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02 dez08:17

Roller Derby: novo esporte conquista adeptos na região

Mayara Pacheco, leitora-repórter

Um sucesso norte-americano está refletindo também em Três de Maio. Esquecido por muito tempo, o roller derby, que teve seu auge na década de 70 volta a ganhar força.

Em 2000 um grupo de americanas, também do Texas, resolveu resgatar o Roller Derby, porém como esporte sério, onde a ação é real, além de técnicas, estratégias, regras e punições claras.

Como funciona

O roller derby atual é jogado com dois times, formados por cinco garotas. Sim, é um esporte predominantemente feminino, porém os homens tem a participação como juízes, treinadores e auxiliares. O time é dividido em uma jammer (a atacante), três blockers ( as bloqueadoras) e uma pivot.

A jammer tem a missão de ultrapassar as blockers do time oposto passando a marcar pontos a partir da segunda volta dada em torno das mesmas. As blockers devem auxiliar a sua jammer a ultrapassar as blockers do time oposto e bloquearem a passagem da jammer adversária. E a pivot controla a velocidade do pack (grupo formado por uma pivot e três blockers), diminuindo a velocidade quando seu time está perdendo, e aumentando quando há ganhos.

O esporte na região


No Brasil atualmente existem 13 ligas. A ‘ChilliQueens’ de Três de Maio é a 11ª liga registrada no Brasil e a primeira no Rio Grande do Sul.

Hoje, cinco atletas participam da equipe, que recebe meninas interessadas em praticar o esporte . Os horários e datas de treinos podem ser visualizados no blog chilliqueens.blogspot.com.

Para jogar Roller Derby é necessário ter mais de 18 anos. Já quanto a forma física, qualquer garota pode jogar. As magras são direcionadas na maioria das vezes para posição de jammer, já que por serem estreitas passam por qualquer buraco. E as mais gordinhas e corpulentas são direcionadas para a posição de blockers.

No treino aprende-se desde patinação iniciante, para quem nunca pisou em um patins, até a cair sem se machucar, bloquear, tomar velocidade e principalmente trabalhar em equipe.

A maior dificuldade que encontramos é a aquisição de equipamentos. Temos somente um patins próprio para o esporte no Brasil, e ele custa em torno de R$ 360,oo podendo variar preço até R$ 420,00. Além dos patins é necessário a compra da proteção que custa em torno de R$ 200,00 a R$ 250,00.

Atualmente nem todas as meninas possuem os equipamentos, o que nos leva a organizar os treinos emprestando patins e proteções para que todas possam treinar.

A liga foi criada com o intuito de agregar uma parcela da população regional que não se interessa por exercícios físicos e não se encaixa no conceito de diversão criado na região que abrange somente um determinado público.

O nosso objetivo hoje é comprar os equipamentos para todas as meninas da liga, ou ajudar na compra por meio de patrocínios, e então poder treinar para competir com as demais ligas brasileiras.

Neste sábado, dia 3, a equipe tresmaiense receberá a visita de uma americana que joga roller derby em Michigan, na liga Downriver Derby Dolls.

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