tortura, digo, experiência. Se alguém por aqui tiver vencido a barreira da preguiça e se apaixonado por atividades físicas, por favor, me conte. Eu preciso de “personal motivators” (Tabajara)!

Para perder peso: a motivação do vestido

26 de janeiro de 2012 21

Não existe motivação mais concreta para perder peso do que ter que entrar em um vestido branco. Eu, pelo menos, fiquei totalmente tensa e de todas as vezes na vida que me senti gordinha com uma roupa, nenhuma se compara ao meu pânico quando coloquei um vestido de noiva pela primeira vez. Naquele dia eu decidi que iria perder peso para me sentir melhor. Eu realmente perdi, mas de uma forma totalmente desleixada, naquele estilo de dieta que não é a mais recomendada. A prova maior de que a dieta foi errada, com muita boca fechada e zero de reeducação alimentar, é que já voltei da lua de mel com aqueles quilos perdidos na mala.

Um erro que muitas noivas cometem é achar que sempre dá tempo de perder peso. A gente diz que vai começar a dieta 6 meses antes do casamento, passa para 5, 4, 3, 2. Quando vê falta um mês só para a festa e nenhuma atitude foi tomada. Não tenho palavras para descrever o quanto isso é errado. Dá para emagrecer 1 mês antes do casamento? Claro que dá, mas me diz uma coisa: você prefere ficar magra por um mês ou pela vida toda? Se escolheu a segunda opção acredite em mim: começando a comer direito bastante tempo antes do seu compromisso de ouro (casamento, formatura, aniversário) você chega nele lindona e permanece lindona depois. Atenção: eu não estou falando de selar a boca por 6 meses. Estou falando de fazer um pouco a cada dia, não se privar de quase nada, o que é bem mais agradável do que ser drástica um mês inteiro.

Falei no título do post da “motivação do vestido”. Isso não precisa servir apenas para quem vai casar. Eu usei como inspiração o quarto vestido da fileira abaixo.


Era finalzinho do ano passado e eu fui até o atelier Virginia Manssan, aqui em Porto Alegre, para fazer umas fotos para uma revista. A publicação, que sai em abril (posto fotinho mais tarde) queria me fotografar em um cenário bem noivinha, então as donas do atelier me emprestaram a loja para fazer imagens entre manequins e vestidos. Estávamos no meio da sessão quando chega a Carolina Isoppo, uma das proprietárias da loja. Ela recém tinha chegado de New York e veio me cumprimentar. Batemos um papo rápido e ela contou que tinha ido aos Estados Unidos para pesquisar novidades, tendências, e tinha aproveitado a viagem para comprar uns vestidos de festa lindões para vender para suas clientes. Eu, que tenho de-ze-nas de casamentos para ir como dinda ou convidada neste ano, já me interessei. Foi aí que a Carolina me disse que entre suas compras estavam alguns modelos Marchesa lindos de morrer.

Marchesa. Adoro. Amo.

Pedi para ver, afinal desde que o blog nasceu eu rasgo seda para as estilistas da marca. Adoro o corte, a feminilidade e o requinte do vestidos. Comentei com a Carolina sobre um modelo específico que idolatro desde 2010 (aquele ali da imagem acima). Ela estranhou minha descrição de “vestido soltinho, tomara que caia, com laço no top) e, sorrindo, foi buscar os vestidos para que eu espiasse.

Imaginem a minha reação ao ver que a Carolina tinha comprado o exato vestido que eu adorava e que inclusive tinha postado aqui no blog lá em 2010. A cor, um azul royal deslumbrante, era a minha preferida também. Dei pulinhos, gritinhos, me abracei no vestido e assustei meio mundo no atelier. Na hora eu decretei: é meu, é meu, é meu!

Tenho certeza que vocês imaginam onde essa história desemboca: não, o vestido não fechou em mim. Segundo a Carolina, uns dois quilinhos a menos resolveriam o problema. Foi neste momento que surgiu a minha motivação real. Tirei uma foto usando o vestido, salvei no celular e de tempos em tempos olho e suspiro. Tenho certeza que hoje ele já serve, mas vou esperar o primeiro casamento da agenda chegar para ir no atelier pedir que as meninas ajustem. Será a coroação do meu esforço: usar um vestido que eu adoro e que depois de tanto tempo jamais imaginaria que fosse aparecer na minha frente.

A reeducação alimentar tem que começar agora, meninas. Não é na segunda, não é depois da festa de aniversário da prima. Levante neste instante e compre uma garrafa de água. No almoço, prove algumas saladas. Comece fazendo uma mudancinha pequena a cada dia. Fazendo isso com antecedência será fácil entrar na linha. Palavra da pessoa mais desleixada do mundo, que está conseguindo. Eu vou errando, vou caindo em tentação, mas vou consertando e me policiando. A cada dia fica mais fácil ser saudável.

Aniversário e as escorregadas na dieta

17 de janeiro de 2012 60

Estou de volta a Porto Alegre, mas com alguns diazinhos de férias restando. Na semana que vem eu reassumo o blog e todas as suas funções (já vi que a caixa contato@clicnoiva.com está cheia) com máxima energia depois de um período de descanso na praia. Valeu a pena tomar sol, ficar com a família, jogar video game com os sobrinhos, fazer comprinhas com a mana e…me acabar nas comidas da minha mãe. Sabe aquela minha reeducação alimentar que ia tão bem? Afundou!

Eu tinha o plano de me abastecer de comidinhas saudáveis indo todo dia ao mercado mais próximo, mas diante do desfile dos meus pratos preferidos, preparados pela Dona Nelma, caí em tentação. Quando vi estava me jogando em panquecas (a da minha mãe é dos deuses), bolos, refrigerante e esquecendo completamente de tomar água com frequência. O resultado dessa enbanjada: cama, dores monstras de estômago e até febre.

Há dois meses o meu corpo vem se acostumando com uma rotina bem bacana e de uma hora para outra eu mexi com a vida dele. Foi demais para o pobrezinho. Tive pontadas horrorosas no estômago, suei frio, tive uma febre (baixinhas, mas tive) e não tinha força para me levantar. Fui assim para a cama por volta de umas 18h e só me senti bem de novo no dia seguinte, depois de uma série de chazinhos acompanhados de xingões. Aprendi a lição. E como.

Curiosamente, esta escorregada fenomenal na dieta me fez ter mais vontade de retomar o projeto. Estou me sentindo relapsa, sabe? No primeiro dia de praia, ainda sob o efeito saudável, coloquei meu biquini e nem acreditei no que vi no espelho. Minha barriga estava reta e eu me senti toda confiante. Sabe quando a gente entra no mar sem ficar se escondendo (toda mulher sabe como é isso, né?). Pois foi assim a minha largada das férias. Já ontem, quando coloquei o biquini para o último banho de sol, senti o peso das panquecas, do churrasco e dos também famosos pães caseiros da mãe. Me detestei, mas proporcional à raiva veio a vontade de começar de novo quantas vezes for preciso. Acredito que grande parte da gente se reeducar para a vida é entender onde errou e ir consertando até que fique perfeito.  Onde eu pequei eu já sei. Como já sei também o que fazer para me redimir, bora retomar o projetinho saudável.

E como eu venho alardeando desde dezembro, hoje é meu aniversário! Sou do tipo que faz contagem regressiva e que acha aniversário a data mais bacana do ano (quase empatando com Natal). Vou me permitir tomar “bons drinks” para agradecer infinitamente por mais um tempinho incomodando aqui na Terra.

Diário da reeducação alimentar: aprendendo a amar saladas

12 de janeiro de 2012 16

Imagem: Morgue File

Aprender a comer salada é fundamental para quem quer perder peso. Eu estou em pleno processo de reeducação alimentar e prometi contar a vocês como consegui passar de “se salada fosse bom, existia rodízio” para “me dá mais rúcula, por favor”.

Antes de qualquer coisa é preciso lembrar que aqui a gente está falando de aprender a comer, quando o objetivo final não é sair com muitos quilos a menos depois de uma semana de boca fechada. O meu objetivo é entender como devo me alimentar, passar a fazer isso direitinho e como prêmio ganhar um corpo mais magro aos pouquinhos, sem a chance de engordar horrores depois de me matar de fome por dias a fio. Isso eu já fiz a minha vida toda e agora decidi que é hora de mudar de estratégia.

Todas as dietas que a gente faz colocam muito verde no prato, não é? Não gostar deles ou querer pular esta parte é certeza de fazer o processo todo dar errado. Tentar aprender a comer sem contar com a salada também seria besteira, então montei um plano de guerra que deu tão certo que vale a pena dividir.

Descobri que eu nem sabia direito que gosto tinha a salada. Quando fazia dieta colocava verde no prato quase que a força e comia aos pedações, engolindo meio que para cumprir tabela. Um dia decidi saber que gosto tinha cada verdura e legume separadamente. Provei alface, rúcula, brócolis, tomate, cenoura, beterraba e cia, cada um de uma vez. Mastiguei devagar pra entender o sabor de cada um. Descobri que cenoura não é a minha preferida, mas que rúcula é bem bom.

Apesar de rúcula ser gostosinha, está longe de ser batata frita. Meu segundo desafio, então, foi conseguir comer sempre e sem fazer cara feia. Comecei colocando mil molhos na salada, mas bem consciente do que são eles. Estes molhos prontos que a gente compra no supermercado mascaram o sabor dos vegetais, o que faz com a gente ache que a salada tem gosto de queijo. Delícia! O problema é que alguns têm tantas calorias que aquele objetivo de comer um saladão termina frustrado. O negócio é moderar e saber quando parar. Eu iniciei colocando estes molhos, mas a cada dia prometi reduzir e experimentar novos temperos. Outra descoberta: o melhor molhinho é limão com açúcar. Fica tudo de bom com alface! Hoje eu já como salada só com um fio de azeite de oliva e sal ou, de vez em quando, bem pouquinho de molho de mostarda e mel, que é uma perdição.

Depois de aprender a comer salada, a gente precisa aprender a inserir ela na alimentação diária. Não é a toa que nos buffets a salada vem primeiro. Como são pouco calóricas, você começa com elas e quando chega a hora de se jogar na carne, está mais cheia e não come tanto. Santo truque, Batman! Entender isso é fundamental para comer direitinho! No meu trabalho temos um refeitório onde todos se servem de uma vez só. Meu truque é passar pelas saladas e encher o prato com elas. Quando chega na hora das carnes e acompanhamentos quase não há espaço no prato.

Digo para vocês: ninguém aprende a comer salada do dia para a noite. É preciso ir se testando, descobrindo o que mais gosta. Brócolis é realmente bom, tomate-cereja é dos deuses, rúcula é minha queridinha e pepino é uma maravilha. Se é pra aprender a comer, comece mesmo com os molhos prontos. Só cuide para ir retirando eles aos poucos da dieta para não ficar viciada e, no fim das contas, comendo tão mal quanto antes. Eu sigo preferindo a batata frita, mas quando vou comer penso no quanto a salada vai me fazer bem e como vou ficar menos inchada e indisposta se apostar nela. E olha, eu garanto: não tem coisa mais gostosa que aquele sentimento de ter feito tudo certinho. Sabe a culpa de ter comido meio pote de sorvete? É inversamente proporcional!

Como estou aprendendo a comer

05 de janeiro de 2012 42

Imagem: Stock Photos

Há algum tempo eu venho compartilhando no meu Facebook pessoal o quanto estou encantada com a reeducação alimentar que venho fazendo. Estou neste processo há pouco mais de um mês e já entro em roupas de um número menor, vejo as calças ficarem mais folgadinhas e meu rosto (redondo por natureza) mais fininho. Várias meninas pediram que eu dividisse o que estou fazendo, por isso venho pra cá, onde o espaço é maior, pra falar da dieta-que-não-é-dieta que está mudando meu jeito de ver a comida. Irei postando de vez em quando uma coisa ou outra que dão certo e arquivando tudo numa mesma categoria para que vocês possam consultar quando quiserem. Estou saindo em férias na semana que vem e da praia mesmo prometo alimentar o blog com dicas.

Pra começar, é importante que eu conte como eu sou: odeio exercício físico, amo comer à noite (a janta é minha refeição preferida), tenho desespero por frituras (no oitavo dia Deus criou o bacon e a batata frita), acho (ou achava) salada a coisa mais chata do mundo e coloco toneladas de sal em tudo. A parte boa, “engordantemente” falando, é que eu não sou fanática por doces. Com esse histórico eu nunca, em 33 anos de vida, consegui seguir uma dieta bonitinha, daquelas recomendadas por nutricionista pelo tempo recomendado. Colocou salada no meio, ferrou. Outra: já repararam que todas as dietas trazem comidinhas complicadas de fazer ou ingredientes que a gente precisa virar o supermercado de cabeça pra baixo pra encontrar? Detesto!

Quem me conhece sabe que fui adepta das dietas doidas. Estou confessando, com muita vergonha, que já fiz todas as maluquices que vocês leem por aí. Quando era mais jovem o metabolismo era um foguete e se lacrasse a boca eu perdia 4 quilos em uma semana. Hoje a coisa é diferente. Meu corpo teima para se livrar de 300 gramas. A cada ano que passa eu vejo que eu e meu organismo e eu precisamos repensar nossa relação.

Eu não quero perder muito peso e não me ligo em números. Eu gosto é do que vejo no espelho. Tenho 1,70 de altura e atualmente peso 66 quilos. Quando comecei a reeducação, estava com 70, maior peso dos meus últimos 10 anos. Quero chegar a uns 61, que era quanto eu pesava no casamento, época em que atingi uma cinturinha que deixou boas lembranças. É como eu mais me gosto e para mim, é isso que importa. Também quero ficar mais saudável para pode engravidar em 2013 ou 2014. Com a saúde que tenho hoje seria complicado ter um bebê.

Tá, mas a reeducação?

A reeducação não veio de nutricionista, não veio de revista. Ela veio depois de uma conversa franca comigo. Pra falar a verdade, o momento em que estou vivendo agora é um resumo de tudo o que passei nos meus altos e baixos com a balança. Guardei dicas de médicos, guardei segredinhos da Boa Forma. O que se ajusta à minha vida eu faço. O que não tem nada a ver comigo, descarto e busco uma substituição. Foi a melhor decisão que tomei até hoje. Mesmo que daqui a um mês eu desista dessa vida regradinha, sempre lembrarei com orgulho de como a pessoa mais preguiçosa e gulosa do mundo conseguiu, por algum tempo, fazer o que é certo pra sua saúde e pro seu espelho.

Se eu fosse ter que escolher o que mais deu certo eu diria que não é começar tudo de uma vez só. Eu saía do nutricionista com a tarefa de comer coisas que não comia, de beber o que não bebia, de fazer o que não fazia. Era a receita pra desistir no segundo dia. Dessa vez eu decidi fazer uma coisa de cada vez. Comecei aprendendo a tomar água.

Eu chegava no trabalho e tomava um copão de café com leite cheio de açúcar. Seguia ao longo do dia bebendo café ou refri. Só bebia água quando tinha que tomar um remédio.

Água é chato. Água não tem gosto. Que tal, então, dar um jeitinho de colocar gosto nela? Algumas pessoas gostam de pingar gotinhas de limão. Eu gosto de colocar folhas de hortelã. Acreditam que eu trago folhinhas num pote para o trabalho? Bem geladinha a água fica com um gostinho dos deuses! Hortelã é baratíssimo e dá até para plantar em casa, mesmo em uma micro horta na sacada do apartamento. No supermercado fica junto dos temperos, legumes e verduras.

Eu comecei me colocando a meta de tomar um copo por turno (manhã, tarde e noite). No segundo dia, me coloquei a meta de tomar dois copos. Passado mais de um mês eu tomo mais de 2 litros de água por dia. Sei que isso está sendo bacana para a minha saúde, mas a melhor parte de tudo isso é que eu comecei a desinchar. Já nesta primeira semana fazendo tudo errado, mas apenas com a água em dia, eu já passei a me sentir melhor.

Repetindo, meninas: o que vou passar aqui é um relato das coisas que deram certo comigo depois de anos fazendo tudo às avessas. Se acharem que o meu esquema de preguiçosa pode render frutos pra vocês, levem os posts ao médico e vejam se podem adequar à rotina. Na semana que vem eu conto como aprendi a comer salada e amar de paixão. Acreditam que pra quem não colocava nada de verde no prato, hoje ele ocupa mais de 70% do almoço?