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Lavoura

07 abr11:43

Gaúchos devem ampliar área de cultivo do trigo para compensar prejuízos com a estiagem

Rogério Sartori, Especial

lara.ely@zerohora.com.br

Os dois maiores produtores de trigo do país, Rio Grande do Sul e Paraná, têm decisões opostas em relação ao cultivo do grão para a próxima safra.

Enquanto os paranaenses optam pela redução da área plantada, os gaúchos devem ampliar em até 18% suas lavouras como forma de compensar prejuízos da estiagem.

Com resultado muito abaixo do esperado, a colheita das culturas de verão fez com que os produtores depositassem expectativas no trigo. A opção pelo grão ocorre mesmo diante das dificuldades de venda dos estoques da última safra.

De acordo com o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Rui Polidoro, o produtor vai aumentar a área plantada de 15% a 18% na expectativa de que a comercialização ocorra normalmente.

— Em contrapartida, para escoar a produção sem a dificuldade da safra passada, esperamos uma melhora no aspecto de venda e logística para garantir rentabilidade e comercialização com preço mínimo garantido — afirma.

Polidoro defende que não é necessário criar novos mecanismos de venda. Bastaria o governo usar os que já existem na época certa, como leilões de Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) e financiamento de custeio.

A expectativa dos agricultores é de que no lançamento do Plano Safra – que deve ocorrer no próximo dia 15, o governo anuncie algum tipo de apoio ao setor.

Na região de São Luiz Gonzaga, onde a maioria dos agricultores não conseguiu colher mais do que cinco sacas de soja por hectare, o trigo será a primeira opção de recuperar a lavoura. É a estabilidade na produção, aliada à produtividade e a qualidade do grão, que motiva os agricultores.

De acordo com Paulo Pires, presidente da Cooperativa Tritícola Regional Sãoluizense (Coopatrigo), o produtor confia na estabilidade da cultura e na intervenção do governo para a comercialização no mercado interno:

— Estamos produzindo preferencialmente o trigo tipo pão, para atender à demanda do mercado, apesar de os moinhos só quererem comprar mercadoria de fora do país.

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16 fev15:57

Na contramão da seca, Doutor Maurício Cardoso registra safra de milho acima da média

Enquanto o noroeste sofre com 47% de perdas na safra de milho e 53,2% nas lavouras de soja, um município comprova que alternativas diferenciadas – e simples – podem levar a um resultado satisfatório, mesmo em épocas de seca. Apesar da escassez de chuva no último trimestre, agricultores de Doutor Maurício Cardoso comemoram a colheita de milho, que chegou à média de 125 sacas/ha.

O número é  superior, até mesmo, que a média das safras dos últimos cinco anos, que foi de 83,93 sacas/ha no município. O plantio antecipado do milho é o maior motivo para o alto índice, de acordo com o chefe do Escritório Municipal da Emater, Alcides Arend.

_Em torno de 80% dos produtores realizaram o plantio entre 20 de julho e 15 de agosto, assim que abriu a janela do plantio. Quando a seca atingiu a região, a cultura já estava em fase avançada de formação de grãos e a falta de chuvas não interferiu significativamente nos números_ explica Arend.

Foto: Alcides Arend, divulgação// Os irmãos Vilseu e Vilson Gazzola na lavoura de soja safrinha após colheita de 164 sacas de milho por ha

Além de cultivar no início da fase do plantio, os agricultores de Doutor Maurício Cardoso mantém outras práticas importantes para o sucesso da safra.

_Desde a década de 90 incentivamos os produtores à conservação do solo e rotação de culturas que contribuem para um bom resultado, além da aplicação de tecnologia de ponta_afirma o chefe do escritório municipal da Emater.

A 47 km de Doutor Maurício Cardoso, o município de Santa Rosa contabilizou média de 71 sacas/ha nesta safra, a segunda melhor da região. Entretanto, a situação é crítica nos demais municípios da região, especialmente em Porto Xavier e Ubiretama. O primeiro, onde o plantio ocorreu em agosto, registrou uma média de 23,4 sacas/ha e em, Ubiretama, de 25,83 sacas/ha, nos últimos cinco anos.

De acordo com engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater de Porto Xavier, Leandro Seger, choveu 105mm durante todo o mês de novembro e 94mm em dezembro no município. No entanto, essas precipitações foram rápidas e isoladas.

_A quantidade de chuva foi menor do que o esperado e as altas temperaturas impediram o efeito desejado. As precipitações, em sua maioria, ocorreram em forma de pancadas e foram bastante esparsas, justamente em um período considerado crítico, que é o de enchimento de grãos_ explica Seger.

A preocupação agora é com a safra de soja, cuja colheita começa nos próximos meses. As perdas na área plantada já chegam a 53,2% na região.

Dados atualizados da safra de milho e soja nos municípios de abrangência da Emater/RS- Ascar Regional de Santa Rosa

Milho

Perdas – 47%

Área da região: 161.310 hectares.

Área plantada: 92%

Expectativa inicial de colheita – 4.310kg/ha, ou seja, 71,83 sacas/ha

Expectativa atual (com estiagem) – 2.537kg/ha – 42,28 sacas/ha

Soja

Perdas – 53,2%

Área da região: 653.570 hectares.

Área plantada: 100%

Expectativa inicial de colheita – 2393kg/ha, ou seja, 39,88 sacas/ha

Expectativa atual (com estiagem) – 1172kg/ha, ou seja, 19,53 sacas/ha

Perda: 53,2%

Médias históricas dos últimos cinco anos na região

Milho – 145.888 kg/ha em toda a região

Média – 1.963 kg/ha na região (kg/ha por município)

Média – 32,72 sacas/ha

Soja - 145.888 kg/ha em toda a região

Média – 3.241 kg/ha (por município – são 45 municípios)

Média – 54,03 sacas/ha

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17 jan10:42

Apesar da chuva, potencial produtivo da soja está comprometido

* Ruy de Araújo Pinto Jr, Engenheiro Agrônomo da Cotrijal em Almirante Tamandaré do Sul

Em Tuparendi, o desenvolvimento da soja está comprometido com a seca

Mesmo com a pouca chuva dos últimos dias, o potencial produtivo da soja está comprometido. O principal motivo está relacionado ao fato de as folhas da planta permanecerem murchas por um longo período do dia. Nos últimos dias, isso vem ocorrendo já pela manhã, por volta das 9 h.

Quanto mais horas do dia a planta permanecer murcha, maior sua perda de potencial. Do ponto de vista da fisiologia da planta, se ela está murcha, não realiza a fotossíntese, processo pelo qual ocorre a geração de massa verde, que levará à produção de grãos.

Com o processo respiratório deficiente, as folhas da parte inferior da planta começam a ficar amareladas, levando a um círculo vicioso, limitando a produção à medida que o murchamento persiste.

Outro problema sério destas lavouras murchas é que ocorre um “bronzeamento”, queimaduras da face inferior da folha até o ponto de provocar a morte parcial ou total da mesma. Esta parte da folha não possui as estruturas celulares apropriadas para receber a radiação direta do sol. Costumo dizer que a parte de baixo da folha não tem “protetor solar”.

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15 jan19:09

Seca atual já supera a de 2005 no Rio Grande do Sul

Caio Cigana | caio.cigana@zerohora.com.br


A seca que se iniciou em novembro, atravessou dezembro e entra em janeiro é até agora mais severa em comparação com a que arrasou as lavouras de soja e milho na safra 2004/2005.

Nem a precipitação dos últimos dias foi capaz de emparelhar o confronto com os índices de sete anos atrás, quando o efeito em cadeia da devastação no meio rural fez o PIB gaúcho amargar um tombo histórico de 2,8%. Cotejando os números dos dois períodos de 10 cidades espalhadas pelo Rio Grande do Sul entre 1º de novembro e 10 de janeiro, o coordenador do 8° Distrito de Meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Solismar Prestes, mostrou o drama dos gaúchos.

– Neste mesmo intervalo de 2004/2005, nestes 10 locais choveu o equivalente a 78,8% no normal. Agora, baixa para 50,42%. Mesmo com estas chuvas dos últimos dias não chega a 60% – diz Prestes.

Um levantamento semelhante transformado em um mapa da chuva – ou da seca – pelo Centro Estadual de Meteorologia (Cemet) com as precipitações até as 10h de sexta-feira atesta a constatação do Inmet.

Apesar da comparação macabra com a seca que causou os maiores prejuízos econômicos contabilizados até hoje no Estado, os meteorologistas se apressam em avisar que não há motivo para pânico. Se os prognósticos estiverem certos, o horizonte das próximas semanas é de melhores chances de chuva ante o mesmo período de 2005. Lá atrás, o mês mais abrasador, com chuvas equivalentes a apenas 42% da média, foi fevereiro, justamente o período mais crítico para a lavoura de soja. O resultado foi que a safra do grão que puxa o agronegócio gaúcho minguou para apenas 2,44 milhões de toneladas – quase cinco vezes menor do que ano anterior.

O meteorologista Flávio Varone, do Cemet, vinculado à Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), avisa que há boas chances de a chuva voltar até o final do mês, pelo menos às principais regiões produtoras de grãos.

Fevereiro apresenta perspectivas um pouco melhores. No norte gaúcho, as chuvas tendem a ser normais. Em uma faixa próxima ao centro do Estado, um pouco abaixo da média. E no Sul, a previsão mais otimista é de precipitações iguais à metade do normal.

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15 jan10:46

Pacote contra a seca deve chegar a R$ 59 milhões, anunciam Tarso e ministros

Carlos Wagner | carlos.wagner@zerohora.com.br


Um reforço extra de R$ 18,7 milhões foi a carta que o governo do Estado guardou na manga para anunciar no sábado, em Joia, no noroeste do Estado.

Esse valor se soma aos R$ 28 milhões já anunciados pelo governo federal durante a semana, aos R$ 6 milhões de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para irrigação antecipados na sexta-feira e aos R$ 6,7 milhões que a Secretaria Estadual de Obras Públicas já vem investindo nos últimos 10 dias, totalizando R$ 59,4 milhões em auxílio imediato aos produtores afetados pela seca.

O recurso extra é destinado aos municípios que decretaram situação de emergência e será investido em perfuração de poços artesianos, compra de combustível para caminhões, construção de caixas d’água, doação de cestas básicas e locação de maquinário para fazer açudes e canais.

Ao anunciar os recursos, na Câmara de Vereadores de Joia, o governador Tarso Genro tranquilizou produtores:

– O Estado não vive uma situação de catástrofe e, sim, um problema que se repete de tempos em tempos.

Os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, acompanharam o governador na visita a Joia e também trouxeram novidades ao Estado.

Bezerra anunciou que o Rio Grande do Sul será incluído no programa Água para Todos, criado para auxiliar o semiárido do nordeste do país. Florence avisou que os agricultores que não contrataram seguro agrícola receberão milho comprado em outros Estados e trigo do Rio Grande do Sul para alimentar os animais. Para quem tem seguro, as vistorias serão aceleradas. Haverá ainda fornecimento de água para consumo humano e de animais e prorrogação das prestações dos financiamentos.

Os dois aviões com a comitiva oficial partiram de Porto Alegre às 8h40min de sábado, com destino ao aeroporto de Ijuí, onde chegaram às 9h30min. Uma das aeronaves era ocupada pelo governador e pelos ministros, e a outra conduzia secretários. Ao desembarcar, Tarso antecipou:

– Estamos aqui para mostrar ações objetivas contra a seca. O fato de três ministros estarem aqui é uma demonstração de ação conjunta entre o governo do Estado e o governo federal.

Confira o detalhamento do uso dos recursos:

R$ 18,7 milhões extras e R$ 3 milhões para locação de máquinas

- R$ 4 milhões da Corsan para redes de água e poços

- R$ 5 milhões remanejados do orçamento da Secretaria da Habitação em municípios onde a Corsan não atende

- O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, confirmou R$ 6,7 milhões da Secretaria de Desenvolvimento Rural para convênios com municípios e assentamentos
R$ 18 milhões para socorro

- O valor, da União, está no caixa do Estado desde 2011 e pode ser repassado imediatamente aos municípios para, por exemplo, compra de cestas básicas. Autorizado dia 9
R$ 10 milhões para prevenção

- Valor da União deve ser repassado ao Estado até o fim do mês para perfuração de poços artesianos, construção de redes de água e recuperação de barragens. Anunciados na quinta
R$ 6 milhões para irrigação

- Linha de financiamento do BNDES será colocada à disposição dos produtores para investimento na tecnologia. Anunciados sexta-feira
R$ 6,7 milhões para obras

- R$ 3,7 milhões para recuperação de poços e redes de água e R$ 3 milhões para recuperação de açudes. Já tinham sido destinados
SEGURO AGRÍCOLA

- Produtores que contrataram o seguro: quem teve perdas acima de 30% nas lavouras de milho, soja ou feijão deve comunicar imediatamente à agência do Banco do Brasil responsável

- Produtores que não contrataram o seguro: as dívidas das lavouras de milho, soja e feijão serão prorrogadas até 31 de julho
ABASTECIMENTO

- Crédito nas cooperativas: criação de linha de R$ 200 milhões no
BNDES para as cooperativas refinanciarem as dívidas

- Ração animal: o governo federal transportará 200 mil toneladas de milho outros Estado para alimentar animais

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14 jan11:15

Tarso e ministros visitam propriedade rural em Joia

Roberto Witter, Zero Hora


Em Joia, no noroeste do Estado, o governador Tarso Genro, acompanhado pelos ministros da Agricultura, da Integração Nacional e do Desenvolvimento Agrário, visitou a propriedade de João Onofre Ribeiro da Silva.

Nos oito hectares, onde vive e trabalha uma família de seis pessoas, as perdas foram de 100% na lavoura de milho. Um retrato do minifúndio gaúcho, a propriedade também teve perdas na produção de hortifrutigranjeiros e leite.

Na saída do local, o governador afirmou que outras três reuniões devem acontecer na próxima semana. A expectativa de Tarso é que as medidas emergenciais sejam definidas até sexta-feira, para que a partir da semana seguinte se possa começar a tratar de questões estruturais, de médio e longo prazo.

A comitiva partiu para a Câmara Municipal de Joia, onde serão anunciados os pontos do pacote contra a seca. A expectativa da equipe de Tarso é de que também seja anunciado o subsídio da União ao transporte de milho do Mato Grosso para o Rio Grande do Sul. Naquele Estado, que não teve perdas na produção, a saca do grão é vendida a R$ 18, contra os mais de R$ 30 cobrados no RS. O governo gaúcho pediu ajuda a Brasília para custear o transporte do grão, a fim de que os criadores de gado do RS possam comprar um produto mais barato para alimentar os animais.

Em Ijuí, Tarso diz que serão anunciadas medidas emergenciais

Acompanhado do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, o governador Tarso Genro desembarcou no aeroporto de Ijuí, no noroeste do Estado, por volta das 9h30min deste sábado. Logo ao chegar, Tarso teve uma amostra da situação na região: o prefeito interino do município, Ubirajara Teixeira, lhe entregou o decreto de situação de emergência no município, assinado nesta sexta-feira.

Já no primeiro pronunciamento, Tarso deu o tom dos anúncios que serão feitos mais tardes no município de Joia:

— Viemos anunciar medidas objetivas de combate às emergências sociais. Não estamos aqui para falar de medidas de médio e longo prazo — declarou o governador.

Pacote antisseca será anunciado em Joia

Uma cidade de 8,3 mil habitantes, no noroeste do Estado, será palco, às 10h30min deste sábado, do anúncio formal das medidas antisseca dos governos federal e estadual.

Escolhida por ter uma economia dependente da agricultura, encravada em uma região castigada pela ausência de chuvas, Joia receberá os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

O governador Tarso Genro, que será acompanhado por seis secretários, também promete a liberação de verbas do Estado para combater a seca e prestar “socorro humanitário”, embora  nesta sexta-feira ele tenha se negado a antecipar o volume das cifras.

As medidas do governo federal já são conhecidas: serão liberados R$ 28 milhões para ações emergenciais, como a distribuição de água, cestas básicas e remédios, além da perfuração de poços e da recuperação de açudes. Entram no pacote diferentes modalidades de refinanciamento de dívidas dos agricultores.

No governo estadual, a expectativa é de que a União também atenda aos apelos por apoio na garantia da alimentação animal. O gado está sem pastagem.

— Queremos que o governo federal entregue milho aqui no Estado ao mesmo preço que ele é entregue em Mato Grosso. Aqui chega por R$ 30 a saca. Lá fica em R$ 17 ou R$ 18. Estamos esperando essa resposta — afirma Ivar Pavan, titular da secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo.

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14 jan10:59

"Não estamos aqui para falar de medidas de médio e longo prazo", diz Tarso em Ijuí

Roberto Witter, Zero Hora


Acompanhado do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, o governador Tarso Genro desembarcou no aeroporto de Ijuí, no noroeste do Estado, por volta das 9h30min deste sábado. Logo ao chegar, Tarso teve uma amostra da situação na região: o prefeito interino do município, Ubirajara Teixeira, lhe entregou o decreto de situação de emergência no município, assinado nesta sexta-feira.

Já no primeiro pronunciamento, Tarso deu o tom dos anúncios que serão feitos mais tardes no município de Joia:

— Viemos anunciar medidas objetivas de combate às emergências sociais. Não estamos aqui para falar de medidas de médio e longo prazo — declarou o governador.

Pacote antisseca será anunciado em Joia

Uma cidade de 8,3 mil habitantes, no noroeste do Estado, será palco, às 10h30min deste sábado, do anúncio formal das medidas antisseca dos governos federal e estadual.

Escolhida por ter uma economia dependente da agricultura, encravada em uma região castigada pela ausência de chuvas, Joia receberá os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

O governador Tarso Genro, que será acompanhado por seis secretários, também promete a liberação de verbas do Estado para combater a seca e prestar “socorro humanitário”, embora  nesta sexta-feira ele tenha se negado a antecipar o volume das cifras.

As medidas do governo federal já são conhecidas: serão liberados R$ 28 milhões para ações emergenciais, como a distribuição de água, cestas básicas e remédios, além da perfuração de poços e da recuperação de açudes. Entram no pacote diferentes modalidades de refinanciamento de dívidas dos agricultores.

No governo estadual, a expectativa é de que a União também atenda aos apelos por apoio na garantia da alimentação animal. O gado está sem pastagem.

— Queremos que o governo federal entregue milho aqui no Estado ao mesmo preço que ele é entregue em Mato Grosso. Aqui chega por R$ 30 a saca. Lá fica em R$ 17 ou R$ 18. Estamos esperando essa resposta — afirma Ivar Pavan, titular da secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo.

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12 jan16:30

Cenário de prejuízos em Santo Augusto

Foto: Pricila Aita, divulgação

Há quase 60 dias sem volumes significativos de chuva, a seca dá sinais em lavouras douradas pelo alto grau de insolação e nas plantações de soja, que tiveram seu desenvolvimento comprometido pela falta de chuva.

Os prejuízos decorrentes da situação climática levaram o prefeito em exercício de Santo Augusto Ageu Gaspar Ozorio a

Foto: Pricila Aita, divulgação

decretar situação de emergência em início de janeiro. Desde então, a situação apenas se agravou.

De acordo com o laudo técnico emitido pela Emater/RS, as perdas foram de 40% na produção de leite, 25% nos hortigrangeiros, 25% na fruticultura, 75% no milho, 25% na soja, uma vez que seu desenvolvimento vegetativo está ocorrendo com deficiência hídrica, diminuindo o potencial produtivo. O prejuízo financeiro já chega a R$30.491 milhões.

Na comunidade de Pedro Paiva, nada sobrou da lavoura de milho. 100% da plantação foi comprometida pela seca. Também a lavoura de soja pouco se desenvolveu em função da chuva.

Há previsão de pancadas de chuva no município para esta sexta-feira, mas insuficientes para reverter os prejuízos.

Foto: Pricila Aita, divulgação

Municípios gaúchos com decreto de situação de emergência segundo a Defesa Civil:

Agudo, Alegria, Alto Alegre, Amaral Ferrador, Anta Gorda, Aratiba, Arroio do Meio, Arroio do Tigre, Aurea, Barra Funda, Barra do Guarita, Barros Cassal, Boa Vista das Missões, Boa Vista do Buricá, Boa Vista do Cadeado, Boa Vista do Incra, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Bozano, Braga, Campos Borges, Candelária, Candiota, Capitão, Capão do Cipó, Caçapava do Sul, Cerro Branco, Cerro Grande, Cerro Largo, Chiapetta, Colorado, Constantina, Coronel Bicaco, Crissiumal, Cristal do Sul, Cruz Alta, Cruzeiro do Sul, Dezesseis de Novembro, Dilermando de Aguiar, Dois Irmãos das Missões, Dois Lajeados, Dona Francisca, Doutor Ricardo, Encantado, Encruzilhada do Sul, Engenho Velho, Ernestina, Erval Seco, Espumoso, Estrela Velha, Faxinal do Soturno, Faxinalzinho, Fazenda Vilanova, Fontoura Xavier, Forquetinha, Fortaleza dos Valos, Frederico Westphalen, Garruchos, Getulio Vargas, Gramado Xavier, Gramado dos Loureiros, Guaporé, Herveiras, Humaitá, Ibarama, Ibirapuitã, Ibirubá, Ilópolis, Independência, Inhacorá, Irai, Itaara, Itacurubi, Ivorá, Jaboticaba, Jacuizinho, Jacutinga, Jari, Jóia, Júlio de Castilhos, Lagoa Bonita do Sul, Lagoa dos Três Cantos, Lagoão, Lajeado do Bugre, Liberato Salzano, Marques de Souza, Mata, Mato Leitão, Mato Queimado, Montauri, Mormaço, Nova Alvora, Nova Boa Vista, Nova Brésia, Nova Candelária, Nova Palma, Nova Ramada, Novo Barreiro, Novo Cabrais, Novo Tiradentes, Novo Xingu, Palmeira das Missões, Panambi, Paraíso do Sul, Pareci Novo, Passa Sete, Passo do Sobrado, Paulo Bento, Pejuçara, Pinhal, Pinhal Grande, Pontão, Pouso Novo, Progresso, Putinga, Quevedos, Quinze de Novembro, Redentora, Relvado, Restinga Seca, Rodeio Bonito, Rolador, Ronda Alta, Rondinha, Sagrada Família, Saldanha Marinho, Salto do Jacuí, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santo Antonio da Missões, Santo Augusto, Santo Cristo, Seberi, Segredo, Selbach, Sertão, Silveira Martins e Cachoeira do Sul, Sinimbu, Soledade, São José das Missões, São José do Herval, São João do Polêsine, São Martinho da Serra, São Nicolau, São Paulo das Missões, São Pedro das Missões, São Pedro do Butiá, São Valentim, São Valentim do Sul, São Valério do Sul, Tapera, Taquaruçu do Sul, Toropi, Travesseiro, Trindade do Sul, Três Palmeiras, Tunas, Tupanciretã, Ubiretama, União da Serra, Vale do Sol, Vera Cruz, Vespasiano Correa, Vila Maria e Vista Alegre.

Notificações Preliminares de Desastre (Nopred):

Alecrim, Alpestre, Augusto Pestana, Barão do Cotegipe, Benjamin Constant do Sul, Bossoroca, Caibaté, Campinas do Sul, Canguçu, Canudos do Vale, Casca, Catuípe, Condor, Coqueiros do Sul, Cruzaltense, Derrubadas, Entre Rios do Sul, Eugênio de Castro, Imigrante, Itapuca, Miraguaí, Nicolau Vergueiro, Não-me-Toque, Palmitinho, Pantano Grande, Ponte Preta, Quatro Irmão, Rio Pardo, Rio dos Índios, Santiago, Sarandi, Sede Nova, Sobradinho, São Leopoldo, São Miguel da Missões, Tenente Portela, Três Passos, Venâncio Aires, Victor Graeff, Vista Alegre do Prata, Vista Gaúcha e Vitória das Missões.

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12 jan10:17

Perdas bilionárias na safra da soja no RS começam a ser projetadas

Caio Cigana/caio.cigana@zerohora.com.br


O levantamento sobre os reflexos da seca na agricultura que o governo gaúcho divulga nesta quinta-feira vai mostrar que os danos chegaram à soja, impondo perdas bilionárias no carro-chefe do agronegócio do Estado.

Em zonas de grande produção, como nas regiões de Passo Fundo e Santa Rosa, a última coleta de dados, realizada até o dia 23 de dezembro, sequer registrava previsão de prejuízos. Passados menos de 20 dias, a estimativa dos escritórios da Emater apontam para quebras de 20% e 21%, respectivamente.

O relatório apresentado semana passada pelo Estado — com base em dados de dezembro —, mostrava uma expectativa de redução de apenas 4% na safra 2011/2012 em comparação com o volume inicialmente esperado — 10,3 milhões de toneladas. Os dados a serem divulgados hoje refletem a situação das lavouras até segunda-feira.

A consultoria Safras & Mercado, a partir de informações compiladas até a semana passada, projeta perda de 20%. Se a situação a partir de agora se estabilizasse, a produção chegaria a 8,2 milhões de toneladas de soja — 2,1 milhões a menos do que o projetado.

Com o preço médio da saca de 60 quilos a R$ 43, o prejuízo poderia variar de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,2 bilhões, sem contar os reflexos negativos no comércio de cidades que vivem da lavoura e na indústria do agronegócio.

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02 jan10:44

Chiapetta sofre com falta de chuva há dois meses

Enquanto a chuva trouxe alívio aos outros 19 municípios gaúchos que decretaram situação de emergência neste final de semana, em Chiapetta não há volumes significativos há dois meses.

Os prejuízos nas lavouras e na produção leiteria levaram o município da região Celeiro a decretar situação de emergência no dia 28 de dezembro. De acordo com o levantamento do Conselho Agropecuário da Secretaria Municipal de Agricultura, 80% das lavouras de milho e 20% da produção de soja foram prejudicadas.

Além disso, houve uma queda de 30%  na produção de leite, em função da falta de pastagem.

_A situação se torna ainda mais preocupante porque a próxima chuva prevista para o nosso município é para o dia 14 de janeiro. Até lá, os prejuízos serão ainda maiores_afirma o Secretário de Agricultura Jaldyr Cabral da Silva.

Na região, também decretaram situação de emergência, Coronel Bicaco e Crissiumal.

No município de Coronel Bicaco, as lavouras de milho já apresentam perdas acima dos 80%, ou seja, cerca de 3,500 hectares. Nas lavouras de soja, a falta de chuva já prejudicou 10% do total plantado. A produção de leite registrou queda de 40%, em virtude da falta de pastagens. O feijão, também com cerca de 300 hectares perdidos, aponta perdas de 70%.

Em Crissiumal, o acumulado de chuva em todo o mês de dezembro foi de 45,5mm. Neste final de semana, a precipitação de 0,9mm é considerada insuficiente para impedir o agravamento dos danos na agricultura.

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