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31 dez14:38

Estiagem começa a afetar a produtividade da soja no Estado

Roberto Witter/roberto.witter@zerohora.com.br

Com a estiagem avançada no Estado, produtores de soja que investiram no plantio antecipado estão preocupados com o desenvolvimento da lavoura. A pouca chuva ameaça deixar as plantas menores, o que reduz a produtividade mesmo sem afetar a qualidade.

Nas regiões em que foi semeada até a primeira quinzena de outubro, a soja se aproxima da fase de florescimento, quando a chuva é crucial. Por isso, o mês de janeiro será decisivo. No entanto, meteorologistas traçam prognósticos preocupantes.

– Na primeira quinzena de janeiro, a previsão aponta apenas chuva em áreas isoladas e em pouca quantidade. E não há nada que mostre mudança substancial para a segunda quinzena – afirma o meteorologista Cleo Kuhn.

Com 1,6 mil hectares de soja cultivados em Boa Vista do Cadeado, no noroeste do Estado, Sérgio Ferreira diz que as perdas já se aproximam da metade da lavoura.

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30 dez10:24

Estiagem leva Coronel Bicaco a decretar situação de emergência

O prefeito de Coronel Bicaco Roberto Zanella assinou o decreto que declara situação de emergência devido aos efeitos causados pela estiagem na agricultora, que é a base da economia do município.

A falta de chuva registrada há mais de 40 dias já causou perdas de em torno de 80% nas lavouras de milho, além de ter prejudicado parte da produção de soja e da produção leiteira, em função da falta de pastagens.

O referido decreto foi encaminhado na quarta-feira para a Defesa Civil do Estado, com toda a documentação probatória e o levantamento feito pelos órgãos competentes do município a respeito das perdas econômicas e social para o município. O documento também autoriza a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil a desencadear um Plano emergencial de resposta aos desastres, causados pela estiagem. O decreto deverá vigorar por 90 dias podendo ser prorrogado por mais 90.

Perdas acima dos 80%


A Secretaria Municipal de Agricultura, juntamente com o Conselho Agropecuário e Emater/RS, divulgaram um levantamento preliminar das perdas ocorridas na agropecuária do município devido a estiagem.

De acordo com o laudo enviado à Defesa Civil do Estado, nas lavouras de milho, as perdas já ultrapassam os 80%, ou seja, cerca de 3,500 hectares. Nas lavouras de soja, a falta de chuva já prejudicou 10% do total plantado.

A produção de leite registrou queda de 40%, em virtude da falta de pastagens. O feijão, também com cerca de 300 hectares perdidos, aponta perdas de 70%. Além disso, a seca diminuiu drasticamente os mananciais e rios, causando recesso de águas no município.

Informações: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Coronel Bicaco

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29 dez13:05

Emater estima perda de até 40% nas culturas de verão

A situação das lavouras no Rio Grande do Sul, em função da estiagem, motivou uma reunião coordenada pela Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O meteorologista do Cemetrs da Fepagro, Flávio Varone, apresentou as médias de ocorrência de precipitações nos últimos períodos e a projeção para os próximos três meses, que é de chuvas abaixo da média. Já o gerente técnico estadual da Emater/RS-Ascar, Dulphe Pinheiro Machado Neto, apresentou as estimativas de perda nas lavouras da safra de Verão, provocadas pela estiagem.

Ao final do encontro, ficou definida uma nova reunião para a próxima semana, com representantes de entidades e instituições envolvidas, uma vez que o prejuízo pode chegar a 40%.

Número exato do prejuízo será conhecido em janeiro


Segundo levantamento realizado pela Emater/Ascar no início do mês de dezembro, as culturas do milho e do feijão são as mais afetadas, podendo registrar perdas de até 40% das lavouras, em relação às expectativas iniciais. A soja ainda está sem confirmação de perdas e, no caso do arroz, deve haver redução da área cultivada nesta safra.

No Estado, entre 40% e 50% das lavouras de milho e do feijão estão nas fases de floração e enchimento de grãos, consideradas críticas quanto à presença de umidade no solo, fator indispensável para se garantir uma boa produtividade. Essa situação trará reflexos na produção total desta safra, uma vez que os danos em termos de diminuição do potencial produtivo podem ser considerados irreversíveis em 50% da área projetada.

As lavouras que se encontram em desenvolvimento vegetativo, cerca de 34% do total cultivado, também apresentam problemas na sua evolução, como murchamento das folhas basilares e crescimento deficiente.

Os prejuízos só serão conhecidos a partir do início de janeiro, quando os dados da segunda quinzena deste mês serão tabulados no Sistema de Monitoramento das Condições das Culturas. Até lá, o presidente da Emater/RS, durante assinatura de convênios entre SDR e prefeituras, ocorrida na manhã desta quarta-feira (28/12), solicitou aos prefeitos e secretários municipais de Agricultura que encaminhem informações sobre limites de abastecimento humano e animal de cada município, para que se possa ter a dimensão mais concreta do problema.

Informações: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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28 dez14:02

Estiagem deve provocar perda de cerca de R$ 2,5 bilhões na economia gaúcha

Cerca de R$ 2,5 bilhões devem deixar de circular na economia gaúcha em 2012 em razão da estiagem prolongada. Estimado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro) com base nas perdas das lavouras de milho, o prejuízo tende a provocar reação em série que afetará indústria, comércio e municípios.

— O impacto será forte se a quebra se confirmar, mas é preciso esperar até janeiro. Então, pode melhorar ou piorar — observa Tarcísio Minetto, economista da Fecoagro.

No noroeste gaúcho, em torno de 30% das lavouras foram perdidas. Mesmo se chover nos próximos dias, não há mais possibilidade de reverter o saldo.

_A expectativa inicial da produtividade era colher 4.351 Kg por hectare. Agora essa expectativa baixou para 3.482 Kg_ afirmou o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional (ATR), Aldo Schmidt.

A colheita, prevista para iniciar em janeiro, já está sendo realizada em alguns municípios, como Maurício Cardoso, que já tem colhido 3% da área cultivada.

>> Clique aqui para conferir a situação em outras regiões do Estado, em reportagem de Zero Hora

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