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Posts na categoria "Geral"

A polêmica da moda para protestar: bacana ou forçado?

17 de junho de 2013 4

Não se todo mundo leu o artigo "Moda para protesto, roupa de guerra", que o site da Gloria Kalil publicou no domingo. Se ainda não leu, passa neste link e depois volta ao post para a gente seguir o papo.

Imagem: Nelson Almeida / AFP

Escrito por Eduardo Viveiros (não pela Glória, como muita gente achou), o artigo foi o tema da noite de domingo. No meu Facebook e no Twitter era só o que se falava. A maioria das pessoas descia a lenha no artigo.

Estando eu numas de pensar bem antes de sentar o pau, li com atenção a pauta do Eduardo. E vou dizer: entendi a intenção do editor. Creio eu que ideia dele era dar dicas do que usar para sair são e salvo e um protesto que é para ser pacífico, mas que se seguir a linha dos últimos, tem tudo para acabar em correria e pânico. Admito: muitas das informações que ele passa na matéria eu não sabia (reproduzo umas no final do post).

Acredito que a palavra "moda" empregada no título pode ter passado uma mensagem errada e que em alguns momentos a conversa em sentido de orientação se perde, mas mesmo assim eu ainda acho que a intenção foi louvável.

Vocês estão na turma que achou interessante alguém dar esse tipo de dica ou naquela que acha que o cara forçou totalmente a barra?

Seguem algumas das dicas do Eduardo Viveiros, reproduzidas tal qual foram publicadas:

- O tecido é o mais importante. Impermeáveis são uma boa defesa contra gás lacrimogêneo, impedindo que o químico se prenda ao algodão e chegue à pele. Capas de chuva entram nessa lista.

- Muito se fala em panos embebidos em vinagre para diminuir os efeitos do gás. Nesse caso, quanto menos sintético o tecido, melhor. Leve camisetas, bandanas, pedaços de algodão, que seguram melhor a substância e também te ajudam a respirar. Acetinados, sedas e acrílicos não são tão eficientes.

- Tecidos grossos ajudam a proteger a pele contra balas de borracha e estilhaços de bombas de efeito moral. Pense em casacos grossos, jeans ou ceroulas de lã sob as calças.

:: Para comentar via Facebook, clica aqui.

Funciona, sim: o truque da sombra marrom da Alice Salazar

10 de junho de 2013 11

Nas últimas semanas eu tomei um cansaço dessa tal de Alice Salazar. Arghs! Não aguento mais ouvir falar dessa perua!

Brincadeira, brincadeira! Até tomei um cansaço da Alice, mas o motivo é bom. Fiz uma reportagem com ela para o jornal falando das novas conquistas da moça: além do sucesso na internet, ela tem linha de maquiagem, coleção de roupas e livro novinhos. Nos últimos dias eu falei mais com a Alice do que com a minha própria mãe, mas foi bacana para matar saudade e para descolar mais truques de maquiagem (ho ho ho). Se alguém aí quiser ler a reportagem, aqui neste link tem ela na íntegra.

Aproveitei a vinda da Alice ao jornal para pedir consultoria gratuita sobre até onde eu devo passar a sombra. Na verdade, eu quis um update do conselho, pois há uns bons anos a Alice já tinha me ensinado: "não fica apenas na pálpebra móvel, Gabrieli. Sobe mais um pouquinho!".

Eu com a capa da revista Donna: aquela minha brincadeirinha de toda semana.

A Alice pegou um pincelzinho e me mostrou de novo até onde eu deveria ir com a sombra marrom. Ficou bem feio para a minha cara porque naquele dia eu estava com ela toda concentrada só na pálpebra móvel. O efeito de subir uns 5 milímetros foi imediato: o olho pareceu mais aberto e até as minhas olheiras deram uma amenizada.

Se a sombra ficar só na pálpebra móvel, quando você abri o olho irá esconder todo o trabalho, amiga!

O truque da sombra marrom é característico da Alice e, pelo menos para mim, funciona que é uma beleza. No livro De Bem Com o Espelho ela explica:

" O erro da maioria das pessoas que não sabem aplicar sombra de forma adequada se esconde aí: junto com a sua pálpebra móvel e com a sombra que você não aplicou em uma altura suficiente. O olho aberto, além de ter tapado todo o seu trabalho, fica com aparência de inchado."

Hoje de manhã, bem boa aluna que sou, peguei a sombra marrom e fui além da pálpebra móvel. Esfumei a transição entre sombra e pele com o dedo, da mesma forma que a Alice faz nos vídeos dela, e amei o resultado. Usei pela primeira vez a sombra da marca da própria Alice (tem para vender na ShopBela), que é de um tom bem coringa. A melhor coisa dessa sombra: não esfarela! Aprovada!

Esse é o livro novo da querida Alice. Tem sessão de autógrafos hoje às 19h na Livraria Cultura do Bourbon Country, bonitas!

PS: enquanto se maquiava para fotografar a capa aqui no jornal, a Alice respondeu dúvidas que leitoras deixaram para a gente. Tá hilário o vídeo!

Dia dos Namorados: presentes para quem acabou de se conhecer

07 de junho de 2013 22

Dia dos Namorados é uma agonia e tanto para quem recém começou a namorar: você não conhece a pessoa o suficiente para dar um presente certeiro e entra em full mode pânico.

Um erro bem comum é sair comprando um monte de coisas numa tentativa de agradar, se não pelo presente, pela quantidade. Escute a tia Gabi: não faça isso. Não porque a outra pessoa vá achar ruim, mas porque esse seu primeiro gesto será base para todas as outras comemorações. A cada Natal e aniversário a criatura irá esperar um porta-malas cheio de presentes. Se vier só um, vai encucar que seu amor reduziu na mesma proporção dos mimos. Isso vale especialmente para mulheres, que interpretam qualquer coisa como diminuição de afeto.

Lotar o carro com flores é lindo, mas se fizer isso logo na primeira, vai ter que repetir pra sempre, amigo!

Estamos combinados que será um presente só, e isso deveria amenizar seu estresse. Mas não é isso que acontece. Você circula feito barata pelo shopping e mesmo com mais de duzentas lojas como opção, acha que nada casa com o perfil do amado ou amada. Aí acaba sentando na praça de alimentação e enfiando a cabeça num hambúrguer enquanto cogita terminar o namoro para não ter que dar presente.

Zanzar no shopping sem destino é uma cilada, Bino. Saia de casa com uma ideia do que comprar em mente, entre no shopping e, sem olhar para os lados, voe como uma flecha até a loja. Preste atenção: não-olhe-para-os-lados! Se você piscar e acabar enxergando uma vitrine com o canto do olho, o plano vai por água abaixo. Você vai pensar que "ah, mas ela iria gostar dessa camisa" ou "será que ele iria curtir um sapato assim?".  Em um segundo você vai começar a suar frio e em 15 minutos, segundo as minhas estatísticas, estará na praça de alimentação com a galera do hambúrguer.

O macete para acertar nesse único presente é comprar algo que case com o maior hobby da pessoa. Hobby é uma coisa legal. Hobby é o que você faz quando quer desestressar. Hobby é o que a pessoa amada tinha antes de começar a lhe namorar. Hobby é aquilo que ela vai esfregar na sua cara que não tem mais desde que começou a lhe namorar.

Para homens, mire no futebol. O Inter está com uma camisa nova bem bonita. Mas fica a dica: ela é bem ajustada no corpo, por isso compre um tamanho maior que o normal. Se der muito justa, o cara vai achar que você pensou que ele fosse mais magrinho.

Para os tricolores, chance de ouro, amiga. O Grêmio lança amanhã os novos uniformes inspirados no ano de 1983, quando ganhou o Mundial. Invente uma desculpa para não sair hoje à noite e durma na frente da loja do time para ser a primeira a comprar. Não esqueça de documentar em fotos o seu empenho. Cada vez que o namorado lhe incomodar, você puxa o celular e diz: "reclama de mim, mas eu quero saber que outra namorada na sua vida dormiu na Arena para ser a primeira a te comprar uma camiseta!". Você tem a faca e o queijo na mão. Sua sortuda!

Não quero entristecer os rapazes que estão lendo este post, se vocês achavam que comprar flores seria garantia de satisfação, estão enganados. Até pode dar flor, mas acompanhado de um segundo presente. Flor virou uma coisa impessoal. O cara chega na floricultura e pede um buquê pré-pronto ou, no máximo, aponta uma rosa vermelha, que acha que toda mulher ama. Errado, errado, errado. A gente sabe que vocês têm preguiça de procurar. A gente sabe que vocês acham que flor é o presente mais fácil. Virem a página.

Na mesma linha do hobby, vale investir numa caixa de seriados que ela goste. Compre o box e ainda venha com o papinho que vai querer assistir com ela, aconchegados num sábado à noite. Ela vai amar! Nem tanto pelo seriado em si, mas por você dizer que quer passar os sábados com ela, não jogando futebol e chegando suado em casa.

Mais um sábio conselho da tia Gabi: não dê roupa, não dê joia, não dê maquiagem. O namoro é muito recente e você ainda não conheceu os verdadeiros gostos da sua namorada. Ela ainda está aparecendo para você de salto, batom vermelho e cheia de pulseiras, mas existe grande chance dela amar mesmo uma sapatilha, não usar maquiagem e ter pego as pulseiras emprestadas da irmã.

A má notícia é que existe grande chance do seu presente ser um fiasco total. Eu sou casada há três anos e ainda não acerto nos presentes do meu marido. Ele acerta nos meus porque eu faço listas do que quero ganhar, indicando marca, tamanho e até o nome da vendedora que separou o sapato que eu gostei. Ele disse que isso tira toda a mágica da coisa, mas eu reparei que ele anda mais magrinho. Nunca mais foi parar na praça de alimentação comendo hambúrguer enquanto bolava um plano de divórcio só para não me comprar presente.

Comprando cabelo falso

05 de junho de 2013 9

Coisa triste quando a gente tem um monte de coisas legais para postar, mas tem que optar por respirar nas horas que sobram de um dia lotado. Pelo menos eu emagreço quando estou estressada. E como eu preciso queimar uns fondues e massas desse inverno, vou parar a reclamação por aqui. Só mais um mimimi: de vez em quando até eu me apavoro com a quantidade de coisas que faço num dia.

Então, antes de começar uma quarta-feira tão lotada quanto a terça, passo para cá a história da minha franja fail, que começou lá no meu Facebook (a senhorita é convidada a curtir a página, ok?). Eu vivo comprando cabelo falso, mas não uso. Tenho rabo de cavalo falso, nas versões ondulada e lisa, tenho coque falso e tinha uma franjinha também. Digo que tinha porque eu dei ela para a amiga Camila, que ficou bem melhor com ela.

Essa aqui é a propaganda da franja na loja virtual onde eu comprei. Pelo antes e depois da modelo, parece a glória, não parece?

Daí a franja chegou lá em casa. Depois de mais de um mês de espera e com um imposto gigante, mas isso eu conto depois. Ela não era tão cheia como na foto. Não era tão lustrosa quando a da foto. Não era da cor do meu cabelo também, mas isso foi culpa minha, que não soube escolher direito.

Eu de franja falsa. A Melina precisou fazer um ninho de rato no meu cabelo para prender e misturar fios mais escuros da raiz para ela ficar minimamente parecida com o cabelo de verdade. Acreditem: ao vivo estava um fiasco. Sabe homem careca que coloca peruca e ela fica se mexendo, saindo do lugar? Tipo assim.

Daí chega a Camila gritando e perguntando o que era a franjinha. Testamos nela e ficou musa: a cor combinou perfeitamente e a bonita saiu do jornal com uma franja de presente.

Apesar dos meus constantes fiascos com aplique, eu sou brasileira e não desisto nunca. Os rabos de cavalo postiços seguem aqui guardados esperando que um dia eu aprenda a usar. Esses eu comprei na Morana, uma loja de acessórios que tem em vários shoppings de Porto Alegre (a minha foi do Barra). Faz um tempinho, então não garanto que eles ainda tenham. Os apliques eram vendidos em três cores diferentes. O fio é totalmente sintético, assim como o da minha franjinha falsa, o que impede de levar no cabelereiro e pedir para mudar a cor, casando com a da dona.

Já a minha franjota fail veio da Asos, aquela loja virtual britânica que a mulherada ama. Pesquisei lá e não encontrei mais, o que significa que mais mulheres no mundo também devem ter cedido ao apelo da franja em liquidação e esgotado o estoque. Estamos juntas, galera!

Como a gente não aprende com os erros, eu ando maluca para comprar mais cabelo falso para fazer penteados. No site da Hershesons (a marca que fabricou a minha franja) tem um monte de coisas legais.

Tem trança espinha de peixe pronta! Mas olha aí o tamanho, bem pequenininha. Nessa eu não caio!

Tem o torcidinho para fazer coque ou aquele estilo camponesa! Mas o aplique parece bem mais lustroso que o cabelo da modelo, vocês não acham?

Morrendo de amores por esse! Eu sempre quis testar umas mechas coloridas no cabelo. Nesse caso eu não me importo nem um pouco de parecer falso, afinal de contas, ninguém nasce com mechas roxas. Sei que tem para vender no Brasil. Se alguém souber onde comprar aqui em Porto Alegre, please, me avisa nos comentários?

Desse até eu, a pessoa mais enganável do universo por sites de compras, desconfio. Não tem como rolar esse antes e depois com cabelo falso. Como diria meu marido: aí tem truque!

Um último pitaco sobre compras na Asos. Já comentei por aqui que adoro a loja, mas nos últimos tempos todas as minhas compras têm sido taxadas na entrada no Brasil. Explicando: a Asos não cobra frete internacional para pedidos de até US$ 50. Como são compras miúdas, a Receita Federal não costumava taxar, apesar de estar dentro da lei caso decidisse fazer. Com essa brecha, a gente acabava pagando apenas o preço do que comprou, sem nenhum impostinho a mais, mesmo que o pacote tivesse vindo lá do Reino Unido. Nos últimos tempos, no entanto, todas as minhas miudezas têm sido taxadas e comprar na Asos, que era um ótimo negócio, ficou mais caro que comprar no Brasil. A franjota, por exemplo, custou US$ 38. Paguei esse valor no cartão de crédito, mas para retirar a encomenda nos Correios daqui, tive que desembolsar mais R$ 75. Tchau, Asos. Foi bom enquanto durou!

Experiências com aplique (negativas ou positivas), onde comprar e fotinhos de experiências que deram certo são muito bem-vindas, gurias! Comentários no guichê abaixo!

Resumo da quarta: maquiagem, risadas, ter amigas e querer o bem

29 de maio de 2013 5

Vibro muito quando gente boa, do bem, faz sucesso. Para minha alegria, tenho um monte de amigas que adoro e que são extremamente bem sucedidas em suas carreiras. A Alice Salazar é uma delas.

Conheci a Alice quando ela era maquiadora lá na tevê (apesar do jornal e da rádio onde eu trabalho serem da mesma empresa que a tevê, a gente fala "láááá na tevê" porque fica em outro bairro). Mas voltando à Alice, eu ficava faceiríssima quando ia dar entrevistas em algum programa porque sabia que ela iria me maquiar. E a Alice tinha o poder de me deixar musa. Alguns anos depois, ela tem um dos blogs mais bombados do Brasil, aparece em vários programas, dá mil entrevistas e agora está lançando um livro de maquiagem.

Lindo, né?

Eu estou lendo o livro para fazer uma reportagem com ela para a revista Donna da semana que vem. A Alice veio aqui no estúdio da Zero Hora hoje para fotografar a capa e me contar as últimas (abaixo, espiadinha na maquiagem poderosa que ela fez). Ah! A pessoa com olheiras, de cabelo escorrido por causa da umidade e sem um pingo de sombra, à direita, sou eu. Me despi do meu amor próprio para posar de cara lavada com a Alice prontinha.

A minha matéria com a Alice sai no dia 9/6, um dia antes da sessão de autógrafos do livro que ela fará aqui em Porto Alegre. Te agenda, moça: é no dia 10/6 às 19h na Livraria Cultura do Bourbon Country. Eu vou! Vamos?

Outra amiga minha que é musa é a Mari Kalil. Ela escreve histórias muito engraçadas na coluna dela no Donna e agora elas viraram um seriado web. Dá play porque é hilário!

Vida longa e sucesso a quem faz o bem e, mais do que isso, deseja o bem para os outros. Querer o bem é tão importante quanto fazer o bem. Vocês não acham?

PS: postei a foto com a Alice lá no Facebook e todo mundo comentou que a capinha do meu celular tá fofa. Tá mesmo, né? O Dunga ficou muito fofo no ensaio que fiz para o novo bloguinho e não resisti a estampar o moço. A capa foi feita na Customic.

PS2: seguindo numa vibe vira-lata, taí a camiseta que uso na foto. Comprei na UseHuck e chegou ontem à noite. Claro que eu iria usar no dia seguinte!

A angústia de ter um cachorro velhinho

27 de maio de 2013 71

Foi um fim de semana bem melancólico. Aliás, todos vêm sendo assim desde que a Bellinha Maria fez 13 anos. Como o veterinário disse que a partir dessa idade o poodle pequeno entra naquela fase de acréscimos do juiz, fiquei meio obcecada em perceber sintomas de que alguma coisa pode estar errada. Ao mesmo tempo, numa baita contradição, passei a desmerecer um pouco os sintomas da velhice da minha linda. A minha mãe diz que ela está ficando cega e eu me apresso em dizer que é só uma catarata leve. A mãe diz que ela não anda mais direito e eu digo que ela deve estar com sono. Conscientemente, sei que ela anda meio capenga (isso é gíria geral ou só do Rio Grande do Sul?), mas parece que, como uma defesa, tento manipular a realidade.

A Bellinha foi meu primeiro cachorro, e eu queria desde sempre ter tido um. Quando vim morar em Porto Alegre (a minha família é de Gravataí e eu me mudei para cá com 25 anos) tentei trazer a Bella junto, mas ela não se adaptou. Talvez porque o meu primeiro apartamento fosse minúsculo e não tinha sacada para ela olhar a rua (coisa que ela adora), talvez porque já estivesse apegada demais à minha mãe. Eis que a Bellinha voltou para Gravataí e eu virei uma mãe ausente, visitando e morrendo de amores sempre que dava.

Por não ver ela todos os dias, o impacto acaba sendo maior a cada encontro. No verão, ela ficou em Santa Catarina com os meus pais e eu passei quase um mês sem ver a moça. Quando nos encontramos, achei ela meio lerda, mais sonsinha. Não me reconheceu de cara, ficava apertando os olhos. No dia seguinte, parecia ter fôlego de filhote, correndo pela casa e pedindo comida desesperadamente. Quem conhece a Bellinha não diz que ela tem 13 anos. Os próprios veterinários se apavoram com a vitalidade dela. Mas a gente, que convive mais, sabe que ela já teve várias doencinhas típicas da idade avançada e percebe que anda mais molenga.

Ontem, no almoço da família, ela estava em full mode filhote. Correu bastante, latiu, botou o Dunga (meu outro cachorro) para correr (ela detesta o irmão e puxa o rabo do pobrezinho). Voltei para Porto Alegre com uma angústia danada e me questionando: se ela estava tão bem, como é que pode estar no fim da vida?

De tempos em tempos me jogo na internet para ler artigos sobre cães de idade, tratamentos e perspectivas. Já li sobre poodle pequeno que viveu 21 anos com muita qualidade de vida. É nessas coisas que metade de mim se apega. A outra metade (a parte capricorniana, acredito eu) vai tentando se convencer que esse é um caso em mil.

Quando eu e o marido adotamos o Dunga, várias pessoas disseram que a presença dele iria amenizar esse nervosismo pela Bellinha, mas eu acho que aumentou a aflição. Ver o Dunga, com um ano, todo saudável, me faz ficar meio revoltada por saber que o prazo de expiração da Bellinha está próximo. E isso vem me corroendo por dentro.

Essas duas fotos acima são de ontem, tiradas durante o almoço de domingo lá na mãe

Essa é do último Dia das Mães (ela me "comprou" uma pulseira linda)

Em abril, no primeiro encontro com o Dunga. Foi o máximo de proximidade que consegui da dupla.

As duas de cima são em Santa Catarina. Ela ama muito a casa de praia!

Apenas sendo musa.

Pra se inspirar: look de noiva clássico e retrô

25 de maio de 2013 5

Duas paixõezinhas esses looks de noiva. Recebi nesta semana e pedi que os profissionais responsáveis, todos do Visual Hair Design, aqui de Porto Alegre, mandassem para o bloguinho o conceito por trás de cada produção. Arrasaram!

O visual retrô  da modelo Fabrizzia de Toni foi feito pela Larissa Mayer (maquiagem) e por Rodrigo Alves, Rafael Cruz e Andréia Dapper (cabelo). O make tem como base uma pele perfeitinha, bem lisa, assim como era a das mulheres de décadas passadas (o que é que tinha na água há um tempo atrás, hein? Pode reparar: a pele das nossas mães e avós era bem mais linda que a nossa). Nos olhos, a Larissa usou uma sombra não tão forte, para deixar o delineado preto como destaque. Amei muito os óculos da modelo. É muito fofo ver uma noivinha de óculos! Sempre me lembra a diva Lisa Loeb!

Para fazer esse cabelo, rolou toda uma pesquisa de época. O penteado teve mistura de curvas e leveza. Gostei do mix de coque com rabo de cavalo. Deve ficar extremamente gracioso com véu.

Agora a gente parte para um visual bem clássico, que é aposta da maioria das noivas que eu conheço (o meu próprio foi bem parecido). A maquiagem feita pela Anne Cristina Rosa Martins na modelo Nicole Simonato leva uma sombra musa! Estou babando por essa cor! A textura parece ser cremosinha, mas sem estilo melecado. Um delineador dourado na raiz dos cílios junto com os cílios postiços criou um duo dos sonhos. Eu sairia de casa com esse exato make para a próxima festa. Com certeza já salvei na minha pasta de inspirações.

Imagens: Divulgação, Play Press

Para o cabelo, Cátia Meurer e Kely Oliveira criaram um updo cheio de ondas leves. Essa parte mais alta na frente combina muito bem com  brinco grande, exatamente como foi usado na produção. Vi essa dica em um programa antigão no GNT e nunca esqueci: se quiser apostar em brinco longo, experimenta abolir a franja, penteando ela para cima. É glamour imediato!

:: Mais posts sobre cabelo e maquiagem (para noivas e para gurias que simplesmente amam looks lindos)

O primeiro dia de gabichanas.com

24 de maio de 2013 103

Aqui na redação do jornal eu vivo comentando com as gurias sobre meus creminhos novos, a maquiagem que era cara, mas pura enganação, a loja súper achadinho, com peças de preço ótimo e bem fofas. Elas sempre me perguntavam porque eu não postava essas dicas no meu blog de casamentos, afinal, eram de extrema utilidade pública feminina (risadinha irônica). A minha resposta sempre era a mesma: "não vou falar de roupa num blog de noivas, né?". Passei, então, a dividir essas diquinhas no meu Facebook (e a pedir dicas da mulherada também, confesso). Lá, as meninas também perguntavam porque eu não postava mais detalhes no blog. Foi aí que eu percebi que eu colocava um tipo de dica no Facebook, outro tipo no blog, mais outro nas minhas matérias do jornal e um último nos meus comentários no rádio, o que acabava me tornando um monte de Gabis diferentes. Deu vontade de unir todas elas numa só. Surgiu, então, a ideia de criar o gabichanas.com, um blog que reúne o conteúdo do meu amadinho Noiva.com, mas ganha espaço para falar de outras coisas que eu também adoro e que eu acredito que vocês também podem curtir.

Sei que muitas das queridas e queridos que estão lendo o post neste momento já estão carecas de me conhecer, afinal eu estou por essas bandas falando com vocês há cinco anos, mas mesmo assim eu faço questão de me apresentar de novo, já que muita coisa mudou desde aquele primeiro post, onde toda faceira, eu comentava que iria casar (a minha idade, principalmente). Pra quem está passando por aqui pela primeira vez, fica meu convite pra vir mais. O que o novo bloguinho promete vocês vão conhecer nos próximos dias. Estou doida para apresentar todas as novas colunistas (sim, colunistas!), mostrar mais coisas lindas e fazer mais amigas. Fiz ótimas amigas falando de casamento e espero fazer muitas mais a partir de agora.

PS: meu beijo especial para Melina Gallo e Fernando Monteiro, colegas de Zero Hora, que nos últimos dias trabalharam para colocar o novo bloguinho no ar. Eu não poderia estar mais contente com o resultado! Pobrezinhos: vocês não têm noção do quanto incomodei até achar o tom certo de rosa.

Casamento 2013: as novidades mais legais da Mostra Noivas

01 de abril de 2013 2

A pedido das leitoras, reúno num post só algumas das novidades que achei mais legais na Mostra Noivas 2013, evento bem bacana que aconteceu na semana passada aqui em Porto Alegre. Foram mais de 40 expositores de vários ramos e deu para ter uma boa ideia do que será tendência nas próximas temporadas e o que tem de novo para o planejamento.

Curti muito essa caixa de madeira para o álbum de casamento. É uma boa solução para quem curte deixar o álbum em local nobre na sala, talvez numa bela coffee table, mas tem medo que ele estrague. A caixa, apresentada no estande do fotógrafo Fábio Martins, traz os nomes do casal gravados a laser. Curti! Peças em madeira ficam bem legais na decoração e no fim das contas a caixa ainda deixa a sala mais bonita.

Gostei bastante deste bar da Flavor Wedding Bar. A proposta é a seguinte: instala-se o bar na festa e os convidados têm à disposição um monte de drinques diferente, preparados na hora. A atração, no entanto (e aí vem a parte mais legal), são os drinques exclusivos do casal, receitas preparadas de acordo com a personalidade dos noivos e anunciadas com destaque no cardápio. Não é bacana? Ah! Um alerta! O móvel do bar não vem junto com o pagamento do serviço. Esse, da foto, é da Completa Locações, empresa que apresentou muita coisa bacana na feira.

Falando em bar, este aqui muda de cor. Na foto estou segurando o controle remoto que traz as cores disponíveis. Dá para programar para ficar mudando ou eleger uma cor só, que case com a decoração. A peça pode ser locada na Lona Branca. A empresa também tem pequenos pufes quadrados que mudam de cor. Funcionam a bateria. Se para casamentos já é uma ideia divertida, para festas de 15 anos são uma excelente dica.

Fiz um post todo dedicado ao preto na decoração, que você acessa clicando aqui. É a cor do ano nos casamentos, ainda mais se combinado com dourado. Aí a dupla fica com cara de casamento de revista. Aproveito a deixa para um alerta: o preto no décor (toalha, cadeira, tapadeira) é certeiro em salões de festa com paredes e pisos escuros. Se o seu salão tem piso branco e paredes bem brancas, faça uma simulação com o decorador antes de se jogar na ideia. Pode ficar lindo dependendo das escolhas de iluminação e flores, mas também corre o risco de ficar breguíssimo.

Nos vestidos de noiva, 2013 traz uma mulher mais glamourosa do que delicadinha. É uma mulher mais Kim Kardashian e menos Kate Middleton. O estilista Marco Tarragô desfilou modelos belíssimos na noite de domingo. Esse aqui, mostrado pela bela Rafaela Zanella, ex-Miss Brasil, tem transparências discretas. É ousado sem passar do limite e sem deixar de ser noivinha. Repara no brinco colorido em verde-esmeralda, a cor que a turma da moda elegeu para este ano. A combinação não fica divina?

Para madrinhas, uma palavra: dourado. Clica aqui para ver fotos do desfile de Sylvana Meneghini, que mostrou muitas meninas usando o tom.

Não curte muito os metalizados? Esse azul, do desfile de Rui Spohr, estava belíssimo. Se você pensar nos tapetes vermelhos do comecinho do ano, vai lembrar bastante de ter visto a cor. É uma escolha adorável para mães de noivos: chique, sóbrio e súper na moda.

Já que falei nas mamis, mostro uma fofura mostrada no estande da Wedding Shop. Sabem os cabides personalizados para pendurar o vestido e fazer fotos divinas, que as noivas tanto amam? A loja também tem os modelos "mãe da noiva" e "mãe do noivo". Presente muito bacana para aquelas que se dedicam tanto a ajudar a gente no planejamento, né?

Para ver mais posts sobre a mostra, clica aqui. Tem as dicas dos fotógrafos no ótimo bate papo comandado pelo blog e também o que noivas de verdade, que acabaram de trocar alianças, têm para nos contar sobre erros e acertos.

Uma boa Páscoa para todos!

Espiando um convite de casamento indiano

21 de março de 2013 12

Recebo e-mail do meu marido: "fomos convidados para um casamento". Vou espiar o convite em anexo e me deparo com essa imagem.

Infelizmente não poderemos ir, já que o casamento será na Índia. O convite é de um colega do meu marido, que mora lá. Fiquei encantada em espiar pela primeira vez um convite do país. Apaguei alguns detalhes para não ferir a privacidade do casal, mas não pude deixar de notar que a profissão dos noivos é mencionada logo abaixo dos nomes e que a festa é, na verdade, um conjunto de celebrações. É como a gente vê em novelas e em filmes. O casamento deles começará num sábado e só se encerrará na segunda.

Sou absolutamente fascinada por ritos de casamento de outras culturas. Se alguém por aqui tiver mais conhecimento sobre casamentos indianos e puder nos ajudar a entender melhor, posta um comentário. Eu adoraria saber mais!