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Doutor Maurício Cardoso

20 mar09:53

Valores das cestas básicas em Três de Maio e Doutor Maurício Cardoso indicam importância da pesquisa de preço

Três de Maio e Doutor Maurício Cardoso foram os primeiros municípios cujo valor médio da cesta básica foi objeto de pesquisa dos alunos de Ciências Econômicas da FAHOR, em 2012.

Nos dois municípios, a média ficou abaixo dos valores praticados na capital gaúcho, onde o valor corresponde a R$ 269,61, segundo levantamento do Departamento Intersindical De Estatísticas e Estudos (Dieese), cujo método é aplicado também pelos alunos da FAHOR.

Para adquirir os 13 produtos (carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo e manteiga) que compõem a cesta básica, os moradores de Três de Maio desembolsam em média R$ 261,64.

Em Doutor Maurício Cardoso, o valor necessário para a aquisição dos produtos básicos para a alimentação gira em torno dos R$ 242,39.

Mais uma vez, os resultados da pesquisa sinalizam a importância da pesquisa de preços para quem pretende economizar na hora da compra. Optando pelos preços mais baratos o consumidor pagará, em Três de Maio, pela cesta básica o valor de R$ 183,48. Por outro lado, aqueles que não efetuarem pesquisas ou optarem por marcas mais caras podem arcar com R$ 330,36 para adquirir os mesmos itens da cesta básica. A economia pode chegar a R$ 146,88.

Já em Doutor Maurício Cardoso, os valores variam entre R$ 213,72 e R$ 280,32, sendo que podem ser economizados R$ 66,60 se forem comprados os produtos mais baratos.

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16 fev15:57

Na contramão da seca, Doutor Maurício Cardoso registra safra de milho acima da média

Enquanto o noroeste sofre com 47% de perdas na safra de milho e 53,2% nas lavouras de soja, um município comprova que alternativas diferenciadas – e simples – podem levar a um resultado satisfatório, mesmo em épocas de seca. Apesar da escassez de chuva no último trimestre, agricultores de Doutor Maurício Cardoso comemoram a colheita de milho, que chegou à média de 125 sacas/ha.

O número é  superior, até mesmo, que a média das safras dos últimos cinco anos, que foi de 83,93 sacas/ha no município. O plantio antecipado do milho é o maior motivo para o alto índice, de acordo com o chefe do Escritório Municipal da Emater, Alcides Arend.

_Em torno de 80% dos produtores realizaram o plantio entre 20 de julho e 15 de agosto, assim que abriu a janela do plantio. Quando a seca atingiu a região, a cultura já estava em fase avançada de formação de grãos e a falta de chuvas não interferiu significativamente nos números_ explica Arend.

Foto: Alcides Arend, divulgação// Os irmãos Vilseu e Vilson Gazzola na lavoura de soja safrinha após colheita de 164 sacas de milho por ha

Além de cultivar no início da fase do plantio, os agricultores de Doutor Maurício Cardoso mantém outras práticas importantes para o sucesso da safra.

_Desde a década de 90 incentivamos os produtores à conservação do solo e rotação de culturas que contribuem para um bom resultado, além da aplicação de tecnologia de ponta_afirma o chefe do escritório municipal da Emater.

A 47 km de Doutor Maurício Cardoso, o município de Santa Rosa contabilizou média de 71 sacas/ha nesta safra, a segunda melhor da região. Entretanto, a situação é crítica nos demais municípios da região, especialmente em Porto Xavier e Ubiretama. O primeiro, onde o plantio ocorreu em agosto, registrou uma média de 23,4 sacas/ha e em, Ubiretama, de 25,83 sacas/ha, nos últimos cinco anos.

De acordo com engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater de Porto Xavier, Leandro Seger, choveu 105mm durante todo o mês de novembro e 94mm em dezembro no município. No entanto, essas precipitações foram rápidas e isoladas.

_A quantidade de chuva foi menor do que o esperado e as altas temperaturas impediram o efeito desejado. As precipitações, em sua maioria, ocorreram em forma de pancadas e foram bastante esparsas, justamente em um período considerado crítico, que é o de enchimento de grãos_ explica Seger.

A preocupação agora é com a safra de soja, cuja colheita começa nos próximos meses. As perdas na área plantada já chegam a 53,2% na região.

Dados atualizados da safra de milho e soja nos municípios de abrangência da Emater/RS- Ascar Regional de Santa Rosa

Milho

Perdas – 47%

Área da região: 161.310 hectares.

Área plantada: 92%

Expectativa inicial de colheita – 4.310kg/ha, ou seja, 71,83 sacas/ha

Expectativa atual (com estiagem) – 2.537kg/ha – 42,28 sacas/ha

Soja

Perdas – 53,2%

Área da região: 653.570 hectares.

Área plantada: 100%

Expectativa inicial de colheita – 2393kg/ha, ou seja, 39,88 sacas/ha

Expectativa atual (com estiagem) – 1172kg/ha, ou seja, 19,53 sacas/ha

Perda: 53,2%

Médias históricas dos últimos cinco anos na região

Milho – 145.888 kg/ha em toda a região

Média – 1.963 kg/ha na região (kg/ha por município)

Média – 32,72 sacas/ha

Soja - 145.888 kg/ha em toda a região

Média – 3.241 kg/ha (por município – são 45 municípios)

Média – 54,03 sacas/ha

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08 fev09:50

Municípios gaúchos desistem de recursos contra a seca

Foto: Fernando Ramos, Agencia RBS

Joice Bacelo/joice.bacelo@zerohora.com.br

Com a publicação do terceiro decreto coletivo ontem no Diário Oficial, 339 municípios gaúchos estão em situação de emergência. Desse total, 117 já receberam os recursos a que têm direito, o que significa quase um terço dos R$ 18 milhões oferecidos pelo governo federal. De acordo com a Defesa Civil, outros 121 estão em processo de análise, mas 101 prefeituras ainda não demonstraram interesse em receber a verba.

Entre os municípios que não enviaram a documentação exigida para que o repasse seja efetuado, 60 estão na lista dos homologados ontem e 41 fazem parte dos que poderiam pleitear a verba desde 10 e 16 de janeiro — datas em que os outros dois decretos coletivos foram oficializados.

Em levantamento realizado por ZH, das 41 prefeituras aptas a receber o dinheiro, mas que ainda não solicitaram à Defesa Civil, seis desistiram de receber a verba, duas estão analisando se ainda há necessidade do dinheiro e 28 estão concluindo os trâmites burocráticos para acessar o recurso. Cinco prefeituras não se pronunciaram sobre o repasse da verba.

Prefeituras reclamam do direcionamento da verba

Entre as prefeituras que não deram continuidade ao processo de captação de recursos também há as que criticam os critérios que direcionam os gastos e ainda não sabem ao certo o que fazer com o dinheiro.  Em Doutor Maurício Cardoso, o prefeito Marino Pollo desistiu do dinheiro porque a necessidade do município não é de cestas básicas e sim de aquisição de bebedouros.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil no Estado, o tenente-coronel Oscar Moiano, o prazo para a retirada do recurso é de até 90 dias depois da data de publicação do decreto de situação de emergência no Diário Oficial, ou seja, os municípios têm até o mês de abril para encaminhar a documentação necessária e ter acesso ao recurso.

>> Clique aqui para ler a matéria na íntegra em zerohora.com

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19 nov08:44

Região registra significativas diferenças no preço da cesta básica

Estabelecimentos comerciais de sete municípios da região vem sendo visitados ao longo de 2011 por alunos do curso de Economia da FAHOR. Um dos objetivos centrais é avaliar as diferenças de preços praticados da cesta básica e o grau de comprometimento do salário com os 13 produtos alimentícios que a compõem.

A pesquisa realizada no mês de novembro em Horizontina, Tucunduva, Doutor Maurício Cardoso e Três de Maio mostrou significativas discrepâncias de valor. Enquanto que em Horizontina e Doutor Maurício Cardoso o valor da cesta aumentou, os moradores de Três de Maio pagaram menos pelos alimentos em novembro.

Horizontina

Em novembro constatou-se o aumento de 4,24% no valor necessário para a aquisição dos treze itens da cesta básica, considerando os preços médios dos oito mercados pesquisados. Se em outubro eram necessários R$ 261,21 para a compra de uma cesta básica, em novembro este valor passou a ser de R$ 274,40.

Um dos principais fatores que levaram a esse aumento foi a alta nos preços de alguns alimentos: tomate, 31,67%; batata inglesa, 18,40%, e carne de gado 4,58%. Em contrapartida, poucos foram os produtos que obtiveram diminuição no preço, tais como a farinha de trigo (-33,62%); o pão (-5,27%); o açúcar (-4,00%); banana (-3,95%).

Neste mês de novembro foi possível constatar que os mesmos treze itens alimentícios (e suas respectivas quantidades) poderão ser adquiridos por R$ 175,25 quando forem escolhidos os menores preços, enquanto que R$ 382,20 serão necessários se escolhidos os mesmos produtos com os maiores valores.

Doutor Maurício Cardoso

A pesquisa dos preços da cesta básica no mês de novembro em Maurício Cardoso indicou uma elevação nos preços de novembro em relação a outubro. O aumento nos preços foi de 4,74%. A elevação nos preços da cesta básica foi resultado de diversos produtos que apresentaram significativos aumentos.

No decorrer do período em que a pesquisa foi possível observar que o tomate e a batata inglesa são os produtos que possuem maior oscilação em seus preços. Exemplo desta oscilação é o fato de que em setembro o tomate apresentou o seu menor preço, R$ 2,46 por quilo. Já em novembro o mesmo produto custa R$ 4,54, o kg.

Em Dr. Maurício Cardoso a pesquisa apontou ainda, que uma cesta básica poderá ser adquirida por R$ 277, 33 com base nos preços médios. Mas se o consumidor comparar os preços e escolher os itens mais baratos poderá adquirir os mesmos produtos com R$ 229,40. Por outro lado, aqueles que não efetuarem pesquisas ou optarem por determinadas marcas poderão pagar até R$ 332,55.

Tucunduva

Em relação aos valores apurados na pesquisa da cesta básica para o mês de novembro, constatou-se que em Tucunduva são necessários R$ 269,69. A título de comparação, no mês de outubro na capital gaúcha o consumidor desembolsava R$ 277,34 para a aquisição dos mesmos itens e quantidade.

Desta forma, os valores calculados da cesta básica para o mês de novembro em Tucunduva, permitem apontar que numa família composta por um casal e dois filhos pequenos (equivalentes a três adultos) serão necessários R$ 809,06 para a aquisição de alimentação básica.

Quando o consumidor escolher os menores preços, a cesta básica poderá ser comprada gastando R$ 202,45. Por outro lado, quando forem escolhidas as marcas mais caras o desembolso do consumidor de Tucunduva salta para R$ 337,39.

Três de Maio

Em Três de Maio, neste mês de novembro, constatou-se que são necessários R$ 259,03 para adquirir uma cesta básica. Este valor corresponde a um montante menor do que aquele obtido no mês de outubro. A queda no valor da cesta básica foi de 1,20%.

Os produtos que apresentaram as maiores quedas nos preços foram: a banana e o tomate. Já os produtos que apresentaram maiores elevações foram a batata inglesa, o arroz, farinha de trigo e o açúcar.

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