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27 jul11:44

Seca nos Estados Unidos beneficia venda futura de grãos

Roberto Witter / roberto.witter@zerohora.com.br

A maior seca dos últimos 50 anos nos Estados Unidos tem provocado forte alta nos preços da soja e do milho, o que beneficia futuras vendas de produtores brasileiros. Especialistas, porém, alertam: o mercado não deve suportar esse nível de preços nos próximos meses.

Produção de milho terá 46 milhões de toneladas a menos do que o previsto. Foto: Scott Olson / Getty Images, AFP

Nesta quinta-feira, os valores recuaram na Bolsa de Chicago, que regula os preços das commodities, ficando abaixo de US$ 17 o bushel (equivalente a 27, 2 quilos). Foi o resultado da chuva prevista para Estados americanos atingidos pela seca. Faltando cerca de 15 dias para a colheita, o milho tem perdas irreversíveis. Segundo o relatório deste mês do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a produção terá 46 milhões de toneladas a menos do que o previsto. A soja enfrenta problema semelhante: com prognóstico de colheita de 87 milhões de toneladas em junho, que agora caiu para 83 milhões de toneladas.

O efeito é a alta de preços. No Rio Grande do Sul, a soja chegou a ser embarcada por R$ 85 a saca no porto de Rio Grande, lembra o analista de mercado Farias Toigo. Como o estoque do grão é de 6 milhões de toneladas no país, devido à seca que atingiu a safra de verão, as atenções se voltam à venda futura.

– Hoje, o preço é definido em meio a especulações de quebra de safra americana. À medida que tivermos números concretos da safra nos EUA e a confirmação de ampliação de áreas de cultivo na América do Sul, a tendência é de que o preço baixe – alerta o consultor Carlos Cogo.

Produtores de gado de corte, suínos, aves e leite, porém, sofrem com a alta. O farelo de soja, um dos principais ingredientes das rações, subiu 110% no último ano, com consequente impacto nos custos de produção.

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24 jul11:48

Projeto Cantinho da Alegria inaugura horta educativa

O projeto Cantinho da Alegria, mantido pela Unimed Missões/RS, inaugurou uma horta educativa destinada às crianças da Escola Municipal de Educação Infantil Ludovico Rigoti, de Santo Ângelo.

A parceria entre a cooperativa de saúde, a prefeitura e empresários possibilitou a construção da escola, oferecendo melhores condições para o desenvolvimento das crianças. Atualmente, o local atende mais de 90 crianças dos Bairros Nova, Piratini e adjacências. O projeto propicia a realização de diversas atividades com as crianças, entre elas comemorações em datas festivas, doação de material, consultas pediátricas, exames gratuitos, envolvimento dos pais em palestras, desenvolvimento de projetos sociais e ambientais, entre outros.

Crianças são incentivas no envolvimento com o plantio, irrigação, cuidados e colheitas das verduras. Foto: Unimed, divulgação.

A horta entregue à escola tem o objetivo de despertar e conscientizar as crianças quanto à importância do meio ambiente, além do respeito à natureza e consumo de alimentos saudáveis.

- Queremos que as crianças sejam os amiguinhos da terra e ajudem a disseminar essa prática em casa, com seus pais e familiares. Nossa intenção é despertar para a importância dessa atividade socioeducativa e ambiental com os alunos – observa a coordenadora do time, Carlene Brum Traichel.

A horta é composta por uma grande variedade de verduras, legumes e hortaliças, entre elas brócolis, rúcula, alface, salsinha, manjerona, rabanete, radite, couve, alecrim, manjericão, entre outros temperos. A produção já está gerando resultados. Crianças são incentivas no envolvimento com o plantio, irrigação, cuidados e colheitas das verduras o que pode ser considerado como uma atividade pedagógica na construção do conhecimento no espaço escolar. Todo o material colhido e plantado é utilizado na alimentação das crianças.

Além dos alunos, os pais, os professores e os funcionários serão envolvidos na manutenção do espaço para que, em uma ação conjunta com a Unimed, a horta seja mantida e possa ser um empreendimento de caráter solidário e cooperativo.

A horta foi construída em parceria com a Floricultura Avenida, que também realiza os primeiros acompanhamentos e orientações sobre o projeto, e faz parte do Programa de Responsabilidade Socioambiental da cooperativa.

Fonte: Assessoria de imprensa da Unimed

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09 jul12:00

Santa Rosa registra segunda morte por Gripe A

Por meio de uma nota, o Hospital Vida & Saúde, de Santa Rosa, confirmou a morte de um homem de 46 anos, natural de Alecrim, que estava internado há 11 dias na instituição. Ele havia contraído o vírus H1N1 e morreu no domingo, 8 de julho. Esta é a segunda morte por Gripe A na cidade.

Durante a manhã, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre confirmou o terceiro óbito na Capital. Uma mulher de 59 anos, que estava internada desde o dia 22 de junho, morreu na sexta-feira passada. Ela não havia sido vacinada e apresentava doenças crônicas. Neste ano, foram confirmados 18 casos da doença na Capital.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) ainda não confirma mais estas mortes.

Secretaria Estadual de Saúde divulga novo boletim oficial nesta segunda

O último boletim da Secretaria Estadual da Saúde (SES), divulgado na quarta-feira passada, já registrava 15 mortes em decorrência da gripe A no Rio Grande do Sul. O número ultrapassa o contabilizado em todo ano passado, quando houve um total de 14 mortes. Ainda nesta segunda-feira, a SES irá publicar os dados atualizados.

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06 jul12:07

Escolas investem em orientações aos alunos para conter avanço da gripe A

Itamar Melo / itamar.melo@zerohora.com.br

O maior número de mortes por gripe A desde a pandemia de 2009 colocou os pais gaúchos em alerta e mobilizou as escolas. Até quinta-feira, havia 15 vítimas confirmadas no Estado, contra 14 do ano passado.

Como as vacinas estão restritas na rede pública e são limitadas nas clínicas privadas, os estabelecimentos de ensino estão apostando na prevenção e levando o tema para dentro da sala de aula. No Colégio Farroupilha, as medidas incluem a troca dos bebedouros, privilegiando um modelo no qual só é possível abastecer por copo ou garrafa, para evitar o contato de bocas com o cano de saída de água.

Alerta contra a gripe A mobiliza escolas, como o Colégio Santo Antônio (foto), na Capital, onde prevenção virou liçãoFoto: Ricardo Duarte / Agencia RBS.

Os alunos são orientados a ir bem agasalhados, porque janelas ficam abertas para garantir a ventilação das salas. Os seis funcionários do centro de saúde da escola viraram missionários antigripe, repetindo os mantras preventivos a cada oportunidade.

— Não adianta dizer uma vez só. Se entramos em uma aula para fazer algo, já aproveitamos para falar de gripe A. Trabalhamos muito com as crianças menores, porque elas cobram o comportamento correto dos mais velhos e dos professores. Elas são os meus fiscais — diz a pediatra Simone Napoleão, médica do Farroupilha.

Em mapa, veja as cidades que registraram óbitos em decorrência da gripe A desde 2009

No Colégio La Salle Santo Antônio, a auxiliar de enfermagem Juliana Bavaresco realizou palestras nas turmas de 1ª a 5ª série e dá início, agora, ao trabalho com a Educação Infantil. Para atingir melhor esse público, ela produziu materiais especiais, apostando em vídeos e música. Na tarde de quinta-feira, testou-os com alunos de quatro anos.

— Trabalho muito a questão do contato entre as crianças, que é difícil de evitar, porque ele ocorre desde a fila da entrada até a hora de ir embora — diz Juliana.

A ação das escolas responde a uma preocupação crescente dos pais, que se mostram mais alarmados à medida que novas mortes são confirmadas. O Farroupilha, por exemplo, havia feito no começo de abril um convênio para oferecer vacina com desconto.

A procura foi baixa. No final do mês, repetiu a experiência. Mais gente se vacinou, mas ainda em nível inferior ao registrado no ano passado. Só nas últimas semanas as famílias despertaram. Na quinta-feira, Simone Napoleão recebeu quatro mães assustadas.

— O que eu noto é que, neste ano, as pessoas relaxaram na vacinação. Agora, por causa dos casos, estão muito preocupadas — diz a médica.

SEC emite nota à rede estadual

As creches e as turmas de educação infantil são encaradas como o grande desafio para a prevenção da gripe A na rede estadual de ensino. Na nota encaminhada a todos os estabelecimentos da rede, a Secretaria Estadual da Educação dedicou um tópico específico às providências que devem ser tomadas nas turmas de pré-escola.

Segundo Maribel Guterres, responsável pela assessoria de saúde escolar da secretaria, as crianças menores se tocam muito e compartilham brinquedos, o que pode ampliar o risco de transmissão.

— Estamos orientando os cuidadores a lavar as mãos das crianças e a higienizar os brinquedos — afirma.

A nota técnica foi encaminhada às coordenadorias regionais de educação. A secretaria recomenda que os alunos com sintomas permaneçam sete dias em casa. No caso dos menores de 12 anos, o período de afastamento sugerido é de 14 dias.

As escolas também são chamadas a oferecer álcool para higienização e lixeiras com acionamento por pedal. Segundo Maribel, as escola devem usar suas verbas próprias para esse fim.

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06 jul12:01

Chuva volta, mas impacto da seca leva agricultor a segurar gastos

A chuva começou a voltar ao Estado, mas ainda vai demorar a apagar os sinais da seca que murchou a safra nas cidades mais dependentes do agronegócio, especialmente nas regiões Norte, Noroeste e Central. Com quebras na lavoura, os agricultores reduziram compras e investimentos.

Alguns enfrentam até problemas para pagar as contas, como o produtor de soja Marcelo Grunwald, 47 anos. Grunwald colheu apenas entre quatro e oito sacas por hectare, quando o habitual era ultrapassar 40 sacas. Parte do cultivo, em 200 hectares, foi feita com recursos próprios. O restante foi garantido com financiamento.

— Tenho uma plantadeira financiada, insumos, como sementes, fungicidas e herbicidas para pagar. Só os adubos haviam sido pagos. Se somar tudo, é uma dívida em torno de R$ 80 mil — calcula.

Quebra na lavoura de soja leva Grunwald a renegociar as dívidas. Foto: Roberto Witter / Agência RBS

Produtores como Grunwald renegociam dívidas e reduzem gastos no comércio e nos serviços em suas cidades. Um estudo da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio-RS) apontou os ramos mais sensíveis à seca: os ligados a itens não essenciais, como joalherias e lojas de eletrodomésticos, e os diretamente ligados à atividade, como concessionárias de veículos.

Em Erechim, no norte do Estado, a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) vai acionar o programa que permite a filhos de agricultores conveniados a cooperativas pagarem estudos com produtos como soja, milho, leite e frango — desde que matriculados nos cursos de Agronomia, Engenharia Agrícola e Engenharia de Alimentos. Iniciado em 2010, o projeto prevê a prorrogação do prazo de pagamento em caso de problemas que afetem as lavouras. Neste ano, pela primeira vez, a cláusula será acionada, diz Paulo José Sponchiado, diretor da universidade.

Gerente de vendas da Uglione, concessionária Chevrolet em Santa Maria, Luziano Grellmann explica que, nos cinco primeiros meses do ano houve queda de 30% nas vendas feitas com desconto para pessoas jurídicas e produtores rurais. Grellmann atribui metade da redução ao impacto da seca por.

— O produtor que compraria uma caminhonete top de linha agora quer um modelo mais básico — exemplifica.

Essa mudança faz parte do ciclo explicado pelo professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos Mielitz. Ele ressalta que a safra frustrada impacta em duas frentes: diretamente, ao reduzir o poder de compra do agricultor, e indiretamente, por desaquecer setores importantes da economia:

— É um efeito multiplicador perverso, pois afeta a geração de emprego.

Nas contas de Mielitz, cada R$ 1 mil aplicados no campo movimentam R$ 3 mil em cidades mais vinculadas à atividade rural.

Um ramo que se ressente da diminuição do dinheiro no campo é a rede hoteleira. O empresário Geovani Gisler, de Santo Ângelo, no noroeste do Estado, teve de adiar projetos como a ampliação do estacionamento do hotel Versare Maerkli. A seca lhe tirou 30% das hospedagens nos últimos meses, porque empresas do setor agrícola têm cortado as viagens de vendedores à região. Para driblar a crise, Gisler reduziu a tarifa nos fins de semana em até 60%.

— Quando há seca, a queda costuma ser rápida, mas a retomada é lenta — diz.

Empresário em uma cidade que se intitula o berço nacional da soja, Santa Rosa, Nelson Theisen amarga redução de 30% em relação ao mesmo período do ano passado nos negócios de sua loja, que vende climatizadores de ambiente.

— Os agricultores tiveram quebras superiores a 40%. O comércio que mais sentiu na região foi o voltado à agricultura, mas quem vende artigos de conforto, como climatizadores, ou piscinas, também percebe — explica Theisen.

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05 jul15:10

Conab estima safra de grãos em 162,6 milhões de toneladas

A estimativa para a safra de grãos 2011/2012 é de 162,6 milhões de toneladas, segundo levantamento divulgado nesta quinta, dia 5, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília. O estudo aponta 0,1% a menos do que o obtido na safra 2010/11, quando atingiu 162,8 milhões de toneladas.

Destaque vai para o crescimento da produção do milho segunda safra de 60,9%. Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS
Segundo o Mapa, a expectativa é de que a safra supere a barreira registrada no ciclo passado, apesar da estiagem registrada em algumas regiões.

– A safra passada foi uma supersafra e o próximo ajuste de dados deve mostrar um recorde. Isso se deve ao bom desempenho do milho segunda safra que cobrirá os prejuízos causados pela seca – disse o diretor do departamento de Comercialização e de Abastecimento Agrícola e Pecuário do Mapa, Edilson Guimarães.

Os dados mostram um crescimento da produção do milho segunda safra de 60,9% ou o equivalente a 13,08 milhões de toneladas sobre a última safra, alcançando 34,57 milhões de toneladas. No ano passado, foram colhidas 21,48 milhões de toneladas. Os resultados na produção do milho se devem às condições favoráveis da cultura nas áreas de maior produção, de acordo com a Conab. Já a estimativa para as safras consolidadas – primeira e segunda safras – apresenta um crescimento de 21% ou de 12,07 milhões de toneladas, alcançando 69,48 milhões de toneladas.

Em compensação, a soja apresentou retração (-8,9 milhões de toneladas) e o arroz também (-2,05 milhões de toneladas). As reduções se devem, principalmente, às condições climáticas não favoráveis, principalmente nas fases de desenvolvimento das culturas, quando foram mais prejudicadas as lavouras de milho e de soja, nos estados da região Sul, parte do Sudeste e no sudoeste de Mato Grosso do Sul. Também pesou a estiagem nos estados nordestinos que tiveram perda em todas as culturas.

A região Nordeste, sobretudo no Semiárido, sofreu bastante com a seca que castigou a produção em geral, levando a uma queda de 21,9% em relação à safra passada, ou seja, 3,5 milhões de toneladas de produtos como milho e feijão.

Área plantada

A estimativa total de área plantada é de 50,83 milhões de hectares, com um crescimento de 1,9% ou 960,7 mil hectares a mais do que a da safra 2010/11, quando atingiu de 49,87 milhões de hectares. A área cultivada do milho segunda safra cresceu 22,7 % ou 1,3 milhão de hectares. A soja vem em seguida, com aumento de 3,4% ou 819,5 mil hectares a mais.

Por outro lado, as culturas de arroz e feijão apresentaram redução na área. O feijão, devido a problemas na comercialização, dificuldades climáticas na região Nordeste e nos preços baixos durante o estabelecimento da primeira safra. Já o arroz, pela falta de água nos reservatórios, houve aumento no custo de produção e preços pouco atrativos.

Para a pesquisa, foram contatadas instituições direta ou indiretamente ligadas ao meio agrícola, destacando-se profissionais de cooperativas, secretarias de agricultura e órgãos oficiais e privados de assistência e extensão rural das principais zonas de produção.

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05 jul15:01

BARBÁRIE EM PANAMBI

Roberto Witter / roberto.witter@zerohora.com.br

Uma barbárie chocou o município de Panambi esta semana. Pai e filho foram assassinados enquanto pescavam na margem do Rio Fiúza, que corta a cidade. O pai foi encontrado com o rosto desfigurado. O filho, degolado e com as mãos amarradas para trás.

Carro da vítima foi encontrado carbonizado, próximo de onde estava o corpo de Roberto Weber. Foto: Panambiline.com

Investigação mobiliza todo o efetivo da Polícia Civil

Desde a manhã de terça-feira, quando o corpo de Roberto Weber, 39 anos, foi encontrado, todo o efetivo da Polícia Civil disponível na cidade trabalha no caso. Os detalhes da investigação são mantidos em sigilo, no entanto, a principal hipótese levantada é de latrocínio, já que alguns pertences das vítimas foram levados.

Weber foi encontrado a poucos metros de seu Del Rey, que estava carbonizado.

_ O Beto (como Roberto era conhecido pela família) tinha avisado um amigo que estava indo na segunda-feira pra lá pescar. Esse amigo morava ali perto e disse que iria descer pra tomar chimarrão com ele na terça-feira. Quando chegou lá, encontrou ele morto, com o corpo desfigurado e o carro queimado _ conta Lane Weber, 35 anos, cunhada da vítima.

A partir daí, a Polícia passou a buscar o filho de Roberto, Robertson Guilherme Weber, 17 anos. O corpo do adolescente foi localizado somente na quarta-feira, por volta das 10h da manhã. Robinho, como o adolescente era chamado pela família, foi degolado e estava com as mãos amarradas para trás, a cerca de 600 metros do local onde o pai foi encontrado.

_ O meu padrasto disse que ouviu uma gritaria, mas como é comum o pessoal ir pescar lá embaixo (muitos, sem autorização), não deu bola. Achou que era bagunça normal de acampamento _ lembra Paulo Schmidt, 26 anos, que é enteado do amigo que encontrou o corpo de Roberto.

A violência do crime causou revolta entre os familiares e amigos da família. Para o delegado Carlos Belter, a brutalidade é o que chama mais a atenção.

_ É uma barbárie sem precedentes, por isso mobilizamos todo o efetivo desde que descobrimos o caso. Já temos suspeitos e a investigação está em um ritmo apressado. Ouvimos diversas pessoas na cidade _ afirma Belter.

Até o final da noite de ontem ninguém havia sido preso.

Pescaria era o principal lazer de pai e filho

Vigilante afastado do trabalho devido a problemas de depressão, Roberto Weber tinha a    pescaria como terapia. O filho era o principal parceiro nos acampamentos, que também eram  feitos na companhia de amigos e outros familiares.

_ Era a única diversão que eles tinham. Não podia ter acontecido isso _ desabafa Marcia  Sinnemann, cunhada de Roberto e tia de Robertson.

O adolescente tinha ainda dois irmãos: uma menina de 15 anos e um irmão de 3 anos.

_ A mãe dele achou que ele tinha conseguido fugir dos bandidos, porque não tinha sido encontrado. Quando ela recebeu a notícia de que o Robinho tinha sido encontrado morto, ficou desesperada. Está inconsolável _ conta Marcia.

Na tarde de ontem, dezenas de amigos e familiares estiveram no velório dos dois. O sepultamento ocorreu no início da noite, no Cemitério Municipal de Panambi.

A cronologia do crime

- Na tarde de segunda-feira, Roberto Weber, 39 anos, e o filho Robertson Guilherme Weber, 17 anos, saíram para pescar no Rio Fiúza, na localidade de Linha Pavão, distante 4 km do centro de Panambi. Roberto avisou a um amigo, que mora próximo do local do crime, que estava indo acampar. O amigo prometeu ir até o local na manhã de terça-feira, para conversar e tomar chimarrão.

- Na terça-feira pela manhã, o amigo de Roberto foi até o local e encontrou o corpo dele a cerca de 10 metros do carro, que estava carbonizado.

- Robertson ficou desaparecido até as 10h de quarta-feira, quando o corpo dele foi encontrado por moradores, a 600 metros de onde o pai estava. O adolescente foi degolado e estava com as mãos amarradas para trás.

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02 jul10:42

Ano Internacional das Cooperativas estimula debates sobre a cultura em todo o mundo

Cooperativismo está no centro dos debates em todo o mundo neste ano. Em 2009, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e a Organização das Nações Unidas (ONU) instituíram 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, um período para que população e governos possam refletir sobre como essa forma de organização pode ajudar na melhoria das condições de vida de uma comunidade. O debate ganha mais força com a proximidade do Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado este ano em 7 de julho.

Agropecuária é o setor que apresenta o maior número de cooperativas em funcionamento no Brasil. Foto: Tadeu Vilani, Agência RBS.

Em uma definição clássica, poucas palavras representam tão bem a ideia de ação coletiva quanto cooperação. Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. Mas mais do que uma entidade, o cooperativismo é um modelo de desenvolvimento com princípios estabelecidos, que preza a sustentabilidade, bem-estar e prosperidade de uma população.

A ação por meio de cooperativa é reconhecida em 13 ramos de atividade, entre eles habitação, infraestrutura, saúde, trabalho, crédito e também o agronegócio. No Brasil, de acordo com a OCB, cerca de 30 milhões de pessoas estão envolvidas de alguma fora com o cooperativismo, e a agropecuária é o setor que apresenta o maior número de associações em funcionamento.

Em 2011, 1.523 cooperativas do ramo agropecuário estavam registradas no país, uma queda de 2% na comparação com o ano anterior. Apesar disso, o número de pessoas cooperadas cresceu 3%, chegando a 969 mil pessoas – só menor do que os envolvidos nos setores de crédito e consumo. Em número de empregados, as cooperativas agropecuárias também estão na liderança, com 155.896 pessoas ligadas.

Tamanha representatividade pode ser medida nos principais índices econômicos do país. Em 2009 o setor foi responsável por 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB) Agrícola do país, e suas exportações renderam US$ 3,6 bilhões. Apesar dos números, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ainda aponta que a população brasileira apresenta um índice baixo de participação em entidades associativas, cuja média mundial é de aproximadamente 40% da população.

FORÇA NO SUL

Geograficamente, os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul ocuparam em 2011 os primeiros lugares na quantidade de cooperativas. Em número de cooperados, além desses, Santa Catarina também se destaca no ranking brasileiro.

As imigrações europeias, especialmente a italiana e a alemã, impulsionaram a cultura do cooperativismo no Brasil, especialmente no Sul e Sudeste. Nessas regiões, segundo informações do governo e das entidades representativas, estão localizadas cooperativas consideradas modelo em gestão.

Conforme o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, Márcio Lopes de Freitas, Norte e Nordeste não possuem essa cultura calcada, especialmente na área agrícola.

— No Nordeste o cooperativismo urbano, e não rural, vem se desenvolvendo, especialmente no setor de crédito — comenta.

Dar visibilidade e apoiar a profissionalização das cooperativas são metas do governo no ano internacional dedicado ao setor.

— O Estado não pode intervir nas cooperativas. Então, nossa função é apoiar e estimular ações através do fomento — explica a diretora Diretora Substituta do Departamento de Cooperativismo e Associativismo (Denacoop), Vera Lúcia de Oliveria Daller.

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27 jun14:34

Dólar eleva preço de fertilizantes

O mesmo dólar alto que elevou o valor das commodities e fez brotar sorrisos nos produtores rurais agora causa apreensão no setor. O preço dos fertilizantes, que chegou a subir 30% desde o início da escalada da moeda americana, pegou de surpresa quem ainda não havia comprado os insumos para o plantio de inverno.

E, mesmo para quem já estava preparado para a cultura de frio, a alta representa incerteza para a próxima safra de verão. Para o consumidor, que está no final dessa cadeia, toda essa equação pode resultar em alimentos mais caros.

Fabio Polo, que cultiva 3 mil hectares em Santo Ângelo, comprou insumos antecipadamente. Foto: Paulo Marodin, Especial.

Com 100% da matéria prima importada, a indústria de fertilizantes faz seus preços com base na cotação do dólar. Para se ter uma ideia, o Rio Grande do Sul importou U$ 1,6 bilhão em fertilizantes no ano passado, o que equivale a 3,5 milhões de toneladas. Segundo dados da Emater, muitos produtores não compram os insumos com antecedência e foram pegos no contrapé com a alta nos preços. O problema é recorrente no trigo, uma das principais culturas de inverno no Estado.

– Isso aumenta muito o custo de produção dos agricultores – alerta Ataídes Jacobsen, técnico agrícola da Emater de Passo Fundo na área de trigo.

Diminuir a área de plantio do grão ou reduzir a tecnologia empregada na lavoura são as duas saídas para quem foi surpreendido pelo aumento dos preços. O presidente da Comissão do Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, comenta que a tendência é que os produtores reduzam a área plantada e mantenham os investimentos em tecnologia, para garantir a qualidade e a valorização do grão na colheita. Segundo Jardim, a expectativa de ultrapassar 1 milhão de hectares de trigo pode ficar comprometida.

– Ainda não temos como fazer previsões. Mas esse aumento nos fertilizantes pegou muitos produtores descapitalizados em função da seca – afirma.

Apesar de reconhecer o problema, a Emater não acredita em uma redução na área do trigo.

– Continuamos esperando um aumento de 6% na área de plantio nesta safra – garante Jacobsen.

Quem continua otimista para a safra de inverno, apesar do aumento, são as indústrias de fertilizantes. Segundo o Sindicato das Indústrias de Adubo do RS (Siargs), 2012 já contabiliza um aumento de 3,8% na venda de insumos em relação ao mesmo período do ano passado. O presidente da entidade, Torvaldo Marzolla Filho, salienta que muitos produtores se beneficiaram do aumento no preço da soja e de outras culturas – em razão da mesma alta do dólar –, o que recuperou parte das perdas com a estiagem e deixou uma margem para a compra antecipada de insumos. No entanto, se o dólar no atual patamar persistir, o aumento no custo de produção poderá ser incorporado e até chegar ao consumidor.

– Mas, por enquanto, estamos otimistas, pois o agricultor ainda está ganhando com a alta do dólar – ressalta.

Quem se preveniu e comprou fertilizantes com antecedência não chega a valer por dois, como diz o ditado popular, mas conseguiu economizar, pelo menos, 30%. Foi esse o percentual de aumento nos fertilizantes desde que o dólar começou a subir. É o caso do produtor de sementes Fábio da Silva Polo, que cultiva 3 mil hectares em Santo Augusto. O plantio de 900 hectares de trigo, que serão cultivados durante o inverno, já começou, com os insumos comprados com antecedência.

– Há quatro anos fazemos um planejamento para a compra de fertilizantes no início do ano, quando os preços são, tradicionalmente, mais baixos – comenta Polo.

Segundo o produtor, a antecipação garantirá o investimento em tecnologia para a produção de sementes com excelência. A preocupação, então, recai sobre a safra de verão.

– Caso o cenário não mude, teremos um custo de produção 30% mais alto – destaca.

Quem também se antecipou na compra dos insumos foi o produtor Francisco Sana, de Getúlio Vargas. Cerca de 90% da sua lavoura de trigo já está plantada. Ele afirma que, se não houvesse comprado ureia e adubo com antecedência, poderia até reduzir a previsão de plantar 60 hectares do grão.

– Aproveitei o bom preço da soja para planejar a lavoura de trigo. Agora, estou apostando em um bom preço na hora da venda – completa.

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27 jun14:30

Plano Safra 2012/2013 terá R$ 115,2 bilhões em crédito

Foto: Mauro Vieira, Agência RBS

O governo disponibilizará na safra 2012/2013, com início em julho, R$ 115,2 bilhões em crédito à agricultura empresarial. O valor é 7,7% maior do que o destinado ao setor no ciclo 2011/2012, R$ 107,2 bilhões. O Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 será anunciado pela presidente Dilma Rousseff nesta quinta, dia 28, no Palácio do Planalto.

Nesta terça, dia 26, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, reuniram-se com a presidente para fechar os últimos detalhes do plano.

A taxa de juros de referência das operações deve ser reduzida de 6,75% para 5,5% ao ano. Além de ampliar os recursos destinados aos médios produtores e às cooperativas, uma tendência da última safra, o plano da agricultura empresarial deve focar também em incentivos à produção orgânica.

Técnicos envolvidos nas negociações adiantaram ainda que trabalham para ampliar o seguro agrícola.

– Teremos um seguro agrícola mais amplo. Será o melhor plano safra da história – prometeu o ministro Mendes Ribeiro.

O Plano Safra da Agricultura Familiar será lançado no dia 4 de julho. O montante de R$ 18 bilhões em crédito para os pequenos produtores, aumento de 12,5% em relação ao ciclo anterior, foi anunciado no fim de maio, durante o Grito da Terra, que reuniu diversas entidades representantes do setor. Haverá também anúncio de redução de juros.

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