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28 fev08:07

ZIUREKA: Experiência ou estatística?

Edna Lautert

Há muito eu ouço falar de estatísticas. E, como sempre, como jornalista, cada vez que escrevo algo me baseio nas estatísticas. E, cada vez que acompanho uma prova, um acontecimento importante qualquer elas sempre estão lá: as estatísticas são as primeiras. Elas apontam, revelam, exemplificam, esclarecem. Mas, me pergunto até que ponto auxiliam de verdade a elucidar, ou atrapalham as verdadeiras investigações.

Às vezes elas nos passam algumas ‘verdades’ que vão longe de ser, ou se tornar real. Inclusive, em períodos eleitorais, elas costumam ‘derrapar legal’.

Eu comparo as estatísticas a uma moça fofoqueira: poucas são as que repassam a verdade sem aumentar, diminuir, distorcer, esconder, exagerar.

Se alguém esteve lá, viu, analisou, observou as reações, apalpou, sentiu o resultado. Mas desse resultado somar mais um, ou dois, até mesmo cinco – ainda assim continua conhecimento de fato? Se bastasse a análise superficial os cursos superiores, a ‘faculdade’ como se diz no linguajar popular, não exigiria laboratório, práticas, extensão.

Alguém pode confiar a vida a um resultado de amostragem?

As dúvidas e complexidades do cotidiano, reveladas em linhas de pesquisa que, em sua grande maioria, não são confiáveis. Mas é como a parábola: se você não confia que aqui é o meio do mundo, passe a medir. Quem vai fazer?

Edna Lautert – jornalista, membro da Associação Brasileira dos Jornalistas – membro da Academia Santo-angelense de Letras e colunista do clicRBS.

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9 Comentários »

  • Raquel disse:

    Eu acho que pesa mais a opinião de quem esteve lá.

  • Jessica disse:

    Eu confio nas estatísticas, porém, a experiência não pode ser descartada.

  • Sérgio disse:

    Achei muito sem propósito essa matéria. Talvez se o nosso amigo fosse estudar mais sobre esse assunto e depois escrevesse uma nova matéria com mais embasamento, veríamos que grande parte do que ele escreveu seria refutado.
    Existe uma lógica na estatística… claro que nem sempre a lógica pode ser totalmente aplicada na prática, mas daí a comparar uma ciência com uma moça fofoqueira mostra o despropósito desta matéria.

  • Fátima disse:

    Eu creio que ao utilizar do surrealismo para comparar as estatísticas aos seres humanos, e dar um enredo cômico a essa matéria, você a tornou mais interessante, mesclando realidade e romancismo, o que aliás é um dos teus grandes atributos como escritora. Leitura leve, lança a polêmica, mas deixa a conclusão para o leitor. Muito bom.

  • Mari disse:

    Discordo do Sérgio. Acredito que despropósito é essa mania que os exatos tem de querer enfiar guela abaixo as estatísticas. Usar tua veia comica na crônica para suscitar o debate em torno disso, mesmo que de forma subjetiva, é muito pontual.

  • O.R. disse:

    Pra tudo é feito estatística, no futebol por exemplo, fazem milhões de cálcuos e combinações, mas as vezes aquele que está bem fora da estatística é que acaba levando a melhor, derrubando a tal. Mas a estatística é necessário pra muitíssimas coisas.

  • lidia p. santos disse:

    Concordo com a jornalista Edna Lautert, sobre o texto que ela escreveu.

  • Eduardo Wahlbrink disse:

    Parabéns pela escrita Edna. Como sempre você soube abordar de forma inteligente e instigante um assunto muito importante, que muitas vezes passa despercebido em nosso cotidiano. Quantas vezes nos deparamos com dados estatítiscos e sequer sabemos de ondem surgiram aqueles números que supostamente representam verdades sobre determinados assuntos. Há muitas controvérsias a respeito desse tema e a grande maioria das estatísticas têm grande influência, mas um fato é inegável: precisamos que as informações (dados técnicos e estatísticos), sejam de fontes confiáveis e que realmente façam a diferença de forma positiva, garantindo que tenhamos acesso à informações imparciais e que representem de forma objetiva os dados levantados.

  • Sergio disse:

    Estava lendo os comentários postados após o que fiz, e fiquei pensando….será que a escritora vai usar essa amostragem que os comentários dão para ela para dizer que sua matéria foi bem vista pelos leitores ou a escritora vai sair por aí batendo de porta em porta para indagar todos que leram a matéria para saber exatamente qual a opinião de cada um?

Comentários