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12 abr15:14

Caminhões carregados de cebola têm dificuldade para entrar em Porto Xavier

Foto: Lino Pauli, divulgação

Juliana Gomes/juliana.gomes@zerohora.com.br

Caminhões carregados com cebola com destino ao Brasil formam fila no lado Argentino da fronteira com Porto Xavier, São Borja e Dionísio Cerqueira (SC). De acordo com o secretário de desenvolvimento e turismo de Porto Xavier Lino Pauli, chega a 180 o número de carretas aguardando para sair de San Javier, divisa com o município gaúcho e ingressar no Brasil. Conforme o secretário, a intensa fiscalização do país vizinho está tornando lenta a liberação dos veículos.

_Ontem tínhamos uma fila de 250 caminhões. Normalmente, 80 deles entram no país por Porto Xavier, e agora, são bem menos os veículos a atravessarem a fronteira_ relata Pauli.

Pauli relata que em função da dificuldade de sair da Argentina menos caminhões estão sendo carregados com o produto. Segundo o

Lino Pauli, divulgação

empresário do ramo da exportação e transporte internacional Omar Steinbrenner, 80% das cargas de cebola entram no Brasil por Porto Xavier. Produzida no Sul da Argentina, na província de Buenos Aires, a cebola tem como destino os diversos estados brasileiros neste período de entressafra nacional.

De acordo com o cônsul adjunto da Argentina em Uruguaiana Alejandro Massucco, as filas formadas em San Tomé, na divisa com São Borja, e San Javier, divisa com Porto Xavier, são comuns nessa época do ano.

_ O tempo de espera é o necessário para fiscalização da mercadoria e verificação dos documentos_ explica_diz.

Inspetor-chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira Arnaldo Borteze afirma que no período de safra da cebola de fevereiro a junho as filas de caminhões para deixar o país vizinho são comuns, em face do grande número de veículos que precisam ser fiscalizados.

Para Omar Steinbrenner que também é membro da Associação de Transportadores Internacionais, uma fila normal de caminhões nos portos seria de no máximo 60 caminhões.

_ Esse número seria para uma segunda-feira, depois de dois dias, sábado e domingo, em que aduana não é aberta. De quarta-feira em diante o normal é não ter fila_ comenta.

Lino Pauli, divulgação

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