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Posts com a tag "paris"

Escapadinha de Paris: Rouen é rápido, barato e vale a pena

29 de agosto de 2013 5

E o melhor dia dessa segunda viagem a Paris…não foi nada em Paris. Quem me acompanha no Facebook viu meu desatino por Rouen, uma cidade que fica próxima da capital francesa e que eu e o marido visitamos na quinta.

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Esse relógio é de 1610 e uma das coisas mais lindas que vi na vida!

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Rouen tem fama de peso: foi lá que Joana D’Arc foi queimada, e por isso quase tudo lá gira em volta dela. Mas a cidade é muito mais do que isso. Fiquei apenas algumas horas, por isso esse não é um post de expert, apenas de uma encantada que achou que viagem valeu todos os pilas investidos e que adoraria voltar outras vezes.

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Essa torre foi uma das poucas coisas que sobrou de pé depois de guerras. Hoje abriga um museu para Joana D’Arc.

Chegar em Rouen é fácil: um trem rápido, que sai da estação de metrô St. Lazare, leva até lá em uma horinha (mais dicas de transporte no final deste post). A estação onde você vai descer fica de frente para a rua principal, e descendo por ela a gente acaba encontrando tudo o que precisa ver.

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O grande charme de Rouen é sua arquitetura. A cidade fica no coração da Normandia, região no noroeste da França, e assume o perfil de seus colonizadores. 

A catedral (que li em vários sites que é considerada a mais bonita da Europa) não decepciona mesmo. A gente entra e fica meio sem ar com tudo aquilo, ainda mais considerando que aquela igreja teve que ser restaurada trocentas vezes depois de batalhas e mais batalhas.

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Além de patromônio histórico, Rouen tem muito, mas muito lugar para bacana para fazer compra (até uma versão menor da Printemps e  das Galerias Lafayette, sucesso em Paris, têm por lá).

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Dá para experimentar sorvete de macarons! Uma delícia, mas dooooooce! Coma com garrafinha de água por perto! Eu comi o de Nutella.

Vai curtir Rouen quem for como eu, que gosta de história, visitar igreja, ruazinha de pedra, ruínas, clima de volta no tempo. Não vai curtir quem adora centros mais urbanos e modernos.

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Falei que custou baratinho, né? A passagem de ida e volta deu 45 euros. Por lá, refeições no mesmo valor médio de Paris (uns 25 euros por pessoa num bom restaurante, uns 10 por pessoa com um baguetão caprichado).

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Pés para o alto num parquinho local depois do almoço. Sim, tênis da Minnie, 29 euros na EuroDisney. Sou dessas. 

Eu amei, amei, amei, amei. A cidade me encantou de tal forma que incluí ela no meu top 3 preferidas. Agora tenho San Francisco, na Califórnia, Florença, na Itália, e Rouen. Desculpa, Paris, mas sua vizinha pegou seu lugar.

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E ainda fiz amigos!

PS: aqui tem um post ótimo do Conexão Paris sobre como chegar a Rouen e encontrar suas principais atrações. Dica que nos deram e foi mais do que aprovada: procure horários por trens diretos. Os que vão parando de estação em estação levam mais de duas horas para chegar, o que não é bacana numa viagem de bate e volta no mesmo dia.

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De Paris: ideia fofa para a décor do chá

28 de agosto de 2013 1

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Um passeio aqui, outro ali, passada numa lojinha para comprar coisas para casa. Num canto, esse abajur dentro de um bule. Ideia fofa para decorar a mesa de doces de um chá de panela, hein? Dá para colocar um abajur pequeno dentro do bule (se a abertura for grande) ou fazer aquele esquema caseiro: vela dentro do bule + arandela comprada em lojinhas como Tok & Stok.

Ma che belo! (Não estou doida não, viu? Estou em Paris, mas neste momento aguardando meu prato num restaurante italiano).

Bisous!

Roteiros em Paris: eu te amo 300 vezes

27 de agosto de 2013 3

Apesar de estar visitando Paris pela segunda vez, isso não me faz nenhuma especialista na cidade. Pelo contrário: quanto mais ando por aqui, mais percebo o quanto há para aprender. O que repasso aqui não são dicas de expert, mas um olhar puramente turistão. E uma das coisas que me encantou nesta segunda-feira foi o mural dos “300 eu te amo”, que fica no bairro de Montmartre. Não é nenhum daqueles pontos imperdíveis na capital francesa, como uma Torre Eiffel ou um Arco do Triunfo, mas já que fica no caminho para um destes “tem que ver”, porque não passar lá, né?

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O mural fica exatamente atrás da saída da estação de Abesses, que leva à igreja Sacre Coeur (ela, na minha modesta opinião, é um dos lugares que não dá para deixar de visitar). Aí está a saída da estação. Ao lado dela, um carrossel lindo. Bem atrás, naquela área gradeada, a entrada para o tal mural dos apaixonados.

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O mural fica em uma pracinha simples e fofissima. Nele, estão escritos “eu te amo”em 300 idiomas diferentes.

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Dica para facilitar a sua vida: o da língua portuguesa fica bem no alto. Vários casais vão lá para tirar fotos de beijinho e tals. É um amor. Ontem vimos um montão em lua de mel (até fiz vezes de fotógrafa para alguns). Olha como é grande.

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Depois de tirar a foto ali, parta para a Sacre Coueur. A igreja é linda e ainda oferece uma das visões mais privilegiadas de Paris.

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Dá para subir a pé ou usar um funniculaire que leva ao topo (é uma escadaria bem generosa, viu?). O ticket para o trenzinho é o mesmo do metrô normal.
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E falando em ser expert em Paris, o melhor site (de novo, na minha modesta opinião) para brasileiros que vêm a Paris é o Conexão Paris. Lemos todos os dias e escolhemos muitos dos nossos programas com base no que eles indicam.

Bisous,Gabi!

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Vídeo: penteado de festa em um minuto

27 de agosto de 2013 6

Esses dias uma colega minha me pediu para ensinar o penteado torcidinho com o qual eu vou trabalhar direto e que (aí com a ajuda de alguns acessórios, é verdade) também é meu fiel companheiro de festas. Ali mesmo no elevador, do primeiro ao quinto andar, mostrei como fazia. Ela ficou embasbacada. Não é nada complicado e nem é minha intenção que este post seja um tutorial, afinal a coisa é tão simples, mas tão simples, que até crianças e Gabis da vida fazem. Mas fica o registro para as bonitas que nunca sabem o que fazer com o cabelo quando precisam dar um jeito vapt-vupt nele: minha dica é o que chamo de “torcidinho salva vida”.

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O vídeo abaixo foi gravado esta semana aqui em Paris e editado pela Thaís, da Zero Hora, em Porto Alegre. Estava “lagarteando” com o marido aos pés da Torre Eiffel depois do almoço e tive a ideia (super copiada da musa Alice Salazar): “Ô, Marcelo, aproveita a folga aí e filma um minuto o meu torcidinho”. 

Sem espelho, sem spray, sem grampo, está aí o básico do penteado. O meu cabelo estava todo amassado de ter ficado preso a manhã toda, e é em casos como esse que o torcidinho se presta. Se eu tivesse espelho, esconderia melhor as pontas do cabelo. Se tivesse spray, empurraria os “cabelos novos” da nuca para cima. E se estivesse indo para uma festa, faria tudo isso e ainda arremataria o centro com um broche chique.

Apesar de mega simples, espero que seja útil. Beijos direto das férias!

Um passeio todo dourado em Paris

26 de agosto de 2013 8

Essa eu aprendi quando estava noiva: a luz amarela carrega com ela uma sensação de aconchego, de conforto. Usar lâmpadas com esse tom amarelado em casa (o modelo mais comum) remonta aos tempos da época da iluminação à luz de velas que as pessoas usavam nos lares. Já a luz branca, me explicaram, ilumina sem fazer muita sombra, tem um aspecto mais direto, objetivo, passa uma certa frieza. É a luz usada em hospitais, por exemplo.

Quem me deu essa explicação, lá em 2009, foi um fotógrafo, que me enumerava motivos para escolher a igreja Santa Terezinha do Menino Jesus para casar. Eu estava em dúvida entre ela e outra Santa Teresinha, a que fica no Parque da Redenção. Me dizia o profissional que as fotos da Santa Terezinha do Menino Jesus (que tem luzes amarelas) ficavam mais bonitas e emocionantes. Fui lá um dia de noite espiar e meu queixo caiu. Entendi na hora todo aquele sentimento de acolhida que ele me comentou. E mais: descobri que estava explicado o meu amor pela vida em amarelo/dourado. Eu tinha pistas: sempre preferi dourado a prateado, sempre amei roupa amarela, sempre preferi dias brilhantes de verão aos fechados de inverno, sempre amei fotos em sépia, sempre adorei relaxar com velas acesas num ambiente escuro.

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Bem convencida, casei na Santa Terezinha do Menino Jesus e não me arrependo. Três anos depois ainda olho as fotos e suspiro: de amor, de saudade e pela aura boa que esse tom me traz.

Talvez essa paixão pelo dourado explique porque nas férias deste ano voltei a Paris. Quem já veio, sabe: há dourado por todo lugar.

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A própria rainha da cidade já é dourada dos pés à cabeça.

No ano passado fomos ao Palácio de Versailles ver como dona Maria Antonieta também era bem chegada no dourado (mas no caso dela era ouro mesmo, né). Tudo por lá reluz, especialmente os lustres do Salão dos Espelhos.   

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O pescoço dói de ficar olhando para cima, mas vale a pena.

Neste ano não fomos a Versailles (é um passeio cansativo, que merece um dia inteiro de dedicação), mas aproveitamos o dia de chuva que fez em Paris ontem para entrar na Ópera da cidade.

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Tive uma overdose de dourado e daquele sentimento bom que ele me traz.

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É absolutamente indispensável passar por aqui se vier a Paris. A entrada custa 10 euros e há uma estação de trem que deixa praticamente na porta.

Não tem motivo para não ir, especialmente se a mocinha aí me lê for ou tiver sido bailarina. Há históricos de grandes dançarinos por todos os cantos, exposição de trajes usados em apresentações e uma infinidade de mimos lindos na gift shop (incluindo tudo, tudo, tudo de fofo da Repetto). Morro de mágoa da minha mãe por não ter me colocado no ballet. É lindo, lindo, lindo!

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Se tiver uma filha, coloco ela na aula de ballet e ainda compro um desses para o quartinho dela. Adoráveis, né? À venda na Ópera de Paris! Bem douradinho, como deverá ser o quarto da Fernanda (a menina nem foi encomendada e já tem nome). 

Lash Domination: o rímel que valeu a peregrinação na Sephora

24 de agosto de 2013 4

Se tem coisa que eu detesto com todas as forças é vendedor abrindo provador para ver como ficou minha roupa, gente me puxando para dentro de loja. Odeio, odeio. No meu mundo, não é assim que cliente deve ser abordado. Me sinto intimidada e até paro de ir em lugares que fazem isso comigo. E hoje isso aconteceu aqui em Paris de todas as formas possíveis na Sephora da Champs Élysées.

A loja é enorme, tem todos os produtinhos de beleza que a gente cobiça e ali eu sempre encontro tudo o que preciso ainda dou cabo da lista de encomendas das amigas. Mas hoje o pessoal estava inspirado. Primeiro teve a galera que vai borrifando perfume no teu rosto para te vender a fragrância. Até aí tudo bem, é normal, mas depois começou uma sessão de “compre Batom, compre Batom” (lembram do comercial?) que só vendo.

Logo na entrada, uma moça me puxou pelo braço quando viu que me aproximei do estande da Benefit. Eu expliquei que só queria um Bathina (produtinho maravilha para deixar as pernas lustrosas e com aspecto saudável), mas ela não se deu por vencida e foi me socando iluminador no rosto sem cerimônia. Demorei uns minutos para explicar que não, obrigado, eu não gosto de iluminador rosa na bochecha. Tarde demais. Pintada como uma boneca Emília, segui loja adentro.

Mais para frente, um cara loiro de uns dois metros de altura decidiu que meu cabelo era o fio perfeito para o óleo de ojon (o novo óleo de argan). Eu até queria comprar ojon, mas agora estou com raiva dele. O vendedor começou a me explicar como eu deveria passar condicionador e mexia no meu cabelo incansavelmente sem nem ter me pedido permissão ou perguntar se eu queria saber. Me deixou toda escabelada e ignorou meus pedidos de clemência para sair dali. Com bochecha pintada e cabelo espigado, saí meio cambaleando pela loja.

Foi aí que a tia da Bare Minerals me viu. Tentei fugir, mas não deu tempo. Em segundos ela já estava enfiando um tal de Lash Domination nos meus cílios. É sério, eu nem me lembro como cheguei na cadeira de maquiagem dela, de tão rápido que foi a coisa. Só recordo de ter dito que já estava de máscara e ter ouvido a sequência “não tem problema, seu casaco é lindo, que sotaque maravilhoso, esse rímel é algo, te olha no espelho”.

E uau! Ao contrário do iluminador rosa chiclete e do óleo maluco, aquele rímel valeu mesmo a atucanação. Tanto que coloquei dois na sacola (mana, estou te levando um, não chora). Os cílios ficam re-al-men-te mais longos e sem aspecto empelotado. Sinceramente, o melhor rímel que já usei com esse objetivo de deixar mais longo o fio.
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O pincel parece torcidinho, o que ajuda a não deixar o cílio pesado. Custou 20 euros. Dei uma pesquisada no site da Sephora brasileira e não encontrei, mas em breve deve estar chegando por aí.

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Agora são quase 19h por aqui e eu vou usar o tal Lash Domination para sair com o marido. Até ele, que nunca vê mudança em nada relacionado a make, percebeu que meus cílios estavam enormes.

Marcelo agradece a abordagem ao consumidor da Sephora francesa. Por causa dessa atucanação toda, entrei e saí de lá em 15 minutinhos. Tonta, descabelada e fantasiada, mas pelo menos com cílios lindos!

PS: o Bathina tem para vender na Sephora do Brasil (inclusive pela internet). Em Paris, 32 euros (R$ 100 reais). Na Sephora no Brasil, R$ 149. Clica aqui para espiar o produto.

Tem cachorro na ponte dos apaixonados em Paris

24 de agosto de 2013 15

Quando a gente viaja, sempre sente saudade de quem ficou em casa, mas se é alguém por quem tu estavas completamente apaixonado antes de partir, é complicado controlar o sentimento. Eu e o marido ainda estamos nos acostumando a ter cachorro em casa e a cada dia explodimos mais de saudade do Dunguinha.

Essa coisa toda de saudade e aperto no peito me lembra uma história que uma pediatra me contou uma vez. Ela disse que a maioria das mães chora quando volta para casa depois de ter saído pela primeira vez para um programa social sem o bebê (uma festa, um casamento). É um choro de alívio por o bebê estar bem + um pouquinho de culpa por ter saído + uma parcela de alegria por ter retornado. Não posso dizer que entendo, pois ainda não sou mãe, mas suspeito que esse mix de sentimentos deve mesmo apertar o coração. Só tenho meu dogão e já estou doida de saudade. Quando tiver filho, a choradeira não vai ser pouca!

Falando no Dunga, hoje eu e o marido eternizamos nosso carinho por ele e pela Bellinha (a minha poodlezinha que mora com a minha mãe) na famosa ponte dos cadeados de Paris. A inflação não chegou na França não, viu? No ano passado, pagamos 5 euros por um cadeado. Hoje, os mesmos 5.

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Os apaixonados escrevem os nomes do casalzinho. Nós, que já temos os nossos nomes presos ali há um ano, fizemos um cadeado para dois seres que amamos muito.

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Inutilmente, tentamos colocar o cadeado deles perto do nosso, mas não tem como achar. E eu suspeito que a prefeitura tenha se livrado de muitos dos cadeados presos ali, pois do ano passado para cá o número pareceu bem menor. Tinha um boato sobre o peso dos cadeados estarem fazendo a ponte ceder. Se alguém souber mais detalhes, um comentariozinho é bem-vindo!

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Pronto! Dunga e Bellinha representados no meio de um mar de gente que se ama!

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Olha esse cadeado aí do lado do com o nome do Dunga. O casalzinho Mariana e Vinícius provavelmente trouxe ele gravado do Brasil. O que nos traz àquela dica que dei no ano passado: trazer o cadeado customizado de casa! Passa aqui para ler e para ver as fotinhos da viagem de 2012.

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Beijinho de despedida. 

Esse sábado, que deveria ser de chuva, mas teve só uns dois ou três pingos, me reservou a melhor compra da viagem. Por só 40 euros comprei um reloginho de plástico com estampa inspirada nas pinturas de Monet. Saiu da gift shop do Museu d’Orsay (que muitos consideram melhor que o Louvre).

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Simples, simples, mas não vou mais tirar do braço. Sou apaixonada por Monet desde as aulas de Educação Artística da professora Lilian, no colégio Dom Feliciano, em Gravataí. Quando ela explicou o traço “borrado” dele e mostrou as obras do pintor francês,  fiquei sem ar. Por algum motivo, os quadros de Claude Monet me despertam um sentimento bom, uma aura de paz e de tranquilidade. No d’Orsay eu vi de perto Coquelicots, um dos meus preferidos.
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Monet passou o fim da vida em Giverny, região que inspirou muitas obras dele (inclusive o desenho do meu relógio). Fica aqui pertinho de Paris. Se o tempo permitir, irei lá na semana que vem. Ah, quer saber? Se não permitir vou também. Como bem lembrou Woody Allen em “Meia-Noite em Paris”: a cidade é ainda mais bela com chuva.

Viagens: o que fazer quando você chega ao destino, mas as malas não

22 de agosto de 2013 6

Foi uma quarta-feira pesada. Não me entenda mal, eu obviamente me diverti muito em Paris (como não, né?), mas com o passar do dia fui perdendo a esperança de recuperar as minhas malas. Para quem perdeu a história, sugiro passar aqui nesse link. Tentei ficar calma e pensar positivo e estava até achando graça de estar tendo que comprar roupa nova todo dia, mas a TAM foi me dando cada vez menos retornos e, quando vinham, era lacônicos, com informações mínimas. No fim das contas, acreditam que o contato mais efetivo que consegui com a companhia foi pelo Twitter? Eu detesto me expor reclamando na internet, mas foi ali que me responderam. Não diziam nada, só que estavam averiguando, mas pelo menos respondiam, o que é um certo alívio em momentos de pânico.

No meio da tarde uma funcionária me ligou e disse que as malas chegariam ao nosso hotel à noite. Podres de sono, esperamos acordados até 23h. Chegaram, mas só as do Marcelo. Confesso, gurias: caí no choro. Meio por cansaço, meio por tristeza pelos itens (de valor financeiro e os de valor pessoal, especialmente) e muito por pensar que todo meu dinheiro que trouxe teria que ser investido comprando roupa para usar aqui. Sabe-se se lá quando iria resolver a pendenga, receber mais dinheiro da TAM, acionar seguro viagem. Fiquei um caco.

Falamos com o Renan, da nossa agência no Brasil (se chama Raphaelli Turismo e são uns queridos) e eles entraram no circuito para ajudar, pois os telefones que nos deixaram aqui de Paris caíam só em secretárias eletrônicas, os e-mails não eram mais respondidos tarde da noite. Minha cabeça explodia (algumas pessoas sabem que eu tenho enxaqueca pesada) e eu só conseguia lembrar que os remédios estavam na mala (os da bagagem de mão tinham terminado). Resumo da ópera: na madruga encontraram a minha mala. Tomei meu remédio e dormi bem. Agora acordamos e vamos para a Disney, um dos meus lugares preferidos no mundo, onde vou esquecer um pouco desse estresse.

Sei que existe muita coisa ruim no mundo e que perder malas é uma bobagem frente à fome, à guerra, mas é uma situação de impotência. Eu falo inglês, mas nem todo mundo no aeroporto de Paris se comunicava bem no idioma. Fiquei pensando se fosse com meus pais, que nem inglês falam. Se sentiriam sem ação, tenho certeza. E o que vai numa mala, só o dono sabe o valor que tem.

Tentando recuperar o bom humor e tocar a viagem para a frente, vou tentar fazer do limão uma limonada. Fiz uma entrevista vi e-mail ontem com o Omar Ferri Jr., um advogado ligado a causas de direitos do consumidor que sempre foi uma ótima fonte no meu trabalho de jornalista. Gentilmente, ele respondeu as minhas perguntas e eu deixo aqui um guia. Salvem nos favoritos, passem para amigos que vão viajar. Se acontecer essa caca das malas serem perdidas, é assim que você deve proceder.

A bagagem não apareceu no aeroporto. Qual a primeira coisa que devo fazer?

O consumidor deve avisar a companhia aérea imediatamente. Procure um funcionário da empresa e solicite o preenchimento do Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB) ou algum formulário similar, pois a companhia pode ter o seu próprio formulário (Property Irregularity Report (PIR). Este é como se fosse um boletim de ocorrência, lá devem estar todos os dados como: (nome, número do vôo, destino final – tipo de mala, etc). Se houver negativa da companhia em registrar, procure saber se há no aeroporto um posto do Procon, se não tiver vá até o DAC- Departamento de Aviação Civil (DAC), e comunique o fato.

A mala chegou avariada.

Mesmo que a mala chegue ao seu destino e que você não tenha um prejuízo sobre seus pertences que estiverem no seu interior, você tem direito também a realizar a reclamação na companhia. E solicitar a substituição de sua mala ou o conserto se for o caso.

Existe um prazo solicitar uma indenização caso a mala não apareça?

Quando uma mala não for encontrada dentro do prazo de 30 dias, o consumidor tem direito a indenização pelo extravio. Para voos internacionais ponto a ponto prevalece a convenção de Varsóvia que tem uma indenização até mais ou menos US$ 400,00. Quando tratar-se de voo internacional em que a cia é brasileira ou que o ponto de partida for o Brasil, não importando a companhia, o consumidor poderá utilizar-se do CDC Código de Defesa do Consumidor, que prevê a efetiva devolução comprovada de todos os pertences que haviam na bagagem, não importando o valor.

Como posso me virar no primeiro dia sem as minhas coisas?

Algumas empresas aéreas oferecem uma ajuda de custo ao passageiro quando este não estiver na cidade onde mora. O importante é o consumidor guardar todas as notas fiscais de produtos essenciais ao dia dia (vestuário e higiene), para depois solicitar o ressarcimento. Se a companhia se negar há a possibilidade de ajuizamento de ação no JECs (juizado Especial Civil).

Dicas importantes para evitar transtornos:

- Identifique todas suas malas, sacolas ou pacotes por dentro e por fora, colocando o nome, endereço e telefone. Além disso, enfeites coloridos ajudam a destacar suas bagagens das demais;

- Use um cadeado para evitar arrombamentos. A alfândega dos Estados Unidos, por exemplo, pode abrir seus pertences caso suspeitem de algo. Para não danificar seus pertences, compre cadeados homologados pela TSA.

- Certifique -se de os comprovantes de entrega da bagagem vão para o mesmo destino que o seu;

- Leve pertences como joias, aparelhos eletrônicos, documentos e dinheiro sempre na sua bagagem de mão. Se possível, leve também uma muda de roupa.

- Alguns cartões de crédito oferecem seguros de viagem caso sejam utilizados para comprar as passagens aéreas. Verifique com sua operadora se o seu cartão possui esse benefício e se ele também cobre o extravio de bagagens.

- Caso você não concorde com os valores reembolsados poderá recorrer ao Procon; fazer um queixa formal junto ao ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) que encaminhará a reclamação ao presidente da empresa envolvida ou em último caso entrar com uma ação judicial para reaver seus direitos.

. . . . 

Queridíssimo Omar, muito obrigada! De tudo o que o Omar contou aí em cima, algumas aconteceram comigo. No momento do extravio, ainda no aeroporto de Milão (via por onde chegamos à Europa) , a TAM nos deu 38 euros para o dia, mas nos dias seguintes, ainda com a mala desaparecida, não entrou mais em contato. Eu estava pronta para acionar o seguro viagem quando tudo se resolveu. Aliás, dá uma lidinha boa no seguro. Ele é obrigatório e gente imprime e nem lê. Valeu também pelos desejos de que tudo ia dar certo. Confesso que estava assustada.

Agora retomo minha viagem mais calma. Ontem revimos alguns pontos que amamos da primeira vez e hoje iremos rever um que sempre me faz sentir bem.

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No Louvre, de roupitcha comprada no improviso. Monalisa mandou beijos. Está com a mesma carinha de sempre. Essa moça parece que não envelhece!

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Mais doído que transtorno, só a saudade desse rapaz. Mas dei um jeito de trazer ele a Paris de outra forma, além de no meu coração.

Chegamos em Paris...mas as malas não

21 de agosto de 2013 16

Cá estamos eu e o Marcelo acordando felizes em Paris. Um ótimo upgrade de humor considerando que fomos dormir furiosos. Quer dizer, mais ou menos. Eu sou o tipo de pessoa que sempre tenta rir de situações de revés para depois, quando lembrar delas, recordar mais das risadas do que do desespero. Mas olha, ontem foi complicado.

Chegamos em Paris por volta das 15h, horário aí do Brasil. Na esteira de bagagem, tive a surpresa de ouvir pela primeira vez o meu nome ser chamado no saguão do aeroporto.

“Senhora Gabrieli Chanas e senhor Marcelo Brandão Hugo, favor procurar a funcionária Gardênia na esteira de bagagens 7″.

Chegamos à Gardênia, que nos apresentou a Veruska, “a responsável por problemas de bagagem”. No explica a moça que quando nosso avião saiu, perceberam que nossas malas tinham ficado em Porto Alegre. Mas jurava que seriam embarcadas ontem à noite num voo para Paris que chega hoje também por volta das 15h.

Nessas horas tu pensa em tudo que tem dentro da mala e tem vontade de chorar no cantinho. Pelo menos eu tinha colocado notebook, câmera e uma necessaire gordinha na mochila. Mas roupa, shampoo, perfume, desodorante, remédios (isso o mais importante) tudo tinha se perdido. A mocinha da TAM nos deu 38 euros como “ajuda de custo”, o que não dá para comprar quase nada. Tentando ver o copo meio cheio, catei o Marcelo e partimos para o centro de Milão para dar cabo naquele plano de apresentar o centro da cidade em tempo express (Milão, hein? Sim, descemos em Milão e algumas horinhas depois sairia nossa conexão para Paris). E olha, foi melhor que encomenda.

Com nossos 38 eurinhos compramos passagens do trem que vai do aeroporto de Malpensa até o centro de Milão (Manoela, tuas dicas foram perfeitas!). Deu tempo de tirar fotos na frente da catedral, de mostrar o shopping antiquíssimo, que dizem que foi o primeiro da Europa e que tem uma arquitetura deusa. Apresentei o que pude para o marido, que estava na cidade pela primeira vez.

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A Duomo é um dos lugares mais lindos que eu já visitei. Fiquei feliz do Marcelo ter visto também.

Também deu tempo de passar numa GAP bem ali pertinho e comprar uma roupinha para o dia seguinte. Eu tinha 15 minutos para comprar short, blusa, sapato, lingerie. Sem experimentar nada, me joguei num shortinho jeans, camisetinha e uma alpargata animal print que a minha amiga Melina vai amar (quer que te leve uma, bonita?). Na fila para entrar no voo rumo a Paris, tcharam, também encontrei minha amada Kiko Milano e fiz um rancho de essenciais: base, concealer, rímel, sombra, tudo para dar um jeito na minha cara acabada pela viagem e pelo estresse.

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Meio alpargata, meio tênis, short coringa e camiseta fresquinha: pra aguentar o calor daqui.

Agora são 8h40 por aqui. Vou vestir minha roupa improvisada e dar meus primeiros bordejos. Exigi para o Marcelo: please, vamos voltar a um lugar de encher bem os olhos (é nossa segunda vez em Paris). Eu preciso esquecer a série de infortúnios de ontem para manter meu bom humor. Vamos a uma cartinha:

Querida TAM, estamos esperando. Meu humor é ótimo, mas minha fúria é igualmente maravilhosa. Se as malas não chegarem hoje, esperem barraco em todas as suas definições.

Com amor, Gabi

PS: se alguém já passou por situação assim, me diga por favor que há esperança. A querida Bárbara está liberando os comments do blog para mim e eu leio tudo do celular e respondo sempre que der. Me segue no FB também para espiar as fotinhos! Não que vocês nunca tenham visto Paris antes, mas se as malas não chegarem eu documentarei minha loucura fofo a foto. Será lindo!

Viagem de férias: e o cachorro, fica com quem?

20 de agosto de 2013 5

dunga

Se o Dunga soubesse que iríamos deixar ele por duas semanas não teria passado o fim de semana assim, tão faceiro. Teria ficado como eu e o Marcelo, que passamos sábado e domingo dando mimos extras, já morrendo de saudades do nosso dogão.

Durante nossa ausência o Dunga ficará na nossa casa, onde tem seus brinquedos, sua cama. Como ele está a apenas cinco meses com a gente, ficamos meio ressabiados de levar o bonito para um hotel de cachorros, apesar de já termos ouvido coisas boas sobre muitos deles. A minha querida sogra, a dona Beth, vai “se mudar” aqui para casa durante as nossas férias para cuidar do rapaz. Pobre do meu sogro: foi temporariamente trocado por um vira-latas.

Felizmente a gente tem a sogra, mas para muitos sobra mesmo a alternativa do hotel. Abri um caixinha de dicas sobre lugares legais lá no Facebook e tem muita gente dando contribuições. Clica aqui para ler as sugestões. Se um dia precisar, é melhor   deixar em um estabelecimento com boas indicações, né?

Dunga, te comporta e não incomoda a Beth, tá? E nada de pegar o carro escondido para dar umas bandas por aí. Estamos no teu bico!

Captura de Tela 2013-08-19 às 10.39.55

Eu não contava com as câmeras de segurança do prédio…

:: Estou em férias! Clica aqui para ler meu diário de viagem!