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economia

03 mai12:24

Crise no campo - e na cidade: Comércio da região Noroeste sofre com alta inadimplência

Foto: Angela Bem, especial

Juliana Gomes e Roberto Witter - juliana.gomes@zerohora.com.br /roberto.witter@zerohora.com.br

A seca que dizimou lavouras e impôs caos no campo já começa a causar reflexos nas cidades que dependem da agricultura. Com os ganhos reduzidos, produtores encontram dificuldades para pagar contas.

Em Palmeira das Missões, de janeiro a março a inadimplência subiu 40% no setor de venda de produtos agropecuários. A situação preocupa o comércio em geral e alguns empresários já cogitam demissões.

Segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL), o problema não é generalizado. Está concentrado em algumas cidades das regiões norte e noroeste do Estado, altamente dependentes da agricultura e que mais sofreram com a falta de chuva.

As câmaras locais confirmam. Em Palmeira das Missões, a CDL registra nos meses de janeiro, fevereiro e abril um aumento de 20% na inadimplência. O número é ainda maior quando analisado o setor voltado ao agronegócio – venda de sementes, insumos e maquinários -, cujo índice bate na casa dos 40%. O problema é atribuído, exclusivamente, às quebras nas lavouras.

Segundo o Sindicato Rural do município, os prejuízos com a seca ultrapassam os R$ 120 milhões, somente na soja, principal planta cultivada, onde a quebra foi de 50%.

- Pelo menos até o início de junho a situação deve se manter. A partir daí, os bancos passam a liberar o dinheiro de seguros e, eventualmente, realizam alguma negociação com os produtores. Com o dinheiro na mão, a grande maioria começa a quitar suas dívidas – explica Walter Nickhorn, presidente da CDL de Palmeira das Missões.

Em Santo Ângelo, um produtor rural de 51 anos, que prefere não se identificar por se sentir constrangido, tem uma dívida de R$ 23 mil, ocasionada pelas perdas em função da seca. Na propriedade de 50 hectares dedicada à produção de soja e leite, sementes e insumos representam R$ 11 mil, que deveriam ter sido pagos em 25 de abril. Além disso, até o final do mês ele terá de desembolsar R$ 12 mil referentes ao custeio pecuário.

- A minha expectativa era fazer o pagamento com o que ganhasse com a soja e com o leite, mas a soja não deu nada e a produção de leite teve uma queda de 40% com a diminuição da pastagem. Estou preocupado – desabafa.

>> Clique aqui para ler a matéria na íntegra em zerohora.com

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13 abr14:53

Há um mês em Horizontina, indústria têxtil duplica número de funcionários

Passado um mês do início de suas atividades em Horizontina, a indústria têxtil recém instalada Odix Facção já duplicou o número de empregados. Em março, 14 funcionárias eram responsáveis pelas funções de costura, limpeza, tag e embalagem. Neste mês, outras 13 já foram contratadas.

Nove costureiras, três auxiliares e uma servente assumiram nos últimos dias.  De acordo com os proprietários, a previsão é de aumentar ainda mais o quadro de funcionários em curto prazo de tempo. Todas as funcionárias passam por um processo de seleção e, depois, de um curso de qualificação.

O proprietário Valmor Rosa destacou o incentivo de isenção de aluguel recebido pela prefeitura bem como a qualidade da mão-de-obra, afirmando que “o benefício oferece condições de investir mais no negócio e permite contratar mais pessoas, que por sua vez, desenvolvem o trabalho de forma exemplar”. Rosa também contou que está em negociação com outra empresa de confecção, e caso se confirme, o quadro de trabalhadores passará de 100 pessoas. A indústria costura peças para marcas renomadas como Colcci, Coca-Cola, Fórum, e Triton.

>> Com informações da Assessoria de Imprensa de Horizontina

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12 abr15:14

Caminhões carregados de cebola têm dificuldade para entrar em Porto Xavier

Foto: Lino Pauli, divulgação

Juliana Gomes/juliana.gomes@zerohora.com.br

Caminhões carregados com cebola com destino ao Brasil formam fila no lado Argentino da fronteira com Porto Xavier, São Borja e Dionísio Cerqueira (SC). De acordo com o secretário de desenvolvimento e turismo de Porto Xavier Lino Pauli, chega a 180 o número de carretas aguardando para sair de San Javier, divisa com o município gaúcho e ingressar no Brasil. Conforme o secretário, a intensa fiscalização do país vizinho está tornando lenta a liberação dos veículos.

_Ontem tínhamos uma fila de 250 caminhões. Normalmente, 80 deles entram no país por Porto Xavier, e agora, são bem menos os veículos a atravessarem a fronteira_ relata Pauli.

Pauli relata que em função da dificuldade de sair da Argentina menos caminhões estão sendo carregados com o produto. Segundo o

Lino Pauli, divulgação

empresário do ramo da exportação e transporte internacional Omar Steinbrenner, 80% das cargas de cebola entram no Brasil por Porto Xavier. Produzida no Sul da Argentina, na província de Buenos Aires, a cebola tem como destino os diversos estados brasileiros neste período de entressafra nacional.

De acordo com o cônsul adjunto da Argentina em Uruguaiana Alejandro Massucco, as filas formadas em San Tomé, na divisa com São Borja, e San Javier, divisa com Porto Xavier, são comuns nessa época do ano.

_ O tempo de espera é o necessário para fiscalização da mercadoria e verificação dos documentos_ explica_diz.

Inspetor-chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira Arnaldo Borteze afirma que no período de safra da cebola de fevereiro a junho as filas de caminhões para deixar o país vizinho são comuns, em face do grande número de veículos que precisam ser fiscalizados.

Para Omar Steinbrenner que também é membro da Associação de Transportadores Internacionais, uma fila normal de caminhões nos portos seria de no máximo 60 caminhões.

_ Esse número seria para uma segunda-feira, depois de dois dias, sábado e domingo, em que aduana não é aberta. De quarta-feira em diante o normal é não ter fila_ comenta.

Lino Pauli, divulgação

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23 mar16:26

Pesquisa revela significativa diferença nos valores da cesta básica em Santa Rosa e Horizontina

Acadêmicos do curso de Ciências Econômica da FAHOR realizaram, em Santa Rosa e Horizontina, um levantamento do preço médio da cesta básica nos principais mercados do município. O resultado apontou a importância da pesquisa de preços para quem deseja economizar.

A pesquisa utiliza a metodologia do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos (DIEESE), o qual efetua os cálculos nas capitais dos Estados brasileiros. O último resultado do levantamento do DIEESE para Porto Alegre, realizado em fevereiro de 2012, demonstra que a cesta básica na cidade tem um custo de R$ 269,61.

Em contraponto, a pesquisa realizada pelos acadêmicos da FAHOR apurou que o valor médio da cesta básica em Santa Rosa é maior do que da Capital. O consumidor local gasta em média R$281, 49, para adquirir 13 produtos alimentícios (carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo e manteiga). Para cada produto são pesquisadas as marcas mais vendidas. Os cálculos levam em consideração as quantidades necessárias para a alimentação mensal de um trabalhador adulto no período de um mês.

No município de Horizontina, por sua vez, os consumidores desembolsaram-se em média, durante o mês de março, R$ 265, 41 para aquisição dos produtos da cesta básica.

Pesquisa de preços garante economia

Um instrumento interessante que pode ser utilizado pelo consumidor que pretende economizar é a pesquisa de preço. Em Santa Rosa, quando o consumidor colocar em seu carrinho os produtos mais baratos o valor que terá de pagar por uma cesta básica será de R$ 194,51. Por outro lado, se a opção for pelas marcas mais caras o valor passa a R$ 393,54.

Quando são levados em conta os preços mínimos observa-se que em Horizontina os consumidores conseguem adquirir uma cesta básica com R$ 170,00 se optarem pelos preços mais baratos. Já os consumidores que não efetuarem pesquisas ou optarem pelas marcas mais caras podem arcar com R$ 383,11 para adquirir os mesmos itens da cesta básica.

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20 mar09:53

Valores das cestas básicas em Três de Maio e Doutor Maurício Cardoso indicam importância da pesquisa de preço

Três de Maio e Doutor Maurício Cardoso foram os primeiros municípios cujo valor médio da cesta básica foi objeto de pesquisa dos alunos de Ciências Econômicas da FAHOR, em 2012.

Nos dois municípios, a média ficou abaixo dos valores praticados na capital gaúcho, onde o valor corresponde a R$ 269,61, segundo levantamento do Departamento Intersindical De Estatísticas e Estudos (Dieese), cujo método é aplicado também pelos alunos da FAHOR.

Para adquirir os 13 produtos (carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo e manteiga) que compõem a cesta básica, os moradores de Três de Maio desembolsam em média R$ 261,64.

Em Doutor Maurício Cardoso, o valor necessário para a aquisição dos produtos básicos para a alimentação gira em torno dos R$ 242,39.

Mais uma vez, os resultados da pesquisa sinalizam a importância da pesquisa de preços para quem pretende economizar na hora da compra. Optando pelos preços mais baratos o consumidor pagará, em Três de Maio, pela cesta básica o valor de R$ 183,48. Por outro lado, aqueles que não efetuarem pesquisas ou optarem por marcas mais caras podem arcar com R$ 330,36 para adquirir os mesmos itens da cesta básica. A economia pode chegar a R$ 146,88.

Já em Doutor Maurício Cardoso, os valores variam entre R$ 213,72 e R$ 280,32, sendo que podem ser economizados R$ 66,60 se forem comprados os produtos mais baratos.

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14 fev10:24

Lanches do Verão Mágico são provenientes da Economia Solidária

Os lanches e produtos comercializados durante um dos maiores eventos esportivos da região, o Verão Mágico, tem um diferencial: são oriundos do programa de economia solidária desenvolvido em Santa Rosa. É uma oportunidade de renda para famílias santa-rosenses e no que refere-se ao público, uma alternativa para alimentar-se bem, com preços acessíveis.

Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Coordenadoria de Economia Solidária tem como proposta a inclusão de pessoas no mercado de trabalho por meio da geração de renda.

_Essa é uma oportunidade que ajuda promover a autonomia financeira de mulheres que através de seu talento empreendem_afirma a prefeita em exercíco Sandra Padilha.

São seis grupos e duas entidades que comercializam produtos alimentícios durante o evento e em feiras promovidas no município. Os recursos arrecadados permanecem nos grupos, que são responsáveis produção e comercialização dos alimentos.

O Verão Mágico encerra nesta quinta-feira, 16 de fevereiro.

>> Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santa Rosa

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24 jan12:22

Ministério Público do Trabalho ajuizou ação civil coletiva contra empresa calçadista

O Ministério Público do Trabalho em Santo Ângelo ajuizou ação civil coletiva na Vara do Trabalho de Três Passos, para tornar indisponíveis todos os bens da empresa Doublexx, a fim de garantir o pagamento dos direitos trabalhistas

dos empregados.

Cerca de 600 pessoas foram demitidas no último dia 9 de janeiro, quando a empresa encerrou suas atividades nos municípios de Humaitá, Boa Vista do Buricá e Horizontina, além de mais de 100 demitidos na cidade de Estância Velha, onde funcionava a matriz.

De acordo com o Ministério do trabalho, somente nesta cidade, foram arrestados bens que somam cerca de R$ 5 milhões, com o que ficará garantida a execução coletiva dos créditos do trabalhadores, que deverão buscá-los individualmente e habilitar o valor na ação.

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20 jan10:44

Municípios em situação de emergência no RS começam a receber ajuda humanitária

A partir desta sexta-feira, a prefeitura de Joia, no noroeste gaúcho, terá R$ 51,9 mil para aplicar em distribuição de cestas básicas, compra de caixas d’água, filtro ou pipas de vinil ou na revitalização de poços. O município de 8,3 mil habitantes será o primeiro beneficiado com os R$ 18 milhões em ajuda humanitária, oferecidos ao Estado pela União.

Com o objetivo de facilitar o acesso aos recursos, funcionários do governo ligaram para todas as 311 prefeituras em situação de emergência. Para os interlocutores, uma mesma pergunta era feita:

— Vocês têm conhecimento de como é possível receber o recurso da ajuda humanitária para combater a estiagem?

Das 311 prefeituras contatadas, 150 estão aprontando a documentação necessária para receber o dinheiro e 64 indicaram responsáveis para centralizar as informações sobre a seca.

Hoje devem ser anunciados quantos municípios, além de Joia, poderão sacar a verba a partir da semana que vem.

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18 jan10:05

Governo antecipa Bolsa Família para quem vive em regiões atingidas pela seca

O governo federal antecipou o pagamento do Bolsa-Família aos beneficiários que vivem em regiões atingidas pela seca no Rio Grande do Sul e pelas enchentes em Minas Gerais. As famílias poderão sacar o benefício a partir desta quarta-feira.

O pagamento, que é feito de forma escalonada, ao longo do mês, será todo concentrado nesta quarta, em parcela única. O benefício de fevereiro também foi antecipado para o dia 14 do próximo mês.

A medida beneficiará os municípios que decretaram de situação de emergência. No Rio Grande do Sul, o governo antecipa o pagamento em 142 municípios.

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15 jan10:46

Pacote contra a seca deve chegar a R$ 59 milhões, anunciam Tarso e ministros

Carlos Wagner | carlos.wagner@zerohora.com.br


Um reforço extra de R$ 18,7 milhões foi a carta que o governo do Estado guardou na manga para anunciar no sábado, em Joia, no noroeste do Estado.

Esse valor se soma aos R$ 28 milhões já anunciados pelo governo federal durante a semana, aos R$ 6 milhões de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para irrigação antecipados na sexta-feira e aos R$ 6,7 milhões que a Secretaria Estadual de Obras Públicas já vem investindo nos últimos 10 dias, totalizando R$ 59,4 milhões em auxílio imediato aos produtores afetados pela seca.

O recurso extra é destinado aos municípios que decretaram situação de emergência e será investido em perfuração de poços artesianos, compra de combustível para caminhões, construção de caixas d’água, doação de cestas básicas e locação de maquinário para fazer açudes e canais.

Ao anunciar os recursos, na Câmara de Vereadores de Joia, o governador Tarso Genro tranquilizou produtores:

– O Estado não vive uma situação de catástrofe e, sim, um problema que se repete de tempos em tempos.

Os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, acompanharam o governador na visita a Joia e também trouxeram novidades ao Estado.

Bezerra anunciou que o Rio Grande do Sul será incluído no programa Água para Todos, criado para auxiliar o semiárido do nordeste do país. Florence avisou que os agricultores que não contrataram seguro agrícola receberão milho comprado em outros Estados e trigo do Rio Grande do Sul para alimentar os animais. Para quem tem seguro, as vistorias serão aceleradas. Haverá ainda fornecimento de água para consumo humano e de animais e prorrogação das prestações dos financiamentos.

Os dois aviões com a comitiva oficial partiram de Porto Alegre às 8h40min de sábado, com destino ao aeroporto de Ijuí, onde chegaram às 9h30min. Uma das aeronaves era ocupada pelo governador e pelos ministros, e a outra conduzia secretários. Ao desembarcar, Tarso antecipou:

– Estamos aqui para mostrar ações objetivas contra a seca. O fato de três ministros estarem aqui é uma demonstração de ação conjunta entre o governo do Estado e o governo federal.

Confira o detalhamento do uso dos recursos:

R$ 18,7 milhões extras e R$ 3 milhões para locação de máquinas

- R$ 4 milhões da Corsan para redes de água e poços

- R$ 5 milhões remanejados do orçamento da Secretaria da Habitação em municípios onde a Corsan não atende

- O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, confirmou R$ 6,7 milhões da Secretaria de Desenvolvimento Rural para convênios com municípios e assentamentos
R$ 18 milhões para socorro

- O valor, da União, está no caixa do Estado desde 2011 e pode ser repassado imediatamente aos municípios para, por exemplo, compra de cestas básicas. Autorizado dia 9
R$ 10 milhões para prevenção

- Valor da União deve ser repassado ao Estado até o fim do mês para perfuração de poços artesianos, construção de redes de água e recuperação de barragens. Anunciados na quinta
R$ 6 milhões para irrigação

- Linha de financiamento do BNDES será colocada à disposição dos produtores para investimento na tecnologia. Anunciados sexta-feira
R$ 6,7 milhões para obras

- R$ 3,7 milhões para recuperação de poços e redes de água e R$ 3 milhões para recuperação de açudes. Já tinham sido destinados
SEGURO AGRÍCOLA

- Produtores que contrataram o seguro: quem teve perdas acima de 30% nas lavouras de milho, soja ou feijão deve comunicar imediatamente à agência do Banco do Brasil responsável

- Produtores que não contrataram o seguro: as dívidas das lavouras de milho, soja e feijão serão prorrogadas até 31 de julho
ABASTECIMENTO

- Crédito nas cooperativas: criação de linha de R$ 200 milhões no
BNDES para as cooperativas refinanciarem as dívidas

- Ração animal: o governo federal transportará 200 mil toneladas de milho outros Estado para alimentar animais

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