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23 fev14:33

VIDA ÚTIL: Atenção à doença renal e suas interfaces

Kelly Meller – Kellymeller@hotmail.com*

A doença renal cresce mundialmente e no Brasil. A enfermeira Jane Perin Lucca, especialista em Nefrologia, esclarece sobre essa doença silenciosa, cujo Dia Mundial de Combate é no dia 8 de março. Diagnóstico precoce e conhecimento sobre a doença podem facilitar o sucesso do tratamento.

Cada vez mais se faz necessário chamar atenção da população e dos governantes para o crescimento acentuado da Doença Renal Crônica,

Foto: Daniela Xu, Agencia RBS

que atualmente é considerada um problema de saúde pública mundial. A doença é silenciosa e só se manifesta quando grandes partes dos néfrons já estão lesados. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, “a prevalência de doença renal crônica é de 7.2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. Os principais fatores de risco são a hipertensão arterial, o diabetes melittus, sobrepeso, tabagismo, idade acima de 50 anos, história familiar de doença renal e o histórico pessoal de algum tipo de doença renal. Entre a população adulta brasileira, estima-se que existam 30 milhões de hipertensos (24,4%), 7 milhões de diabéticos (5,8%); 17 milhões de obesos (13,9%); 17 milhões de idosos. Estima-se que no Brasil 10 milhões de indivíduos tenham algum grau de Doença Renal Crônica.”

Os rins são órgãos vitais em nosso organismo e suas unidades funcionais são os néfrons. Em cada rim localizam-se aproximadamente um milhão e duzentos mil néfrons.

E o que fazem os rins?

*Regulam a pressão arterial;

*Filtram o sangue;

*Eliminam as toxinas;

*Controlam a quantidade de sal e água no corpo;

*Produzem hormônios importantes para evitar a anemia e doenças ósseas;

*Eliminam excessos de medicamentos e outras substâncias ingeridas.

Quais os tratamentos?

Diante destas funções, entende-se porque é tão importante cuidar da saúde destes órgãos. Há diferentes tratamentos disponíveis para as doenças renais, entre eles, a diálise peritoneal, hemodiálise e o transplante renal. Tais tratamentos são paliativos, não substituem a função renal, somente aliviam os sintomas e preservam a vida do renal crônico, porém nenhum representa a cura.

A hemodiálise é o processo de tratamento mais utilizado. Promove a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada três vezes por semana, em sessões com duração média de três horas e trinta minutos a quatro horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento.

A cronicidade e o impacto destes agravos trazem desafios aos profissionais que atuam neste contexto. Mais do que saberes técnicos para garantir um acompanhamento sistemático é necessário desenvolver ações de promoção e prevenção aos agravos. As equipes dos profissionais de Enfermagem, que estão diretamente ligados à assistência do paciente renal, confrontam com a dura realidade que impõem esta doença nas modificações do ritmo de vida dos pacientes, de seus hábitos alimentares, impondo restrições hídricas, uso constante de medicamentos, gerando problemas socioeconômicos e psíquicos, a dependência constante do outro e de aparelhos de alta tecnologia, o tempo de tratamento, sexualidade alterada, além das inseguranças e incertezas diante da vida.

“A vivência de anos neste campo de atuação, acompanhando e acolhendo o paciente renal, permite perceber que precisamos cada vez mais estimular e implantar estratégias de esclarecimento e prevenção à Doença Renal Crônica. E, que exames simples como de urina e dosagem de creatinina no sangue podem auxiliar no diagnóstico precoce da doença. Por isso, PREVINA-SE, os rins são dois órgãos extremamente necessários ao nosso organismo”.

Jane Perin Lucca, Enfermeira especialista  em Nefrologia

* Kelly é enfermeira e colunista do clicRBS Noroeste Missões

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