É a polêmica da vez. O jornal Zero Hora de hoje traz reportagem sobre algumas igrejas de Porto Alegre que entregam aos noivos uma lista de profissionais com quem podem trabalhar. A relação contempla aquelas pessoas envolvidas diretamente na cerimônia, como fotógrafos e decoradores. As igrejas defendem a prática dizendo que alguns profissionais não têm um comportamento adequado, interferindo no andamento da cerimônia. Os profissionais, por sua vez, reclamam das listas enxutas de indicações, que incluem poucos nomes.
A matéria da Zero Hora, que você pode ler na íntegra no final deste post, traz a minha opinião sobre o assunto (box abaixo). Escrevi pensando no terceiro grupo de envolvidos na polêmica: os noivos. É minha sincera opinião sobre um tema controverso e que, a princípio, e de longe, poderia ser resolvido contentando a todos com pequenos ajustes de conduta por parte das igrejas e dos profissionais.

Quero saber o que vocês pensam sobre o assunto, pessoal. Please, antes de deixarem sua opinião abaixo, deem uma boa lida na matéria completa para entender cada lado.
Igrejas criam lista restrita de fotógrafos para casamentos
A prática de algumas paróquias de elaborar listas de profissionais que podem ser contratados pelos noivos para trabalhar nos casamentos vem provocando controvérsia. O caso ganhou repercussão na semana passada na internet, por meio de redes sociais, e estimulou um grupo de fotógrafos a propor uma ação na Justiça para garantir acesso a igrejas da Capital. O colunista de ZH Paulo Sant´Ana comentou o caso no sábado.
Representantes católicos argumentam que a medida tem o objetivo de evitar transtornos como mau comportamento e danos ao patrimônio durante as cerimônias. A limitação à entrada de profissionais que costumam trabalhar em casamentos, que inclui ainda atividades como decoradores, cerimonialistas e músicos, ganhou destaque na internet por meio de uma reclamação do fotógrafo Tiago Trindade, 28 anos. Ao ver negada sua pretensão de trabalhar em uma cerimônia na Igreja São José, localizada na Avenida Alberto Bins e uma das mais tradicionais da Capital, publicou um desabafo no facebook. Em pouco tempo, o assunto motivou mais de uma centena de comentários.
– Uma cliente queria que eu fizesse o casamento dela, mas a igreja só deixa trabalhar lá quem já é cadastrado. Isso é um absurdo – afirma Trindade.
A situação não é restrita à São José. Em outra paróquia, a Assunção, localizada na Zona Sul, os fotógrafos têm entrada garantida. Porém, só trabalham na igreja os músicos e uma decoradora previamente listados.
– O problema é que havia decoradores que não tiravam os enfeites da igreja na hora combinada, e outros que danificavam a igreja. Uma vez, uma pessoa pregou a decoração nos bancos de madeira – argumenta o secretário da igreja, Cláudio Soeiro.
O presidente da Sociedade Escolar Beneficente da Comunidade São José, Fernando Englert, responsável pela organização dos eventos na igreja, argumenta que a seleção foi a saída encontrada para eliminar antigos problemas e garantir respeito a um sacramento católico. Quem tem nome na lista se compromete a se trajar formalmente, movimentar-se com discrição e não interferir na liturgia. Caso contrário, sai do cadastro.
– Já tivemos o caso de um rapaz que veio fotografar um casamento todo suado, de shorts, querendo subir no altar. Para trabalhar em clubes também precisa cadastro. Por que não na igreja? – argumenta Englert.
Por isso, foi criada uma nominata de fotógrafos, cinegrafistas, músicos, decoradores e cerimonialistas. Segundo Englert, a paróquia não recebe nada dos profissionais indicados.
Trindade e outros fotógrafos excluídos dos cadastros pretendem encaminhar uma ação coletiva à Justiça. A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado (Arfoc-RS) foi procurada.
– Expliquei que não posso me manifestar em nome da entidade porque cuidamos do exercício do jornalismo, que não é a situação nesses eventos. Como profissional, considero que está havendo um prejuízo – diz o presidente da Arfoc-RS, Itamar Aguiar.
Veja aqui as histórias das noivas Fernanda e Jeane, que contam como foi trabalhar com decoração imposta pela igreja.
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