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25 abr15:21

Seca prolongada atinge Porto Vera Cruz

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Porto Vera Cruz, divulgação

Desde o decreto de emergência em 12 de janeiro deste ano, pouco mudou no cenário formado pela seca em Porto Vera Cruz. Em abril, com o prolongamento da escassez de chuva, o decreto foi renovado por mais 60 dias.

Com base na análise de dados das estações oficiais do Inmet, a meteorologista da RBS Estael Sias destaca que é possível notar a forte influência do Fenômeno Climático La Nina desde os meses da primavera de 2011 no Rio Grande do Sul. Apesar de o fenômeno estar praticamente encerrado, algumas áreas do Estado ainda sofrem com o déficit de chuva, que pode completar seis meses.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Porto Vera Cruz, divulgação

As maiores perdas em Porto Vera Cruz são na produção rural, base da economia do município. Um laudo técnico – elaborado pelo Conselho Municipal da Defesa Civil, Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, e a EMATER-ASCAR de Porto Vera Cruz – mostra que entre dezembro de 2011 e abril deste ano significativas perdas se acumularam nas lavouras do município: 46% de milho, 50% de milho safrinha, 50% de citros, 20% de gado leiteiro, 20% de gado de corte, 25% de fumo, 20% de mandioca, 40% de cana de açúcar, 50% de olericultura 40% de silvicultura.

A maior perda foi registrada no cultivo da soja, chegando a 90%, devido ao estresse hídrico no período de desenvolvimento vegetativo, florescimento e enchimento do grão, explicam os técnicos do Conselho e das entidades participantes do levantamento.

Água para quem precisa

O carregamento de água é uma das ações emergenciais para auxiliar às famílias atingidas pela seca. Por meio das Secretarias Municipais de Obras e Agricultura, desde o início do ano, já foram transportadas pelo menos

500 cargas de água. Para tanto, um caminhão caçamba foi transformado em tanque pipa para atender à demanda. Além de água, famílias receberam cestas básicas e caixas de água.

Pelo menos 200 horas de serviços de máquinas em serviços como limpeza de bebedouros já foram realizadas desde o início do Decreto de Emergência. Também passaram a ser prioridade a produção de silagem nas propriedades através da Patrulha Agrícola.

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