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08 abr10:58

Em seu real significado, entenda a Páscoa

Nilce Cristina Vaz Dutra, leitora-repórter*

Mais uma vez chegamos à Páscoa, mas o ela significa mesmo? O ser humano está cada vez mais, vivendo a vida de outras pessoas, ou seja, seguindo rituais que muitas vezes nem sabe o porquê. Ele segue o que a mídia nos impõe principalmente, porque a maioria das datas comemorativas são voltadas ao consumismo.

Vivemos em função delas – dias das mães, dos pais, páscoa, dias das mulheres, natal, ano novo e muitas outras. Viver e festejar estas datas não é um pecado, desde que não deixemos mover nossas finanças por elas, desde que estejamos com os pés no chão e vivendo por nós mesmos, com a consciência de que o mais importante é estar de bem com nosso espírito. Muitas pessoas não sabem de onde surgiu a Páscoa, por isso resolvi escrever este texto.

Como surgiu a Páscoa?

Daniel Marenco, Agencia RBS

A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo, depois da sua morte por crucificação na sexta – feira santa, que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum.

A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até o Pentecostes.

A Páscoa cristã celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. Sua crucificação, segundo a História, ocorreu as 09 hs da manhã de sexta feira, Jesus, permaneceu na cruz até as 15 h deste mesmo dia, quando ocorreu sua morte.

E os coelhos?

Por que hoje a Páscoa é associada à imagem de um coelho e aos ovos? Para entender melhor devemos voltar à Idade Média, e lembrar os antigos povos pagãos europeus que nesta mesma época homenageavam Ostera – ou Esther em Inglês. Easter quer dizer Páscoa, e Ostera deusa da primavera. Lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. Com o tempo, a lebre se transformou em coelho e, hoje , coelho e ovos de chocolate.

Enfim, existem vários rituais em diferentes países. Mas o que não podemos jamais esquecer é o verdadeiro espírito destes dias. Não podemos reverenciar um peixe, vinho ou até mesmo ovos e coelhos de chocolate, mais do que a Jesus Cristo.

Devemos lembrar que na sexta-feira santa, das 09h às 15h, aonde estamos comendo, viajando, celebrando, no tempo de Cristo, existia um ser, padecendo na cruz por nossos pecados. Por isso, reservemos um tempo para dobrar nossos joelhos e a ele, apenas a ele, Jesus Cristo reverenciar.

*Nilce é empresária e palestrante de Santa Rosa. E-mail: ncdutra@hotmail.com

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06 abr16:34

Diretor de ensino do IFF de Santa Rosa discute, em Brasília, as transformações das diretrizes da Educação Profissional Técnica

Sidinei Cruz Sobrinho, leitor-repórter

Único representante gaúcho a compor a comissão, o diretor de ensino do campus Santa Rosa, Prof. Sidinei Cruz Sobrinho, representou o Instituto Federal Farroupilha na discussão nacional sobre a proposta de atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio (DCNs EPTNM), aos dispositivos da Lei nº 11.741/2008.

A proposta tramita no Ministério da Educação/Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (MEC/SETEC) e Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica (CNE/CEB). Para analisar e discutir a atual versão das DCNs EPTNM foi criada comissão conjunta composta pela Câmara de Ensino do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF) e por membros do Fórum de Dirigentes de Ensino – FDE.

As diretrizes são um conjunto articulado de princípios e critérios a serem observados pelos sistemas de ensino e pelas instituições de ensino públicas e privadas no planejamento, organização, desenvolvimento, avaliação e certificação dos cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio.

A Educação Profissional e Tecnológica, nos termos da Lei nº 9.394/96 (LDB), alterada pela Lei nº 11.741/2008, abrange os cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; Educação Profissional Técnica de Nível Médio; Educação Profissional Tecnológica de graduação e pós-graduação.

Durante a discussão e atualização da proposta, os representantes nacionais dos Institutos Federais através do FDE/CONIF, debateram sobre princípios norteadores; organização e planejamento (formas de oferta; organização curricular; duração dos cursos avaliação, aproveitamento e certificação); avaliação da educação profissional técnica de nível médio; formação docente e demais questões que envolverão o contexto nacional de Educação Profissional Técnica de Nível Médio.

Compreenda a temática

A motivação do parecer que fundamenta a proposta de atualização da Resolução, se dá basicamente sobre o fato de que o capítulo da LDB (Lei nº 9.394/96) sobre a Educação Profissional foi inicialmente regulamentado pelo Decreto nº 2.208/97. Na sequência, a Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE), com base no Parecer CNE/CEB nº 16/99, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico pela Resolução CNE/CEB nº 4/99.

Em 23 de julho de 2004, o Decreto nº 2.208/97 foi substituído pelo Decreto nº 5.154/2004, o qual trouxe de volta a possibilidade de integrar o Ensino Médio à Educação Profissional Técnica de Nível Médio, a par das outras formas de organização e oferta dessa modalidade de Educação Profissional e Tecnológica. Em decorrência, a Câmara de Educação Básica do CNE atualizou as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio, por meio da Resolução CNE/CEB nº 1/2005, com fundamento no Parecer CNE/CEB nº 39/2004.

Posteriormente, a Resolução CNE/CEB nº 3/2008, que teve como base o Parecer CNE/CEB nº 11/2008, dispôs sobre a instituição do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio, sendo que seu art. 3º determina que os cursos constantes desse Catálogo sejam organizados por eixos tecnológicos definidores de um projeto pedagógico que contemple as trajetórias dos itinerários formativos e estabeleça exigências profissionais que direcionem a ação educativa das instituições e dos sistemas de ensino na oferta da Educação Profissional Técnica de Nível Médio.

Após mais de um ano de intensos estudos e debates, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação apresentou uma versão de atualização das DCNs EPTNM.

Em meados de 2010, a Câmara de Educação Básica apresentou o mesmo documento para debate no CONIF e no Fórum de Dirigentes de Ensino da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. A SETEC/MEC constituiu Grupo de Trabalho com Instituições e Especialistas da área, o qual apresentou, no final de 2010, Documento de Estudos contendo importantes contribuições ao Conselho Nacional de Educação sobre a matéria.

_Foi a primeira grande conquista dos Institutos Federais trazendo, para o debate, questões pertinentes para uma revisão nas formas de se compreender o mundo do trabalho e a educação profissional na rede federal de ensino_relata o Diretor de Ensino do Campus Santa Rosa.

Em junho de 2011, entretanto, o Secretário da SETEC/MEC entregou um documento resultante dos debates promovidos por aquela Secretaria no dia 23 de maio, com representantes do CONIF e Pró-Reitores de Ensino da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, bem como educadores dos campos “Trabalho e Educação, e Educação de Jovens e Adultos” da ANPED, manifestando discordância com o texto da Comissão Especial, reiterando, a título de “substitutivo”, o “Documento elaborado no âmbito do GT constituído pela SETEC, em 2010, intitulado: Educação Profissional Técnica de Nível Médio em debate”, por entender que o mesmo “expressa os conceitos e concepções que vêm sendo assumidos pelo MEC, desde 2003, em relação à Educação Profissional”.

Em síntese, trata-se, especificamente, da definição de novas orientações para as instituições educacionais e sistemas de ensino, à luz das alterações introduzidas na LDB pela Lei nº 11.741/2008, no tocante à Educação Profissional e Tecnológica, com foco na Educação Profissional Técnica de Nível Médio, porém também definindo normas gerais para os cursos e programas destinados à Formação Inicial e Continuada ou Qualificação Profissional, bem como aos de Especialização Técnica de Nível Médio.

Em fevereiro de 2012, finalmente, dois anos após a primeira versão levada para Audiência Pública Nacional, a Câmara de Educação Básica aprovou um texto básico para o referido Parecer e seu Projeto de Resolução.

_Sobre essa última versão, disponível para consulta pública no site da CNE/CEB e MEC/SETEC, trabalhamos com afinco durante os dias 02 e 03 de abril no CONIF em Brasília propondo várias retificações nas últimas divergências presentes no texto a fim de garantir consistência às Diretrizes Nacionais como norteadoras da elaboração, desenvolvimento e avaliação dos cursos de educação profissional em nível nacional_ reitera o prof. Sidinei Cruz Sobrinho, representante do Rio Grande do Sul nesta reunião.

De acordo com a agenda proposta deverá ser realizada, no Auditório “Professor Anísio Teixeira”, plenário do edifício sede do CNE, em Brasília, no dia 9 de abril, uma nova e conclusiva audiência pública nacional sobre as referidas Diretrizes Curriculares Nacionais.

Entre 10 de abril e 8 de maio, a Comissão Especial e a Câmara de Educação Básica, com a colaboração da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, concluirão os trabalhos de redação da nova versão do referido Parecer e de seu Projeto de Resolução.

No dia 9, a Câmara de Educação Básica, com a presença dos Secretários da Secretaria de Educação Básica e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, pretende realizar debate conclusivo dos referidos documentos normativos, aprovando-os, para o devido encaminhamento à competente homologação do Ministro da Educação.

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06 abr13:43

Fora de seu habitát, urubus vivem no centro de Santa Rosa

Eliseu Holz, arquivo pessoal/Urubus no 12º andar de um prédio no centro da cidade

Eliseu Holz, leitor-repórter

O processo de urbanização gera alterações no comportamento humano bem como do ecossistema. No centro de Santa Rosa está se tornando comum visualizar aves exóticas e fora de seu habitát natural.

Nos últimos dias observamos o comportamento de cinco urubus, que não são aves que tem como parte de seu hábito a caça de sua alimentação, e sim, se aproveitam das carcaças e carnes em decomposição.

Mas, neste caso, entendemos que em vista de estarem morando em prédios da Rua Minas Gerais e dois prédios próximos (que estão em reforma) na Rua Santos Dumont, e completamente fora de seu habitat (campos e florestas), foram forçados, diante da necessidade de alimentar-se, a caçar as pombas da cidade.

Estes urubus, na parte da manhã, trazem as pombas para cima da caixa de ar condicionado, que fica no 12º andar do Edifício Panorâmico. Após a caça, se alimentam ali mesmo.

O lugar escolhido é estratégico, pois é o lado oeste do prédio onde bate sol forte a tarde inteira. Isso faz com que as pombas mortas tenham a ação do sol e causa rápido odor de apodrecimento.

Assim, no fim do dia, eles vêm se alimentar do que de manhã cedo lá deixaram. E não sobra nada.

Eliseu Holz, arquivo pessoal/ Sobre o ar condicionado, o urubu se alimenta de pombas, resultado da caça do dia

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06 abr09:57

Após vendaval, sexta-feira será de reparos em Boa Vista do Buricá

Luciano Goettems, divulgação

Luciano Goettems, leitor-repórter*

Durante esta sexta-feira, muitos moradores de Boa Vista do Buricá terão trabalho extra para dar conta dos reparos necessários em função do vento forte que atingiu o município ontem.

Na localidade de Linha Bom Princípio, propriedade de Marcos e Jaqueline Blatt, o vento destruiu um galpão, que caiu sobre o trator da família e também sobre dois terneiros que se abrigavam no local. Felizmente a família e os animais nada sofreram. Segundo Marcos, o vento foi muito rápido, parecia uma espécie de tufão.

Já no Bairro Palmeiras, dois postes de luz caíram e um deles acabou atingindo a propriedade de Protásio Schmitz, mas felizmente ninguém se feriu. Atá as 18 horas, ainda não havia luz no local e os postes continuavam caídos, enquanto os moradores buscavam uma solução por parte da empresa RGE.

* Luciano é assessor de imprensa da prefeitura de Boa Vista do Buricá

Luciano Goettems, divulgação

Luciano Goettems, divulgação

Luciano Goettems, divulgação

Luciano Goettems, divulgação

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05 abr13:05

Leitores-repórteres registram o clima em diferentes pontos do noroeste

Contribuições de leitores-repórteres de diferentes pontos do noroeste gaúcho registraram as mudanças climáticas desta quinta-feira. Nuvens escuras tomam conta da região que podem registrar temporais ao longo do dia. O vento forte registrado nesta manhã em Santa Rosa derrubou árvores, cobriu ruas de folhas e destelhou parcialmente algumas casas. Uma grande nuvem de poeira tomou conta da cidade, conforme registro da leitora-repórter Talita Preschadt.

Foto: Talita Preschadt, divulgação

O céu esteve encoberto desde as primeiras horas da manhã, como mostra a foto de Felipe Saraiva.

Felipe Saraiva, divulgação

Por volta das 9h30min, as nuvens escuras deram lugar à chuva intensa no centro de Santa Rosa, conforme registrado por Marquili Sigolin.

Marquieli Sigolin, divulgação

Na vila Santos, em Santa Rosa, as frutas despencaram da árvore com a força do vento conforme registro de Luciana Timm.

Luciana Timm, divulgação

Vanderlei Henchen flagrou o céu encoberto na RS-305, entre Tucunduva e Tuparendi.

Vanderlei Henchen, divulgação

Em Ijuí, a leitora-repórter Ceres Avila registrou o tempo encoberto com vista a partir da Rua Siqueira Couto em direção a FIDENE e Campus Unijuí.

Ceres Avila, divulgação

Santo Ângelo também teve chuva forte nesta manhã. Os Bombeiros atenderam algumas ocorrências de destelhamento de casas e árvores caídas, mas o número de atingidos ainda não foi estimado.

Juliana Gomes, Agencia RBS

Na região Celeiro, houve destelhamento parcial de casas em Humaitá. Em São Martinho, os moradores ficaram sem abastecimento de energia elétrica.

Pelo menos dez casas e duas escolas municípios de Horizontina foram parcialmente destelhadas, de acordo com os Bombeiros de Horizontina. O vento, que atingiu áreas isoladas, também derrubou galhos e árvores em via pública.

O leitor-repórter Rafael Hübner registrou a aproximação do temporal em Horizontina:

Rafael Hübner, divulgação

>> Como está o tempo em sua cidade?  Envie fotos para a gente! Basta encaminhar o material para participe@clicrbsnoroestemissões.com.br

* Leia também: Chuva e vento forte mudam cenário do noroeste

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02 abr17:51

NÃO É CÉU: O Efeito Gangorra

Eduardo Matzembacher Frizzo /eduardo7frizzo@hotmail.com*

João era um menino de uma perna só. Nascera assim. Quando o médico percebeu que nem o toco da perna ele tinha, falou pra mãe:

- Olha, vai ser complicado ele viver desse jeito…

Ela, meio arrebentada da barriga pra baixo, olhou pro médico e resmungou:

- De qualquer modo é complicado.

Ao completar sete anos, João ganhou uma perna de pau. Presente do pai. Era uma perna pobre. Mas era alguma coisa. Antes da perna de pau, João se arrastava que nem cobra. Com a cara colada no chão, via coisas que outras pessoas jamais enxergariam. Havia tardes de janeiro em que gostava de analisar os vincos entre as lajotas pra comparar se os da direita eram simétricos aos da esquerda. Esquecia que o sol brilhava e que na praça em frente crianças iam pra cima e pra baixo na gangorra que o Vereador Nelson instalara no inverno passado.

Quando João ganhou a perna de pau, o pai lhe disse:

- Filho: essa perna sou eu que estou te dando, mas tu tens que agradecer pro Vereador Nelson que mora na Zona Leste. Por isso amanhã vamos lá. E vamos caminhando, só pra provar pro Vereador que essa perna agora te faz uma criança normal.

O Vereador Nelson estava sentando na varanda com um charuto gordo no canto da boca.

- Agora és um menino normal!

- Sim, doutor! E graças ao senhor agora ele é um menino normal!

- Graças a mim não, meu caro! Quem fez isso foi Deus!

João tentou sorrir. Mas não conseguiu. Culpa dos cabelos pretos lambidos. Mas como sentiu o pai lhe dar um cutucão nas costas, forçou um “obrigado” e um riso em colchete pra não ouvir desaforos.

Naquela noite, quando todos foram dormir e João estava só no quarto, sem a perna de pau que tirara pra conseguir pegar no sono, decidiu se arrastar até a porta e abri-la devagarzinho. Era uma noite clara. A gangorra permanecia parada em suas tintas foscas à

Foto: Gilberto Tadday, Zero Hora

luz amarela dos postes. João sentiu vontade de ir lá. Mas não com a perna de pau. Queria fazer o caminho das cobras.

A calçada estava gelada e a rua quente. Ele nunca reclamara dessas sensações. Gostava de perceber que se as pessoas comuns andavam com duas pernas, ele andava com o corpo todo. Sabia que mesmo sem uma perna poderia subir em uma das pontas da gangorra. Mas certamente ficaria no chão e mais nada. Teria de haver mais alguém para o Efeito Gangorra se concretizar. Como não havia ninguém, notou a falta de sentido da sua jornada e com algum pesar se arrastou pra casa.

Quando atravessava a rua, rosto manchado de terra e grama, uma caminhonete atropelou João. Certamente o motorista pensou que era um cachorro. Não fez questão de parar. Mas ele atropelara João, o qual, antes de morrer, olhou uma última vez para a gangorra e lembrou das palavras do Vereador Nelson:

- Graças a mim não, meu caro! Quem fez isso foi Deus!

Encontraram o corpo de João pelas sete da manhã. O pai lamentou o fato de não ter chaveado a porta. A mãe disse que aquilo era muito complicado. O Vereador Nelson pronunciou um extenso discurso que ninguém ouviu pela forte chuva que caia no zinco da funerária. O enterro de João foi de tardezinha e todos esqueceram da sua vida de sete anos.

Permanece só a gangorra meio capenga e podre. Talvez esteja iluminada por esse entardecer cor-de-rosa do dia dois de abril. Se em quarenta e oito horas apenas uma pessoa subir em uma das suas extremidades, nada acontecerá. Ninguém brinca sozinho.

O Efeito Gangorra exige companhia.

* Eduardo Matzembacher Frizzo é estudante, professor universitário, advogado e Mestre em Desenvolvimento pela UNIJUÍ

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29 mar13:35

Outono inspirador

Ronaldo Bernardi, Agencia RBS

Os cenários, que mais lembram pinturas de talentosos mestres da arte, fazem com o que o outono seja inspirador em diferentes pontos. A inspiração nos aflora diferentes sentimentos e faz surgir as mais belas canções e poesias.

Foi o belo cenário dos últimos dias que resultou nos inspirados versos da leitora-repórter Aline de Mattos:

“Amo…

Contemplar a despedida dos dias quentes e longos

E presenciar o brilho do sol ao se pôr,

Nas tardes de outono…

Muda o clima e o sabor do mate,

Uma leve despedida, um até breve às sandálias

E um olhar carinhoso aos agasalhos que chegam para compor a rotina.

Mágico, perfeito,

O que muda sempre na mesma época,

Nunca chega da mesma forma,

O privilégio daqueles que podem saborear a vida

Nas cores das quatro estações!”

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28 mar15:57

Pica pau dá o ar da graça em Horizontina e encanta moradores

Danusa Widz, divulgação

Danusa Widz, leitora-repórter

A paisagem horizontinense ficou mais bonita na manhã desta quarta-feira quando um pica pau resolveu se exibir nas proximidades da prefeitura. A foto é da jornalista Danusa Widz, que teve o privilégio de clicar o ilustre visitante.

Coisas que só em pequenas cidades podem ser vistas. Em meio a tantos problemas, tantas coisas ruins acontecendo, prejudicando a natureza, poder ver esta cena e torná-la eterna é realmente emocionante.

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27 mar15:57

Doação de ovos de chocolate deve animar Páscoa de crianças e adolescentes do CASF

Vanderlei Henchen, leitor-repórter

Crianças e adolescentes terão uma Páscoa mais doce e feliz, com a doação de ovos de chocolate para o Centro Assistencial Sagrada Família (CASF) de Santa Rosa.

Cada criança atendida pelo CASF receberá um ovo de Páscoa, doado pela Cacau Show.

O ato de solidariedade oportunizará a pessoas menos favorecidas uma comemoração digna de Páscoa, talvez com o único ou um dos poucos presentes da data.

Para a presidente do Casf Adriana Henchen, o verdadeiro significado da Páscoa é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade através da doação aos menos favorecidos.

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27 mar13:59

Artes marciais ganham força entre as crianças da região

Rafael Pedó, divulgação

Rafael Pedó, leitor-repórter

Não é novidade que a atividade física faz bem a todos. Para crianças, em especial, recomenda-se a prática de algum exercício desde cedo, principalmente para controlar a obesidade.

Nesse contexto, as artes marciais tem sido uma alternativa cada vez mais procurada. Além de ser um exercício físico, também é uma forma de auto defesa e um complemento educacional.

Entre as artes marciais, o Taekwon-do ITF virou moda. Além dos benefícios, chama a atenção pelas grandes lutas exibidas na televisão e que viraram febre nacional, com nomes do MMA como Victor Belfort e Anderson Silva. Somente em Santa Rosa são três locais de prática dessa modalidade e mais de 170 crianças adeptas, sendo recomendada por diversos educadores, por ser uma opção segura, educacional e sobretudo, com didática apropriada para o treinamento infantil.

Onde praticar

Rafael Pedó, divulgação


As aulas para crianças santa-rosenses são oferecidas na Escola Pedó de Taekwon-do, no Instituto Sinodal da Paz e no colégio Liminha. Também há adeptos no Colégio Sinodal Rui Barbosa de Giruá, colégio Madre Paulina de Crissiumal e em escolas de Horizontina, Campina das Missões, Cerro Largo e Guarani das Missões. Nestas cidades, são cerca de 400 crianças de 4 a 12 anos, no total, que participam de aulas de artes marciais.

O treinamento é dividido em turmas de acordo com a idade e o tamanho das crianças. A Associação Rio Grande do Sul, responsável pelo Taekwon-do ITF no Estado, conta com acompanhamento de coordenadora pedagógica e profissionais de educação física.

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